quinta-feira, 16 de junho de 2011

Liberdade - Mudança

Tenho de finalmente partilhar aqui esta mudança... e novidade.
De há umas semanas para cá decidi-me a mudar radicalmente a minha alimentação, não, não é nenhuma dieta maluca, é simplesmente comer pouco e saudavelmente seguindo as regras a que me propus.
Decidi não me pronunciar sobre nada pois sempre que faço isto não obtenho resultados, desisto a dada altura, ou quando obtenho algum resultado nunca "ultrapasso" aquela barreira que planeava passar. Mas desta vez é diferente. A comida dá-me imenso prazer, sou uma pessoa caseira, que gosta de dormir e ver filmes, portanto basicamente estou sempre em contacto com a comida, mas ultimamente nesta demanda de "me" reencontrar tenho descoberto muito sobre mim e sobre a vida que antes desconhecía. Há tantos outros prazeres na vida que não a comida!
Bem, decidi lançar-me a esse desafio e já perdi alguns kilos, não tantos como os que queria (pois nós queremos sempre mais), mas sei que agora não vou cair na rotida dos maus hábitos, e sim apenas tê-los ocasionalmente, e com o tempo o meu corpo revelar-se-à como sempre sonhei, saudável.
Mas este "post" terá algo mais a revelar, algo que me cortou aquela raiz infectada que me estava a escurecer a alma, que me estava a fechar os olhos e o espírito. Faz mais ou menos 4 anos que me decidi a deixar o meu cabelo crescer, foi doloroso, trabalhoso, mas ao mesmo tempo era um prazer há muito desejado. Ao mesmo tempo que o cabelo crescía, eu sentía-me a transformar-me em outra pessoa. Um pouco "aprisionada" por dentro. Nunca deixei de me divertir mas acho que muita coisa se perdeu quando decidi mudar.
Entre caracóis, desfrizagens, alisamentos, fitas, elásticos, tudo eu fazia para sentir o vento no meu cabelo, e juntamente com o meu estilo eu gostava dele.
Hoje acordei e decidi acabar com tudo, não sabía se ao cortá-lo não me fosse reconhecer depois, pois a última vez que o tive curto, era curto rapado e eu era muito gordo, mas pronto, nesta fase da minha vida não tinha nada a perder.
Cortei-o, peguei num corte que encontrei e pedi para fazê-lo, veio a primeira tesourada, foi quase toda a franja, doeu-me a alma, era como se me tivessem a dar um medicamento acabado de ser descoberto para uma doença sem cura. O cabelo foi-se praticamente todo, não me reconhecí, estava confuso, e um ataque de insanidade varreu-me a mente "faça-me madeixas vermelhas" - "por todo o cabelo", era como uma doença quando sabemos ou que ficamos curados ou que já não há mais solução, como se eu pensasse "se for para perder a minha imagem que tanto idealizei ao menos vou realizar este velho objectivo que já tinha comentado com a minha Sósó", pintar o cabelo de vermelho. Anteriormente também tinha apostado que se passasse a Estatística na Universidade pintaría o cabelo de prateao e dançaria sem t-shirt numa coluna... bom, não é prateao mas serve e quando tiver 100% bem com a minha imagem dançarei na coluna sem t-shirt, talvez em Novembro quando regressar a Portugal de férias (sim, em Novembro vou a Portugal, mas em Novembro com toda a certeza terão um "post" a falar sobre essa viagem).
Acabada esta aventura olhei-me ao espelo e deu-me um ataque de angústia, perdí-me, quem era este que me olhava do espelho, a cara magra, nitidamente rejuvenescida mas não enganando a idade que tem, um cabelo nunca antes visto. Fui para casa, lavei tudo, fiz os meus tratamentos habituais ao cabelo, tratei eu mesmo de o pentear; quando me vi ao espelho... Olhei um bocado sério para "mim" ... pensei... foi como um "Olá, prazer em conhecer-te!" e sorri, sorri de orelha a orelha, dei uma gargalhada... Oh... há quanto tempo eu não me ría de "nada", esta leveza de corpo e espírito que tenho... Quero mais... Quero viver a Vida .. Estou Feliz!!

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