sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Timeout * 2013

Não é de ânimo leve que escrevo estas palavras... sinto-me cansado, sinto-me exausto, e a minha força psicológica está bem nas reservas para enfrentar a batalha que se avizinha, mas se calhar, para vencer a luta é melhor eu não ter forças para lhe resistir, se é que isso faz sentido.
Estou num ponto extremamente negativo da minha auto-estima e preciso de desaparecer para repensar nos meus gostos, repensar as minhas ideias, as minhas prioridades. Preciso afastar-me de saídas, de pessoas, de família, de colegas, do mundo em geral; e é um mês horrível para o fazer com o Natal à porta e a passagem de ano seguindo, já para não falar que tenho de lidar com pessoas todos os dias no meu trabalho. Mas preciso ir ... preciso desligar-me de tudo e todos, do mundo em geral.
Preciso de reinventar-me, renovar-me e criar uma nova pessoa, e para isso preciso apagar a luz e esquecer tudo, marcar um novo capítulo. E perdoem-me mas não posso levar ninguém comigo para a próxima fase, com isto dizendo que preciso de os transformar a todos para poder continuar convosco.
Olhando para trás 2013 ainda deixou momentos...
Voltei a ficar sozinho na Suíça, pois a S. foi embora, deixando nesta história imensas interrogações e momentos inacabados. Foi um ano em que me vinquei um pouco mais como pessoa, os meus gostos rotineiros, os meus gostos como pessoa exteriormente, tornei-me mais forte e corajoso, embora tudo seja um processo. Criei laços com os meus novos colegas, sendo ainda um pouco estranho esta "família" em que estou inserido, mas a adorar, de certa forma.
Neste ano eu coloquei para trás muitas historias que tinha deixado em Portugal, amizades que se foram afastando, o reencontro com outras pessoas que pensei perdidas, tudo parte deste processo nomada em que estou inserido. Tive o prazer de passar momentos em Praga, na República Checa com uma das minhas melhores amigas; consegui regressar a Madrid para alguns momentos em família e fazer um Adeus que tinha ficado por fazer a esta linda cidade.  Tive o prazer de receber aqui a minha Madrinha/Colega de tempos de Universidade e passar bons momentos com ela, nos quais podemos visitar os Alpes franceses e suíços. 
Neste ano peguei na minha mãe e fui conhecer Londres onde pude reencontrar alguém que tinha perdido no tempo deste a Universidade, alguém com quem me desentendi e pudemos apagar o passado e reanimar a amizade perdida. Com a minha irmã e amigas de trabalho pude conhecer Milão na Itália. Fui até à Alemanha ao Europa Park com as minhas irmãs e o meu pai. E por fim tive o prazer de ver ao vivo cantores como Madonna, Martin Solveig, Justin Bieber, Jennifer Lopez e Carly Rae Jepsen, estou satisfeito.
O meu ano, visto ao de leve até foi bom, pude realizar alguns pontos que estavam na minha lista, assim como fazer a tão esperada operação de esterilização à minha gata, que foi um risco que a muito custo decidi correr, com sucesso no fim.
Agora estamos aqui, os dois, como tem de ser, como foi destinado ser, por enquanto.. até quando não sei.. nem quero pensar no amanhã nesse sentido, só sei que tenho em mim cada vez mais pontos a realizar, sozinho ou com quem estiver para me acompanhar, quem sabe ir além mares, outros continentes. Não sei.. agora preciso do meu timeout como referi ao início e de fazer uns ajustes em mim e no meu coração, corpo, auto-estima... e por isso vou ausentar-me.
Até breve.. prometo não desapontar ...

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Britney Spears: Piece of me . Setlist

Opening Act:
1. Now that I found you
2. Break the ice / Circus

Act 1: First Love (Everytime Instrumental)
3. Born to make you happy
4. Quicksand / Perfume

Act 2: Rebellion (Piece of me Instrumental)
5. Me against the music (ft. Madonna)
6. Till the world ends (ft. Kesha and N.Minaj)
7. Scream & Shout / It should be easy (ft. Will i.am)

Act 3: Chaotic (He about to lose me (Instrumental)
8. Criminal / Someday (I will understand)
9. Toxic
10. Womanizer

Act 4: Piece of me (Gimme More Instrumental)
11. Lucky (Introduction: Monalisa)
12. Do somethin' / I wanna go
13. Out from Under

Act 5: Oops! (Unusual you Instrumental)
14. Cinderella / Oops! I did it again

Act 6: Overprotected (Kill the lights Instrumental)
15. My prerogative / Overprotected

Act 7: In love (And then we kiss Instrumental)
16. Sometimes / ... Baby one more time
17. (You drive me) Crazy / Hold it against me (Slave 4 U breakdown)

Act 8: Stronger (Stronger Instrumental)
18. Ooh la la / 3
19. Till it's gone
20. Don't cry
21. Work Bitch

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Ir para o estrangeiro

Hoje gostaria de falar de algo que está presente no meu dia-a-dia, e com o qual me deparei ao reparar num filme sobre a Imigração.
Sair do país é algo que nunca pensei que faria na minha vida, não que o que estava além-fronteiras não me interessasse, mas porque nunca fui aquele rapaz corajoso para o fazer. Hoje não posso estar mais grato por a vida me ter empurrado nessa direcção, nessa e em outras que ficaram para trás.
Sair do país é algo que requer coragem, é algo que requer uma força interior enorme, é algo que te força a mudar a pessoa que és e força a reiventares-te. Saíndo do país vai fragilizar-te ao deixar amigos e família para trás, memórias importantes, se antes seguias em frente mas de vez em quando revivias certos momentos ou matavas saudades; ir embora significa não só arrumar os teus objectos numa caixa mas também todas essas memórias. Cortando com o passado e criando uma espécie de proteccão para isso não te afectar no dia-a-dia vais tornar-te mais frio, mais solitário, despegado. Vais com a esperança que voltarás, de férias a princípio e no fim de teres realizado o que queres, voltarás para recomeçar de onde ficaste... esquece isso. Nas primeiras férias, os amigos que deixaste estarão lá, não vais conseguir evitar falar das tuas aventuras e vais reparar inevitavelmente, embora não aceites à primeira, que estás um pouco à parte de tudo o que se passou entretanto. Vais voltar mais vezes, e vais começar a reparar que alguns dos teus amigos já não se darão ao trabalho de trocar folgas ou deslocar-se por algumas horas para te ver, outros esperam que sejas tu a fazê-lo, como se a tua volta temporária ao país não chegasse já como esforço. Vais reparando que o teu ciclo de amigos se contará pelos dedos das tuas mãos, isto se fores realista o suficiente para o admitir. Casos semelhantes se passará com os teus familiares.
Se és uma pessoa orgulhosa... vais deixar de o ser... vais deparar-te com culturas diferentes, que muitas vezes não aceitam a tua, a tua forma de ser ou estar, e vais inevitavelmente adaptar-te a eles. Se pensas que falas fluentemente a língua oficial enganas-te, o calão é a pior pedra no sapato possível e é preciso meses, senão anos para entrares na perfeição, se é que alguma vez a atinges, portanto o teu orgulho, esquece. Iras encontrá-lo em outros aspectos do teu ser que não esses.
Vais mudar a tua imagem - sim, vais mudar o teu estilo - sim, vais mudar os teus vícios - sim, em geral, vais mudar. Mais um ponto que te vai afastar de tudo o que vais encontrar cada vez que visitas o teu país de origem.
Lá fora iras conhecer novas pessoas, novas personalidades, colegas de trabalho da mesma nacionalidade que tu ou não, pessoas amigos desses amigos, familiares ou amigos deles, e embroa ao início a tua revolta não te deixe engrupar com quem quer que seja, tempos mais tarde vais admitir que essa é a tua pequena família nesta aventura, e vais concluir que o teu conceito de amizade foi completamente redefinido. No meu caso posso concluir que foi muito gratificante, dificil e penoso ao início, não era forte ainda que tivesse muitos sonhos, voltar a Portugal foi sempre uma ideia presente, mas aos poucos embora negando a realidade que a minha mentalidade me mostrava, eu fui percebendo que não iria voltar tão cedo. E hoje depois do que presenciei, eu consigo ver que, um dia se estiver preparado a voltar, ir para Portugal será como ir para o estrangeiro de novo e deixar tudo para trás de novo.