sábado, 28 de dezembro de 2019

Triggers

"Avoiding your triggers isn't healing.
Healing happens when you're triggered and you're able to move through the pain, the pattern, and the story, and walk your way to a different ending." Vienna Pharaon

Little things

I notice everything. And by everything, I mean everything. I notice when someone stops texting me like they used to. I notice when the way someone talks to me starts changing. I notice the little things that people do, and the little things they used to do. I notice when things change, and when it's no longer the same.

Depression

Depression doesn't really feel like sadness to me... it feels like exhaustion, irritability, no motivation, no desire to do the shit I love doing & more. Being depressed is worse than just being "sad".

Anxiety

Hi. Sorry I haven't texted you back. I've been anxious and depressed. I haven't had time to catch my breath, you know how life gets. I am so drained I can't even collect the energy for the most basic tasks, like texting you back or doing the dishes. The weather has been beautiful, right? 
Yesterday I fought off a panic attack while I was driving. I had to pull over because my vision was blurred. I just want to sleep all the time, but if I told you, you would want to uncover a reason behind all of this, and there is no tangible reason you would accept as valid. How are you? I hope well. Let's get dinner soon!

Change

I wanna change so bad. I don't wanna get mad at everything, don't wanna react to everything, don't wanna care as much, don't wanna put energy into things that I shouldn't, don't wanna make in the moment decisions anymore, I just wanna change me for MYSELF, not for somebody else.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Recordar terapêutico

Quem diria que "recordar" por vezes pode ser mais terapêutico do que prejudicial.
Sem escrever muito, pois o meu cérebro ainda não tem uma ordem de raciocínio, ir a recantos da memória e conviver "like old times" ao contrário do que eu esperava, foi bastante terapêutico ao ponto de me dar motivação para o ano que se avizinha.
Posso já não ser quem era.. de todo. Não precisei de me embebedar para ter este recarregar de baterias, bastou-me descontrair e conviver um pouco sem pensamentos que me perturbassem. 
Só sei que neste fim de ano, o meu cérebro está sofrendo um reboot saudável, e era a motivação que eu também precisava para me focar em novos objetivos e recuperar velhos que estão a ficar um pouco monótonos.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

"Anxiety"

"My friends, they wanna take me to the movies
I tell'em to fuck off, I'm holding hands with my depression
And right when I think I've overcome it
Anxiety starts kicking in to teach that shit a lesson
Oh, I try my best just to be social
I make all these plans with friends and hope they call and cancel
Then I overthink about the things I'm missing
Now I'm wishing I was with'em
*
Feels like I'm always apologizing for feeling
Like I'm out of my mind when I'm doing just fine
And my exes all say that I'm hard to deal with
And I admit it, yeah
*
But all my friends, they don't know what it's like, what it's like
They don't understand why I can't sleep through the night
I've been told that I could take something to fix it
Damn, I wish it, I wish it was that simple, ah
All my friends they don't know  what it's like, what it's like
*
Always wanted to be one of those people in the room
That says something and everyone puts their hand up
Like, "if you're sad put your hand up
If you hate someone, put your hand up
If you're scared, put your hand up"
*
I got all these thoughts, running through my mind
All the damn time and I can't seem to shut it off
I think I'm doing fine most of the time
I think that I'm alright, but I can't seem to shut if off
Shut it, Shut it"

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Podes fugir - mas eles vêm ter contigo na mesma!

É incrível as voltas que a vida dá, os constantes estados de desagrado ou motivação que vão girando como um ciclo vicioso e que geram uma constante satisfação/ilusão sobre o estado físico, mental ou psicológico em que nos encontramos.
Não espero que este desabafo faça sentido. Há muito que o meu Blog deixou de fazer sentido, talvez nunca tenha feito sentido algum. Há muito que deixei de ter uma ordem de raciocínio, não sei se alguma vez a recuperarei, mas dada a minha herança mental materna, duvido que alguma vez venha a ter sanidade mental como antes.
Estou na rotina que quero, tenho um trabalho que me dá gosto fazer, vou motivado trabalhar e acabo por me esquecer do tempo quando lá estou, o salário não é mau, mas ainda não me dá aquele ponto de conforto que preciso e continuo com momentos apertados que tanto me torturam o psicológico... sim, porque não ter o conforto financeiro e ter essa nuvem sobre nós constantemente, pode mesmo tornar a nossa rotina diária bastante stressante e angustiante.
Hoje em dia estou nessa rotina. Continuo com o meu físico insatisfeito, não consigo emagrecer, não consigo aceitar este corpo, nem aceitar que alguém goste do meu corpo assim.
Continuo na minha relação com este rapaz especial, numa relação ao qual temos ultrapassado bastantes desafios de adaptação um ao outro, ao longo dos tempos, e já estamos no quarto ano desta relação à qual ainda não demos um nome.
E sim, continuo insatisfeito com  isso. Insatisfeito porque lhe quero dar um nome e oficializá-la e continuo desinteressado em chatear-me para ter aquilo que quero. Nem sei se tenho força mental para me chatear com tal.
Hoje em dia já reuni alguma da força mental perdida nas noites intermináveis do meu último trabalho como night auditor, e que a ansiedade me deu; mas essa pouca força mental que reuni tem se esgotado diariamente no esforço que o meu novo trabalho requer; o que me torna o cachorrinho perfeito numa relação com alguém difícil.. e eu nunca fui o "submisso".
Mas mantenho-me nesta rotina a tentar lidar com os meus desafios diários e ultrapassando-os. Nunca foi fácil para mim, manter-me contentado com o que tenho, mas o estar na rotina que escolhi faz-me aceitar os desafios.
Não sei por mais quanto tempo a rotina se manterá, pois quando menos esperamos os problemas familiares surgem e eu tenho fugido deles a sete pés. 
Gabo as pessoas que abraçam a família e os seus problemas e tornam-os os seus próprios problemas... eu tive bastante disso quando tive na Suíça e agora queria estar na minha rotina descansado sem mais chatices, a lutar pela minha vida amorosa e profissional... mas não está a ser possível.
Todas as minhas linhas familiares estão instáveis. A minha mãe, que mantém a sua fraqueza mental e instabilidade emocional e de saúde, desde que regressou a Portugal que não consegue manter-se num trabalho por muito tempo. Mudando de trabalho sem parar, tem consequências a nível de desempregos, salários e em manter as contas em dia, principalmente a renda da casa onde está, que é a casa da irmã dela, minha tia, que por sua vez lhe facilitou a vida deixando-a lá ficar na casa do Alentejo a uma renda acessível, mas sempre que a minha mãe não consegue pagar, a minha tia tem de acarretar com as despesas de duas casas. As decisões que toma continuam a ser as que sempre quis tomar, sem pensar nos outros ou nas consequências, ou sequer pensar que tem o filho ao seu encargo em casa; acabou de trocar um carro que apesar de dar problemas, já estava pago, por um carro novo que pagará até estar reformada a um montante mensal fora das suas possibilidades. Neste momento, parou novamente de trabalhar para ser operada ao coração, vai desentupir umas veias e colocar um pace-maker, para que isto melhore o desempenho dela na vida, trabalho e rotina, sendo que arritmias sempre foram um calcanhar de Aquiles para ela. Vamos ver se resolvendo este problema, é o suficiente para ela estabilizar nas responsabilidades diárias.
Tem exigido cada vez mais atenção, depressiva e quer bastante que se preocupemos com ela, o que preocupamos, mas não podemos estar em cima dela constantemente e diariamente, e ela tem de manter um pouco de estabilidade mental para aguentar a rotina e ajudar o filho que ainda vive com ela. Ainda é cedo para que ela se torne o fardo de alguém.
O meu irmão que por sua vez anda também bastante instável, ficou há poucos meses sem a mesada do pai, que ajudava na rotina, estudos e em casa, e como parou de dar-lhe a mesada, a minha mãe teve de ficar com tudo a seu encargo. Ele ainda deu a volta por cima e conseguiu ir estudar à noite e num curso de equivalências terminou o 9° ano; encontra-se em advogados para tentar que o pai dê a mesada, mas não deve dar em muito. E ele não aceita recomeçar a vida dele tendo de estudar e trabalhar ao mesmo teve. Há uns dias teve um esgotamento psicológico vivendo fechado em casa com os ataques depressivos da minha mãe, e não tendo ele próprio forças para lidar com nada. Está depressivo, não consegue lidar com pessoas para aceitar ter um trabalho e achou que estava sem saídas na vida e que ninguém o podia ajudar, pois estamos todos financeiramente impossibilitados para tal. Eu entendo que seja injusto para ele ter as portas todas fechadas para ser ajudado, parte-me o coração que a vida lhe tenha dado este caminho, mas só consigo metê-lo no caminho correto para que ele lute por si mesmo.
Mais uma vez abri-lhes as portas para em breve vir para minha casa, seja para estudar se conseguir a mesada do pai em tribunal; seja para ajudá-lo a procurar um trabalho simples e que não lhe exija muito contato com pessoas para que possa trabalhar e estudar. Mas tenho de me chegar à frente desta vez; apesar de no fundo eu não querer cair na mesma rotina em que ele não aceitava as regras cá em casa, e temo que ele tenha de se sujeitar a essa rotina de novo, e espero que aceite as novas condições.
A minha irmã está na mesma instabilidade financeira que o meu pai, são gémeos em gestão de dinheiro. O meu pai simplesmente já não me apetece lidar com ele, ignoro-o bastante hoje em dia, acho que ele já sentiu isso, mas simplesmente já não me dou ao trabalho. Tudo nele me cansa, a mente fechada, a maneira de falar e estar, a mania das grandezas, aparências e autoridade. Não consigo mais. E a minha irmã simplesmente não orienta financeiramente a vida, para conseguir também ajudar. Neste momento seria a ajuda ideal para a minha mãe, pois é a única que vive num país onde os salários são bons e seria a que melhor conseguiria ajudar alguém financeiramente. Em vez disso ignora a família completamente e age como se não houvessem problemas deste lado.

sábado, 20 de abril de 2019

Ser alguém desagradável

Há algum tempo que ando para aqui vir, acontece que abro a página e não me sai nada, e outras vezes dou comigo a reler alguns "posts" antigos que foram feitos em anos anteriores na mesma data ou perto da data em que me encontro apenas para comparar situações, estados de espírito, formas de pensar, enfim... em busca de algo.
Mas hoje apeteceu-me vir aqui desabafar.
Não querendo por isso corroborar a teoria de que só consigo escrever quando estou triste ou nostálgico, o que não deixa de ser verdade.
Mas ultimamente sinto-me cansado, desmotivado e farto.
Desta vez sinto-me extremamente motivado com a minha vida e rotina profissional, estou sempre a aprender e gosto disso, vou motivado para o trabalho, e recentemente meti-me numa nova rotina alimentar que tenho mantido nesta última semana e espero continuar, nada de novo, mas apenas comer saudável e moderado. Pensar um pouco mais em mim.
Em contrapartida ando farto de toda a gente, não tenho paciência para ninguém, não tenho capacidade de lidar com as pessoas que me são próximas, eu já nem digo as pessoas com quem me cruzo no dia a dia, mas desta vez são as que me são mais próximas.
Não sei o que tenho, mas não tenho tido paciência para dramas, para me explicar, para responder a perguntas, para ir visitá-los, para falar com eles, tenho-me isolado bastante e acho que o ter-me metido numa rotina alimentar nova pediu isso mesmo. 
Mas depois quando me forço a responder a alguém ou a falar ou a ver alguém, por vezes não sou o mais agradável. 
E o babe tem sido um pouco saco de pancada, não só por esses factores, mas também por culpa dele, pois em parte este estado de espírito um pouco cansado se deve a ele e à má gestão da relação da parte dele.
Nunca conseguirei expôr aqui o emaranhado de pensamentos que ele me tem provocado, por vezes revolta, por vezes irritação, por vezes tristeza com a forma como ele dá ou não importância à relação. Irrita-me a forma como ele dá a nossa relação por garantida e não sente que tenha de lutar muito por mim e eu por gostar dele não o consigo abanar para sair desse estado. 
Não conseguimos ter uma conversa séria sem eu desistir de argumentar ou ele ir embora, sem estarmos os dois na defensiva o tempo todo. E temo que se um dia conseguirmos ter uma conversa completa, que esta não irá acabar bem.
Somos perfeitos se eu calar e não "querer mais" do que aquilo que já temos. Somos perfeitos se os planos do ano forem viagens e concertos como ele quer em vez de os planos que eu tenho financeiros para orientar mais rapidamente as contas da casa. Somos perfeitos quando eu me contento com as noites que ele lhe apetece vir dormir cá a casa em vez de eu pedir mais noites e ele sentir que não consegue conciliar mais a rotina.
Mas se forço uma das barreiras que ele não quer forçar, ficar tudo desequilibrado e não sei mais como abordar essas situações. 
Acabo por tornar-me uma pessoa que não sou eu, a viver numa rotina a querer mais, sem pedir mais; a estar numa relação querendo mais sem poder pedir mais. E a revolta que guardo em mim depois reflete-se em tudo e todos e torno-me na pessoa desagradável que estou a ser ultimamente...