domingo, 10 de junho de 2012

Limbo ..

Até quando vou viver neste limbo de estar magro/ estar gordo?
Estou psicológicamente cansado de lutar por este objectivo, não tenho mais forças. Por mais que me dedique a dietas, ginásios, actividades, nunca pareço chegar perto de uma meta.
Preciso dessa felicidade... de sentir-me bonito quando me olho no espelho, de ter prazer, de me vestir bem, de receber elogios...
Por vezes sinto-me bem, estou alegre e então aparece alguém a perguntar se eu engordei, ou dizer que estou mais gordo aqui ou ali... e o meu mundo desmorona, a minha auto-estima é completamente aniquilada e eu recolho-me novamente no meu escudo.
Está quase aí a praia e eu não me sinto minimamente pronto para me despir... emagreci mas não o que queria. Tenho uma semana para cometer uma loucura... mas eu não sou louco... sou bastante racional... se calhar até demais... se calhar devia soltar um pouco do "eu-louco" que aprisionei há muito e deixá-lo, já agora, à solta até ao dim destas férias.
Precisave de alguém 24 sob 24 a motivar-me, a dizer-me o que comer, o que não comer, a dar-me força... um namorado seria o indicado, mas até disso eu me privei... se calhar devia também soltar o "eu-romântico e apaixonado" que meti na mesma prisão.
Há tantos pedaços da minha personalidade que prendi e deixei cair no esquecimento para poder caminhar em frente imúne e forte.
Fechei-me tanto para relações que hoje não consigo olhar para alguém com segundas intenções, aprecio mas fico logo tão cómodo que não me consigo dedicar ao processo de engate, ao processo de conhecer melhor alguém e acabo por estar sempre sozinho, acabo por até deixar de lado aqueles que me apreciam e me elogiam.
Vou continuar paciente, visto que paciência é a única virtude que me resta... só estou há dois meses no ginásio e tenho de ser realista ao ponto de saber que alguém que sempre foi gordo, nunca teve um corpo definido... que não é do dia para a noite que se torna o "homem de sonho"... Espero que o tempo seja tão generoso comigo como eu sou com ele e me dê o que eu preciso, a todos os níveis.

sábado, 9 de junho de 2012

Sempre a somar ..

Junho - Portugal
Julho - Andar de balão de ar quente
Agosto - Valencia - La Tomatina
E isto continuará certamente, estou a começar a ganhar o gostinho de viajar, de conhecer, de "vaguear", acho que é esta a palavra chave!
Adoro vaguear, não estar preso, sei que é um óptimo estilo de vida mas não há raízes, não há estabilidade, não há segurança quanto ao futuro, mas sabe bem. Não me sinto realizado profissionalmente mas vou realizando todos os pontos que sempre sonhei fazer.
Esta ida a Portugal não vai ser só para rever pessoas e ganhar bronze. Tenciono também fazer algo que temo muito mas que quero fazer na minha vida - Doar sangue.
Para muitos é algo normal mas eu temo agulhas como tudo e vai ser algo penoso, pois doar sangue nunca é apenas um pouquinho de sangue.
No mês que vem vou tentar andar de balão de ar quente com a minha irmã mais nova, acredito que seja uma sensação fenomenal, tenho de começar a preparar-me.. até breve !

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Memories

Aquelas tardes em que me sentava no quarto, a janela aberta, o som do mar, das ondas a rebentarem na areia. E eu saía, descía a rua e alí estava o mar. Normalmente tenho medo dele, mas só de olhar para ele ficava tranquilo, a paz que ele me transmitía.
E alí ficava, pensava, nestes momentos pensar não era doloroso, fosse o que fosse que tivesse em mente, sorría para mim, chorava se tivesse de ser e ele entendía-me, ele fazia-o em sintonia comigo para me fazer sentir melhor.
Os pensamentos alinhavam, tudo se clarificava de uma forma harmoniosa e o pensamento dava lugar à imaginação e eu começava a sonhar. Que bom que é sonhar!

Sentimento descontrolado

Cada vez mais este sentimento fica descontrolado... começo a entender porque é que escolhi o Turismo para lema de vida. Meti na cabeça que estou a desmotivar e vou assim afundando de dia para dia deixando que esta núvem psicológica me envolva até me levar à exaustão.
Continuo com a perfeita noção das minhas responsabilidades, sei também que só posso, só "devo" contar comigo se desta país decidir sair mais cedo ou mais tarde. Não estou mal em relação a objectivos mas extremamente agoniado por não me sentir em casa, por não estar num meio acolhedor, não quero dizer com isto aue penso em Portugal, não, mas preciso de outro lugar.
Preciso respirar ar puro, preciso de mar, preciso de brisa, vento; sinto-me desligado de tudo, as pessoas estão a saturar-me, não estou receptivo a nenhum comentário, não quero ideias ne, conselhos, quero pensar por mim, quero estar sozinho, quero as coisas à minha maneira, sinto-me despegado de todos e não sinto necessidade de estar perto de ninguém pois no fundo também sei com quem posso contar.
Eu mudei, é um facto, não tenho as mesmas vontades, as mesmas necessidades e ao que parece os desafios rigorosos estão longe de desaparecer do meu horizonte.
Enfim, resta-me difinir e redefinir objectivos vezes e vezes sem conta, neste momento continuarei focado no exercício físico e no sentir-me bem com o meu corpo que ainda tenho um vasto caminho pela frente e não queria sair daqui sem pelo menos ir mudado em todos os sentidos.
Vejo os meus amigos super bem, focados nos seus trabalhos, com os respectivos companheiros, felizes e eu simplesmente já me passa tudo ao lado, pois entendo que cada um tem os seus objectivos de vida, cada um sabe, sente quando é altura de acentar.
Esta aventura no estrangeiro fez-me já crescer a um nível que nunca imaginei ser possível... depois de tanta merda... ainda amadurecer mais. Acho que ainda assim, já me senti tão relaxado outrora que já não encontro direcção para estar de ombros leves de novo.
Não consigo chorar, sinto as lágrimas bem a cair dentro de mim, mas não as consigo exteriorizar, o que só me aumenta a agonia mais e mais. É inevitável.
Só espero que o tempo clarifique o que devo fazer, o que decidir, que caminho seguir e que decisões tomar.

Eu Sei !

Como eu sinto a tua falta... Pouco me lembro de ti já, as memórias vão-se desvanecendo nos confins do tempo.
Sei o quanto foste especial, sei o quão bem me fizes-te sentir, mas tudo o resto já foi quase perdido, quase explorado.
E eu aqui continuo a tentar acreditar que não foi por defeito meu, que apenas foi porque assim tinha de ser e forço-me a olhar para outras pessoas na esperança de que alguma delas me desperte de novo.
E elas existem e chamam-me a atenção, mas não me dão certezas de nada... aquela chama que quase me fazia mudar o mundo em prol de alguém... eu perdi-a... e não sei como reavê-la!