segunda-feira, 7 de março de 2011

Aos poucos a Neblina domina...

O calor dos teus braços

Fazem aguentar a bravura do frio

Que se insinua em mim

Apertado contra ti

Tu olhas-me nos olhos

Do teu oceano azul

E descobres o fogo

Que aí se acendeu há instantes

Mas um manto gelado

Surge em aparecer

O meu bafo anuncia-o

Tanto, que eu sorrio

E as lágrimas vêm em silêncio

Misturam-se com a água da chuva

E num murmúrio, eu suplico

Que pouco a pouco tu te esqueças

E a um último riso

Se rende o meu último suspiro

Tu fechas as minhas pálpebras

E repousas-me sobre a terra

Descansando-te comigo

É o teu coração que se vai

E de um último beijo

Nos lábios gelados

Tu vais-te sem uma palavra

E as outras perdem-se nos teus soluços

E eis que a neve cai

Estampando-se com o meu próprio túmulo

E eu … saúdo as traças

Deslumbrantes e de uma espécie nunca antes vista.


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