Se algum dia imaginei que iria acabar 2024 desta forma? Não…
Este ano o destino quis
testar-me, não tivesse já eu sido testado o suficiente…
Este ano reaprendi a ouvir-me, reaprendi
a seguir o que sentia e reaprendi a fazê-lo sozinho, quer a nível emocional,
quer a nível profissional. Sabem… há um certo poder interior que adquirimos
quando estamos sozinhos.
Este ano, no percurso de desapego
emocional de alguém, tive de encontrar novos focos de recarga de energia interior
e fortalecê-los; tive de abdicar da minha evolução de carreira profissional e
recomeçar do zero para salvar o que me restava de sanidade mental e autoestima
profissional para superar um assédio moral no trabalho, algo que não conhecia
até então.
Falo disso e meto para fora,
porque é algo banalizado que as empresas camuflam e ao qual fecham os olhos,
mas falo, porque muitos passam por isso e muitos estão a passar, e porque quero
deixar esse sentimento tóxico e de impotência em 2024.
Quando me perguntam se faria tudo
da mesma forma, eu respondo sem hesitar que SIM.
Respondo que sim, pois os meus
valores são fortes e eu sei o meu valor, sei o caminho que tracei e as minhas
lutas e não permito que me diminuam ou desvalorizem, que me forcem a ser alguém
que não sou (história da minha vida), pois há limites, e enquanto que o que
passei à porta fechada eu guarde para mim e tenha demorado a penetrar a minha
bolha pessoal até me afetar, a nível de equipa eu nunca consegui ser manipulado
para entrar no jogo profissional de sacrificar pessoas para ficar bem na
imagem, nunca serei manipulado a fazer com que trabalhem por mim ou por mil ou até
para trabalharem sem reconhecimento. Por isso, SIM, faria tudo de novo, pois
esse percurso ensinou-me a pensar em equipa e multiplicar objetivos, e foi um
percurso que foi percorrido em conjunto e para o qual um grupo de pessoas
contribuiu. Por isso, SIM, outra vez, por eles eu voltaria a percorrer.
É curioso o nosso caminho quando queremos
virar um capítulo e temos de superar algo de capítulos anteriores que
consideramos injusto, que não deveria ter terminado assim, e é aí que nos
surpreendemos.
Como? Família – Amigos – Colegas –
Conhecidos – Momento – Palavras.
Ainda hoje me surpreende como
algumas pessoas se mantêm na vida de um rapaz fechado, isolado, que não precisa
de contato social constante para provar que gosta das pessoas e para quem a
amizade é importante. Mas aqueles que sentem a tua essência e te dão valor, que
te agradecem mesmo sem ser necessário, que se mantêm presentes ou te forçam a
sair da tua bolha, que sentem quando andas calado há imensos dias e fazem
questão de sair da sua rotina para te darem mais momentos, esses são constantes
na minha vida, esses são os meus, e eu agradeço sempre por eles.
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