Comment dire adieu
Quand on a seulement 24 ans?
Comment dire adieu,
Sans perdre goût à la vie?
Comment dire adieu
Alors que notre vie n'est pas finie?
Comment dire adieu
A toi que j'ai tant aimé?
domingo, 29 de maio de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Silence
Le silence est maître
Le bruit son seul ennemi
J'observe, ne dis rien.
*
Entends le silence
Écoute le bruit du néant;
Vois tout mon amour.
Penser
Tu penses soigneusement
À ce que tu pourrais apporter
Pour donner le meilleur de toi-même
Par ce courage qui donne tant de force,
À vouloir davantage
Éclore la raison de vivre.
*
Regarde en face,
Prends le chemin futuriste
Et tu pourras, qui sait,
Lire, sur les murs de la vie,
Le message de l'avenir.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Olá TGV
Pausa no trabalho*
Hoje é tudo motivo para escrever, aliás, a escrever é o único refúgio que encontro para estar em ligação com o "português". Aliás o meu maior amigo e com quem desabafo é o meu Blog ahah por isso entendo perfeitamente que quem o lê esteja verdadeiramente entediado ou que até já tenha desistido.
Hoje é tudo motivo para escrever, aliás, a escrever é o único refúgio que encontro para estar em ligação com o "português". Aliás o meu maior amigo e com quem desabafo é o meu Blog ahah por isso entendo perfeitamente que quem o lê esteja verdadeiramente entediado ou que até já tenha desistido.
Uma rajada de vento acabou de ir contra as janelas e contra a minha cara, desta vez foi uma maior que o habitual e isto só pode significar uma coisa - TGV. Pois é, quem passa pela Gare de Lausanne tem o privilégio de dar uma olhadela ao TGV, eu vejo-o frequentemente, na verdade ele é bem mais agradável quando está parado, pois em andamento é tipo uma mancha a passar sem definires formas, cores ou o que seja..
Fim da pausa*
Madrugada
Madrugada, 5 da manhã e eu a sair de casa para ir trabalhar! Não, não é todos os dias este horário - Seria a morte!
Não faz frio nem calor, há apenas aquela brisa de ar renovado, fresco, faz-me lembrar aquele ar de fim de noite quando já estamos a ressacar, faz-me lembrar Portimão (sem a parte do cheiro característico). Neste momento poderia estar a voltar para casa com a Soraia, a Spears à espera na sua alcofa, mas em vez disso, encontro-me nesta rotina que nada tem a ver com a antiga.
Também estou a experienciar o facto de estar a escrever às 5 e tal da manhã. Mais uma vez em frente à janela que me dá uma vista para as linhas ferroviárias. Pessoas com sono a começar o dia de trabalho, pessoas a começar a ressacar, pessoas que vão iniciar uma qualquer viagem para um qualquer destino.
É tão bom de observar , mas vou ter de ir trabalhar que a minha vida não é só isto... voltarei em breve*
Agonia
O calor dos teus braços parece amedrontar o frio que se insinua a mim.
Aperta-me bem contra ti, olha-me nos olhos.
Eu olho para o teu oceano azul e lá descubro o fogo.
O que nasce depois? Mais uma montanha gelada.
Tudo consequências das minhas escolhas inocentes.
E por me enganar sempre o meu suspiro já é tremido.
No entanto continuo a sorrir.
Prefiro as lágrimas silenciosas que se misturam com a água da chuva.
Num murmúrio eu suplico que pouco a pouco tu me esqueças
E num último sorriso eu solto um último suspiro.
Tu voltas, fechas as minhas pálpebras e repousas-me na terra.
Fizes-te-me sofrer. Mas tu sábe-lo. Não há volta a dar.
Tu sabes que comigo vai-se também o teu coração.
E com um último beijo nos meus lábios gelados tu vais-te sem uma palavra.
Tu soluças e a neve começa a cair, cruzando-se com o lugar onde eu permaneço.
E isto foi o fim da hipótese de felicidade que tives-te na tua mão e deixas-te escapar.
Aperta-me bem contra ti, olha-me nos olhos.
Eu olho para o teu oceano azul e lá descubro o fogo.
O que nasce depois? Mais uma montanha gelada.
Tudo consequências das minhas escolhas inocentes.
E por me enganar sempre o meu suspiro já é tremido.
No entanto continuo a sorrir.
Prefiro as lágrimas silenciosas que se misturam com a água da chuva.
Num murmúrio eu suplico que pouco a pouco tu me esqueças
E num último sorriso eu solto um último suspiro.
Tu voltas, fechas as minhas pálpebras e repousas-me na terra.
Fizes-te-me sofrer. Mas tu sábe-lo. Não há volta a dar.
Tu sabes que comigo vai-se também o teu coração.
E com um último beijo nos meus lábios gelados tu vais-te sem uma palavra.
Tu soluças e a neve começa a cair, cruzando-se com o lugar onde eu permaneço.
E isto foi o fim da hipótese de felicidade que tives-te na tua mão e deixas-te escapar.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Há dias assim ...
Dias como os de hoje fazem-me reflectir sobre a vida ... e muito.
Há um ano atrás estava a finalizar o meu Curso de Turismo, estava prestes a decidir que queria continuar a viver em Portimão, trabalhar lá e achava que iria conseguir levar uma vida estável, ter o que queria e rodeado dos que mais gostava, os meus amigos, pois era perfeito eles aceitarem-me como eu sou e eu poder viver os meus dias sem esconder nada. Mas tudo mudou... Tudo se mostrou o contrário, as coisas perderam o significado, as pessoas afastaram-se, eu mudei!
Passado um ano, aqui estou eu, mudei de país, se o fiz de livre e espontânea vontade sim, não era uma coisa que me tivesse anteriormente passado pela cabeça, pois eu tenho muitas ideias, mas falta-me muitas vezes coragem para as tentar realizar - na maior parte das vezes é o destino que me empurra para os caminhos que eu percorro. Todos os meus piores desafios foi esse o caso.
Saí do país, não pela crise que lá há, ou por qualquer outro problema, acontece que vim de visita e acabei por gostar de tudo, tudo aquilo que no momento o meu país não me estava a dar, ou não me estava a deixar fazer - recomeçar.
Hoje aqui estou eu, e sabem, há coisas na vida que nos acontecem que nos fazem ver outras. Por exemplo, eu estou aqui - afastado dos meus amigos, o meu ciclo de amigos já era muito restrito, pois eu assim o quis, são poucos mas bons como se diz. Mas hoje afastado de todos é muito bom saber que há muitos que têm saudades minhas e mo fazem questão de dizer, há outros que um pouco à pressa também o dizem pois andam numa rotina um pouco mais agitada, mas ainda assim conciliam tudo para me dar uma palavrinha de vez em quando. Há aqueles um ou dois que não o dizem, mas não precisam de o fazer, eu sei o quanto significamos uns para os outros, e basta um iniciar conversa para ver logo a amizade que há entre nós. Claro que isto tudo também me serviu para ver que há imensa gente que ... simplesmente saiu da minha rotina e eu da deles, pessoas que agora são simples conhecidos. É triste de ver, mas essas pessoas decerto que terão os seus motivos, ou decerto que terão encontrados pessoas tão ou mais importantes para amizades que a minha amizade. Por isso limito-me a ficar feliz por eles e a seguir a minha rotina.
É verdade que por vezes estou em baixo, sim estou muitas vezes. Não por estar a imensos quilómetros de Portugal, mas principalmente por estar longe destas pessoas que são importantes para mim. Como já referi, eu adoro isolar-me e ter o meu espaço, mas quando espaço e isolamento são as únicas coisas que tens isso sufoca-te e é angustiante. Tenho muitos desses dias, mas são aqueles dias que me fazem suspirar de conformismo. Pois ao mesmo tempo eu tenho de estar contente por aquilo que estou a alcançar e por os meus planos estarem a correr como previsto.
Se isto tudo que estou a passar é um preço por eu conseguir melhorar a minha vida agora e futuramente, eu pagá-lo-ei de boa vontade. Sei que quem importa estará lá para mim - Sempre!
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Ar puro/poluído
Hoje mais um dia se passa, neste momento encontro-me no meu 3º trabalho, sim 3º trabalho, acontece que como tenho aquele part-time na Gare, o chefe vai-me oferecendo mais horas de trabalho em outros pontos da Gare, fazendo férias dos funcionários ou quando alguém falta ou está doente, isso implica que eu aprenda mais coisas, fale mais francês, mas também me ajuda a cair nas graças dos chefes e que eles fiquem contentes com o meu trabalho, que é também o que me interessa - não deixando que me pisem os calos claro.
Mas hoje encontro-me numa função calma, tenho uma janela que dá para as linhas ferroviárias e posso observar os comboios a passar, os turistas e passageiros a entrarem e sairem de comboios, o desconhecido, a imensidão de partidas, chegadas e as histórias de pessoas que nada me dizem e são indiferentes umas às outras, tem um certo interesse em se observar. E eu estou aqui, da minha janela eu olho, fazendo o meu trabalho ao mesmo tempo e respirando este ar citadino, meio puro e fresco graças às montanhas e ao lago ali perto, meio poluído graças aos transportes e actividades humanas - ar que em algumas vezes se torna mais agressivo e forte quando os comboios passam à frente da minha janela. E eu gosto... adoro isto...
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Tudo ao mesmo tempo
Há dias em que tudo corre bem, há dias em que tudo corre mal, há dias em que estou conformado com tudo o que tenho e o tempo que vou levar para alcançar algumas coisas. Há dias em que estou triste, sem nenhum motivo em especial, simplesmente sou dominado por aquele estado de nostalgia - Hoje é um desses dias.
É um facto que a minha mãe contribuiu um pouco para isso hoje, as saudades da minha Gata apertam muito, especialmente por recentemente ter recebido uma foto dela, as lágrimas tendem em cair. Quero-a já, o mais rápido possível, estou prestes a pegar em mim e ir buscá-la, se a minha mãe não me encontrar outra solução rapidamente. Não quero saber das consequências.
Isto cansa-me, preciso de alguma força.
Passados quatro meses que aqui estou também começo a ver atenção de alguns amigos que deixei em Portugal, começo a ver que outros até não se importavam assim tanto comigo, e ainda há aqueles que me estão a surpreender e para os quais eu nem sabia a importância que tinha. E isto traz-me um misto de sensações.
São muitos factores bons e maus ao mesmo tempo e não estou a conseguir gerir tudo em mim. Talvez estivesse na altura de conhecer alguém em quem manter as minhas atenções para que depois tudo o resto fluísse, já precisava disso. Não me quero prender, mas não posso negar que realmente até vinha a calhar.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Dilemas
Porque é que a vida insiste em me colocar experiências amorosas nas quais ainda não tenho experiência ... quantas mais me faltarão vivenciar...
... The question is my "Bissexuality" ...
Conhecí um rapaz, é giro e eu curto de estar com ele ... ele não é o que eu procuro para uma relação amorosa neste momento, pois agora, focado nos meus objectivos de vida, a única relação que procuro é uma que me faça suspirar e sentir tão realizado como tudo o resto.
Temo que magoe este rapaz, gosto de estar com ele pois é um bom amigo, e eu preciso de alguém assim agora, mas por vezes misturamos a amizade e a companhia.. e as coisas aquecem.
Enfim, e esse não é o meu único dilema.
Nesta fase que estou prestes a receber o meu primeiro "óptimo" salário, e digo "óptimo" do ponto de vista "português" porque na Suiça ainda é um salário baixo.
Mas digo isto, porque o queria aproveitar ao máximo e comprar alguma roupa, pagar o começo das aulas, e gozar um pouco... mas tenho de continuar paciente...ainda tenho uma despesa em Portugal para me livrar... quando queremos virar costas às coisas parece que há algo que dificulta sempre isso. Além disso já tenho as principais despesas para pagar aqui... renda, seguros, passe e telemóvel. Mas pronto ----- Recebi o meu Permi!
Já tenho permissão para ficar no país eheh! Primeira etapa alcançada.
Como me prometi a mim mesmo, depois do Permi seria a mudança radical no meu corpo e depois imagem, drástica mesmo. E ela começa "Amanhã" ... E desta vez não vou pensar em consequências ..."wish me luck".
PS: O rapaz é chileno, ou seja, ou falamos francês ou espanhol, é engraçado eheh.
domingo, 1 de maio de 2011
De volta!
Já faz algum tempo que eu não escrevo, mas tenho andado um pouco ocupado por estes lados, trabalhei 12 dias sem folgas e como eu costumava dizer ... "estou todo 'roto'"!
Finalmente já não me acanho muito a falar, ainda não sei imensas coisas, e faço erros, mas não tenho problemas alguns em errar e ser corrigido.
Isto é todo um adaptar a vários factores, pessoas, hábitos, gostos, costumes, mas ver-me a adaptar a isto tudo é ainda mais interessante.
As mudanças são imensas, a começar por alguns defeitos meus que estão mais controlados a cena que já referi de antes não gostar de ser criticado ou corrigido, o meu orgulho, isso está tudo domado "por agora". Por vezes gostava de saber falar mais para dar certas respostas a algumas pessoas que precisavam de ser metidas no seu lugar, e isso frustra-me muitas vezes. Mas enfim...
Outra das coisas que me adaptei foi o facto de aqui os homossexuais andarem em completa liberdade expressiva, é tão normal que por vezes fico à espera de algum comentário negativo de alguém, mas em vão, são "normais", ninguém descrimina. É impressionante e por vezes parece que vivo em outro mundo à parte. Claro que há pessoas que não gostam mas sabem respeitar ou têm de respeitar pois aqui a discriminação é extremamente controlada e penalizada.
Casais gays são casais como os outros, e aqui não há aquilo que em Portugal chamamos de "bixas", existem, mas aqui os gays (que no fundo todos o são) não se exibem na rua, não "desfilam", apenas se soltam na noite. E que noite - é a maior noite gay que já vi na minha vida, maior até que a de Lisboa.
Aqui, da mesma forma que em Portugal existe a "ladies night" e outras noites temáticas, aqui os gays têm também o seu próprio dia, as suas festas e há imensos locais "gay friendly". Mas nem tudo é gay. Lol.
Comecei a usar mais o Skype e o Badoo, dois dos meios sociais mais utilizados na Suíça, afastando-me um pouco do Msn e do Twitter.
Ainda estou a tentar encontrar uma estabilidade alimentar, aqui a comida diverge muito dada a proximidade com a Itália e a mistura de culturas, apesar de na minha casa a minha mãe se manter fiel às "comidas de tacho". Aqui as pessoas são adeptas de sandes, baguetes, dessas comidas que é só chegar, pagar e comer, e o melhor de tudo ... não engordam. A taxa de obesidade aqui é mínima ou nula e os poucos gordinhos que se encontram por aqui são emigrantes, assim como os poucos preconceituosos.
Estou completamente livre de hábitos como o uso de almofada à noite, lol, quem diria; o uso do telemóvel, mas tal se deve ao facto de ainda conhecer pouca gente. Já uso menos a Internet, praticamente 2/3 horas por dia. E também não sinto qualquer necessidade de conduzir, autocarro e andar a pé fazem parte da minha rotina diária.
Ainda me custa só haver um dia por semana para lavar a roupa, é um castigo, custa-me igualmente beber água da torneira, pois aqui é saudável e nem há garrafões de água.
Os meus calores corporais (para quem já os conhece) estão mais controlados que nunca, bem dito clima frio. E ainda estranho estar de manga curta com uma montanha de neve à minha frente. Lol.
Os meus amigos fazem-me imensa falta, a minha gata igualmente. Estou com a mente completamente livre de saudades e vivências académicas, é algo que já não me invade a mente.
E proximamente vou experienciar a mudança mais radical de visual da minha vida ( e mais não digo sobre isto). Até Breve!
I miss ...
I miss the days when I could be free
I miss the thoughts where I could fly
I miss the nights full of dreams, when I thought that I could live those dreams
I miss the time when a kiss wasn't just kiss
I miss the feelings of happiness, love and hope
I miss the strenght that I get when you touched me
I miss the age when I didn't know what "nostalgia", "jealousy", "tears" were
I miss the thoughts where I could fly
I miss the nights full of dreams, when I thought that I could live those dreams
I miss the time when a kiss wasn't just kiss
I miss the feelings of happiness, love and hope
I miss the strenght that I get when you touched me
I miss the age when I didn't know what "nostalgia", "jealousy", "tears" were
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