segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Pânico


Esta noite está longe de ser esquecida ou apagada da minha memória.
Pois certa hora ia eu com o meu Amor a vir da noite para casa, e eis que surge este indivíduo atrás de nós a pedir cigarros e isqueiro, ao qual respondemos que não tínhamos porque não fumávamos, ele acelera o passo assim como o meu namorado, eu mantive-me no mesmo ritmo, pois não sou de ficar nervoso na hora com estas situações. O indivíduo alcança-nos colocando-se entre nós os dois e pede pelo casaco do meu namorado o qual ele negou dar-lhe e eis que o indivíduo o projecta contra a parede o que me colocou na defensiva, ambos tentamos manter a calma tentando chamar o indivíduo à razão, e ele sem querer ouvir nada e cegamente sempre a insistir para lhe darmos as coisas, ele estava nada menos que completamente drogado e a necessitar desesperadamente de droga ou algo para a comprar ou trocar por ela. Quando mais uma vez insiste em que lhe déssemos o que tínhamos nos bolsos e nos recusámos, ele agride o meu namorado na cara com uma bofetada, as coisas saíram do nosso controlo e começamos a correr em direcção a uma praça logo ali ao lado, deparando-nos com um círculo involuntariamente e sem pensar separámo-nos cada um para um lado do círculo, e é quando eu deparo que o indivíduo tinha continuado a perseguição atrás do meu namorado.
Quando me apercebi que o meu namorado estava a tentar alcançar a minha casa, aliviei-me pois ele conseguiu despistar o assaltante e esconder-se na entrada do prédio; eu mantive-me numa rotunda próxima sem me aproximar pois o assaltante poderia estar escondido entre um dos carros no estacionamento. Rapidamente e em pânico liguei para a minha colega do 3º andar que estava a dar um jantar de amigos na casa dela, e super exaltado lhe disse para abrir a porta cá em baixo para o meu namorado entrar e que descesse com ajuda para ver se ele estava bem. Ela mais os seus convidados desceram, sempre sem desligar o telemóvel e quando o elevador não lhe obedeceu eles desceram pelas escadas. Quando acabou de as descer deparou-se com o assaltante a espancar o meu namorado no elevador e desatou a berrar para o ajudarem, o assaltante tinha-a ouvido abrir-lhe a porta o que fez com que continuasse a sua perseguição, o meu namorado tinha-lhe fechado a porta, mas o desespero por droga era tanto que o assaltante com os punhos, pés e cabeça partiu todos os vidros da porta do prédio e entrou continuando a pancadaria; e eu não me apercebi que ele tinha entrado e mantinha-me na rotunda.
Quando a minha colega ainda ao telefone se deparou com aquilo e gritou pela ajuda dos rapazes presentes para o ajudarem, eu quando ouvi aquilo ao telefone comecei a correr sem pensar ou parar para o tentar ajudar, só pensava que se algo lhe acontecesse, se algo acontecesse ao meu Amor, eu não sei o que faria, o que era capaz de lhe fazer aquele ser miserável para me vingar.
Quando o assaltante se deparou com a multidão, assustou-se e começou a correr esvaindo-se em sangue de tanto vidro que o tinha corto e saiu da nossa vista, nesse instante em que em eu cheguei. Já as minhas amigas estavam todas cá em baixo e eu me deparo com a porta e os vasos das flores partidos os vidros e a parede ensanguentados e o meu namorado de pé ao pé delas apático e sem reagir.
Rapidamente a minha colega ligou para a polícia, minutos depois chegou a Ambulância seguida da Polícia que a assistia, mas estes não tinham sido chamados por nós, tinham sido chamados por indivíduos que se encontravam numa rotunda ali próxima que afirmavam que estava pessoa se encontrava desorientada e a esvair-se em sangue, nós parámos a ambulância e a polícia na estrada, alertando-os que o indivíduo não tinha sido esfaqueado mas sim que se tinha corto enquanto nos assaltava e a polícia meteu-se logo na defensiva, segundos depois chegam os polícias à paisana que chamámos e tudo se começou a resolver. O indivíduo foi levado para o hospital (do qual espero que saia com marcas para nunca mais se esquecer, se bem que estes indivíduos drogados nunca aprenderão a lição e voltarão sempre a cair no mesmo erro) com supervisão policial, e nós fomos avisados de que como ele tinha sido apanhado em flagrante que já automaticamente tinha a queixa feita, que se nós não quiséssemos envolver-nos mais ou darmos a cara, não necessitávamos de o fazer, foi o que eu optei fazer, não só por não querer mais problemas mas por ele saber onde eu moro (neste caso ele poderá pensar que é o meu namorado que mora aqui porque eu não tive instinto para correr para a minha casa).
Foi um dos maiores sustos da minha vida, um susto a dobrar, porque além de temer pela minha segurança, temia pela segurança da pessoa que amo, nunca me perdoaria se algo lhe acontecesse, o meu pânico e medo fizeram-nos separar-nos enquanto corríamos, o meu pânico e medo também só viram o meu namorado entrar no prédio e não viram quando o assaltante entrou atrás dele.
O meu pânico e medo foram controlados pelo meu Amor quando consegui chamar pela ajuda dos meus amigos, que me valeram de muito, e me surpreendi quando correram em meu auxílio e quando vi quem eram as pessoas, a eles devo agora a segurança da pessoa que Amo, e ele certamente também lhes está grato.
Obrigado!

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