domingo, 1 de julho de 2012

Tempo para mim

É verdade que usufruí muito bem da liberdade que outrora tive, talvez bem demais... Portimão simbolizou isso mesmo - liberdade. Um nível tamanho de adrenalina constante, de auge emotivo que deixou em mim algo irreparável quando tudo acabou. Já o fiz referência inúmeras vezes, mas eu tive a infelicidade de ficar preso neste limbo da vida em que me encontro até aos dias de hoje. E eu enganei-me, eu tenho-me iludido pensando que estou em outra fase superior, mais maduro, mas não!
Continúo irreparável, quebrado e apenas ago em modo automático aos estímulos da vida.
Portimão fez-me conhecer as melhores aventuras de vida, de espírito, conhecer pessoas sensacionais quer em aspectos positivos como negativos. Eu cresci, e acabei por encurtar esse número de pessoas em meu redor, deixando os que achava verdadeiros. Hoje, venho aqui de visita a esta cidade, ver estas pessoas, e de há uns tempos para cá haviam pessoas que merciam a minha amizade, o meu esforço, e elas provavam-me isso, faziam o mesmo por mim.
Desta vez foi um choque, não sei se foi por lá ter passado mais tempo sozinho e de ter tido esse tempo para pensar em tudo, mas cheguei aqui e aquele grupinho que eu tinha em alta-estima não me deu aquilo que eu esperava deles, cada um pelas suas razões distintas. Foi como uma facada que tive em cada vez que um deles não se esforçou minimamente para estar comigo, e deu as mais variadas razões, a mim que atravessei três países e abdiquei de duas semanas com familiares, para estar com estes amigos a quem considerava família.
Desiludi-me, não o vou negar, adoro-os na mesma, mas magoei-me. No fundo eu sentia que havia um pacto entre estas amizades, e nada que estudos, trabalho, relacionamentos ou qualquer outra ocupação pudesse alterar. Aquele grupo que antes saía, sorría, desabafava aventuras, bebía, dançava, e chegava às mais altas nuvens; agora era um grupo preso pelas atrocidades da vida quotidiana, factores que os aprisionam e os levam até a mentir por vezes. Enfim...
Apesar de tudo, foram umas óptimas férias em Portugal a nível interior, precisava de pensar em tudo na minha vida, de recarregar baterias, de me lembrar o porquê de estar na Suiça, o porquê de continuar a desejar mais aventuras. E se em algum momento eu ponderei voltar para aquela cidade onde outrora era livre, estando ali a pensar e repensar tudo, fez-me entender que ali não é mais o meu lugar, posso lá passar e recordar, e isso deu-me um prazer e nostalgia enormes, mas ali já não há a estabilidade e realização pessoal que aprendi a desejar para mim mesmo.
Lembrem-me de não desejar tanto ir para a praia e ganhar um bronze, pois já não sou aquela pessoa que morava perto da praia e bastava ir um dia para se bronzear, fiz isso nestas férias após estar dois verões sem ir à praia e não foi bonito de se ver, ganhei queimaduras que me fizeram perder grandes momentos do meu tempo livre.
Por fim só tenho de fazer referência para o grande momento em que assisti ao concerto da grande rainha da Pop, Madonna, na sua MDNA Tour que passou por Coimbra e eu fiz questão de marcar presença. Foi excelente ver este nível de performance que se atinge com experiência. Para repetir com certeza.
Até breve.

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