Dizem que os problemas nunca se resolvem se nos isolarmos… pois quando resolvemos aparecer eles surgem-nos de novo e por vezes até com mais intensidade. É bem verdade, eu comprovei-o.
Um turbilhão de lutas por vencer… todos temos, mas eu acumulei isso a uma fraca auto-estima, ataques de pânico, solidão, saudades… um turbilhão de sensações que chocam umas com as outras.
Isto fez-me fugir, largar tudo e todos, largar para trás um pouco da carga que tinha às costas, e refugiar-me num sítio que se calhar não seria o mais indicado, mas que era necessário para muitas coisas se desenvolverem, o Alentejo.
No Alentejo, apesar de todo o drama familiar que tento abstrair-me um pouco quando estou no Algarve, não que não me importe, apenas adopto a medida de que, já que não posso fazer nada de momento para ajudar, tento abstrair-me. Apesar de tudo, o tempo livre, a pasmaceira, o aborrecimento por não fazer nada, dão-nos muito tempo para aquele acumular de problemas que vão na nossa cabeça, fluía com calma e tranquilidade pelo nosso pensamento, para que reflictamos sobre cada um pormenorizadamente.
Analisando cada problema cheguei à conclusão que alguns deles afinal não eram assim tão importantes, apenas tomaram grandes proporções quando acumulados a outros e isso atrofiou-me.Com outros eu resolvi conformar-me, pois não há nada a fazer.
Todos temos problemas, e temos de nos contentar com a vida que temos e apenas continuar a lutar por algo melhor sem nos lamentarmos com a actualidade.
Vou tentar manter a minha mente limpa e calma, de tudo e todos, para conseguir chegar onde quero… e concluí que se isso me fizer abdicar de coisas materiais ou de estar perto de familiares ou amigos… eu fá-lo-ei, por mais que me custe e doa.
No fim da história até me surpreendi com esta convivência com o meu pai, que num momento de socialização revelou que não se importava com o meu cabelo ou piercings, dizendo até que se era o que gostava de usar na minha imagem, ele tinha mais é que gostar também.
Esperemos que isto se mantenha saliente muito tempo :D
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Echo
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Into the mountains and woods I see,
I scream and shout,
And it all comes back to me
Echoing, echoing, without a doubt.
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Whispering about the past,
Whispering forgotten tales,
I will remember them, at last
Echoing, echoing, as it wails.
*
Telling me what to write,
What to do,
What is wrong or right
Echoing, echoing, back from you.
*
Telling me why,
Knowing my intentions,
Always true, never trying to lie
Echoing, echoing, answering my questions.
*
Por vezes é necessário afastarmo-nos dos problemas...não que o afastamento os vá resolver, claro que não...mas ás vezes somente a uma certa distância de tudo é que se consegue vislumbrar as coisas com o peso real que elas realmente têm...porque as coisas muitas vezes aparentam ser mais fortes e trágicas do que na realidade são...e quando analisadas a uma certa distância temporal e espacial, apercebemo-nos que afinal não era bem assim...que há saídas por entre toda a confusão...há rasgos de luz por entre o nevoeiro...
ResponderEliminarUm tempo de refúgio no Alentejo pode ser, de facto, uma boa forma de se fazer isso...e foi o que fizeste...e fico feliz que te tenha feito bem...
beijinhos
P.S: apesar de não ter comentado muito ultimamente, continuo a ser fiel leitora do teu blog...lol
Cara SG: Folgo em saber que gostas de seguir os meus devaneios, obrigado.
ResponderEliminarSim...por vezes temos mesmo que dar um tempo para recuperarmos forças para finalizar a resolução dos nossos problemas. E é como dizes, depois de pensar e ponderar com calma as coisas até deixam de parecer tão graves como aparentavam ser. Beijao.