segunda-feira, 23 de maio de 2011

Agonia

O calor dos teus braços parece amedrontar o frio que se insinua a mim.
Aperta-me bem contra ti, olha-me nos olhos.
Eu olho para o teu oceano azul e lá descubro o fogo.
O que nasce depois? Mais uma montanha gelada.
Tudo consequências das minhas escolhas inocentes.
E por me enganar sempre o meu suspiro já é tremido.
No entanto continuo a sorrir.
Prefiro as lágrimas silenciosas que se misturam com a água da chuva.
Num murmúrio eu suplico que pouco a pouco tu me esqueças
E num último sorriso eu solto um último suspiro.
Tu voltas, fechas as minhas pálpebras e repousas-me na terra.
Fizes-te-me sofrer. Mas tu sábe-lo. Não há volta a dar.
Tu sabes que comigo vai-se também o teu coração.
E com um último beijo nos meus lábios gelados tu vais-te sem uma palavra.
Tu soluças e a neve começa a cair, cruzando-se com o lugar onde eu permaneço.
E isto foi o fim da hipótese de felicidade que tives-te na tua mão e deixas-te escapar.

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