O calor dos teus braços
Fazem aguentar a bravura do frio
Que se insinua em mim
Apertado contra ti
Tu olhas-me nos olhos
Do teu oceano azul
E descobres o fogo
Que aí se acendeu há instantes
Mas um manto gelado
Surge em aparecer
O meu bafo anuncia-o
Tanto, que eu sorrio
E as lágrimas vêm em silêncio
Misturam-se com a água da chuva
E num murmúrio, eu suplico
Que pouco a pouco tu te esqueças
E a um último riso
Se rende o meu último suspiro
Tu fechas as minhas pálpebras
E repousas-me sobre a terra
Descansando-te comigo
É o teu coração que se vai
E de um último beijo
Nos lábios gelados
Tu vais-te sem uma palavra
E as outras perdem-se nos teus soluços
E eis que a neve cai
Estampando-se com o meu próprio túmulo
E eu … saúdo as traças
Deslumbrantes e de uma espécie nunca antes vista.
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