sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Sem sentido...

Clouds cover the sun

You can smell the water, the rain.

It doesn't stop for anyone.

And now it's raining again.

*

Can't see through the approaching murk,

Water keeps falling from the sky.

Washing away all of your work,

Never telling you why.

*

Cloud after cloud,

Lightening and thunder,

Always so loud,

How could you get caught under?

*

Just when you thought you had finished your project,

That you could be finally free.

When you thought everything was perfect

But that could never be.

*

And now everything has vanished, gone,

That feeling brings back the pain.

And just when I thought I was going so strong

It started raining again.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O alívio - O Fim ...

Nunca pensei que um dia chegasse a esta sensação – quero sair de Portimão.

Para quê adiar o inevitável, não pensar nisto, ou meter-me a inventar novas rotinas e sujeitar-me a trabalhos cansativos só para permanecer em Portimão.

Nada aqui mais me cativa, nada me prende, ninguém me interessa. O meu quotidiano aqui está repleto de dor que se deve às constantes memórias de momentos que aqui foram passados.

Não há lugar onde vá, acções que tome, pessoas que veja, que eu não tenha uma memória instantânea, uma recordação… e custa, dá saudade.

Já pensei que precisava de criar raízes, já deduzi que não sou pessoa para isso… sou leão… e preciso do meu espaço, se calhar isso implica não ter raízes, cortar com todos e com as histórias, recriar-me e recriar o meu espaço e rotina, começar de novo, vezes e vezes sem conta, até que um motivo mais forte me prenda a algum local. Mas esse momento ainda não é agora, nem aqui.

O prazo está marcado e a contagem é decrescente. Agora já me passa pela cabeça as mil e uma formas de me despedir deste local, jantares, noites, juntar todo o pessoal, é como que o tempo tivesse parado no momento em que o curso acabou e todos nos separámos, e agora fosse a verdadeira despedida, pois quando todos se despediram, foi como se eu não o quisesse fazer nunca dada a forma intensa como estava preso a este lugar e vivências académicas.

Eu cresci, eu amadureci, sou outra pessoa, errei, vitoriei, magoei e ajudei pessoas. Se faria tudo o mesmo, não digo que sim, nem que não. Quem me dera escolher a dedo pessoas que levaria comigo para recomeçar uma nova aventura num outro local, e falo a sério quando digo isto. Não quero uma vida agarrada, quero vivê-la, quero sonhar mais alto que isto. E vou fazê-lo. Pela primeira vez na minha vida, tenho de delinear cada passo, para que não seja dado em falso e jogar-me à vida, agora por minha conta e risco. Já o fiz ao sair do Alentejo, mas só tinha 50% da aventura e risco, agora o risco é total. Vou preparar o meu psicológico para isso. O prazo decresce para o Adeus…