segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Unusual You

(My loneliness is killing me) (I need time, love ... space) É incrível o quão fácil ele entra na minha mente sem pedir permissão (let me break the ice)...
Como é que me rendi tanto (intoxicate me now) a ele (they say we're so complete) outrora, que me leva a nunca mais o ter esquecid (chaotic)... Será ele "o tal" (womanizer - on my radar - ringleader) que eu conhecí e não pude ter (you drive me crazy)!?
É que já passaram três anos (if there's nothing missing in my life...) e parece ter sido o mais importante (this type of love isn't rational), e cruze com quem me cruzar (till the world ends), ninguém me parece despertar (monalisa) a atenção como ele fazia (I was born to make U happy). Dou comigo a vê-lo presente (your pretty eyes) nos meus sonhos, não como antes (where we can be alone); agora ele é apenas uma personagem secundária (why don't you do somethin') no meu sonho (iF U seeK aMY), mas no entanto ainda aparece neles (they say you want to lose control - and then we kiss).
Sei que não escolhemos de quem gostamos (love is free), e hoje aceito plenamente a realidade (it's my prerogative) do "não ter dado certo". Só sei que ele teve uma parte de mim (piece of me) que nunca mais dei (gimme gimme) a ninguém (i cannot hold it i cannot control it). Espero que nos dias que correm ele esteja feliz (never look back we said - life doesn't always goes in my way)
(Lately i've been stuck imagining) Unusual You, Britney Spears (this is our song they're playing): Esta "era" a nossa música (if I said I want your body...)... e eu nunca mais a consegui enfrentar... (someday I will understand).
"At night I pray that soon your face will fade away"

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Bullying

Bullying ... palavra forte ... Hello ... não é fácil meter isto cá para fora pois implica que retroceda bastante no tempo e que vá apanhando vários pedaços de história em gavetas há muito fechadas... mas, visto que tenho assistido a imensa gente a desabafar sobre como foi afectaa pelo "bullying" ao longo da vida; a coragem com que o enfrentaram, e a força que os seus testemunhos transmite para quem está neste momento a passar por isso; faz com que eu ache justo meter isto cá para fora, seno que isto é a causa de muita da minha fraqueza de hoje em dia, mas também a essência da minha coragem.
Retrocedamos aos meus tempos e Escola Primária. Acho que desde sempre a presença feminina me influenciou muito, as minhas avós, tias, mãe, sempre foram mais presentes no meu dia-a-dia, na escola também sempre andei com raparigas que com rapazes... talvez por eles repararem no meu lado mais feminino, que nesta altura nem eu reparava aina... tinha amigos rapazes também, super amigos até, e confesso que "bullying", ou "gozo" como chamava nesta altura, era meio nulo. Cheguei a ser alvo de bocas uma tarde quando brincava no parque, por uma rapariga com a qual me recusei namorar, e ela chamou-me e "mariquinhas", tão friamente que ainda hoje me lembro. Nesta altura consideravam-me um "quebra-corações", era tipo aquele com que as raparigas queriam namorar, tive sempre a mesma paixão nesta altura, também foi esta a primeira e única rapariga que me fez chorar de amor.
Os meus pais separaram-se o que fez com que eu mudasse de escola, de localidade, de amigos, fiquei um pouco retraído, tímido, entretanto tive um problema nos intestinos (que já referi anteriormente em outro post) e que me fez engordar imenso; mais um pretexto para alguém gozar.
Começando o Ciclo (5º - 9º ano), o meu Inferno começou, reencontrei uma ou duas amigas do Infantário e colava-me a elas sempre, embora elas nunca o tivessem mencionado, elas sabem o quanto esta fase me custou. Todos os dias era o Calvário, primeiro começou com um ou dois rapazes de outras aldeias, a chamar-me de "maricas", "gordo", "paneleiro" palavras que me matavam aos poucos, e algumas que eu próprio não conhecía bem o que significavam, ou o porquê de as direccionarem a mim. Eles descontrolavam-se por vezes, e não ficavam pela agressão verbal... de vez em quando se eu não reagisse verbalmente ou se ignorasse eles agrediam-me, palmadas, pontapés... era horrível.
Nunca chorei em frente a eles, nunca me queixei, nem nunca desabafei com a minha família ou "amigos". Era o meu martírio, eu não saía de casa para não me cruzar com eles e quando saía, rezava para não os encontrar. Se os visse eu virava por outras ruas. Era obrigado a chegar atrasado a aulas, ou a entrar antes só para não me verem na entrada, a almoçar mais tarde na cantina, pois eles sempre estavam lá. Por vezes fugía e ía almoçar a casa, a minha mãe era cruel e discutia comigo por eu não comer na escola, não entendendo aquilo que eu estava a passar, e muito menos me deixando à vontade para lhe contar.
Eu permanecía na Biblioteca da escola, estudava, lía, fechava-me na casa de banho, era uma correría todos os dias. Isto manteve-se nestes 5 anos e mesmo que uns parassem um pouco de me infernizar, havía sempre outros que começavam... e eu limitava-me a levar e calar... foi horrível. Era fraco, sem auto-estima, gordo, feio, frágil... aquele "arrasa-corações" de outrora não existía mais.
Nos primeiros verões ainda os passava na aldeia com os velhos amigos, mas depois até estes se afastaram, não era que não quisessem estar comigo, mas porque não queriam ser vistos comigo e depois serem alvos de piadinhas. Isso magoou-me muito mais que qualquer acto de "bullying"... e nunca os perdoei por isso.
Na verdade, hoje fecho essa história e essas pessoas num canto bem escuro, não lhes desejo mal nem aos que me fizeram sofrer, nem aos que se afastaram de mim, simplesmente risquei-os e tal maneira que é como se nunca tivessem existido. Se me cruzo com alguém nos dias de hoje - sou tão seco e dou tal olhar que eles se relembram de tudo e baixam a cabeça.
Confesso que esse foi o meu maior calvário. E chegou o meu secundário... decidi que ía para a Escola mais difícil, um Liceu na Cidade, sabía que aqueles preconceituosos - burros também, nunca se iríam aventurar ali, então era um novo recomeçar, um de muitos na minha vida.
Começei um pouco apagado... não me arrependo... mas as companhias eram diferentes, tive de me reencontrar ... começei a olhar os rapazes com outros olhos...e a perceber aquilo que sempre me tinham chamado... Aqui tirando um ou outro olhar, ou mesmo um gajo que me atiçava, nunca fui alvo de nenhum preconceito grave. Reprovei de ano, mas reencontrei-me, apliquei-me no seguinte, tirei a carta de condução, entrei para a nutricionista e para o ginásio e emagreci,q.b. , mas já se notava a diferença. Mudei de novo de companhias, não eram as melhores, nem sei se boas, mas permitiam-me ganhar força, confiança, e manter-me longe de preconceitos, e estava bem com isso. No entanto, o meu "foco de luz" continuava apagado para mim... até ir para a Universidade... onde recomecei de novo, reinventei-me, fiz as minhas verdadeiras amizades.
Olho para trás e... é triste ver o que passei, de muita coisa ter sido tão fácil para muitos e eu ter de passar por tudo isto sozinho, sem sequer ter partilhado isto com a minha família... mas hoje ... sou forte, q.b. , e não voltaria atrás... não mesmo.
A minha vida começou aos 19 anos quando entrei para a Universidade (ao escrever isto acabei de entender o porquê de ter amado a Universidade tanto); foi aos 17 anos que deixei de ser alvo de bullying e aos 19 que me livrei das amizades falsas...
Só peço para quem passar por isto.. não desistir... mesmo sem esperança, sem apoio e amigos ou família... continue focado na Escola, pois é ela que vos permite ir longe e passar acima de todos, ganhar prestígio, valor, ir muito mais além que todos aqueles que vos fizeram sofrer um ia, e podê-los olhar de cima. Os verdadeiros amigos aparecerão na altura certa, e quando aparecem ficam para sempre; e a família... bem.. para os que têm sorte de a ter ao vosso lado a apoiar e a enfrentar tudo... espero que reconheçam a sorte imensa que estão a ter nesse sentido... a minha... bem ainda estou a tentar compô-la...a ver com que poderei contar ... Continuem lutando***

sábado, 15 de outubro de 2011

Felicidade Momentânea

Os dias passam, está perto a altura de regressar por um breve momento a Portugal. Posso ter estado aqui este tempo todo sem vontade de lá estar, mas agora que se aproxima a data estou ansioso por matar saudades de todos, e ter algumas aventuras!
Por aqui o ol está prestes a hibernar, já se avista neve na montanha e aqui em baixo já faz uma brisa de 8ºC; nem quero pensar quando a neve descer, aí é que vai ser frio a sério.
Como nunca fui muito adepto de grandes roupas que me protegessem do frio, casacos e blusas grossas e afins, decidi abrir a minha mente e dar-me uma hipótese a experimentar isso tudo na lojas. A verdade é que sempre fui cheinho, e agora que "sou menos cheinho" experimentei imensas roupas, que antes eu passava ao lado ignorando e pensando "ficarás muito bem num gajo bom e sem barriga mas não em mim!".
Além de ir na esperança de encontrar algo "quente", ia também com a ideia de querer mudar um pouco o estilo e a cor.
Resultado: Quando experimentei a roupa mais grossa, fiquei imenso tempo a contemplar-me ao espelho, mais um daqueles momentos em que estou a olhar para uma pessoa que antes não conhecía. Adorei. Emocionei-me. Experimentei "N" roupas assim e comprei imensas.
Decidi também optar pelo estilo "Rebelde", blasers, óculos, ganga, t-shirt, meio motard... Dei oportunidade a que re-entrassem duas cores novas na minha rotina, Verde, pois amei umas calças verdes escuras estilo Emo (Soraia, vais amar); e Azul, este através de t-shirts, pois encontrei algumas com o design ideal para mostrar a minha tatoo.
Por fim, decidi inovar no estilo e escolher algo mais requintado, e que há muito queria experimentar, o estilo "Marlboro", trazendo para o meu vestuário uma cor que nunca aderi - Castanho. Aproveitei a onda e comprei também alguns acessórios, fios, gorros, luvas e cachecóis para completar estes estilos. Optei por estes estilos mas nunca fugi do meu próprio estilo pessoal. E acabei redobrando o meu guarda roupa. Oh Suiça o quanto adoro não estares em crise!!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Medos

Parece que alguém está prestes a interferir na minha onda de harmonia com os meus objectivos... Acontece que conheci este rapaz ... Que me faz sentir bem, seguro, desejado... Ele não é aquele tipo de rapaz por quem ando a suspirar pelos cantos de tão giro que seja... mas faz-me sentir querer estar com ele de tão bem que me faz sentir...
Mas a minha frieza... distância... apatia... estão sempre presentes... não sei como me livrar delas... sei que elas me afectam e muitas vezes me provocam ataques de angústia... especialmente quando ele está prestes a ultrapassar uma barreira que eu há muito mantenho intocável...
Ele não é do tipo "one night stand"... muito pelo contrário, ele está a fazer tudo certinho, encontros, presentes e depois regressa a casa dele... é tão sério que até me assusta. Serão sempre assim os encontros a partir dos 25 anos !?!?!?
Não quero ir rápido pois não me quero magoar, nem magoar ninguém (além do mais quero estar "livre" quando for a Portugal)...
Quanto à minha sexualidade assumida já defeni um prazo... até ao fim do ano vou contar tudo, depois seja o que "destino" quiser...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Femme Fatale Tour * Britney Spears

Um dia passou e eu tenho de contar como foi esta experiência.
Foi neste passado dia 3 que me desloquei a Zurique com os meus irmãos para irmos assistir ao concerto da Britney Spears da sua Femme Fatale Tour; um desejo de ambos por realizar, sendo eu aquele que há mais tempo tinha esse desejo.
Ver ao vivo a Britney era algo que já fazia parte da minha Bucket List há imenso tempo, e hoje já realizei mais esse ponto.
Os nervos apoderavam-se dos três antes de começarmos a assistir, o coração estava acelerado, estavamos a breves minutos de ver aquela que tinha sido o nosso ídolo desde "sempre", pois nunca "venerámos" tanto alguém como gostamos dela. E eis que ela entra, uma coisa fora do normal, o extâse e adrenalina apoderaram-se do Pavilhão "Hallenstadion" de Zurique. Ela estava ali, nada como os media a descrevem, ela é linda, aparência super saudável, corpo espectacular, magra, o cabelo lindo como eu adoro, esticadinho, a dançar e a performar como sempre.
Mais do que uma realização que senti ao estar ali em frente a ela, pois eu só tinha umas 4/5 pessoas entre mim e ela, coisa que nunca pensei acontecer; ainda senti a enorme realização de ver tamanha felicidade na cara dos meus irmãos, isso sim, comoveu-me; principalmente pela felicidade do meu irmão mais novo. Só isso valeu todos os gastos e esforços que foram feitos para ali chegarmos.
Não vou entrar muito em detalhes sobre o concerto em sí, apenas referir que alí sim está uma artista que respeito, pelo que passou, pelo seu trabalho, pelo que canta, escreve, pelo que as suas músicas me fazem sentir, sejam elas escritas por ela ou não, cantadas ao vivo ou em playback, não interessa. A emoção transmitiu-se e eu, senti-me feliz como há muito não sentia. .. Acho que é assim que se sentimos quando um dos nossos sonhos se tornam realidade..
Isto dá vontade para dar uma nova relembradela na minha Bucket List e escolher o próximo a realizar ..!!!!! Oh Yeah **