terça-feira, 25 de maio de 2010

Fuga


Dizem que os problemas nunca se resolvem se nos isolarmos… pois quando resolvemos aparecer eles surgem-nos de novo e por vezes até com mais intensidade. É bem verdade, eu comprovei-o.

Um turbilhão de lutas por vencer… todos temos, mas eu acumulei isso a uma fraca auto-estima, ataques de pânico, solidão, saudades… um turbilhão de sensações que chocam umas com as outras.

Isto fez-me fugir, largar tudo e todos, largar para trás um pouco da carga que tinha às costas, e refugiar-me num sítio que se calhar não seria o mais indicado, mas que era necessário para muitas coisas se desenvolverem, o Alentejo.

No Alentejo, apesar de todo o drama familiar que tento abstrair-me um pouco quando estou no Algarve, não que não me importe, apenas adopto a medida de que, já que não posso fazer nada de momento para ajudar, tento abstrair-me. Apesar de tudo, o tempo livre, a pasmaceira, o aborrecimento por não fazer nada, dão-nos muito tempo para aquele acumular de problemas que vão na nossa cabeça, fluía com calma e tranquilidade pelo nosso pensamento, para que reflictamos sobre cada um pormenorizadamente.

Analisando cada problema cheguei à conclusão que alguns deles afinal não eram assim tão importantes, apenas tomaram grandes proporções quando acumulados a outros e isso atrofiou-me.Com outros eu resolvi conformar-me, pois não há nada a fazer.

Todos temos problemas, e temos de nos contentar com a vida que temos e apenas continuar a lutar por algo melhor sem nos lamentarmos com a actualidade.

Vou tentar manter a minha mente limpa e calma, de tudo e todos, para conseguir chegar onde quero… e concluí que se isso me fizer abdicar de coisas materiais ou de estar perto de familiares ou amigos… eu fá-lo-ei, por mais que me custe e doa.

No fim da história até me surpreendi com esta convivência com o meu pai, que num momento de socialização revelou que não se importava com o meu cabelo ou piercings, dizendo até que se era o que gostava de usar na minha imagem, ele tinha mais é que gostar também.

Esperemos que isto se mantenha saliente muito tempo :D

*

Echo

*

Into the mountains and woods I see,

I scream and shout,

And it all comes back to me

Echoing, echoing, without a doubt.

*

Whispering about the past,

Whispering forgotten tales,

I will remember them, at last

Echoing, echoing, as it wails.

*

Telling me what to write,

What to do,

What is wrong or right

Echoing, echoing, back from you.

*

Telling me why,

Knowing my intentions,

Always true, never trying to lie

Echoing, echoing, answering my questions.

*

2 comentários:

  1. Por vezes é necessário afastarmo-nos dos problemas...não que o afastamento os vá resolver, claro que não...mas ás vezes somente a uma certa distância de tudo é que se consegue vislumbrar as coisas com o peso real que elas realmente têm...porque as coisas muitas vezes aparentam ser mais fortes e trágicas do que na realidade são...e quando analisadas a uma certa distância temporal e espacial, apercebemo-nos que afinal não era bem assim...que há saídas por entre toda a confusão...há rasgos de luz por entre o nevoeiro...
    Um tempo de refúgio no Alentejo pode ser, de facto, uma boa forma de se fazer isso...e foi o que fizeste...e fico feliz que te tenha feito bem...

    beijinhos

    P.S: apesar de não ter comentado muito ultimamente, continuo a ser fiel leitora do teu blog...lol

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  2. Cara SG: Folgo em saber que gostas de seguir os meus devaneios, obrigado.
    Sim...por vezes temos mesmo que dar um tempo para recuperarmos forças para finalizar a resolução dos nossos problemas. E é como dizes, depois de pensar e ponderar com calma as coisas até deixam de parecer tão graves como aparentavam ser. Beijao.

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