Hoje tive um sonho, um daqueles que me acordou e me deixou a pensar, deixou-me melancólico e agoniado, mas fez-me reflectir bastante, pois foi algo bom.
Acontece que eu posso ter saudades dos velhos tempos de Universidade, amigos, jantares e noitadas, mas a chama, o desejo que me movía, apagou-se e foi substituído pelo peso da responsabilidade que o passar desses tempos originou. De certa forma fez-me esquecer o quão facilmente eu era movido por esta magia.
E neste sonho lá estava eu, num dos fins-de-semana no Alentejo, daqueles super pequenos pois a minha cabeça estava em Portimão e só queria lá estar também e aproveitar tudo ao máximo e estava em cada em corpo e não em mente.
E no sonho estava eu, no fim do fim-de-semana e prestes a perder o meio de transporte para o Algarve por um atraso qualquer e eu fazia de tudo para ir para o Algarve, apanhava o transporte que fosse preciso, ou levava o tempo que levasse, o que importava era ir. E neste sonho fez-me ter nitidamente em mente não só o reacender dessa chama mas também de me lembrar de tudo o que estava à minha espera lá em baixo, de tudo o que eu amava e fui perdendo e esquecendo ao longo dos anos.
Foram vários os factores que me fizeram esquecer tudo isso, e eu sempre dizia que nunca íria de lá sair, e cheguei até ao ponto de querer fugir por não mais tolerar aquilo. Acho que a certo ponto devia ter aprendido a conciliar a rotina que tinha tido até então com a nova rotina e não consegui. Mas amei o sonho e sei que tão cedo não me vai sair da cabeça.

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