sábado, 28 de julho de 2012

Derradeiro Desafio!

É agora, o derradeiro desafio! Espero não me arrepender pois é algo que pode trazer graves problemas de saúde. Espero sair vitorioso e espero contornar todos os obstáculos.
Estou consciente das possíveis consequências mas vou tentar manter-me saudável ao mesmo tempo.
O choque tem de vir neste momentó - 26 anos, é a altura para mim ter o que sempre sonhei - paz interior e esta derradeira prova eu não posso falhar.
Vou ter em mente tudo aquilo mau pelo que já passei, tudo aquilo de que já fui vítima, todos aqueles que um dia olhei e sonhei ser parecido em muitos aspectos, principalmente esta última razão. Mas acima de tudo porque estou a chegar a uma idade em que o espírito se "acomóda" e simplesmente já não está para desafios muito grandes....

 

Revolta interior e quase exterior

Não sei como lidar com esta revolta que sinto dentro de mim, nem como a exprimir sem ser mal interpretado pois é uma situação especial e delicada.
Estou revoltado e estou cansado, não durmo bem e o meu espaço está cada vez mais comprimido com o nível de tolerância a reduzir mais e mais.
Acontece que de há uns tempos para cá tenho vivido com a minha melhor amiga aqui na Suiça, pois ela veio para cá procurar trabanho, sendo que já tem; e eu dado que sempre morei com ela nos anos anteriores pintei o paraíso de volta, de novo com a vinda dela morar comigo, sabendo eu que a viver num estúdio seria uma experiência a um nível nunca antes alcançado.
Ela veio, mas antes expliquei as condições em que ela se ía encontrar quando aqui chegasse e dos desafios que viriam. Personalizei o meu estúdio um pouco mais, de muito boa vontade e ela veio.
Meses e meses depois, a tolerância já foi toda ao ar, estamos saturados! É um facto! Não damos o braço a torcer, e tornamo-nos territoriais, eu principalmente que quando não vejo as coisas como gosto, fico alterado e as coisas começam a descambar.
Não havendo possibilidade de eu abdicar ou me sujeitar, ou seja o que for, mais do que já fiz até agora, não vejo muita solução a não ser ir cada um para o seu lado, é que já nem pondero um espaço maior para os dois.
Acho que se queremos que a amizade excelente que tivemos até hoje se mantenha temos de nos aliviar um do outro, pois a situação já está desconfortável o suficiente.
É um facto que quero esta amizade para o resto da minha vida. É um facto que quero amigos ao meu redor. Mas também é um facto que quero o meu espaço, quero tê-lo como eu quero e não quero interferências nos meus momentos "zen", isto até ter uma relação mais séria, ou filhos. Acho que até esses momentos não tenho de tolerar nada desta intensidade.
Love you no matter what !

 

Questiono-me ...

Nunca vou encontrar alguém que queira estar comigo para algo sério... é tão estúpido pois eu nem sequer acredito mais em relações... mas de vez em quando sinto que preciso de algo a um nível superior.
E de vez em quando deixo-me levar, uso algumas frases de engate mas depois vejo-me novamente naquele clima de "flirt" e tudo vem em "flash", que me vou magoar, que me vão usar, e retraiu-me, fujo, não deixo quebrarem o meu gelo.
Na verdade, depois de me retrair nunca ninguém insistiu e lutou, nunca ninguém me quis mudar o pensamento. Também ninguém veio ter comigo a dar o primeiro passo e ter tentado conquisar-me. Acho que não sou esse principe encantado que alguém queira lutar por e batalhar.
Preciso de suspirar de novo, e isto é algo que ecoa de dentro da minha armadura quase impenetrável. Será que algum dia vai acontecer? Já segui o conselho de não procurar, pois quando menos se espera aparece, é o que dizem, e tenho-me focado na minha vida e objectivos, mas de vez em quando não consigo evitar de me questionar, principalmente quando vejo um casal romântico e pergunto-me o que estarei a fazer de errado ...

terça-feira, 24 de julho de 2012

Existiu!

Existiu aquela pessoa, revoulucionou-me e revolucionou o meu mundo.
Por vezes há pessoas que não sabem lidar com o que têm, com a sua beleza, com quem decide entregar-se a elas e dar-lhes tudo de si. Tudo acabou. O meu coração ficou quebrado em pedaços que ainda hoje não encontrei quando o tento reconstruir.
Seguiram-se tempos negros, distracções e uma tentativa incasável de preencher esse vazio - em vão.
O coração adormeceu, com ele corpo e mente se meteram em modo automático, a personalidade alterou-se involuntariamente. Estava numa estrada irreversível.
Hoje sabemos que tal pessoa foi fulcral para explodir o teu coração, é inegável pois ninguém até ao momento tever tamanho impulso para o teu espírito.
E chegamos à fase de tentar encontrar alguém com os mesmos traços, queremos tornar essa pessoa à imagem de outra - e percebemos que isso é errado e abandonamos mais uma relação - ficamos frios, insensíveis - "descontinuados".
Começamos a entender que afinal aquela pessoa não nos partiu o coração mas sim uma suas camadas, a superior, pois por baixo encontrava-se todo um novo coração - virgem. E afinal não ficámos frios, apenas estamos inexperientes e intrigados aos estímulos do coração que desconhecemos.
E decidimos continuar o percurso, abrir de novo os olhos, respirar fundo de novo, sentir cada momento, isso pode ter levado dias, meses ou... anos até... mas valeu a pena a espera pois agora entendemos.
E talvez agora aquela pessoa hoje já não tenha a tal beleza incomparável que me chamou; talvez agora aquela pessoa já tenha levado um maior número de pessoas ao vácuo em que também a mim me levou outrora, talvez agora fosse ser uma pessoa na qual eu não fosse reparar... ou talvez ainda continue na velha rotina.
A moral desta conclusão é que .. já não quero saber :)
Vem vida ! :)

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Encruzilhada

Vejo-me perdido nesta encruzilhada e penso ... penso, não no porquê de aqui estar, pois essa resposta eu já sei, mas em como sair daqui. Mas desta vez não apenas um objectivo diferente, mas sim uma outra mudança de vida, de país, de língua, sinto que preciso disso da mesma forma que sei que tenho de continuar aqui, pois aqui consigo concretizar mais alguns dos meus objectivos de vida.
Acho que finalmente chegou o momento de procurar uma aventura profissional na minha área, algo que me desafie, algo que faça aumentar o meu conhecimento ... talvez agora em Agosto comece a procurar.
Preciso de avançar, avançar sozinho, por mim, pelo meu esforço e suor, não estou desiludido de onde cheguei, do patamar onde estou, mas aprendi a querer mais, aprendi a aceitar os caminhos que foram definidos para mim e com isso delinear os seguintes a percorrer. Por outras palavras conformei-me. Precisava disto para não andar a lamuriar-me ou insatisfeito com tudo. Se bem que ainda preciso  de "limar algumas arestas no meu quotidiano", preciso de atingir esse momento "zen" na minha mente.
Aparte este percurso mental, avanço que visitei mais um país - a Alemanha, o qual achei imenso e muito verdejante, e visitei o Europa Park, onde no meio de tanta montanha-russa, levei umas boas sacudidelas que bem estava a precisar, e fí-lo com as minhas irmãs e pai. O bom disto é ver que o meu pai já está "razoavelmente" "OK" com a minha sexualidade.
Acabei por adiar a minha aventura de Agosto a Valencia à "La Tomatina" pois preciso de recuperar economias e preparar-me para ir à "Disneyland Paris" com o meu irmão e mãe, assim como ver a minha Diva-latina Jennifer Lopez em Zurich em Outubro na "Dance Again World Tour". E assim tento continuar pouco a pouco, venham desafios.
Pelo menos sinto-me distraído da grande ausência de planos para a minha vida amorosa que tem sido nula. Não que lamente isso, mas de vez em quando já faz falta ter aquele romantismo com alguém. Romantismo esse que nunca mais encontrei desde há muito tempo, mas isso já é outra história.

PS: Comprei uma espécie de castelo para a minha gata - Spears, agora parece uma princesa... em contrapartida sinto falta dela na capa comigo, agora já não quer saber de mim.. lol.

domingo, 1 de julho de 2012

Tempo para mim

É verdade que usufruí muito bem da liberdade que outrora tive, talvez bem demais... Portimão simbolizou isso mesmo - liberdade. Um nível tamanho de adrenalina constante, de auge emotivo que deixou em mim algo irreparável quando tudo acabou. Já o fiz referência inúmeras vezes, mas eu tive a infelicidade de ficar preso neste limbo da vida em que me encontro até aos dias de hoje. E eu enganei-me, eu tenho-me iludido pensando que estou em outra fase superior, mais maduro, mas não!
Continúo irreparável, quebrado e apenas ago em modo automático aos estímulos da vida.
Portimão fez-me conhecer as melhores aventuras de vida, de espírito, conhecer pessoas sensacionais quer em aspectos positivos como negativos. Eu cresci, e acabei por encurtar esse número de pessoas em meu redor, deixando os que achava verdadeiros. Hoje, venho aqui de visita a esta cidade, ver estas pessoas, e de há uns tempos para cá haviam pessoas que merciam a minha amizade, o meu esforço, e elas provavam-me isso, faziam o mesmo por mim.
Desta vez foi um choque, não sei se foi por lá ter passado mais tempo sozinho e de ter tido esse tempo para pensar em tudo, mas cheguei aqui e aquele grupinho que eu tinha em alta-estima não me deu aquilo que eu esperava deles, cada um pelas suas razões distintas. Foi como uma facada que tive em cada vez que um deles não se esforçou minimamente para estar comigo, e deu as mais variadas razões, a mim que atravessei três países e abdiquei de duas semanas com familiares, para estar com estes amigos a quem considerava família.
Desiludi-me, não o vou negar, adoro-os na mesma, mas magoei-me. No fundo eu sentia que havia um pacto entre estas amizades, e nada que estudos, trabalho, relacionamentos ou qualquer outra ocupação pudesse alterar. Aquele grupo que antes saía, sorría, desabafava aventuras, bebía, dançava, e chegava às mais altas nuvens; agora era um grupo preso pelas atrocidades da vida quotidiana, factores que os aprisionam e os levam até a mentir por vezes. Enfim...
Apesar de tudo, foram umas óptimas férias em Portugal a nível interior, precisava de pensar em tudo na minha vida, de recarregar baterias, de me lembrar o porquê de estar na Suiça, o porquê de continuar a desejar mais aventuras. E se em algum momento eu ponderei voltar para aquela cidade onde outrora era livre, estando ali a pensar e repensar tudo, fez-me entender que ali não é mais o meu lugar, posso lá passar e recordar, e isso deu-me um prazer e nostalgia enormes, mas ali já não há a estabilidade e realização pessoal que aprendi a desejar para mim mesmo.
Lembrem-me de não desejar tanto ir para a praia e ganhar um bronze, pois já não sou aquela pessoa que morava perto da praia e bastava ir um dia para se bronzear, fiz isso nestas férias após estar dois verões sem ir à praia e não foi bonito de se ver, ganhei queimaduras que me fizeram perder grandes momentos do meu tempo livre.
Por fim só tenho de fazer referência para o grande momento em que assisti ao concerto da grande rainha da Pop, Madonna, na sua MDNA Tour que passou por Coimbra e eu fiz questão de marcar presença. Foi excelente ver este nível de performance que se atinge com experiência. Para repetir com certeza.
Até breve.