domingo, 21 de março de 2010

Escape


Pouco a pouco as coisas que compõem neste pequeno grupo de amigos…

Cada vez mais há respeito, consideração e vivo o conceito de “família” entre nós, cada vez mais há a força em cada um de nós para nos metermos à frente de um dos nossos para o defender de quem o estiver a atacar.

Cada vez mais cantamos as nossas e outras melodias, guardando apertada no peito a ideia de que temos de aproveitar cada momento destes que nos está a ser proporcionado pois não sabemos se um dia não acabará… e por mais que todos saibamos que ao mínimo deslize tudo pode desmoronar, ninguém demonstra ter vivo esse pensamento.

É óptimo ver como pessoas mudaram para melhor depois de não ter mais certas companhias, e outras após ganharem novas companhias.

E por vezes não basta tentarmos melhorar o cerne desta família, por vezes estamos curiosos por agarrar membros desta família que não estão a partilhar o nosso dia-a-dia, e tentar perceber o que correu mal, o que os levou a querer outra rotina, e é bastante motivador, gratificante ver quem aparece quando nós fazemos o dito “chamamento”.

Este texto pode não ter muito sentido, mas aquilo que é um aperto no coração por não querer pensar em que isto possa acabar, também se torna um aperto no coração não poder estar sempre a demonstrar a enorme felicidade que este escape da nossa vida normal provoca no nosso coração.

“É o sonho vivido se junta ao mar

Guardo pelo vento é dor que eu sinto

Por tanto te querer

Pela praia s sonhar o luar a nascer

É a beleza que o mar não nos deixa esquecer…”

quinta-feira, 18 de março de 2010

Lady in Red


Nunca te vi tão meiga como hoje, ou tão amarga como ontem

Nunca te vi brilhar como ontem ou tão apagada como hoje

Nunca te vi com o vestido de ontem, certamente também nunca te vi com o de amanhã

Ou a forma do teu cabelo amanhã e aquela de ontem.

Tenho estado cego.

O Mistério de Vermelho está perto de mim…

Lado a lado, rosto com rosto

Mais ninguém nas nossas vidas, só tu e eu!

É onde tu estás… é onde eu quero estar!

Eu ocasionalmente me apercebo desta Beleza a meu lado…

E eu nunca me esquecerei como estavas linda naquela noite…

Nunca te vi tão esplêndida, nunca te vi tão louca

Nunca vi tanta gente a querer estar a teu lado

E eu observo, no meu mundo agitado, eu observo

Quando estou nervoso e tu olhas para mim, ou me diriges uma palavra

É como se o meu respirar acalmasse de imediato

Nunca tive uma sensação Igual

E eu nunca me esquecerei como ficas-te a meu lado naquela noite infernal

O Mistério de Vermelho está perto de mim …

Lado a lado, rosto com rosto

Mais ninguém nas nossas vidas, só tu e eu!

É onde tu estás…é onde eu quero estar!

*

She is the Lady in Red

Ready to take you to her den

Ready to take you to a world of ecstasy

That will burn your heart within

She has her evil ways

She sexually controls all men

Few can control this lust they crave

Lady in Red

She will do anything to please

As she lowers your zipper

Bends to her knees

She seems to read your mind

She knows your deepest darkest

Most erotic fantasies

You are shocked

As she does her dark magical deeds

Her only purpose

She wants to feed

To satisfy you every need

And in by doing so… she takes a small but important piece of your soul

Taken while you were to deep into her world

To know you will lose sleep

Dreaming of her for years to come

This Lady in Red

Do not underestimate

She is sexual power

She only wishes to devour

She takes you into her world

You hold your breath

Hold on tight

It is filled with darkness

Yet brilliant light

Intensity you will feel

Beyond any in this life

She has ways you have never known

You will cry out words

Not from your heart

From your immortal soul

Some say this Lady in Red is the devil advocate

Looking for the lost

The walking dead

For that is what she needs

To fill her insatiable craving

To have a heart

To feel alive

To see fear of ecstasy in each of their eyes

She takes a tiny piece of each ones heart and soul

These are what keeps her going in her world

So dark and cold

** À minha Sósó

segunda-feira, 15 de março de 2010

Neblina


Estar sozinho preso à rotina

Viver num mundo que me fascina

Pessoas a quererem ser diferentes

Tomam acções que as tornam semelhantes

Nas ruas há o medo de se ser verdadeiro

O tempo nada mais é que passageiro

E sem fazer nada se chega ao fim do dia

Tantas frustrações que antes não sentia

Tentar viver o presente a recordar o passado

É acordar para a realidade é ficar ofuscado

Contudo, no fundo há uma esperança

Que as coisas renasçam com a força da lembrança

Embora por vezes não haja força para lutar

Há que parar o tempo e saber no que acreditar

Os apoiantes podem querer sabotar-nos

E os que contra-atacam apenas ajudar-nos

sexta-feira, 5 de março de 2010

Cansaço - Remorso





Se há coisa que sempre fiz desde que tenho memória foi sofrer em silêncio, enfrentar os meus problemas sozinhos e guardar os meus maus momentos para mim por ninguém me dar à vontade para partilhá-los.


Isto é triste eu sei, principalmente quando eu posso dizer que os meus pais em toda a minha vida não podem apontar um assunto em que eu tenha estado em baixo ou triste, um sofrimento meu, os únicos dois problemas que os meus pais tiveram conhecimento que eu passasse foram os de saúde e os financeiros.


Isto entristece-me bastante, entristece-me ter saudade deles, amá-los e cada vez que vou ter com eles meter a minha máscara de pessoa fria que não têm problemas; e ao meter esta máscara torno-me frio ao ponto de nem dizer o que sinto por eles e parecer até que não gosto deles.


Desde que entrei para a Universidade e saí da alçada deles, desde que comecei a agir consoante aquilo que pensava e acreditava, muitas portas se abriram, crescimento como pessoa a todos os níveis, mas isto tudo trouxe a consequência de ainda mais me afastar deles, pois aquilo que antes eram acções de frieza, agora se tornaram acções de frieza à distância. E aquilo que antes era não conseguir mostrar sentimentos devido à minha máscara, agora esta faz com que não mostre saudades. E magoa-me, dói-me, mata-me ser assim… mas a frieza pode-se arrastar tanto tempo e esconder-se no coração por tanto tempo que nem damos por ela lá estar e acabamos por pensar que a nossa personalidade é ser assim… e não é. Nem vale a pena comentarem em contrário.


Como ia a dizer, com a vinda para a universidade tudo o que antes se resumia a agir sem pedir autorização aos meus pais, agora à distância manteve-se com mais intensidade ainda, agora era agir e sofrer mais as consequências de tudo, fosse de falta de trabalho, falta de comida, e o do costume, desgostos de amor, desilusões de amigos.


É triste… é mórbido… é pouco nítido… ter uma família que se ama e nunca ter partilhado com eles um desgosto de amor, uma paixoneta que não deu resultado, um namoro ideal embora que temporariamente… é indescritível.


E ultimamente as decisões que os meus pais têm tomado para a vida deles não tem sido as correctas, querem ter algo mais na vida, e não há mal nenhum em querer isso e ser ambiciosos, mas há uma fase para os chamados “saltos às cegas” onde há margem para errar, mas numa dada fase da vida em que há filhos envolvidos não há muita margem para erro, não pode haver esses “saltos” pois os erros podem afectar mais que uma pessoa. E é isso que os meus pais têm feito uma e outra vez. Inicialmente eu mantive a mesma atitude de sempre, apoiei-os em tudo, em todas as decisões que tomaram, alertei para os prós e contras das mesmas, e mantive-me sempre na minha, abstraído dos problemas deles e do mundo. Mas se a crise chega a todos, os problemas deles mais cedo ou mais tarde começam a afectar-me.


Cheguei à fase final do meu curso – o Estágio e necessidades extras são necessárias – roupas adequadas, pc portátil, um carro… e tudo isto são coisas que eu poderia ter ido adquirindo ao longo do tempo… mas por viver comodamente o dia a dia com o pouco que tinha e não querer chatear ninguém com os meus problemas eu não juntei nada, e sempre fui de querer as coisas à ultima da hora, sujeitando-me às consequências.


Resultado – Não tenho o que preciso… o dia-a-dia é dificultado com os kms para andar, que se tornam cada vez mais difíceis a cada dia que passa, pois ainda que melhorem o físico, as feridas nos pés e os ténis a danificar já se começam a sentir… a necessidade de carro e portátil assim como de mais roupa de trabalho é extremamente necessária… e eu tentei.. eu tentei manter-me concentrado em apenas pedir e contentar-me com um “não posso agora” “isto está mau”.


Eu contento-me … não me peçam é para continuar mais com a farsa… a farsa do “tudo corre bem” a farsa do “não preciso de nada e estou a aguentar perfeitamente com o pouco que me dão” eu não aguento.. e entristece-me… eu quero aguentar, pois os meus pais não estão bem de momento e eu não tenho de os julgar por estar assim.


Mas por conter tanto isto para mim, chegada dada altura o saco tinha de rebentar.. e ao fim de uma semana de kms atrás de kms, cansaço, noites não aproveitadas, e problemas a acumular, o desabafo/bomba saiu com a pessoa que não merecia levar com tudo isto em cima – a minha mãe. Não que as palavras fossem para outras pessoas, não. Eram para ela, só que não ditas daquela maneira, ela não merecia levar com tudo em cima, pois já tem bastante arrependimento e problemas às costas.


Eu fui mau… fui bruto… arrependo-me, tenho remorso… magoei-a … nunca a tinha magoado antes e pensei que só a magoaria quando lhe contasse a minha sexualidade, agora vejo o quanto sofro ao magoá-la e apetece-me nunca lhe contar o meu segredo… ela não merece tal sofrimento. Ela tem ido por fases de sofrimento uma atrás da outra e eu não posso esperar ela não ter nenhuma fase dessas para lhe dar eu uma.


No meio de tanto desabafo sem pensar, disse-lhe que alem dos problemas que já tinha de enfrentar ainda tinha aqueles que ela e o meu pai não me permitiam partilhar graças à mentalidade que tinham, e ela perguntou-me se eu era Gay… ao qual eu respondi que não e ela disse que não acreditava.. prefiro nem reagir a isto ainda, não consigo.


Vou continuar a guardar tudo na minha caixinha para se me for permitido por alguém eu possa desabafar… e se porventura anda tiver a sorte de ter a minha mãe ou o meu pai ao meu lado para lhes poder contar as aventuras e desventuras do meu coração, eu contarei tudo desde o verdadeiro início até ao momento em que estou feliz ao lado deles a desabafar tudo…

quinta-feira, 4 de março de 2010

Promover a Tolerância - Celebrar a Diversidade


"Minha alma é de todo o mundo
Todo o mundo me pertence
Aqui me encontro e confronto
Com gente de todo o mundo
Que a todo o mundo pertence"

António Gedeão