segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Suiça - Começo - Parte II

Estou a sufocar! Estava habituado a ter o meu espaço em casa onde me podia isolar e agora não o posso ter! A minha privacidade quer em casa quer ao portátil, isto é angustiante!

Visto-me e saio de casa todos os dias para a ginástica, corro pelas mais desconhecidas ruas, jardins, matas, respiro o ar gélido desta cidade. Há dias de neve em todo lado, dias de chuva, há dias de puro ar frio, mas estes caminhos não se alteram muito. As árvores finas e altas, secas, os corvos em todo o lado como que um presságio de algo sombrio, morte. Mas não ligo ao seu simbolismo, simplesmente me recolho ao meu pensamento, à minha música e ao gosto pelo desconhecido.

É difícil encontrar trabalho, precisamos de um “permi” ou permissão para ficar no país, e isso consegue-se quando a entidade de trabalho a dá, acontece que empregos com cursos eles pedem que já tenhamos esse “permi” quando nos candidatarmos, o que faz com que possivelmente me tenha de virar para empregos secundários, não mal pagos, mas fora da minha área para ao menos conseguir esse “permi”. Mas enfim… uma coisa de cada vez e eu sei esperar, também não tenho outro remédio.

Daqui a uns dias também já consegui perder um pouco de peso, já me noto um pouco menos “inchado” desde há uns dias para cá, o que é bom, pelo menos no campo da mudança de imagem ainda não está tudo perdido. Ao menos isso deixa-me contente, mas ainda há um imenso caminho pela frente.

*

4.

Duas respostas negativas.

Procurar trabalho.

Uma pequena alteração no cabelo.

Comecei a ginástica.

3 dias sem bebidas gaseificadas.

*

5.

Mais procura de trabalho.

A casa começa a sufocar sem privacidade.

Sinto-me a perder massa corporal. :)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Suiça - Começo - Parte I

1.

Levantar atribulado

Flashback do Secundário no Táxi

Aeroporto – Atrofios

GenèveUff

Comboio – Desenrasquei-me

Lausanne

Rever Família

Arrumar Bagagem

Respirar

Procurar emprego

… Morrer para a Vida.

*

2.

Duas respostas negativas e uma remetida para avaliação

Descansar e ver filmes

Procurar emprego

3.

Três respostas negativas

Dar uma volta – pouca vontade de socializar

Ver filmes

Procurar emprego

*

Só vou no 3º dia, a multidão atrofia-me, não consigo tomar atenção ao exterior e às conversas. Ainda estou na fase de aprender a ouvir o básico, as palavras-chave.

Eu devia saber que não iria encontrar trabalho nos primeiros dias, e não posso desmotivar com isso, em breve irei ser recompensado.

Não me apetece socializar apesar de saber que me tenho de forçar a tal para aumentar o meu conhecimento e contactos.

Lá no fundo também temo a primeira entrevista de trabalho e que me excluam por eu não ser fluente a francês.

Tenho procurado também trabalho em entidades que precisem do Português – sempre seria menos assustador.

Os simples adicionamentos de Facebook, apesar de não gostar deles, aqui não resultam, são todos muito reservados e nada “putanheiros”. Até é bom por um lado, mas fogo… quero um amigo para praticar francês.

Tenho o meu irmão… mas quero mais!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Últimos momentos ... Velhas Sensações

Isto de certa forma é irónico – O meu último dia em Portugal e eu estou a passá-lo em Lisboa – O único sítio no país onde há imenso tempo que desejo passar uma temporada pois tenho imensos assuntos pendentes.

E logo neste último dia não posso sair de casa, pois fiquei na casa de uma amiga minha e estou condicionado ao que ela me oferece, nem quero chatear mais ninguém com a minha existência.

Hoje chorei, chorei bastante, estou nervoso, estou tão nervoso que chego a ficar mal disposto, e perto destas pessoas tenho de me mostrar forte, que estou bem.

Não me posso fechar, quero ser uma pessoa aberta com a minha família, e é esse pensamento que tenho de ter.

Parte dos meus nervos devem-se não só ao facto deste passo que estou a dar, mas também ao facto de estar a tomá-lo sozinho, todo este processo de viagem a “desenrascar-me” sozinho, o facto de estar em Lisboa também não me deixa propriamente calmo.

Olho lá para fora…casas e mais casas… carros e mais carros…pessoas de raça negra… confusão… desconhecido… medo…

Penso… há tanto loucura que eu poderia cometer… tanta coisa que me poderia fazer recuar e não ir… tanta gente que bastava querer e fazer-me cometer uma loucura… e eu… escolho este caminho… podia tornar-me uma pessoa cómoda, mas não… escolho o mais difícil… mas é o único “difícil” que eu conheço neste momento, para alcançar o que quero.

Choro… vou chorar muito mais… estou sozinho… vou estar muito mais… mas tudo faz parte.

Lisboa… Um dia voltarei para finalizar o que deixei pendente.

*

E enquanto me meto num táxi para o aeroporto eis que toca a música "She" na rádio... típica dos meus Bailes de Finalista no Secundário... e assim foi o meu percurso até ao Aeroporto... Um "flashback" indesejado do Secundário.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Adeus Portugal !! Despeço-me de mim!

Tanta despedida, tantos assuntos encerrados, tantas lágrimas derramadas, tanta esperança, estar conformado com tantas coisas, deixar tantas coisas para trás, esperanças de encontrar outras tantas. Isto tudo tem de valer para alguma coisa, certo?

Eu não posso ir e simplesmente esperar que as coisas me caiam do céu. Vou ter de lutar, vou ter de lutar muito. Vou ter de acreditar que consigo e conseguir mesmo, mesmo que custe, mesmo que a saudade bata, eu vou ter de erguer a cabeça e seguir em frente por um futuro melhor. E vou mudar, vou mudar o meu interior e especialmente o meu exterior, esta pessoa que hoje vêm abalar não vai ser a pessoa que vão ver voltar. Não sei o que vão encontrar mas de certeza que virei uma pessoa mais forte em todos os sentidos. Vou lutar por mim e por me sentir bem comigo mesmo em todos os sentidos.

Talvez a minha vida precisasse mesmo de um “reiniciar”, longe de tudo e de todos, aliás começar perto de quem anteriormente a minha vida tinha começado, a minha mãe, e agora também o meu irmão. Talvez seja um novo crescimento que tambem beneficie o crescimento do meu irmão, quem sabe.

Só sei que vou aniquilar esta pessoa fraca, que chora, gorda, que não se sente bem com o seu corpo, esta pessoa que é obediente para com a família pois ainda não se emancipou 100% dela, esta pessoa que se preocupa se é aceite por alguns amigos e familiares quanto à sua sexualidade. Vou aniquilar todas estas componentes. Poderei regressar sozinho, e com poucas pessoas, mas ao menos regressarei feliz, e as poucas pessoas que estiverem a meu lado serão aquelas pessoas que me apoiam e dão valor pelo que sou, que querem que eu seja eu mesmo e não tenha de mudar pela sociedade onde vivo.

O meu blog irá ser o único meio social que manterei actualizado. Assim que entre no avião tenciono desligar-me do mundo, sair do facebook, não entrar no msn, não usar o telemóvel, quero e preciso de batalhar sozinho desta vez, ir buscar forças apenas ao meu interior para as metas que defini para mim, e vou conseguir.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Corpo Cansado

Dentro deste corpo cansado em que habito

Já não exitem certezas a habitar comigo

Esperanças poucas restam

Foram aniquiladas pelo cinzento dos dias

Suprimidas

Dentro deste corpo em que habito

Pouco mais existe do que loucura

Uma vontade residual de existir

Um devaneio de me manter lúcido

Para lá do corpo e da janela

Está a aldeia já adormecida

Gatos negros guardam as esquinas

Um gato negro habita no meu próprio quarto

A realidade fere-me os sentidos

Enjoa-me porque a sinto falsa

Hábitos forçados na ausência da razão

Anseio em segredo o nascimento do último sol

Quando o último sol nascer

Os homens continuarão de braços cruzados

Olhando o céu com a cegueira

De quem olha o vazio

E as crianças continuarão sorrindo

Embaladas com a certeza de nunca terem de pensar no mundo

Eu, vou saborear o último céu azul

Que por ser o último talvez seja o mais puro

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Deixas-me confuso no meio de tanta certeza

Sim, eu sou uma pessoa romântica, sou o tipo de pessoa que consegue fazer as loucuras mais impensáveis por amor, largar tudo para estar com alguém, adequar a vida actual que tenho e os objectivos que quero alcançar por alguém. Sou capaz disso tudo, e poderia enumerar aqui um vasto número de exemplos de acções que já tomei quando estava interessado em alguém. E poderia também enumerar os finais “não” felizes que essas acções tiveram…

Estar constantemente a dedicar-me a alguém, e a fazer tudo por alguém não me custa nada, mas quando sou o único a fazê-lo e ainda por cima sofrer no fim, isso deixou uma grande ferida em mim, isso tornou-me mais frio, com medo de o voltar a fazer, fez com que acreditasse menos nas pessoas, que acreditasse que não valia a pena lutar por alguém, e muitas vezes me retraiu quando estava prestes a fazer das tripas coração de novo por alguém.

Após tanta desventuras, adoptei a postura do não quero saber de ninguém, vou-me focar em mim, mas nem eu mesmo posso fugir ao amor quando ele me bate à porta, mas deparando-me com ele continuei a sentir os velhos medos e receios de sofrer, e ficava estático perante as pessoas. Então resolvi mudar de postura e adoptei o método de dar-me a conhecer muito lentamente, meio desinteressado para que fosse a outra pessoa que andasse atrás de mim, que tentasse fazer com que eu acreditasse que queria estar comigo, e assim tenho continuado até agora.

Sabes eu sempre tive a perfeita ideia da imagem que tinha, daquilo que tinha de bom e do que tinha de mau, nunca me achei “bom”, nem nunca me achei perfeito nem melhor que ninguém, aceito-me como sou, mas ambiciono melhorar muita coisa em mim, e sei que chegarei lá um dia. Dito isto, sempre me meti num patamar inferior a rapazes como tu, “lindos”, “bem-sucedidos”, “personalidade espectacular”, acho que são bons demais para mim. Pessoas assim, que têm tudo o que querem e todos os que querem, é difícil fugirem a isso, é difícil não usufruírem disso e manterem a integridade. Tu dizes que não és igual à maioria, e eu não tenho provas em contrário.

Estou numa situação de transição na minha vida, licenciei-me e vou em busca de algo melhor para a minha vida, começar de baixo e chegar a um patamar em que o meu esforço seja recompensado, ainda que para isso tenha que procurar lá fora, pois o meu país não me oferece essas condições. E tu vais aparecer agora na minha vida … logo agora.

Pedes-me para ficar contigo, pedes-me para me candidatar para os hotéis que geres com o teu pai, pedes-me que acredite em ti.

Eu já li muitos livros e vi muitos filmes, sei distanciar uma história real de um conto de fadas. Eu, desempregado à procura de trabalho e não acredito que no ponto onde estou da minha imagem, alguém como tu possa reparar em alguém como eu – e tu vais surgir, e fazer-me sentir indeciso quanto aos objectivos todos que tinha definido para mim. Isso não é muita gente que consegue fazer.

Mas o que me garante que vais gostar de mim quando passares mais tempo comigo, o que me garante que consigo trabalho quando me candidatar para os teus hotéis. Imaginemos a situação de eu estar a trabalhar para ti e gostar de ti – e tu dares-me ordens, até quando isso iria ser tolerável. O que me garante que mesmo que não queira trabalhar nisso, eu consiga trabalho em outro lugar? Sim, eu poderia arriscar e fechar os olhos, mas eu preciso de provas para fazer isso, um sinal de que vale a pena fazer isso.

Eu estava prestes a tomar um dos maiores passos na minha vida, e isso é um grande retroceder que eu faria apenas por gostar de alguém, que ainda nem sei se gosto.

Por um lado quero acreditar que estás mesmo interessado em mim… mas mesmo que seja verdade, mesmo que estejas, eu não tenho “bases” para largar tudo e ficar por ti. Tenho, temos de ser realistas.

Há mais possibilidades de me visitares na Suíça, e me fazeres regressar um dia que eu tenha pilares onde me apoiar dada a vida que levei lá, do que propriamente eu ficar aqui agora sem apoio e praticamente sem nada onde me agarrar para continuar.

É só isto que posso dizer e pensar agora, nestes últimos momentos em que estou prestes a partir, não tenho forças para mais, e deves perceber que a minha cabeça está repleta de outras coisas em que pensar.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O fermentar de todas as coisas

Na impossibilidade de me pronunciar sobre algo

Bebo a sangria gelada feita por mim

Ao som das guitarras nostálgicas

Que adensam este velho sabor que experimento

Mas no fundo o que sinto é angústia

Agonia por a poesia bater sempre no lado errado

E eu perder-me dentro das palavras

Dissolvo na sangria a solidão e a agonia

E do interior da noite fria

Chega uma saudade granítica da terra

Da terra por explorar, da terra por mim explorada

Antes do céu cinzento e do véu rasgado

Das portas abertas por onde só entrou frio

E antes destas mãos de menino, ainda,

Gretadas pelas vezes que sofreu e riu,

Saudades da terra antes das nódoas negras

Que carrego cravadas nos ossos da alma

Saudades da terra entalada de horizontes rígidos

Da terra onde os meus pés pequenos

Corriam para casa por haver casa

Depois da noite

E antes da noite

Dentro da noite

Há um reino de pássaros negros

A desenharem estrelas com os bicos já gastos

Esquinas sem esperança e solidões fundas

Perdidas no desencontro eterno que é o mundo

Sim, é isto que sinto e o que sou

Angústia, pois ainda consigo sentir o cheiro da terra

Depois da chuva

Enquanto assisto pálido ao passar inerte

Duma vida que não sei ter

Mergulho-me por isso no vazio das coisas

Mergulho-me nas ausências

Na espera alucinada de conforto

Entrego-me à loucura branca dos pensamentos

Que fazem ecos nos abismos

E no fundo sei que me perco

Apenas na vaga esperança

Que entre os cenários escuros que pinto

E os bons que visualizo futuramente

Alguém me possa encontrar

Para me dizer quem sou!

E quando o brilho se perde ...

Sabem quando têm a sensação que acabaram de perder algo de precioso que era só vosso – tipo um segredo, uma coisa que os outros ainda não tivessem descoberto, alguém especial que é estranho de mais ver nos braços de outro alguém?

É o que sinto. Havia esta pessoa que passou de flash na minha vida, cuja presença, por mais breve que tivesse sido me ajudou a sarar de feridas anteriores e me conseguiu trazer ao presente. Não houve nada sério, nem sentimentos fortes, também, depois do momento óptimo que tivemos não proporcionamos mais nenhum, não sei se por ironia do destino ou por não haver vontade da parte dele, mas também não me interessa. Era aquela pessoa misteriosa, doce, que me conseguiu juntar corpo e mente sem muito esforço, era como algo especial que eu tinha, ou alguém. Apesar de nunca ser ou ter sido meu. Era como se fosse algo bom de mais para ser de alguém.

Há poucos momentos deparei-me com indícios de que essa pessoa se possa ter envolvido com outra pessoa que conheço. Apesar de não haver sentimento parecia que aquele “tesouro” da natureza já não era mais “virgem”, já não era só “exclusivo meu”, eu sabia que no fundo nunca o tenha sido, mas nunca tinha pensado nessa perspectiva. E agora o que era antes inviolável, agora é algo banal. Agora essa pessoa não vai involuntariamente aparecer na minha mente sempre que passar numa certa terra, ou regresse de visita a outra. Mas é como o destino funciona.

Ao mesmo tempo é bom ver que vou esvaziando a minha mente aos poucos, para esta fase que se avizinha.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Para ti Afilhada!

Foste a minha “primeira” Afilhada, pelo menos, no que respeita ao pleno sentido da palavra Afilhada Académica, no entanto, foste a 1ª Afilhada da Tuna, e foi como um finalizar do meu destino na Ualg, talvez o teu baptismo fosse um presságio do fim da minha vida académica.

Sabes que sempre te adorei, nunca me enganei acerca da pessoa que eras, e foi bastante fácil ao inicio, quebrar qualquer barreira de confidencialidade contigo. Ao início sempre fui mais aberto contigo que vice-versa, mas acho que é isso que te caracteriza, uma boa ouvinte e amiga, que sabe ouvir e ter a palavra que precisamos ouvir – talvez tenha sido por isso que não gostei quando cantas-te de Galo para mim. Posso não ter recorrido muitas vezes a ti, mas sei que estavas lá, e nem era preciso, pois sabias ver quando eu estava em baixo ou mais alegre. Agradeco-te por essa amizade, e por mesmo depois do meu tempo ali estar contado, teres contribuído para me dar mais momentos que eu pudesse recordar mais tarde com um sorriso no rosto e muita saudade.

Desde os nossos passeios, às confidencialidades, a 1ª dormida juntos, a noite de Pizza em que aluguei dois filmes e vi-os sozinho pois tu ferras-te a dormir, o tremor de terra que me fez ficar de joelhos à porta do teu quarto e tu a acordares de sobressalto, o teu “picar a minhoca” em diversas noites, os momentos em que estavamos fartos de estar na Rocha com a Tatiana que não nos deixava ir embora, o shot de água que quase me deixou cair tudo aos pés, os momentos na Rocha em si – muita dança juntos, muita gargalhada, os números juntos nas músicas da Tuna. Recordo aquele mítico balançar a dormir que parecia que estavas a sofrer um exorcismo , o tempo que morámos juntos, os favores que te pedi, recordo as palavras que me escreves-te em papel, mail, fita, recordo com saudade o nosso Intra-Rail, entre tantos outros momentos que passámos, pois tu eras a Caloirinha que saía com os Excelentíssimos, e andavas logo com os que massacravam mais, isso tornou-te forte. E ainda bem que desde cedo pudes-te identificar os bons amigos das amizades que nada interessavam dali para a frente, isso foi um Orgulho de ver.

Sabes que eu vivi o meu curso ao máximo, vivi a Tradição Académica nas veias e tu sempre completas-te aquilo que eu achava que uma Afilhada devia ser. Confesso que devia ter parado no tempo certo, em académico e tu caloira, apesar de ser com Orgulho que te vi subir nestes graus, o tempo certo era aquele, pois não era suposto eu lá estar contigo Académica ou Tuno. Aconteceu o mesmo que comigo e a minha Madrinha, e Afilhados Praxantes já têm de ter a mínima ligação com os Padrinhos, ou poderão entrar em conflito, e confesso que não gostei de algumas situações que nos fizeram chocar, que nem vale a pena enumerar, mas isto é mesmo para isso, um compacto de todos os momentos. E nós crescemos com os bons e os maus, assim como a nossa amizade.

No entanto, cada coisa é uma coisa, e a Vida Académica dá-nos muitas amizades depois de passarmos pelos momentos bons e maus, e nós continuámos bons amigos e nada retirará aquilo que passámos.

Tenho orgulho de te ver chegar ao fim do Curso, e estás de Parabéns por isso! Espero que daqui para a frente fujas à regra da maioria – de ficar neste país a ganhar pouco e à espera de se destacar dos restantes, coisa que é impossível, sei que ambicionas algo maior lá fora, e ainda bem que procuras-te estágio, foi um primeiro passo bem dado e espero que não desistas de lutar. Nada cai do céu, temos de levar “nãos”, desilusões, mas mesmo assim nunca desistir. O percurso de uns por vezes é mais longo que outros, mas como sabes, tudo a seu tempo, e tudo acontece por uma razão. Não percas o rumo do teu caminho, que é o Correcto! Finalizado o Curso, finaliza a Ligação Padrinho-Afilhada, assim manda a Tradição, mas a Amizade destes dois ainda vai ter muitas páginas por escrever. Da minha parte sempre que precisares de mim estarei aqui para ti. Desejo-te tudo de bom. Um Beijo do Padrinho da Tuna. Ricardo Ruaz

I hate Valentine's Day!

Neste momento odeio o dia dos Namorados. Há mel por todo o lado, há casais românticos e perfeitos. Surpresas que uns preparam a outros. Há beijos, há carinhos, há cumplicidade.

Há invejas. Não se pode passear ou ir a cafés sem estar constantemente a presenciar este clima. Nem TV se pode ver pois até a selecção de filmes é irritantemente romântica. Odeio, mas odeio por ter de o passar sozinho. Não ando a pensar em relações, mas é impossível neste dia não pensar nisso, e no quanto é bom quando se está com alguém.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O meu cantinho

Mais um dia… mais uma tarde neste Alentejo e eu … com tanto que pensar, com tanto que decidir e mentalizar-me…

Mas eu sei bem o que fazer nestes momentos. Nada como meter-me numa daquelas estradinhas de terra bem tradicionais da terrinha… sentir a brisa do campo, as ervas, o ar semi-frio do fim da tarde, o pôr-do-sol acolhedor. Gosto disso, gosto da calma que me transmite, a segurança e tranquilidade. Consigo pensar e decidir seja o que for quando estou neste ambiente. Já o usei em diversas ocasiões, fosse para me refugiar, fosse para recuperar forças, fosse para definir prioridades e objectivos, entre outros. Venha o que vier no que respeita a mudanças de cenário, o meu Alentejo será sempre aquele cantinho de refúgio. Tal como temos o nosso quarto em casa.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Assombros

Porque é que as pessoas não dão valor ao amor quando o têm. Porque é que não aproveitamos quando aparece alguém para nos amar e que está disposto a fazer-nos felizes. Porque é que quando aparecem, é sempre na altura errada, e quando precisamos não temos.

Tá mais que provado que não escolhemos de quem gostar, e quem gostar de nós. Por mais que estejamos calejados ou “quebrados” por anteriores relações, sem luta não conseguimos nada, por isso, apesar de as nossas crenças em algo verdadeiro estarem em baixo, não podemos ficar de braços cruzados.

Por vezes é mesmo impossível que as situações acontecam, por vezes fazemos coisas porque temos medo de ficar sozinhos.Por vezes fazemos coisas porque nos fazem sentir bem, atraentes.

Enfim… vários pensamentos soltos assombram a minha cabeça neste momento no que respeita a “relações amorosas”. Não que esteja carente, porque não estou, ou apaixonado, que não é o caso. Se idealizo uma boa história na minha vida, como ainda não me aconteceu, ou com a duração que desejava? Idealizo, e muito. Mas já aprendi a esperar por isso, e não cruzar os braços, entretanto vou seguinto com outros aspectos da minha vida.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Entender

Eu era um rapaz que queria entender tudo,

Queria entender de verdade o mundo e o que há nele…

E sem que fosse de esperar consegui,

Comecei a entender o Bem

Exactamente da mesma forma que entendia o Mal.

E entendia todas as linhas de tudo o que se tinha escrito

Compreendi todos os motivos,

E defendia todas as opiniões à força dos dentes

Entendia todas as pessoas para lá das máscaras

E comecei a falar mais sozinho…

Houve um dia em que acordei e senti

Que entendia realmente o mundo,

Nem por isso gostei mais dele.

Depois desse dia nunca mais tive uma opinião

Que fosse minha…

Entendia demasiado bem os opostos,

Escolher ou optar tornaram-se impossíveis

Com o passar do tempo

Deixei de entender quem era…

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Desafio de Leitores

Hoje resolvi aceitar um desafio de uma blogueira minha seguidora, que me propôs de responder a algumas perguntas aleatórias. Então aqui seguem as perguntas que me colocaram:

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Em quem tu pensarias se fosses fechar os olhos pela última vez?

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Provavelmente no meu irmão, ou numa das minhas irmãs, mas não é suposto termos um flashback da nossa vida quando vamos fechar os olhos pela última vez? :P

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Em quem pensarias se tivesses de pensar no teu verdadeiro amor?

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Na verdade não pensaria em ninguém, porque o verdadeiro amor é mútuo, e sempre que tive relações amorosas, talvez no início tenha havido amor de ambas as partes, mas no fim uma das partes acabou sempre por desmoronar. Então nenhum destes amores acabou por ser o meu verdadeiro amor. Se me perguntasses pela minha maior paixoneta aí sim, se calhar teria uma resposta.

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Em quem pensarias se tivesses de pensar no teu melhor amigo?

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Sem dúvida na minha Best Friend Soraia. Felizmente tenho um leque de Best Friends, muito bom e forte. Mas a Soraia G. foi aquela amiga que sempre este lá 24h sobre 24 na porta ao lado do meu quarto, lol. Aquela que esteve lá para eu chorar e desabafar. Para me ajudar quando precisei, que “nunca” nos chateámos. Que tivemos muitas loucuras juntos. Confidências. Lágrimas. Acho que isto chega para responder.

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Quem te vai socorrer quando te baterem todas as portas?

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Supostamente se me baterem todas as portas, ninguém me vai socorrer, lol. Teria de me virar sozinho, como já fiz muitas vezes, não por me terem batido as portas, mas por eu deduzir que bateriam consoante o problema que lhes fosse apresentar.

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Quem te vai socorrer quando os teus amigos te magoarem?

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Normalmente quando estou muito magoado com o meu leque de amigos, ou com qualquer outro problema, não há nada como uma boa temporada na casa da família, no Alentejo, para recuperar as forças e pensar. Mesmo que não desabafe com eles sobre o problema, só estar no aconchego deles já é muito bom.

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O que é que não terias feito se a tua vida acabasse agora?

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Não teria assumido a minha opção sexual para todos os que me interessa assumir.

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Porque é que o amor eterno um dia acaba?

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Se acaba se calhar é porque não era eterno não?! Lol Se calhar é melhor experimentar outro amor a ver se esse resulta.

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Qual a primeira coisa que tu levas para o chuveiro?

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Lol. Que pergunta! … A minha toalha é a única coisa que levo para o chuveiro, e as chinelas. O resto que necessito já se encontra no chuveiro.

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Qual foi o teu último sonho?

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O meu último sonho foi que a pessoa que eu amava ficasse comigo o máximo de tempo possível. Isto porque diferencio “Sonho” de “Objectivos”.

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O que queres agora?

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Agora quero um emprego que me realize e já estou a ir atrás dele. Integrar-me nesta nova cultura e ter direito a tudo o que sempre quis ter.

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És emotivo?

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Se segues o meu blog sabes que sim.

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Gostas do teu cabelo?

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ADORO! É talvez o que mais gosto em mim exteriormente lol. Tive imenso trabalho para o ter como tenho e não me arrependo disso.

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Já estives-te apaixonado?

*

Volto a dizer que se segues o meu blog, sabes que sim.

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És sarcástico?

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Bué! Adoro ser sarcástico, mete as pessoas que não sabem o seu lugar de volta à sua insignificância.

*

Poderias perdoar uma traição?

*

Poderia, mas de certeza absoluta que não continuaria com essa pessoa. Mas sim, perdoaria-a na mesma.

*

O que uma pessoa precisa para te conquistar?

*

Hum… a última pergunta… e a mais difícil.

Epah não sei bem… Eu confesso que tem de ter uma boa imagem, ou razoável, pois os meus olhos são os primeiros a comer, assim como os de toda a gente, e quem disser o contrário está a mentir. Acho que nesta fase em que estou agora, cansado de dar sem receber, tem de ser uma pessoa carinhosa, que lute por mim, que se mexa, que me faça ver que quer estar comigo, que goste muito de beijar lol, pois eu adoro. Que goste de mim como eu sou e não me tente moldar, eu faço-o voluntariamente para me dar bem com uma pessoa, mas tem de haver uma adaptação 50/50. Basicamente é isso. :$

Porque ...

Porque preciso de guardar esta pequena grande lembrança no meu baú, esta que foi a melhor fase da minha vida, a minha liberdade total, o meu crescer absoluto, o meu abrir de olhos.

Reúni um leque de imagens dos 5 anos que passei em Portimão, imagens sem qualquer selecção, sem mais me preocupar o aspecto que tenho na foto. Imagens aleatórias, porque também eu posso parecer bem ou parecer mal.

Porque também eu me visto bem e me visto mal, conforme os critérios das pessoas.

Porque também eu engordo e emagreço.

Porque também eu sorrio ou fico sério.

Porque também eu fico ou passeio e saio à noite.

Porque também eu gosto de ser único e diferente.

Porque também eu posso rir ou chorar.

Porque também eu tenho amigos que não eram meus inimigos.

Porque também eu tenho inimigos que eram amigos.

Porque tambem eu tenho pessoas que já não lido no dia-a-dia.

Porque também eu lido com pessoas com quem não lidava.

Porque também para mim, como para tantos outros a vida praticamente começou depois de entrar na Universidade.

Porque também eu sofri e fui feliz.

Porque também eu cometi erros.

Porque também eu experimentei coisas que antes desconhecia.

Porque também eu amei perdidamente.

Porque também eu sofri por amar perdidamente.

Porque também eu me senti único, e porque também eu me senti desprezível.

Porque também eu aprendi o significado de “Amizade”, “Amor”, “Família”.

Porque também eu senti o sabor de ganhar a minha “Independência” e “Auto-Sustento”.

E porque também eu senti como é perder os dois.

Porque também eu disse não voltar a fazer certas coisas, e também eu as voltei a fazer.

Porque também eu me vi rodeado de imensas pessoas que me faziam feliz.

E porque de mim também se afastaram para seguir os seus rumos dando-me a conhecer a “Solidão”.

Porque também eu aprendi o que foi estudar muito para obter pouco.

E porque também eu consegui estudar pouco para obter muito.

Por tudo isto e muito mais, porque eu sou eu, e não posso esconder os meus defeitos, as minhas imperfeições, assim como não posso esconder as minhas virtudes e pontos favoráveis. Porque não nos podemos fragmentar em pedaços para agradar a alguém.