quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Fingindo*

Frente a frente, tu e eu,
Estás distante, o que aconteceu,
Fecho os olhos, penso em ti,
Sonho que tu estás aqui.
*
Vou olhar a Norte, ficar forte...
Pois sei que aqui é aceitar a sorte...
*
Eu e tu, seja onde for...
O desejo ou a dor...
Alguém vai quebrar!
E no fim, tem de ser assim...
Já não és pra mim, o meu luar sem mar!
*
Vamos voa-a-ar!
Vamos voa-a-ar!
Vamos voa-a-ar...
P'ra bem longe... fingindo ...
*
Quanto tempo eu fantasiei?
Que estava vivo, eu acreditei...
Imaginei que eu era alguém...
E agora estou só e sem ninguém!
*
Vou olhar a Norte, ficar forte...
Pois sei que aqui é aceitar a sorte...
*
Eu eu tu, seja onde for...
O desejo ou a dor...
Alguém vai quebrar!
E no fim, tem de ser assim...
Já não és pra mim, o meu luar sem mar!
*
Vamos voa-a-ar!
Vamos voa-a-ar!
Vamos voa-a-ar...
P'ra bem longe...
*
A fingir eu estou, cada passo eu dou
A tentar fugir da dor.
E no fim não sei, se me queres também
Eu só quero o teu amor.... ohhh
*
Eu e tu, seja onde for...
O desejo ou a dor...
Alguém vai quebrar!
E no fim, tem de ser assim...
Já não és pra mim, o meu luar sem mar!
*
Vamos voa-a-ar!
Vamos voa-a-ar!
Vamos voa-a-ar...
P'ra bem longe...
*
Vamos voa-a-ar!
Vamos voa-a-ar!
Vamos voa-a-ar...
P'ra bem longe...
*
Vamos voa-a-ar!
Vamos voa-a-ar!
Vamos voa-a-ar...
P'ra bem longe... Fingindo!
RR

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Identidade

Estou a passar por uma sensação estranha, uma sensação de crise de identidade, nunca tinha sentido algo assim...
Por um lado acho que bastante se deve a ter voltado a morar com a minha mãe, de me ter retraído na minha personalidade para não lhe mostrar quem sou na realidade. Isso tem-me dado crises de angústia enormes, ataques de choro, momentos de desespero, entre outros... Por vezes dou comigo apático, a falarem comigo e eu na verdade não estou presente em mente, entra por um ouvido e sai por outro.
Nos últimos dias tenho levado uma dose abusiva de histórias de diferentes personalidades, de pessoas diferentes à sua maneira à procura de deixarem a sua marca no mundo, de fazerem diferença. Isso inspirou-me, fez-me chorar imenso, tudo o que tinha aqui entalado para chorar, mas fez-me bem, deu-me força para relembrar quem eu sou na realidade, quem eu gosto e tenho orgulho em ser.
Por alguns momentos esqueci-me disso... e isso entristece-me, hoje andei o dia todo nostálgico, mas senti-me eu mesmo.
Está a chegar o momento de acabar com o que falta deste segredo... já não suporto mais farsa e nã quero correr de novo o risco de quase esquecer a minha essência...

sábado, 20 de agosto de 2011

Defeitos


Bem...
para contrariar algumas pessoas que dizem que eu sou orgulhoso demais para
falar dos meus próprios defeitos decidi então expô-los todos nua e cruamente.
Sabem, nem sempre é fácil para quem tem um carácter forte assumir os seus
defeitos, pior ainda ouvir alguém dizer-te na cara os teus defeitos.
Ao
longo do meu percuso, durante o processo de escolher quem queria no meu ciclo
de amigos, involuntariamente os que foram ficando sabem que não gosto que me
acusem seja de que defeito for, à partida, eles estão lá porque gostam de mim
como eu sou, com os meus defeitos e virtudes. Mas aqui estão eles, pois eu sou
como toda a gente, tenho os meus defeitos e virtudes, que vão e vêm á tona
sempre que tem de ser pois também eu tenho momentos bons e maus, que gosto e
não gosto e não tenh problemas de os admitir.

Podemos começar pelos piores, os 7 pecados mortais: Gula, gosto de comer, tenho prazer insaciável no comer, é um pecado que sempre me tem afectado e danificado a auto-estima ao longo da minha vida, um pecado que com o meu crescimento o tenho conseguido domar, domesticar. Luxúria, também eu tenho em mim o desejo e fixação pelos prazeres carnais, o prazer pela sensualidade e sexualidade; acho que todos têm este, apenas não o admitem. Soberba, conhecido por outras palavras como o orgulho, sou bastante humilde e não sou muito arrogante, este último depende se me pisam a paciência, mas sou sim bastante orgulhoso, odeio ser magoado, odeio errar, odeio estar em desvantagem e estar por baixo; sou um orgulhoso saudavel pois uso os melhores meios para sair por cima. Preguiça, sou bastante preguiçoso em muitos momentos, em contrapartida sou bastante esforçado e dedicado em outros momentos. Por outras palavras, só me esforço pelo que me interessa, se faço algo que não gosto é como essa coisa tivesse com algum prazo de validade para acabar. Vaidade, sou bastante vaidoso sim, mas é só para mim, não me acho bonito aos olhos dos outros, tento apenas achar-me bonito para mim mesmo e sentir-me bem com isso, tenho um pouco de vaidade para mim mesmo para que não deixe a minha auto-estima ir abaixo.

Estes são os meus piores defeitos. Por vezes sou muito frio, por vezes sou directo e por vezes até desprezo. Para mim o desprezo é uma das maiores armas que tenho, talvez porque não sou pessoa que goste de confrontos físicos. Nunca estive em algum confronto físico com alguém em que eu ripostasse o ataque. Sou bastante distante das pessoas quando não posso ser 100% sincero com elas, mantenho-me afastado. Sou bastante temperamental, mas ja experienciei que ha muitas pessoas que não despertam este meu defeito. Sou autoritário, sou dono do meu espaço e de mim, mas também sei partilhar quando assim o entendo e não quando de mim o exigem. Não me rebaixo, seja a quem for, amigos, inimigos, colegas, chefes de trabalho, professores, ninguém abusa de mim ou me faz fazer o que não quero. Sou bastante solitário, gosto do meu espaço, de estar sozinho; mas em contrapartida sofro muito com isso, e muitas vezes me sinto só. Sou ciúmento, característica que ganhei com uma das minhas relações amorosas, nunca fui ciumento pois até então não tinha tido motivos para tal; depois dessas aventuras que me danificaram tem demorado para recuperar o Ricardo confiante.... Bem acho que por agora já admiti bastante. Estes são os meus defeitos.

Acho que as pessoas "não mudam" como muitos acham. Acho sim que as pessoas se educam, educam os seus defeitos e sabem lidar com eles, habituam-se a eles e sabem quando lhes meter uma barreira. Acredito também que possamos adequar os nossos defeitos aos defeitos de outra pessoa para podermos viver bem com essa pessoa. Mas nunca deixamos de ser desta forma ou de outra. Por mais que estejamos muito tempo sem ser ciúmentos, zangados.. em um momento ou outro esses defeitos virão à tona e temos saber mete-los no lugar certo de novo.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Puro Amor

Hoje estive a ler algumas notas que costumo fazer habitualmente, algumas remeteram-me para o conceito de "amor puro", aquela imaturidade, aquela falta de experiência, nervosismo, inquietude que todos temos nas nossas primeiras paixonetas, namoros, na primeira vez que fazemos amor com alguém. Tal estado parece ir-se perdendo quando começamos a sofrer por amor ou, por outras palavras, a "crescer".
Deu-me hoje a saudade desse estao, de sentir aquele frio no estômago quando estava com alguém, de ir à luta quando me interessava por alguém...
Tenho 25 anos e parece que isso tudo se foi completamente... Tive grandes quedas, não me lamento por isso pois elas também me tornaram forte e aprendi com elas, mas por outro lado já não me sinto da mesma forma, pois se conheço alguém, as primeiras sensações que aparecem não são as de nervosismo ou ansiedade; são sim as de cautela, não dar total confiança e de ter pensamentos de prós e contras de todas as acções - isso deixa-me louco.
Muita gente me diz que irei conhecer alguém que me irá trazer tudo isso que perdi de volta e irá fazer-me sorrir de amor de novo. Continuo à espera...
Sinceramente sinto falta de alguém nos momentos que estou sozinho, mas quando tenho alguém só olho o tempo para se ir embora e eu voltar a estar sozinho, chegando até a ser agoniante... por outras palavras "não sei o que quero" e no fundo "sei o que quero". ..

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Quero-te *

Já não é a primeira vez que dou comigo a pensar na mesma pessoa. Não sei se é pela ausência de intimidade a que me tenho sugeitado, mas às vezes dou comigo a reflectir sobre situações passadas e pelo desenrolar alternativo que elas podiam ter tido.
Há uns tempos atrás conheci um rapaz, ele era o rapaz que qualquer pessoa sonha ter como namorado, dedicado, romântico, carinhoso, amoroso, que me dava atenção, presentes, dedicatórias, quem não se sente bem com isto tudo?
Infelizmente aqui o parvo do Ricardo não aproveitou, sempre foi o tipo de rapaz que quis e sonhei para mim, e hoje penso que fui imensamente estúpido. Na altura estava destroçado com o fim da minha relação amorosa, foi até hoje a relação que mais me destroçou, uma relação que até hoje deixa cicatrizes, nunca mais fui a mesma pessoa, nunca mais voltei a confiar com tanta intensidade e a dar-me como o fiz. Estava magoado, frio e nessa altura conheci este rapaz, sabia que ele não me ia magoar e deixei-me levar, conheci-o e curti com ele, mas o meu coração estava frio, magoado e não conseguia ver atracção em mais ninguém.
Provavelmente não o devia ter feito, não devia ter deixado outra pessoa envolver-se comigo, apaixonar-se ou interessar-se de mais. Fí-lo. Hoje não me arrependo, se não o tivesse feito, hoje não estava aqui a querer que essa pessoa se cruzasse de novo no meu caminho para poder dar-lhe um beijo e dizer-lhe o quanto lamento de o ter magoado e de não ter tido forças suficientes para abrir os meus olhos e reconhecer que ele era a pessoa indicada para mim. Hoje vejo isso nitidamente, que seria uma pessoa que me faria feliz, que me completa interior e exteriormente.
Infelizmente a vida prega-nos estas partidas, e eu não tenho problemas em reconhecê-lo. Estou longe de mais para correr atrás disto, e as nossas vidas estão com caminhos bastante diferentes, mas se um dia me cruzar de novo com ele e ainda mantiver o meu coração livre, com certeza que lhe vou dizer umas quantas.
Sei que conseguia fazê-lo feliz, e dar-lhe o que ele mereçe, o que ele sempre sonhou ter a nivel amoroso, sei que poderíamos sonhar juntos. Sei que o tempo vai acabar por passar, e ele vai entrar em breve numa grande fase da vida dele, e provavelmente vai conhecer alguém. Só espero que encontre alguém que lhe dê por fim o que eu gostaria agora de lhe dar.*** GLUCK*

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Não Sei Que Pensar

Não sei se me sinto triste, se me sinto desiludido com tudo isto.
No passado sábado dia 6 foi o meu dia de aniversário. Já estava mentalizado que este dia seria imensamente solitário, sem os meus amigos por perto, sem a minha família por perto pois também foram todos de férias a Portugal nesta altura. Também já há muito que me tinha mentalizado que nunca iria ficar chateado por alguém não se lembrar do meu aniversário, pois nem eu mesmo me lembro do dia de aniversário de muitos dos meus melhores amigos. Mas lá no fundo eu senti essa falta, estou chateado com os meus pais, ainda que me tenham ligado eu não consegui ser outra coisa a não ser distante e um pouco frio na conversa com eles. Quando aos meus amigos, bem... os que não considero "amigos a 100%" deram-me todos os Parabéns, graças aos lembretes do Facebook e afins, mas os meus melhores amigos, aqueles que tenho em mais alta consideração - não houve um a dar-me os Parabéns, isso magoou-me lá no fundo. Não os culpabilizo pela memória, não têm de saber o meu dia de aniversário, mas lá no fundo eu fiquei sentido por se terem esquecido.
O meu dia foi passado a trabalhar, sem comentar com ninguém do trabalho que era o meu dia de anos, a não ser quando fui quase Obrigado a dizê-lo, sempre com um aperto no coração por estar aqui distante, e por ninguém se ter lembrado, à noite lá fui sair com uns quantos, duas amigas minhas que vieram de Espanha e um amigo meu daqui, mas não foi a mesma coisa sem a palavra de conforto de quem eu amo verdadeiramente. Foi para esquecer ** No dia seguinte lá um ou outro se lembrou, claro que fiquei contente, mas mesmo assim ainda há alguns que não se lembraram...
Enfim...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

What goes around comes around **

"What goes around comes aroun" - True!*
Hoje não sei o que escrever, não tenho indicadores que me impulsionem a escrever sobre nada, mas simplesmente apetece-me escrever...
Estou um pouco nostálgico, o cansaço e o trabalho em excesso que ando a ter este mês anda-me a dar cabo dos neurónios, nem um copo bebi, nem uma saidinha, foi só comer, dormir e trabalhar, e claro emagrecer!! ehe.
... Tenho saudades de cantar para aliviar, é verdade... com o cantar vinham as noities de alcoól, com o alcoól vinha a dança... liberdade... que sensação ...!
"Um dia voltarei... Se prometo cumprirei!"