segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Transformações
sábado, 26 de dezembro de 2009
Passeio pela Liberdade

Já tinha estado em Madrid há alguns meses atrás, neste "mundo liberto" que é esta cidade, um mundo onde toda a comunidade LGBT (lésbicas, gays, bis e transexuais) anda em liberdade e não se preocupam com o preconceito - porque não o há simplesmente. Da outra vez que aqui estive não me senti totalmente liberto para ser eu mesmo devido às minhas companhias, fui estúpido, pois poderia tê-lo feito, mas desta vez já vinha com a ideias de que postura iria assumir ao visitar Madrid.
Vou tentar ser um pouco diferente, do que fui outrora, e não cortar ligação com as pessoas que conheci e que quero manter para a vida, pois é a tendência que eu tenho, é para cortar com quem me faz lembrar os tempos em que fui feliz, e assim sofrer sempre sozinho e em silêncio. Mas eu não tenho de perder esses amigos, nem quero. Eles estiveram, e estarão sempre nas várias fases que irão ocorrer na minha vida, irão ter opinião nas decisões mais importantes que eu tomar, e os seus conselhos ainda me irão orientar em muitas coisas, porque eu assim o quero.
Se sair vitorioso deste estudo árduo em que vou "tentar" entrar, tenho, e de preferência agora de definir o meu estágio curricular.
Joguei na sorte, e apenas mandei curriculos para sítios em que amigos meus me poderiam ajudar a entrar, e para sítios que eu gostaria: Companhias de Cruzeiros, que tanto me faz sonhar, que alimenta a minha ambição e gostos, pois completa o ganhar bom dinheiro com o meu gosto, mas tenho de aceitar que acabaria a fazer animação turística nesses mesmos cruzeiros, pois não quereria profissão nenhuma inferior. Organização de Eventos, pois essa profissão, além de meter o trabalho de escritório que eu tanto adoro, me aproximaria daquele que é o meu sonho número 1, a Dança. Câmaras Municipais ou Juntas de Freguesia, pois além de terem o mesmo propósito da anterior, visto que estas estão ligadas à Organização de Eventos, são trabalhos do Estado, e a minha ambição mais uma vez liga o que gosto de fazer com algo que me poderá ser útil de futuro, visto trabalhar nestes sítios poder garantir-me emprego fixo durante mais tempo. E depois está trabalhar no Turismo na Área de Sintra, uma Cidade linda e misteriosa, a minha cidade favorita de Portugal, a única cidade em que me sujeitaria a trabalhar nas coisas que menos me fascinam na área do Turismo, Hotéis; mas uma cidade que me faz sonhar bastante, não que eu tenha necessidade de ser "ainda mais" sonhador, mas é aquele sonhar inspirador, que nos alimenta a força de viver, a mim Sintra faz-me isso...
Depois destes últimos meses a arrastar-me, agora sinto-me com forças para seguir em frente, apesar de neste momento, eu ter essa força em simultâneo com a ideia de que vou em frente mas com as costas desamparadas e sem apoio, sozinho nesta luta, mas ainda assim consigo ir... quem me dera meter certas pessoas num saquinho e arrastá-las sempre comigo para onde eu fosse. Mas isso seria muito egoísmo da minha parte, pois impediria que essas mesmas pessoas seguissem com as suas vidas.
Hoje aprendi, e sonhei alto... "A Vida É Uma Escalada"
*
Quase que o consigo ver
Aquele Sonho que eu sonhei
Mas há uma voz dentro da minha cabeça que diz
"Nunca o irás atingir"
*
Cada passo que estou a dar
Cada movimento que faço
Parece perdido e sem direcção
A minha Fé fica balançada
*
Mas eu tenho de continuar a tentar
Tenho de manter a minha cabeça segura no topo
*
Irá sempre haver mais uma Montanha
Eu irei sempre querer que ela se mova
Irá sempre ser uma batalha perdida
Por vezes eu vou ter de perder
*
Não é sobre o quão rápido eu chego lá
Não é sobre o que está à espera do outro lado
É a escalada...
*
Os esforços que eu estou a fazer
Os riscos que eu estou a enfrentar
Eu irei recordar a maioria, sim
Mas tenho de continuar
*
E eu, eu tenho de ser forte
E continuar a insistir
*
Continuar em frente, continuar a escalada,
Continuar com fé
Isto é tudo sobre a Escalada
*
Vamos ver o que acontece. Por agora ainda estou no meu Retiro, a tentar repôr as minhas forças e definir estratégias. E aproveitar o meu Passeio da Liberdade, que também vos quero contar um pouco.
Pois é, aqui em Madrid isto é mesmo "tudo ao molho e f'é em Deus", hehe, se vamos na rua, em 10 rapazes 9,5 sao gays, bis ou curiosos, é incrivél, e o melhor é que nenhum deles tem problemas com isso, muito menos eu.
E o que mais gosto nisto aqui, é que a comunidade LGBT não é somente aqueles bixões desesperados que só querem sexo com quem lhes apareça pela frente, e curtem com qualquer um, aliàs aqui praticamente não há bichices; sabem aqueles gajos gays ou bis que são um desperdício, na opinião das mulheres heteros, por eles gostarem de gajos? Aqueles gajos demasiado giros até demais para nao serem heteros? Pois é aqui são todos assim, na rua aos montes. E o melhor, é que são daqueles sedutores raros, e daqueles que raramente vêm um Português, e que têm a ideia de que um Português é um romântico sonhador- coisa que até me identifico um pouco ,e acho deveras raro em Portugal, para minha infelicidade.
Mas aqui é assim, por isso, por mais que saia de casa apenas para ir ao café, ou centro comercial, é aprontar-me como se fosse para a night. eheh
Mas isto tudo para dizer, que aqui sou eu mesmo, aqui não escondo o que sou, não tenho de desviar o olhar de quem me aprecia, ou não tenho de fugir quando me elogiam, e posso agradecer esses mesmo elogio. Aqui em Madrid andam tão à vontade, e já é tão normal, que a população daqui foi criando o seu próprio espaço, não sei se já ouviram falar da Chueca, é uma parte da Cidade de Madrid, onde os habitantes pertencem à comunidade LGBT, e onde se podem encontrar todos os Bares, Discotecas para a mesma malta, onde as lojas são próprias para eles, os hotéis a mesma coisa, entre tantas outras particularidades existentes nesse Bairro de Madrid. Até os próprios sinais de trânsito são diferentes e chegam a ser cómicos.
É óptimo e ao mesmo tempo triste, pois vejo o que posso ter aqui e o que não tenho onde vivo.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Erro - Parte II
Continuando o antigo Post, eu dizia que não tinha a noção do quão fundo me estava a enterrar ao meter-me nesta relação.
Ele era uma pessoa que estava habituada a ter as suas mordomias em casa, eu era semelhante, ele tinha os seus 3 ou 4 melhores amigos, também eu tinha os meus, ele aproximou-se dos meus amigos, logo daqueles que ele não ligava muito, os tunantes, os adeptos da Praxe; pois ele sempre viveu num mundo universitário de engates e curtes e outras cenas, ao contrário de mim que optei por gerir o meu tempo de outras formas. Ele veio com a conversa dele do costume, parecia-me outra pessoa, mas abordou-me o mais discaradamente que lhe foi possível e partiu logo para a sedução, eu espantou-me a lata que ele tinha, depois do que me fez, agora achava que tinha hipóteses comigo, eu quis ouvir o que ele tinha para me dizer, um pedido de desculpas, qualquer coisa… e lá pediu as desculpas dele, seguidas de mais sedução.
Envolvemo-nos de novo, ele começou a ir a minha casa e eu à dele, sempre sem ninguém mais saber disto, pois os meus amigos já tinham ouvido os meus desabafos negativos sobre ele, agora não conseguiria explicar o que estava a acontecer de positivo, e o mesmo se dizia dos amigos dele.
Os dias passaram, e decidimos ir contando aos nossos amigos, eu desisti de ir para Erasmus na Grécia para não ficar longe dele, quer dizer… parte dos motivos eram esses… a outra metade residia na minha insegurança quanto à fidelidade dele.
A minha colega de casa estava prestes a partir para Erasmus também, e eu, sendo que já não ia, só me restava encontrar outra casa para alugar, o que era uma dor de cabeça em pleno ano lectivo, e ele convidou-me para morar com ele e com a sua melhor amiga. Não sabia eu que este era outro dos meus piores erros.
Meter-me no habitat dele e dos seus amigos, era abdicar de muitas das minhas características, do que me definia, à medida que ia perdendo aquilo que era, ia também afastando-me dos meus amigos, era apenas as aulas e ele em casa, além dos momentos de tuna, que quando se estendiam a actuações já se tornava um castigo estar longe dele. Morar com ele tornou-se um cordão umbilical de que não me conseguia livrar, e os momentos longe dele enlouqueciam-me.
Eu sou Leão de signo, tenho o meu próprio espaço, as minhas próprias regras, e as pessoas em meu redor; era de se esperar que esta situação não durasse muito tempo de boa saúde. Começaram os conflitos, começaram as discussões, chocávamos em tudo e praticamente só nos dávamos bem na cama, coisa que nunca irei criticar. E então, sendo que o amava, cometi outro erro, tentar mudá-lo, tentar moldá-lo a mim, visto tudo aquilo a que eu me tinha sujeitado até então… foi a minha maior luta amorosa até hoje… mas os conflitos não pararam… as dores de cabeça eram demasiadas, e já discutíamos por tudo, até pelas compras de comida para casa, ou simplesmente ver televisão, chegámos a um ponto em que nem eu sabia se estava correcto, nem ele o sabia, simplesmente os nossos feitios nos faziam teimar até ao fim que eu tinha razão e ele tinha razão, e ninguém dava o braço a torcer… os meus únicos refúgios eram mesmo a minha escrita e a minha música, nesta altura como referi, eu achava que só as acções dele estavam mal, e esperava que ele entendesse que estava errado ser só eu a lutar pela relação e que o jeito despreocupado dele estava a acabar com a nossa relação.
*
Nothing seems to be the way
That it used to
Everything seems shallow
God give me truth,
In me,
And tell me, somebody's watching
Over me,
And that is all I'm praying is that
*
Someday I will understand
In God's whole plan
and what he's done to me
But maybe someday I will breathe
and finally see
I'll see it all in my scars
*
Don't you run to fast my Dear
Why don't you stop?!
Stop and listen to your tears
They're all you've got
It's in you
You see somebody's watching
Over you
And that is all I'm praying is that
*
Someday You will understand
In God's whole plan
and what he's done to you
But maybe someday you will breathe
And you'll finally see
You'll see it all in your mistakes
*
No moment will be more true
than the moment I'm superior to you
Someday ... we will understand the God's whole plan
*
Não bastasse os nossos conflitos, agora a melhor amiga dele também colocava todo o veneno possível; fazia-o escolher entre mim e ela; o que me fez perceber o amor dele por mim, que não era muito pois ele nunca me escolheu a mim, mas ainda assim a forma de ser dele, não me deixava ver que eu estava em segundo plano, e fui me arrastando no tempo.
As minhas notas desceram, os meus amigos pouco os via, a família não me apetecia ver, era um perfeito estado de neblina cerebral, tristeza, falta de forças, eu pensava que isto acontecia a todos menos a mim, eu que tenho forças para quase tudo… naquele momento eu nem pensar conseguia, pois até para isso me falhava a vontade. Mas continuei a arrastar-me e estávamos quase nos 11 meses de namoro. O ano lectivo tinha acabado, ele e a amiga tinham chegado ao fim do curso, e a minha colega de Erasmus estava a voltar.
Os derradeiros conflitos estavam a surgir, eu não me querer afastar dele; ele a querer ir trabalhar para Lisboa e eu ainda com um ano de curso pela frente, a minha falta de confiança nele, a minha maneira de ser, não ia deixar esta situação desenrolar-se à distância, e ainda comecei a tratar dos papéis da minha transferência. Transferência essa para a cidade que mais abomino no país, uma cidade em que tenho medo de andar, o perigo, onde as pessoas perdem as suas personalidades e os seus valores, e se entregam aos prazeres mundanos da vida… sem excepções.
Eu vi que ele não escolheu ficar perto de mim a estagiar, vi que os planos dele não me incluíam a mim, apesar de ele não me querer deixar; e então tive de me colocar à frente, tive ainda que com poucas forças pensar em mim e decidir que não iria com ele, e iria morar com a minha colega de Erasmus, iria ficar cá, finalizar o meu curso, e alertei-o para o facto de não conseguir namorar à distância, mas ainda assim continuaria com ele até não poder mais. E então despedimo-nos.
*
Laying here in your arms
And you hold me tight, tight
Trying not to watch the clock
Tick, tickin as the time goes by
And I know that you best me on your way
But I'm wishin I could make you stay
Stay with me for a while
*
Though you're near
Still I want to make it clear
Love, I will always be around
*
You're leaving, I'm waiting
Forgive me
I'll always missing you
Before the Goodbye
I feel it, already
Forgive me
I'll always missing you
Before the Goodbye
*
Kind of hard for me to let you know
Cause I don't let my feelings show
How much I'll be missing you
All the little things that make me weak
Your eyes and the way you speak
Without you babe I'm not me
*
Nesta fase da despedida, eu tentei prolongar todos os momentos com ele, cada beijo, cada Segundo… E não foi fácil o Adeus… nunca o é.
Erro - Parte I

Já há algum tempo que ando para aqui meter esta história, ou digamos, este capítulo errático da minha vida após sair do Alentejo.
Pois é, um rapaz sai do secundário, perde a sua virgindade, mas parece que continua inocente… perder a sua virgindade com o primeiro rapaz gay que conheceu pessoalmente, e que por acaso era giro, não me chateou muito, mas o que era mesmo essa virgindade?
Pois é, se formos falar de todos os tipos de inocência que uma pessoa tem, antes e depois de ter sexo pela primeira vez, nunca mais saíamos daqui. Digamos apenas que pouca ingenuidade perdi depois da minha primeira vez, o que não era de se esperar outra coisa, pois não iria ficar super experiente apenas por uma noite de sexo.
Vim para o Algarve, não sabia eu onde me estava a meter, o rapazinho hetero, aliás Bi que queria aparentar ser hetero perante as pessoas novas que estava a acontecer, este era Eu, sempre fui assim, pelo menos desde que descobri a minha sexualidade, e não falemos do porquê dos meus medos, tendo em conta o sitio de onde venho.
Cheguei ao Algarve, outro mundo, pelo menos as mentalidades já divergem muito das do Alentejo, tudo é mais liberal, e conheci montes de pessoas, confesso que não dava confiança a ninguém, nem àqueles que hoje são os meus melhores amigos, mas esse era o meu escudo, confesso que as Praxes me transformaram, e eu tornei-me noutra pessoa, essa transformação também não é para aqui chamada.
No meio de tantas pessoas que fui praticamente obrigado a conhecer, haviam também gays, bi’s, lésbicas, entre tantos outros tipos, estilos, e tudo o que possa diferenciar as pessoas, mas ao mesmo tempo torná-las semelhantes aos olhos de quem não sabe o que se encontra por detrás das mascaras.
Deparei-me com colegas, e com padrinhos e madrinhas dos meus colegas, pessoas que namoravam e pessoas que estavam ali para a loucura, e devo dizer que saindo de um local e escola onde estava habituado a ser a sombra de outros e o patinho feio, aqui … a escolha foi bastante vasta.
Uns podem ainda afirmar que me acham giro, ou com estilo, mas como é isso possível, se antes da Universidade nem um único elogio recebi? Será que quando as pessoas novas que conhecemos contribuem para aumentar a nossa confiança e auto-estima, assim como em melhorar a forma como nos cuidamos, nós nos tornamos mais giros perante os outros? Ainda hoje estou para desvendar essa… O que sei é que me deparei com vários desafios.
Deparei-me com as que queriam noites de loucura, deparei-me com as que queriam coisas sérias, deparei-me com tipos de aproximação mais correcta mas com segundas intenções, aproximações por meio de praxe, aproximação de gays e até de lésbicas… Resumindo : Tudo choveu na minha horta!
E eu… fiz as escolhas mais erradas…
Naquela altura, estava em fase inicial de emagrecimento, ainda tinha os meus quilos a mais, o meu estilo não era o ideal, assim como outros pontos menos bons, mas surpreendentemente havia quem olhasse para mim… e isso agradava-me…
Através de hi5’s e mensagens recebia elogios, até de rapazes, o que me preocupava, pois ninguém sabia da minha orientação, hoje entendo o chamado “radar gay” …e de que maneira… mas naquela altura isso baralhou-me. E um desses rapazes da universidade começou a meter a sua conversa interesseira para o meu lado…
Por acaso ele tinha namorado, conhecia quase o pessoal todo da universidade, era padrinho de uma das minhas amigas, e por sinal, não disfarçava nada que era gay. E eu, inocente, acreditei na conversa dele, de sair, conversar, músicas em comum (que nem quero recordar). O namorado dele eu tinha conhecido, dias antes de chegar ao Algarve através do hi5, coincidência infeliz, o que me deixou desconfortável numa noite quando ele meteu conversa comigo e eu saí disparado com medo que reparassem que eu estava a falar com um gay. Enfim… isto para dizer que o rapazinho sentiu-se confortável por eu conhecer o namorado dele já que andávamos juntos na mesma universidade, e sendo que tinha uma viagem marcada para a Madeira, pediu-me para olhar pelo namorado, pois desconfiava um pouco da fidelidade dele. E eu olhei… olhei até demais, na noite após ele ter viajado, este veio ter comigo para um suposto passeio, no fim do qual me foi deixar a casa e pediu para entrar… e eu deixei.
Conversa puxa conversa, ele beijou-me e o resto já se deduz…
Arrependi-me … pois claro… de tudo, de ter traído a confiança do outro, de me ter deixado usar, etc. Ele jurou que não ia contar ao namorado, mas dias mais tarde veio a contar-lhe, e o Inferno começou aí…
Mensagens ameaçadoras, telefonemas ameaçadores, medo de ir à rua, de ir à escola, e principalmente de sair à noite … foi o Inferno. Numa das noites o inevitável aconteceu e cruzámo-nos, e não foi nada agradável, discutimos, andámos à bofetada, e podia ter acabado em algo muito pior se outras pessoas não interviessem…
Jurei a mim mesmo que nunca mais iria repetir aquele erro, jurei que nunca lhe iria perdoar por ter contado! E assim me mantive… por 10 meses…
Já tinha estado noutra relação, bastante boa e da qual já vos falei, mas infelizmente não deu certo, e eu estava em baixo, já recuperado mas ainda vulnerável… e parece karma que a mesma pessoa apareça duas vezes em fases de vulnerabilidade, mas apareceu.
It's been a while
I know I shouldn't have kept you waiting
But I'm here now
*
I know it's been a while
But I'm glad you came
And I've been thinking 'bout
How you say my name
Got my body spinning
Like a hurricane
And it feels like
You got me going insane
And I can't get enough
So let me get it up
*
Ooh, looks like we're alone now
You ain't gotta be scared
We're grown now
I'ma hit defrost on you
Let's get it blazin'
We can turn the heat up if you wanna
Turn the lights down low if you wanna
Just wanna move you
But you froze up
That's what I'm saying
*
Let me break the ice
Allow me to get you right
Won't you warm up to me
Baby I can make you feel...
*
So you warming up yet?
*
You got me hypnotized
I never felt this way
Got my heart beating
Like an 808
Can you rise to the occasion?
I'm patiently waiting
Cause it's getting late
And I can't get enough
So let me get it up
*
I like this part
Feels kinda good
Yeah
*
Hot...
*
Identifiquei-me bastante na altura com este poema, cheguei a acreditar que perdoar era mesmo uma virtude como muita gente diz, esta pessoa veio-me retirar do escuro, do fundo do poço… não imaginava eu que ele tinha virado o poço de cabeça para baixo e eu não estava a sair dele, mas simplesmente a afundar-me mais. Como é isto possível? Já vão entender…
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Palco da Saudade

Ouve-se baixinho aquele suspiro
Cresce a ansiedade, tremo das mãos
Subo aquela escada, carregada de emoção
*
Mas de repende, fica tudo diferente
No escuro vislumbro, a vossa voz
Sorriso no rosto, adeus ao desgosto
Vamos cantar e dançar nesta noite sem rosto
*
Sinto que não estou sozinho
Comigo estão nesta canção
Toco a minha pandeireta
Com alma e dedicação
*
Companheiros de uma vida
Bravos guerreiros de mil armas
Lutamos na mesma frente
Sei bem onde me guardas
*
É junto ao coração
Que recordo cada momento
E quando tudo terminar
Só resta o sentimento
*
E agora termina,
E o que mais me fascina
Ficará a saudade, estendo-vos a mão
Vamos juntos cantar mais uma canção
*
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Por nós cantávamos noite e dia
Seguindo o caminho que nos foi traçado
Jamais esqueceremos o palco da saudade
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Perdido Inevitávelmente
