terça-feira, 30 de outubro de 2012

Voltar ao ponto de partida ?!

Hoje tenho pensado muito em algo que muitos me têm vindo a sugerir, como forma de conseguir entender o que realmente quero para o passo seguinte. E atenção, eu já não vejo a minha situação como uma desistência da minha situação actual, eu vejo como "querer uma aventura diferente", novos desafios. Mas como fim de entender o que quero e para onde quero ir, foi-me colocada a hipótese de passar uma temporada no local onde a anterior fase acabou, para realmente reviver os momentos por um curto espaço de tempo, reviver os locais e assim o meu pensamento reiniciar, a minha bateria recarregar... por outras palavras... regressar a Portimão e ao Alentejo!
O locam que me deixa imensa Saudade, mas também o local que me deixou à beira de um esgotamento psicológico, de tal forma que me fez regressar ao único local onde jurei nunca mais regressar... o Alentejo.
Resumindo... não sei realmente o que decidir e ainda tenho meses para pensar... só quero fazer o melhor para mim e para o meu futuro profissional.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Momento ... belisca-me!

Neste momento há toda uma ausência de conversa entre nós, nem parecemos viver no mesmo mundo ...
Neste momento já nada me magoa, nada mais há que eu possa partir portanto ... neste momento apenas existe um relógio que foi congelado no tempo, num sítio onde a erva já começou a crescer em volta dos pés.
Eu olho para ti ... e tu olhas para mim... se tu me desses um minuto, eu provavelmente ... não saberia o que te dizer, provavelmente o minuto passaría em vão e eu apenas estagnaría a olhar para ti, apenas feliz pelo momento e tu .. beliscavas-me...
Talvez se me deixasses ser a tua luz ... em vez daquele que luta por ti, talvez apenas um minuto chegasse ... se tu me beliscasses.
Aqueles pássaros negros estão de novo a fazer barulho ... e é uma imagem que eu vejo constantemente e me tira o fôlego.. daquela mesma forma que tu me tiras-te quando me disses-te "acabou ... Adeus"!
Às vezes ainda sinto a rigidez, a frieza daquelas palavras apenas quando me sinto sozinho e por minha conta.
Então esse minuto talvez fosse suficiente, se chegasses, me beliscasses e me dissesses que não estou sozinho...
Na minha cabeça eu vejo o teu rosto, eu oiço a tua voz e eu fraquejo e vejo que agora sou só eu ... sem ti.
Então agora quando eu preciso de ti eu acendo uma vela... e apago a luz, olho para o céu estrelado e escolho uma das estrelas que o habitam... Por vezes esqueço-me das estrelas e olho o mar repleto de memórias que guardou e insiste em não me deixar recordar...
Se  neste momento em que quero recordar, tu ao menos me pudesses beliscar ...

Férias aproximam-se ...

Portugal aproxima-se, quero aproveitar mas não quero fazer asneira desta vez. Das outras vezes ou ganhei ressacas enormes nos primeiros dias; outras vezes eu ganho escaldões de morte, e não aproveito o resto das férias.
Há as vezes ainda que perco tempo com pessoas que não interessem e demonstra ser uma perda de tempo.
Quero aproveitar o máximo possível, ignorar o máximo o que e quem não interessa, pois tenho o meu psicológico para restaurar, a minha força interior e motivação a recuperar, e tenho muito para pensar e só quando atinjo o máximo estado "zen" é que consigo chegar às mais exigentes conclusões...
Portugal espera-me e não podia ser outro destino desta vez. Até já !!

sábado, 13 de outubro de 2012

Objectivos demorados * Paris

Hoje estou num daqueles dias em que tenho o meu caminho delineado, em que sei os passos que tenho de dar e como me tenho de preparar para os tomar e apenas queria que o tempo voasse até ao momento do "acto"... o tempo está a passar e eu sinto-me a perder grandes momentos enquanto estou nesta fase da minha vida. Não lhe chamaría um limbo pois não me sinto à deriva, vim para a Suíça com uma mente aberta sem saber o que me esperava por aqui, e tempos depois ficou clara a ideia de que eu tinha de aqui vir principalmente para resolver o assunto da minha sexualidade com a minha família, e assim foi. Aparte isso, já nada me atrai aqui, agora que estou bem com eles e que já conheci o que é viver e trabalhar aqui.
Ultimamente coloquei-me num prazo limite para sair daqui e todos os dias penso numa forma rápida de o fazer, fecho os olhos ao que vou gastar para o fazer e apenas o quero apressar. Outros dias há imprevistos que atrasam um pouco esse "dia final" e isso me entristece. Há dias que sei claramente para onde ir numa fase seguinte e há outros em que simplesmente já nada sei. E isso amedronta-me, deixa-me nostálgico, pois eu quero ter certezas, eu quero saber ou pelo menos estar curioso em como será viver ou estar em determinado sítio, não quero chegar lá e passado algum tempo sentir-me de novo incompleto e à deriva e a querer mudar de novo.
Tenho dias em que penso que não devo seguir para mais lugar nenhum diferente e apenas regressar a onde tudo começou, Portugal, e recomeçar de onde deixei quando saí, mas tenho a consciência que ainda não é o momento, não posso fraquejar e tomar essa decisão pois não é a mais acertada.
Por agora só sei que tenho completa certeza que num determinado prazo irei sair da Suiça, e até lá vou preparar muito bem o meu terreno pois já não sou uma criança e seja qual for a decisão a tomar será por minha responsabilidade e em nada irei contar com a minha família, porque eu assim o decidi fazer.
Há uns tempos atrás visitei Paris pela segunda vez, pois fui lá com o intuito de visitar a Disneyland Paris com o meu irmão e a minha mãe, e não pude perder a oportunidade de lhes mostrar a cidade, seria um desperdício. Nesta segunda visita, tive a oportunidade de "revisitar" alguns sitios e prestar mais atenção a outros que me tinham passado ao lado, e não podia ter ficado mais maravilhado com o que senti e vivi nestes dias, não poderia ficar mais "in love" com a cidade. E não bastasse este novo amor e o desejo de mudar de rotina, vem o desejo de ser um desconhecido para o mundo, um desconhecido no mundo, nesta cidade - isso fascina-me.
Se há tempos me tinha apaixonado pela cidade portuguesa de Sintra, desta vez era um amor platónico além-fronteiras que não sei explicar. Sinto-me atraído por ela, sinto que é ali que tenho de estar, e ali tenho de me encontrar... ou perder.
Há um misticismo que me chama e me suga que não consigo explicar... Quero explorar cada história e cada recanto desta Deusa e cada lenda que ela tem envolta em si. Despertou paixões em mim há muito adormecidas como a leitura, o desejo de cultura, o romantismo do qual eu me achava desprovido há muito...
Na minha cabeça tenho os prazos para mudar definidos e tenho de me preparar muito bem. Se é Paris ou não, não o sei, só sei que daqui eu tenho de sair, e tenho até quase ao fim para me decidir.

domingo, 7 de outubro de 2012

Medo

Dizem que uma ferida interior nunca se cura, é verdade, seja ela qual for ou de que origem tiver... pode cicatrizar, pode endurecer mas basta a mesma fonte que a fez reaparecer para ela se fragilizar. Pode não a reabrir, porque está fortalecida mas com muita insistência pode mesmo deixá-la dolorida e a querer reabrir de novo.
Assim foi um dos meus recentes dias, estava eu a trabalhar umas horas num café quando tive de fazer frente a um homem alcoolizado, um daqueles que aparenta ameaça, que sabe ferir tanto com actos como com palavras, dos mesmos que eu tive de enfrentar durante os meus iniciais tempos de estudante. Eu tremi, mas tive de recusar vender-lhe alcoól, eles não me disseram muito, e eu estava mais fortalecido que antes, pois apesar de continuar com medo consigo enfrentar, mas por dentro estava completamente a tremelicar...
É chato quando as cicatrizes nos danificam para a vida e nós não podemos fazer nada em contrário.
Isto deu-me também que pensar, pensar nas outras cicatrizes que tenho. Se um dia eu também me cruzar com os mesmos causadores dessas cicatrizes como irei eu reagir... let's see.