segunda-feira, 31 de maio de 2010

Shadow

It is something I always bring along
Whether I'm right or wrong
It's is always with me
Wherever I may be:
*
In the moonlight,
Under the burning sun,
In the day light or at night,
When I'm standing or when I run,
*
Never asks me a question,
Never has a reason for intervention,
Never deceives,
Never leaves.
*
No matter what you've been through
It always stands by you,
Wherever I may go
I will always know
At least - I have my shadow.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Fuga


Dizem que os problemas nunca se resolvem se nos isolarmos… pois quando resolvemos aparecer eles surgem-nos de novo e por vezes até com mais intensidade. É bem verdade, eu comprovei-o.

Um turbilhão de lutas por vencer… todos temos, mas eu acumulei isso a uma fraca auto-estima, ataques de pânico, solidão, saudades… um turbilhão de sensações que chocam umas com as outras.

Isto fez-me fugir, largar tudo e todos, largar para trás um pouco da carga que tinha às costas, e refugiar-me num sítio que se calhar não seria o mais indicado, mas que era necessário para muitas coisas se desenvolverem, o Alentejo.

No Alentejo, apesar de todo o drama familiar que tento abstrair-me um pouco quando estou no Algarve, não que não me importe, apenas adopto a medida de que, já que não posso fazer nada de momento para ajudar, tento abstrair-me. Apesar de tudo, o tempo livre, a pasmaceira, o aborrecimento por não fazer nada, dão-nos muito tempo para aquele acumular de problemas que vão na nossa cabeça, fluía com calma e tranquilidade pelo nosso pensamento, para que reflictamos sobre cada um pormenorizadamente.

Analisando cada problema cheguei à conclusão que alguns deles afinal não eram assim tão importantes, apenas tomaram grandes proporções quando acumulados a outros e isso atrofiou-me.Com outros eu resolvi conformar-me, pois não há nada a fazer.

Todos temos problemas, e temos de nos contentar com a vida que temos e apenas continuar a lutar por algo melhor sem nos lamentarmos com a actualidade.

Vou tentar manter a minha mente limpa e calma, de tudo e todos, para conseguir chegar onde quero… e concluí que se isso me fizer abdicar de coisas materiais ou de estar perto de familiares ou amigos… eu fá-lo-ei, por mais que me custe e doa.

No fim da história até me surpreendi com esta convivência com o meu pai, que num momento de socialização revelou que não se importava com o meu cabelo ou piercings, dizendo até que se era o que gostava de usar na minha imagem, ele tinha mais é que gostar também.

Esperemos que isto se mantenha saliente muito tempo :D

*

Echo

*

Into the mountains and woods I see,

I scream and shout,

And it all comes back to me

Echoing, echoing, without a doubt.

*

Whispering about the past,

Whispering forgotten tales,

I will remember them, at last

Echoing, echoing, as it wails.

*

Telling me what to write,

What to do,

What is wrong or right

Echoing, echoing, back from you.

*

Telling me why,

Knowing my intentions,

Always true, never trying to lie

Echoing, echoing, answering my questions.

*

domingo, 23 de maio de 2010

I'm Steel Here


Johnny Rzeznik - "I'm steel here"
*
I am a question to the world,
Not an answer to be heard.
All a moment that's held in your arms.
And what do you think you'd ever say?
I won't listen anyway...
You don't know me,
And I'll never be what you want me to be.
*
And what do you think you'd understand?
I'm a boy, no, I'm a man...
You can take me and throw me away.
And how can you learn what's never shown?
Yeah, you stand here on your own.
They don't know me 'cause I'm not here.
*
All I want a moment to be real,
Wanna touch things I don't feel,
Wanna hold on and feel I belong.
And how can the world want me to change,
They're the ones that stay the same.
They don't know me,
'Cause I'm not here.
*
And you see the things they never see.
All you wanted, I could be.
Now you know me, and I'm not afraid.
And I wanna tell you who I am.
Can you help me be a man?
They can't break me.
As long as I know who I am.
*
They can't tell me who to be.
Wanna touch things I don't feel,
Wanna hold on and feel I belong.
And how can they say I never change.
They're the ones that stay the same.
I'm the one now,
'Cause I'm steel here.
*

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Labyrinth


Desisto… não vale mais a pena viver numa rotina a sonhar com algo ou alguém… isto resume-se tudo a uma perda de tempo, a um desgaste de energia cerebral, para no fim tudo se reduzir a pó.
Não vale a pena ter um espelho em casa, ou produtos de higiene além dos essenciais, se não nos tornamos visíveis com as mil e uma coisas que a actualidade nos oferece para estarmos bonitos, como é que somos visíveis ao natural?
Desisto de ser sociável… lidar com pessoas e ouvir as histórias delas só me faz pensar ainda mais na minha vida e no quanto miserável me encontro…
Desisto de seguir o coração, desisto de seguir a razão… Desisto de dar atenção aos estímulos… desisto de reparar nos sinais…
Desisto de acreditar que há alguém indicado para mim, estou cansado de esperar por alguém, não me apetece procurar alguém, não tenho paciência para mais processos de engate, não quero dar-me a curtes ocasionais…
Apetece-me mandar tudo para o grande vácuo… momentos, objectos, pessoas, parte de mim…
Odeio-me, não gosto de estar ou ser como sou… não tenho auto-estima, achava que tinha, achava-me imune, já sei que tudo era uma mera ilusão que criei para me abstrair e focar-me noutras coisas… mas no fim todos os fantasmas continuam na nossa sombra à espera de nos assombrar de novo…
*
Roaming endless tunnels
They get narrower near the end
And into these endless funnels
I always seem to descend.
*
Can't walk up right anymore,
Everything pressing down on me,
The ceiling gets closer to the floor
And all this I sense, because I cannot see.
*
No light at all,
Everything's pitch black
And I stam into a wall,
When I try to go back.
*
Keep hitting my head on low beams,
Every time it brings a jolt of pain
And all those lost hopes and dreams
Come rushing back to me again.
*
Still can't figure out yet
How I fell into this pit?
Tangled in this endless net
How was I caught in it?
*
Trying to find a way out,
I claw at the walls; I tear at the ceiling,
I scream and shout, I jump about
But I have no strength, no feeling
*
Running in all directions
No escape out of this living hell,
Keep seeing endless reflections,
Of my life... if it had turned out well.
*
Trying to escape, to run
But I get dragged back in.
No light, no air, no sun,
And everything, again, I have to begin.
*
The tunnels don't end, they don't stop,
I can keep running until I drop.
Anyway, I don't have a light to follow,
Therefore, I dwell in this labyrinth of misery and sorrow.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Linha da Vida


Porque é que isolarmo-nos do mundo meses e meses não chega para que o mundo lá fora avance e nós não darmos por isso…

Porque é que isolarmo-nos não chega para nos esquecermos dos problemas passados…

Basta sair uma vez para reparar que o mundo tem estado em modo “Pausa” desde que entrei para o isolamento… e que os acontecimentos têm ficado acumulados em algo prestes a explodir, e depois basta sair uma vez para todo o processo de vida se desenrolar à velocidade da luz, originando um misto de sensações boas e más que levam à agonia e desespero.

O lidar com sensações novas ao mesmo tempo que se lida com sensações más às quais já não estava habituado.

Eu pensava que aquela grande sensação que ele sentia por alguém, que não eu, e a qual nos fez afastar, pudesse ser a relação que o ia orientar na vida e fazer estabilizar… mas não… mais um… mais um cromo ridículo para aquela grande caderneta infindável. Há pessoas que não mudam, há pessoas que não querem mudar, eu desejo-lhes uma grande má lição de vida que os danifique para sempre, e que os faça perceber que é incorrecto serem assim.

Ele nunca há-de mudar… por um lado fiquei contente por reencontrá-lo e ver que estava imune a reacções trágicas da minha parte ou sensações más… mas quando outro rapaz me disse, que desde que acabámos eles já tinham andado duas ou três vezes… fez-me sentir aquele sentimento de perda para outra pessoa, que senti no dia em que me afastei dele… as imaginações de tais momentos são repugnantes na minha mente. O desprezo, a raiva apoderam-se de mim… e no entanto tenho de agir em contrário… pois não me posso deixar levar de novo para a concha. Não posso deixar que isto me leve de novo para o isolamento.

Não tenho necessariamente de me relacionar com as mesmas pessoas para seguir a minha vida social em frente… resta saber que caminho escolher…

É tudo tão triste… e injusto…

*

Everything will change,

No matter how fast, how strange.

It is how life is

And you cannot change this.

*

Changes in the life I live.

Everything changes but it depends

Wheter I take or give,

Whether I will make foes or friends.

*

It al depends on the path you take,

Depends on the choice you make,

The choice between a better and brighter day

Or completely fading away.

*

And when you have come to the crossroads of change

Stop and think, maybe something better is in range.

And it really does not matter which one you choose,

It does not matter if you win or lose,

It does not matter if you go left or right,

Everything will change, as surely as day follows night.

domingo, 9 de maio de 2010

If... We Knew


Este mundo age de uma forma que nunca nos deixa contentes com nada… ensina-nos a por mais coisas que alcancemos nunca nos damos por satisfeitos e além de querermos sempre mais, ainda nos deixa tristes com o que já alcançámos. Isso é frustrante.

Acabei o meu curso há poucos dias, ganhei uma Afilhada nova na Tuna, os problemas em casa estão amenizados por enquanto, visto que lhes dei uma alegria e os abstraí de todas as chatices com que os vou enfrentar mais cedo ou mais tarde. E mesmo assim, esta sensação de solidão não me sai de cima.

Eu sei o que sinto falta… sinto falta de alguém a meu lado, alguém com quem desabafar mais intimamente, alguém que me tire do isolamento que estou em casa e me levante para cima quando estou em baixo. Alguém mais que um amigo.

Mas por outro lado eu não quero esse tipo de pessoa… já fui tão magoado, já prejudiquei imensas vezes a realização de objectivos anteriores, já fiquei tão frágil outrora, que me tornei frio e cómodo quando a lutar ou acreditar em alguém.

Mas lá no fundo eu sei que é o que preciso, não quero, mas preciso…

*

If we knew,

Would we stop? Would we stall?

Would we try something new?Or would we try something new?

Or would we say, "Forget it all"?

*

Would we try to change?

Change what we had become;

Would we act when hope is in range?

Or would we just pretend to act dumb?

*

Would we try to save?

Save our own skins,

From the cleansing wave,

That would erase us and our sins.

*

Would we run?

Would we hide?

Would we scream, "We're finished, done!"?

Would we give up inside?

*

Would we face our fate?

Or will we flee?

If we knew it was too late,

Could we realize? Could we see?

*

If we took a glance,

At all we had done.

If we had a second chance,

Another try, just another one.

*

Would we take?

What had been given to us.

Would we falter? Will we break?

And miss humanity's last bus.

*

If, we knew what to do?

Would we fulfil our task?

Would we take it all the way? Take it through?

Would we do it or just ask?

If we knew we had, just one more try,

Would we give it a shot? Or would we give up and die?

quinta-feira, 6 de maio de 2010

City Sound

Cansado…

Cansado desta batalha mental com o mundo…

Cansado de pensar em mil e uma formas de me safar na vida…

Cansado de tentar encontrar formas para me motivar…

Cansado de todos…

Cansado de ninguém…

Cansado de não ser eu mesmo…

Cansado de ser como sou…

Cansado de falsidades…

Cansado de pessoas verdadeiras…

Cansado de inseguranças…

Cansado de imaturidades...

Cansado de falta de responsabilidades….

Cansado da monotonia…

Cansado da comodidade…

Cansado da inactividade….

Cansado…

*
Take to the clouds,
Take me from these crowds.
All this noise crushing me,
Louder than the crushing sea.
*
People moving mindlessly,
Vehicles driving endlessly,
Buildings leaning over,
Everydaym they seem closer.
*
All this noise makes me deaf.
The air is thick as fog,
Can't even take a breath,
Nothing to breathe except smog.
*
But these crowds don't hear that sound,
They don't feel everything shaking, even the ground.
Those crowds don't know that everything is crashing down,
Everything, even this very 'town'.
*
So take to the clouds,
Far away from these crowds.
Away from this noise that's all around,
Away from this city sound.

The Fear

Did you ever feel the fear?
Sensed something over there,
Lurking in the shadows,
Something nobody knows.
*
Have you ever felt? - that whatever you do,
There is always something watching you,
Always something watching you from the dark
When you're walking down the street, in the park
*
And when you're walking all alone - without a sound
You feel something and you turn around
And there's nowhere to hide, nowhere to flee
But there's nothing there, nothing to see.
*
But you can't stop your sixth sense,
Can't stop from feeling so tense,
Can't stop from seeing those evil eyes leer,
Can't stop from being infected by the fear.