domingo, 30 de setembro de 2012

E começam a casar !

Hoje preciso de meter cá para fora uma espécie de frustração/ felicidade que senti ontem e ainda não me ambientei à ideia.
Ontem estava muito bem em minha casa e uma das minhas melhores amigas (uma que tem estado ausente da minha vida ultimamente porque encontrou um namorado um bocado ciúmento e já não se divertimos como antes) fez-me uma video-chamada no facebook para nos vermos e falarmos um pouco. Com a saudade e tudo mais falámos, mas eu sou de guardar um pouco de rancor e guardar as coisas que sinto para mim, nestes casos, eu sentia-me tocado com a actualidade em que a nossa amizade se encontrava e como ela pretende que a nossa amizade seja daqui para a frente, e ao mesmo tempo que falávamos isso vinha-me à cabeça.
Eu entendo que uma pessoa mude um pouco a sua personalidade por alguém, entendo que dedique a maior parte do seu tempo à pessoa que ama, entendo que lhe faça a maioria das vontades. OK. Mas não entendo quase esquecer os amigos, não entendo afastar-se de uma pessoa porque o namorado tem ciúmes, não entendo parar de se divertir como gostava de fazer só porque o namorado não se diverte da mesma forma, ainda que entende que os gostos se alteram e as pessoas fiquem mais sérias, conheco-a bem demais para saber que não é o caso.
Fiquei magoado com isto tudo em relação a ela. E ontem ali estava ela, pois eu ausentei-me e deixei de dizer coisas e ela veio falar comigo, não para me questionar da minha ausência, NÃO, mas sim para termos uma conversa banal como se falássemos todos os dias, e no meio dessa conversa banal ela convidou-me para o seu Casamento.
É uma daquelas palmadas que levamos quando tamos na idade dos vinte's e algum amigo nos diz que vai casar ou engravidou, e nós temos imensos cenários na nossa cabeça.
Nesse momento tive reacção para me sentir lisongeado e agradecer o convite, mas no meu interior eu não consegui ficar feliz com a situação. Fiquei feliz por ela e por este passo, porque acredito que é um passo mágico e super importante para alguém quando se faz com a pessoa certa, espero um dia fazê-lo também, mas senti perder ainda mais aquela miúda "livre" que eu tanto adorava há uns tempos atrás e ainda adoro igualmente.
Ela é uma irmã para mim, ainda que só a tenha conhecido na Universidade, e como já referi foi lá que conheci os meus verdadeiros amigos, ela é sem dúvida uma deles, tornou-se alguém a quem considero irmã mesmo. Passei imenso com ela, temos histórias para um livro ou mais, pensamos da mesma forma e vimos das mesmas origens, vivemos aventuras, vivemos viagens, vivemos sofrimentos, praxes, tuna, actuações e muitos segredos partilhámos. Mas o mais importante desta relação é que não tivemos lá um para o outro apenas nos momentos bons, ela soube-me abrir os olhos quando eu não era correcto e eu a ela antes de fazer qualquer coisa que ela se fosse arrepender. Por isso a amo.
É sem dúvida das minhas melhores amigas. Mas se eu por um lado já consegui passar à fase seguinte da minha excelente vida académica e me habituei a isso, ainda tinha presente a ideia que sempre que no meu coração eu quisesse reviver essa vida eu tinha sempre estes melhores amigos, este grupinho que bastava tarmos juntos e reviviamos esses momentos, bebíamos, ríamos e esquecíamos. E quando vemos que com algumas dessas pessoas, as mais importantes isso se torna cada vez mais uma ideia distante, uma ideia efémera entristece-me. E se ela já se tinha afastado de mim graças ao namorado, com "marido" então eu vi esse Casamento como uma espécie de despedida da pessoa que eu amava viver a vida ao máximo. Claro que ela continuará com a mesma importância e peso na minha vida e nada muda em termos de consideração, apenas é mais uma coisa que tenho de me conformar.
Lá estarei naquele dia que é importante para ela, porque ela é importante para mim e eu sei que sou para ela apesar de não dizermos um ao outro com a mesma frequência. E vou ficar feliz por este dia como ela o está.
Amo-te N.P.

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