
Está difícil de achar quem sou no meio desta imensa luta pela Felicidade… há tantos entraves, tantos percalços, as quedas são tão grandes e as pessoas a levantar-me são tão poucas, ou eu quis que fossem poucas pois são as que escolhi para tal…
Mais que nunca sei aquilo pelo qual me esforço… ser alguém, ser feliz, ter o meu trabalho que sustente os meus gostos/gastos, ter alguém que me faça feliz, e ser como sou sem esconder nada de ninguém …
Vir para o Alentejo já é um desafio que enfrento cada vez que o meu pai me quer nele, já venho sem paciência e quando cá chego menos paciência ainda tenho. Falta de paciência para esconder quem sou na realidade, falta de paciência para estas mentalidades retrógradas… Quero lutar contra isto tudo, ou simplesmente virar costas se não me aceitarem, mas quero tomar uma atitude, e não continuar calado como se tivesse medo de algo…
Não posso deitar tudo a perder agora que estou a um passo de acabar o meu curso ou de arranjar trabalho, e ainda são os meus pais que me sustentam e não lhes quero dar um motivo para me castigarem por eu ser quem sou, tirando-me a mesada… vou esperar, e um dia quando não depender deles eu conto-lhes a verdade sobre mim, não queria perdê-los, mas se tiver de ser o erro certamente não estará em mim, e será o preço que eu vou pagar pela minha liberdade pessoal.
Mas esta máscara vai ter de cair… eu não sou mais o filho perfeito que eles queriam, eu não sou mais aquele rapaz que está sempre a rir, e a ajudar, e a seguir o pai para todo o lado, eu cresci, amadureci, praticamente graças à rigidez da educação que eles me deram… tive de enfrentar sozinho tudo e todos… preconceito dos meus amigos, desprezos, desgostos, e nunca pude desabafar nenhuma das minhas tristezas com os meus pais, pois eles obrigaram a que eu me escondesse, pois era impossível para mim desabafar com alguém sem referir rapazes, sexualidade, ou paixões proibidas que os fizesse sentirem-se envergonhados, ou preocupados com o que os seus amigos pensassem.
Cansei-me, cansei-me de chegar aqui a este mundo e viver sobre as regras que tinha no secundário, horas para dormir, não poder conduzir, horas para estar em casa, horas para estar à mesa e para levantar, cumprimentar toda a gente, não fazer isto, fazer aquilo… Cansei-me de me olhar ao espelho e ter de me preocupar se estou a ser demasiado metro, ou se estou hetero o suficiente para poder ir ao café com o meu pai, cansei-me de ter de beber cerveja perto do meu pai em vez de um sumo, só para que este ficasse orgulhoso da minha masculinidade. Sim eu sei que é triste isto tudo, mas esta é a realidade da minha família…
E isto é apenas um dos meus problemas …
Às vezes chegamos a momentos da nossa vida em que nos deitamos na cama tapadinhos, e a pensar num bom motivo pelo qual nos devemos levantar no dia a seguir, motivos pelos quais nos devemos esmerar quando nos vestimos e arrumamos, motivos pelos quais devemos manter a casa arrumada e o quarto apresentável, motivos pelos quais nos devemos manter sociáveis para com quem fala connosco … e eu estou com uma certa escassez desses motivos todos…
Além de esta tormenta familiar, que me afectou desde que tenho memória, isto afecta-me a nível financeiro também… este ano mais que nunca quero um trabalho, quero sustentar-me e pagar tudo o que consumo ou compro com o meu esforço, pois cada vez que o peço a alguém são mais satisfações que tenho de prestar, mais razões e motivos de porque é que comprei isto, ou para que é que precisava daquilo, e o nível financeiro digamos que é o laço que segura o meu respeito em relação a contar a verdade aos meus pais sobre a minha sexualidade.
Por mais que tenhamos problemas familiares ou financeiros, temos sempre os amigos, ou a pessoa com quem estamos para nos apoiar, ajudar e tudo mais, ou até mesmo os bons momentos académicos e as noites de loucura... pois nesse campo a batalha também chegou…
Como também já referi noutra entrada … deixei de me sentir encaixado tanto no meio académico como nos grupos em que me inseria, tunas e afins, os ambientes mudaram, as pessoas mudaram, e sem dizermos ou fazermos alguma coisa, apercebemo-nos que é este é o tempo para outras pessoas aproveitarem, que o que podemos fazer é muito pouco ou praticamente nada, e tentamos passar o nosso dia-a-dia com os poucos que restam que nos acompanharam desde o início. Pois e são na realidade muito poucos, eu errei muito nas minhas amizades, e como também já referi anteriormente, limitei o meu leque de amigos, e mantive os fiéis à nossa amizade e que valeriam a pena para o futuro, mas cada um tem a sua vida, o seu lugar, o seu caminho a seguir. É claro que a amizade se mantém, mas todos precisamos de um carinho, de um ombro amigo de vez em quando, mesmo pessoas que escondem que precisam, como eu e que aguentam muito tempo sem eles.
Já para não falar que no ramo do amor, se lerem as outras entradas, aí é que é o descambar total do ceguinho… uma atrás de outra, e parecendo que não … não tendo membros da família com quem se desabar os desgostos de amor, e os amigos estando a lutar pelos seus sonhos em sítios longe, o coração vai lotando de angústia, agonia e tudo mais.
Juntem agora a angústia de ser uma pessoa que não pode desabafar as tristezas com os pais, a angústia dos desgostos de amor, a angústia de ter os amigos verdadeiros todos dispersos, angústia de não conseguir a independência financeira para ser feliz, e angústia por já não se enquadrar no meio onde está… Que treta que é esta vida…
Ainda assim tento enfrentar o dia-a-dia como se nada se passasse de errado comigo, tentando assumir uma postura contrária àquela que deveria ter consoante o que se passa na minha vida, enfrento o dia-a-dia com um sorriso na cara nunca perdendo o sentido de humor, e acima de tudo lutando, sonhando pela mudança da minha vida.
E essas são as três leis pelo qual eu rejo a minha vida: Paradoxo – Humor – Mudança.
*
People can take everything away from you
Mais que nunca sei aquilo pelo qual me esforço… ser alguém, ser feliz, ter o meu trabalho que sustente os meus gostos/gastos, ter alguém que me faça feliz, e ser como sou sem esconder nada de ninguém …
Vir para o Alentejo já é um desafio que enfrento cada vez que o meu pai me quer nele, já venho sem paciência e quando cá chego menos paciência ainda tenho. Falta de paciência para esconder quem sou na realidade, falta de paciência para estas mentalidades retrógradas… Quero lutar contra isto tudo, ou simplesmente virar costas se não me aceitarem, mas quero tomar uma atitude, e não continuar calado como se tivesse medo de algo…
Não posso deitar tudo a perder agora que estou a um passo de acabar o meu curso ou de arranjar trabalho, e ainda são os meus pais que me sustentam e não lhes quero dar um motivo para me castigarem por eu ser quem sou, tirando-me a mesada… vou esperar, e um dia quando não depender deles eu conto-lhes a verdade sobre mim, não queria perdê-los, mas se tiver de ser o erro certamente não estará em mim, e será o preço que eu vou pagar pela minha liberdade pessoal.
Mas esta máscara vai ter de cair… eu não sou mais o filho perfeito que eles queriam, eu não sou mais aquele rapaz que está sempre a rir, e a ajudar, e a seguir o pai para todo o lado, eu cresci, amadureci, praticamente graças à rigidez da educação que eles me deram… tive de enfrentar sozinho tudo e todos… preconceito dos meus amigos, desprezos, desgostos, e nunca pude desabafar nenhuma das minhas tristezas com os meus pais, pois eles obrigaram a que eu me escondesse, pois era impossível para mim desabafar com alguém sem referir rapazes, sexualidade, ou paixões proibidas que os fizesse sentirem-se envergonhados, ou preocupados com o que os seus amigos pensassem.
Cansei-me, cansei-me de chegar aqui a este mundo e viver sobre as regras que tinha no secundário, horas para dormir, não poder conduzir, horas para estar em casa, horas para estar à mesa e para levantar, cumprimentar toda a gente, não fazer isto, fazer aquilo… Cansei-me de me olhar ao espelho e ter de me preocupar se estou a ser demasiado metro, ou se estou hetero o suficiente para poder ir ao café com o meu pai, cansei-me de ter de beber cerveja perto do meu pai em vez de um sumo, só para que este ficasse orgulhoso da minha masculinidade. Sim eu sei que é triste isto tudo, mas esta é a realidade da minha família…
E isto é apenas um dos meus problemas …
Às vezes chegamos a momentos da nossa vida em que nos deitamos na cama tapadinhos, e a pensar num bom motivo pelo qual nos devemos levantar no dia a seguir, motivos pelos quais nos devemos esmerar quando nos vestimos e arrumamos, motivos pelos quais devemos manter a casa arrumada e o quarto apresentável, motivos pelos quais nos devemos manter sociáveis para com quem fala connosco … e eu estou com uma certa escassez desses motivos todos…
Além de esta tormenta familiar, que me afectou desde que tenho memória, isto afecta-me a nível financeiro também… este ano mais que nunca quero um trabalho, quero sustentar-me e pagar tudo o que consumo ou compro com o meu esforço, pois cada vez que o peço a alguém são mais satisfações que tenho de prestar, mais razões e motivos de porque é que comprei isto, ou para que é que precisava daquilo, e o nível financeiro digamos que é o laço que segura o meu respeito em relação a contar a verdade aos meus pais sobre a minha sexualidade.
Por mais que tenhamos problemas familiares ou financeiros, temos sempre os amigos, ou a pessoa com quem estamos para nos apoiar, ajudar e tudo mais, ou até mesmo os bons momentos académicos e as noites de loucura... pois nesse campo a batalha também chegou…
Como também já referi noutra entrada … deixei de me sentir encaixado tanto no meio académico como nos grupos em que me inseria, tunas e afins, os ambientes mudaram, as pessoas mudaram, e sem dizermos ou fazermos alguma coisa, apercebemo-nos que é este é o tempo para outras pessoas aproveitarem, que o que podemos fazer é muito pouco ou praticamente nada, e tentamos passar o nosso dia-a-dia com os poucos que restam que nos acompanharam desde o início. Pois e são na realidade muito poucos, eu errei muito nas minhas amizades, e como também já referi anteriormente, limitei o meu leque de amigos, e mantive os fiéis à nossa amizade e que valeriam a pena para o futuro, mas cada um tem a sua vida, o seu lugar, o seu caminho a seguir. É claro que a amizade se mantém, mas todos precisamos de um carinho, de um ombro amigo de vez em quando, mesmo pessoas que escondem que precisam, como eu e que aguentam muito tempo sem eles.
Já para não falar que no ramo do amor, se lerem as outras entradas, aí é que é o descambar total do ceguinho… uma atrás de outra, e parecendo que não … não tendo membros da família com quem se desabar os desgostos de amor, e os amigos estando a lutar pelos seus sonhos em sítios longe, o coração vai lotando de angústia, agonia e tudo mais.
Juntem agora a angústia de ser uma pessoa que não pode desabafar as tristezas com os pais, a angústia dos desgostos de amor, a angústia de ter os amigos verdadeiros todos dispersos, angústia de não conseguir a independência financeira para ser feliz, e angústia por já não se enquadrar no meio onde está… Que treta que é esta vida…
Ainda assim tento enfrentar o dia-a-dia como se nada se passasse de errado comigo, tentando assumir uma postura contrária àquela que deveria ter consoante o que se passa na minha vida, enfrento o dia-a-dia com um sorriso na cara nunca perdendo o sentido de humor, e acima de tudo lutando, sonhando pela mudança da minha vida.
E essas são as três leis pelo qual eu rejo a minha vida: Paradoxo – Humor – Mudança.
*
People can take everything away from you
But they can never take away your truth
But the question is...
Can you handle mine?
*
They say I'm crazy
I really don't care
That's my prerogative
They say I'm nasty
But I don't give a damn
Getting boys is how I live
Some ask me questions
Why am I so real?
But they don't understand me
I really don't know the deal about my father
Trying hard to make it right
Not long ago
Before I won this fight
*
Everybody's talking all this stuff about me
Why don't they just let me live?
I don't need permission, make my own decisions
That's my prerogative (It's my prerogative)
*
It's the way that I wanna live (It's my prerogative)
You can't tell me what to do
*
Don't get me wrong
I'm really not souped
Ego trips is not my thing
All this strange relationships really gets me down
I see nothing wrong in spreading myself around
*
Why can't I live my life
Without all of the things
That people say
Foi o mais belo post que alguma vez li amigo, tal como tu tambem percorri e percorro esse caminho e seqi que é duro e dificil, que é amargo o sabor do limão, que por mais que tentemos ser independentes é tao dificil e duro, mas tu vais conseguir, tu vais ter um futuro belo, vais acabar os estudos, encntrar um trabalho, contar aos teus pais, não ter que mentir nunca mais, ser feliz á tua maneira, vais encontrar esse alguém que te ame, respeite e te dê tudo que mereces, amor, carinho, apoio, tudo que alguma vez precisas-t e mereces-t e acredita que mereces muito, mas não te deixes ir abaixo, ergue-te, faz tal como a bela fénix, a ave lendária que depois de arder nas suas próprias chamas ergue-se das suas próprias cinzas, bela, pura e brilhante, cantando e voando junto ao sol, renasce amigo! Em relação aos teus amigos, tu sabes escolher a melhor fruta do teu jardim e isso é que importa, eu estou aqui, serei a tua laranja, cheia de vitamina C para t alegrar e dar muita alegria!
ResponderEliminarAbração Amigao!
É o que eu mais quero no mundo Caro Lipe... vamos ver o que a vida me reserva... o futuro depende do que fazemos dele, mas muitas coisas não estão nas nossas mãos!
ResponderEliminarAbração