Aqui estou eu! The city of Sin and ... Drugs!
Não sei bem o que fazer nesta cidade, não é conhecida pela gastronomia, com apenas alguns monumentos razoavelmente conhecidos como o Museu Van Gogh ou a Casa de Anne Frank. Conhecida pelos seus inúmeros canais de água e pela permissão para fumar drogas, pelas prostitutas que se exibem nas vidreiras das casas!
Eu comecei "soft" com esta minha amiga dos tempos de Universidade que veio aqui ter comigo. Caminhámos um pouco a pé para reconhecer a área, os canais e experimentar um pouco a gastronomia.
O meu conselho é não tentarem comer nada holandês - é horrível! Vão ao "fast-food" ou a cenas que conheçam!
Como turismo aconselho a fazerem toda a cidade a pé, andem por todo o lado, há imensas lojas de "tudo" para descobrirem, mesmo nas ruas menos povoadas. Ou então, se não estiverem já fartos de ver bicicletas e de quase serem atropelados milhares de vezes por elas, aluguem uma para o dia, eu não o fiz, mas ficou o desejo de o fazer.
Quanto a monumentos, jardins ou Sightseeing Bus, fui a quase tudo. Não entrei em quase nenhum, pois pareceu-me perda de tempo, um que entrei, por exemplo, e me arrependi, foi o Museu Van Gogh (a sério, muito "artístico" mas "not my thing", além disso, não encontrei o amor da minha vida numa galeria de arte como vem nos filmes).
Amei a Casa de Anne Frank, e ainda que não tenha lido o livro, fiquei fascinado com a sua história e o resumo de tudo a que tive acesso.. brave innocent girl.
Não saltei num dos canais de Amesterdão como muitos se propõem; nem visitei uma "menina" no red light district, embora as tenha visto "em exposição".
Provei mais Waffles, adorei o café, os canais em si, as ruas, a disposição das casas, as lojas de souvenirs, as pessoas, a segurança em geral que a cidade transmite, até mesmo à noite. Acho que quando um local atinge um nivel "seguro" de liberdade de se fazer o que se quer... a tensão entre as pessoas e em se fazer "merda" diminui um pouco e tudo anda descontraído, gostei disso.
Agora, como referi, vão encontrar de "tudo" em todo o lado, nomeadamente - drogas. O cheiro a Canabis ou Marijuana que emana dos bares, ou quando se cruzam com quem fuma, é horrível. Os souvenirs que vendem nas lojas, ou são misturados com drogas, ou têm a ver com drogas, ou ainda são preparados para se desmontar e esconder as drogas para as levarem em viagem, como latas de uma bebida qualquer que se desmontam ... é tentador, nem que seja por uma questão de curiosidade para quem nunca tinha tentado este tipo de aventura.
Comecei então por algo básico, um chupa-chupa de Canabis, horrível, gosto intenso ... não o acabei, joguei fora. Noutro dia tentei uns bolinhos de Hashish... muito bons, mas com estes apenas fiquei relaxado, descontraído e a minha amiga ferrou a dormir.
Quando visitava o Zoo da cidade, encontrámos um saquilo de "Apple Jack" a.k.a. "Crack" no chão, levei-o para casa, e comprei o necessário para fumá-lo, mas no fim não ousei... tive medo.
Mas tinha de ter uma experiência maluca, tinha de tentar algo marcante, então numa das lojas disseram-me que algo bom para "iniciantes" seria os conhecidos cogumelos mágicos e ... lord... as lojas tinham uma vasta variedade deles... As regras eram simples, não ter comido nada nas últimas três horas, não ingerir alcoól com eles, nem antes ou depois de os tomar e esperar pelo efeito. O nojo que eles me davam, a ideia de "cogumelos" que eu odeio, mas aqueles eram duros, algo da textura de castanhas e comia-se rápido, ainda que ele tivesse dito de comê-los pausadamente, mas o gosto ... e o cheiro... nojento ... a minha amiga vomitou ao terceiro, e eu estava a caminhar para isso também, mas tive a brilhante ideia de ir comendo os anteriores bolinhos de hashish ao mesmo tempo para disfarçar o gosto e ir bebendo água também.
Bom, duas horas passaram até os primeiros efeitos aparecerem... descrição ... eram os efeitos de uma boa bezana, saudável e sem alcoól... primeiro o riso descontrolado... a energia nos músculos ... os reflexos a melhorarem... mas desta vez a minha visão melhorava ao ponto de ter de retirar os óculos, e eu estava a chegar ao pico. Naquele pico raro de encontrar numa bezana em que estamos no auge da felicidade sem estar mal dispostos, capazes de fazer seja o que for, desinibidos. Os movimentos começaram a ser longos, uma mão a passar no ar à minha frente deixava o rasto de 50 atrás dela, e as cores misturavam... então começou ... não conseguia andar direito, o desejo sexual, daqueles tempos em que eu dançava e me sentia bem comigo ... oh lord ... como eu me tinha esquecido destas pequenas sensações ... foi emocionante. E então ...puff... o efeito começou a reduzir.. como o início de uma ressaca, o breve desejo de querer deitar para fora, e minutos depois estava eu normal na cama, como se tudo não tivesse passado de um breve sonho. Tarrell!!
Enfim, foi uma boa aventura.
Mais uma vez, a companhia que levei comigo não foi a melhor escolha. Uma amiga dos tempos de Universidade, amiga que chegou a ser das melhores num dado ponto daquela vida, cheguei a viver em três casas com ela o meu dia-a-dia, e chegámos a um ponto onde houve uma discussão séria e eu decidi que cada um tinha de seguir o seu caminho. Tudo se desculpou depois e continuámos a socializar mas eu nunca mais a deixei aproximar de mim a esse nível de confiança. Entretanto ela foi estudar para Inglaterra e acabou por la ficar a viver e casar. Ironia do destino foi uma daquelas que continuei a falar depois daqueles tempos e já depois de eu ter ido a Londres e visitá-la agora foi a vez de termos esta pequena aventura.
Mas são coisas que não devemos fazer, pessoas que têm a sua própria vida, rotina, hábitos, que ja casaram, são pessoas que já pouco se adaptam a outras, ou as poucas vezes que fazem são por excepções quando conhecem alguem sério para viver com elas. Ir em viagem assim e ficar no mesmo quarto, na mesma cama, por mais amigos que sejam, não dá certo. Ela é alguém, wild, espaçosa, uma cama para os dois não foi boa escolha; ela é super desorganisada, tem de fazer o "ninho" onde quer que acente, e eu lembrava-me daquele ninho que na altura não me importava.. mas agora tou soft, com o meu canto, o meu repouso e tranquilidade... não quero este tipo de rebeldia. Mas pronto, passou-se, mas agora estou a repensar nos planos futuros que tinha feito com ela, para novas aventuras, e inclusivé na visita dela à minha casa na Suíça.
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