
Como é possível… conseguirmos abstrair-nos da realidade que é a nossa família e os problemas que ela vive… Os problemas que ela passa… As tristezas que a envolvem…
Eu consigo abstrair-me… pelo menos é o que aparento exteriormente enquanto me encontro fora do ambiente de família… Pois no fundo do meu coração eu sei que me preocupo com tudo o que eles estão a passar… Embora metade da minha família um dia me possa desprezar quando souber de metade do que eu faço longe dos olhos deles, eu não consigo virar-lhes as costas e fazê-los pagar pelos seus defeitos… Eu preocupo-me sim… se não o mostro, é porque no fundo eu sei que o primeiro que tenho a fazer é garantir-me na vida, é chegar a algum lado para que depois os possa ajudar um por um.
Se eu pudesse pedir algo neste momento era a felicidade deles e não a minha… mas não há a quem pedir isso… como tal só me resta tentar chegar a algum lugar onde os possa ajudar depois… Mas preocupa-me…
Preocupa-me especialmente os meus irmãos que estão a ir sem bases, sem apoios… seguem a maré que os meus pais os levam… e eu só me resta dar conselhos…que nem sei se são seguidos… a figura paternal nem eu posso ser… e os olhos dos meus pais não enxergam o coração dos seus filhos… não conseguem ver os medos de cada um… e isso magoa-me tanto.
Mais um Complexo de Atlas--
ResponderEliminarEu aprendi enquanto pai que sou em mente que, ás vezes é preciso mesmo deixar os nossos filhos voar por eles próprios, deixar que eles sem aventurem sem pára-quedas, preparál-os para uma vida a sério mas deixál-os seguirem o seu rumo, por mais que nos doa. Porque se eu, que não sou ninguém consegui manter-me vivo, eles também conseguem. Paço a paço--
Caro Maxwell: Nem sabes o quanto essas palavras me tocaram e fizeram bem ao ler.. de facto é a mais pura verdade o que transcreves-te e apaziguou um pouco a minha alma. Obrigado mesmo por teres comentado de forma tao marcante.
ResponderEliminarAbraço.RR