quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Torn

Como recentemente não só a Britney Spears escreve para mim, mas também Glee, acho que isto diz muito:
"I thought I saw a man brought to life
He was warm he came around
Like he was dignified
He showed me what it was to cry
Well you couldn't be that man I adored
You don't seem to know or seem to care
What your heart is for

I don't know him anymore
There's nothing where he used to lie
My conversation has run dry
That's what's going on
Nothing's fine
I'm torn

I'm all out of faith
This is how I feel
I'm cold and I am shamed
Lying naked on the floor
Illusion never changed
Into something real
I'm wide awake and I can see
The perfect sky is torn
You're a little late
I'm already torn

So I guess the fortune teller's right
I should have seen just what was there
And not some Holy light
But you crawled beneath my veins
And now I don't care, I have no luck
I don't miss it all that much
There's just so many things
That I can't touch
I'm torn

You're a little late
I'm already torn ...."

O inesperado aconteceu!

Pois é, reza a lei da "minha vida" que ... quando eu estou a orientar-me, quando não tenho nada a desorganizar-me a mente e os objectivos, algo surge para "tentar" balançar isso e fragilizar-me... ou pelo menos era o que eu pensava que acontecesse.
Para quem segue ou lê estes despejos de pensamento que eu aqui meto, há uma pessoa constantemente presente nas minhas palavras desde o verão de 2009, aquela pessoa que me marcou, aquela pessoa que me quebrou e eu nunca mais fui a mesma pessoa depois disso. Na verdade eu considero aquela perfeição de momentos e de pessoa, como aquele que fugiu de mim, aquele que eu não consegui ter, "the one that got away" daí mesmo que a minha vida tenha seguido quebrada e eu muito lentamente tenha ido recuperando, por mais que eu ambicione felicidade, amor ou seja o que for que implique pensar intimamente em outra pessoa, é impossível o pensamento não ir buscar aquela.
Recordando o fim daquela relação, muito ao de leve pois não quero entrar muito nos detalhes de novo, para não ocupar imenso do meu pensamento nos dias de hoje, foi um dos melhores verões, senão o melhor, eu estava apaixonado, não era um amor saudável, eu digo isto porque não era uma dedicação 50%-50%, que aprendi agora ser assim uma verdadeira relação entre duas pessoas, coisa que ainda não alcancei. Mas ele era aquela pessoa que eu adorava, que eu sentia cada toque, que eu queria agradar todos os dias com tudo o que ele gostava, ele era aquela pessoa que adorava mostrar aos meus amigos, porque ele era lindo; o seu beijo e tudo mais.. anyway, no fim de tudo aconteceu umas das coisas mais revoltantes de sempre e ele interessou-se por outra pessoa acabando comigo o que tinhamos. Eu fiquei quebrado e isso não se repercurtindo nos meus estudos (para espanto meu) foi se repercurtir no meu coração, no abrir-me para relações de novo, e desde então nunca mais consegui ter uma a esse nivel de intensidade e os meus dias têm-se resumido a fugir do amor, a não corresponder ninguém e a seguir com a minha vida para a frente abdicando dessa parte.
Aparte isso ele não foi o mais simpático em palavras depois disso, todas as minhas formas de falar com ele, ser simpático o revoltaram e as palavras dele magoaram, embora eu me tenha cruzado com ele para o tal assunto do assalto (também aqui mencionado) ser resolvido, e me tenha cruzado com ele 2 vezes na rua (momento de choque) tudo a partir daí foi afastamento durante 3 anos e pouco, e foi o melhor.
Eu não me recuperei logo, nem sei se me recuperei agora, mas aos poucos eu fui conseguindo valorizar o meu coração um pouco mais e ser forte o suficiente para seguir para a frente sozinho; eu continuei mas com a ideia de que eu não estava à altura de alguém assim, eu não tinha a melhor imagem, o melhor físico para alguém deste patamar, e auto-estima foi algo que deixou de existir durante muito tempo. Hoje posso dizer que ela ainda não existe mas em relação ao que eu acho que os outros pensam de mim, porque não relação eu-comigo mesmo, eu gosto de mim e como sou, e como estou e era aí que eu queria chegar primeiro, por isso posso dizer que 3 anos e pouco depois eu cresci, eu recuperei o meu coração, avancei com a minha vida e estou pronto para Amar e a lutar não a 100%  mas a 50%, porque acho que se a outra pessoa lutar a 50% essa metade é como se nos fizesse chegar aos 100%.
Eu hoje vejo as coisas como, ya, ele queria ainda aproveitar a vida, ya ele não me achava bom para ele, eu provavelmente era aborrecido e feio, e estava em outro momento da minha vida que não aquele onde ele estava, ya ele queria ainda ter mais pessoas para ver se outra o preenchia, tudo isto serviu para me fazer esquecê-lo. Quando eu saí de Portimão, tempos depois eu parti a minha memória do computador o que me fez perder tudo, ou seja todas as memórias de tudo o que estava para trás, e fiquei com a minha própria memória durante todo este tempo.
Confesso que pensei que ele não acentaria tão cedo, que ainda ia quebrar muitos corações; aliás nunca pensei que a palavra "quebra-corações" fosse real no seu sentido pleno, estava errado. Confesso que nunca pensei que ele olhasse para trás, recordasse. Por fim, devo dizer que nunca pensei que ele voltasse para trás e parasse para pensar se devia pedir desculpas a alguém... mas parou.. parou, 3 anos e pouco depois ele fê-lo, e fê-lo a mim, e aí reside o meu desabafo, pois agora todos incluindo eu se perguntam qual a minha reacção.
Eu confesso que primeiro quando vi uma mensagem dele no Facebook, levantei-me nervoso, fui fazer as tarefas de casa à pressa (não sei porquê), o meu coração disparado (coisa que não sentia há muito tempo) ... precisei de entender primeiro esta reacção e ver se algo desenterrava de dentro de mim... parei reagi e tentei comentar com uma amiga minha, a única que viu este historia começar, continuar e uma das que a viu acabar e como eu fiquei depois; sem esperar pela sua resposta eu fui ler a mensagem ... ele escrevia que não esperando que tivessemos algo, ou fossemos amigos, tinha de pedir desculpas por o que tinha acontecido, pelo que tinha feito, dizendo que talvez tivesse sido da idade (a esta parte não argumentei) e tudo mais, mas que tal não lhe dava o direito de usar pessoas, e ele pedia desculpas porque sentia que o tinha de fazer. Eu confesso que no meio das mil e uma conversas que durante muito tempo imaginei, esta foi a mais saudável, sincera e curta possível e ainda bem que aconteceu. Eu não pude deixar de ficar surpreso, e fiz questão de incluir isso na minha resposta, esse responder à sua consciência e na verdade, fazê-lo, fez-me ver que ele cresceu e mudou nesse aspecto; além disso, eu não inclui tudo o que passei, nem me lamentei como eu tinha imaginado possível acontecer, apenas disse que .. aconteceu o que tinha de acontecer e que talvez cada um tinha um caminho a percorrer para se encontrar a si próprio, tudo acontece por uma razão não é verdade? E é mesmo assim que eu encaro isso agora. Eu apenas lhe disse isto por espanto meu, apesar de mil e uma coisas me estarem a passar em mente, mas o curioso foi que eu não senti vontade de as meter para fora, ou de as partilhar com ele.
Aparte isso, eu não sei como avançou a vida dele em termos de coração, não sei se ele ainda continua o mesmo, não sei se ele já é uma pessoa que se dedica a outra para um melhor equilíbrio da relação; e ainda bem que ele não escreveu essa parte na sua resposta. Eu não digo que talvez eu não caisse de novo nos seus braços, mas eu durante muito tempo me prometi que isso só aconteceria depois de muitas provas da parte dele, de uma verdadeira mudança, e não apenas com uma mensagem.
Esta mensagem serviu para eu fechar a antiga página, e encerrar o assunto, e para eu limpar tudo, agora estou tranquilo, e não me parece que vá haver mais mensagens, isto foi uma passagem de barreira para ambos acho.
Mas para clarificar ideias, eu não me derreti todo, eu agradou-me ler e saber dele como forma de eu superar o paragrafo final da história. Ele será sempre irresistivel, e eu resta-me seguir com a minha vida em outro patamar. O que é certo é que quando pensei que queria era alguém que me valorizasse e tratasse de mim, e me amasse acima de tudo, ele não me veio mais em mente, e aí eu vi que estava pronto para uma nova aventura, finalmente.
Portanto, se recentemente eu encerrei o meu coração com o Algarve, agora eu encerro o meu coração para com esta pessoa, no sentido que só guardo uma história para recordar sem mais nada à mistura.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Desejo de liberdade

Este desejo que tenho em mim ... de ser livre, de liberdade, de viagens... se for pensar bem, não me lembro como cheguei à conclusão de estudar turismo, nem sei se já me realizei por tê-lo feito... talvez pelo facto de querer viajar para fora daquela terra onde cresci... não sei... só sei que já mudei várias vezes, já tive vários trabalhos mas ainda não me sinto a querer estabilizar, a querer criar algo com raízes e anseio por isso.
Anseio por ter o meu espaço que eu consegui pelo meu esforço, decorado como eu acho mais interessante, com um trabalho que me dê gozo de sair de casa todos os dias e nunca me canse de o fazer... e uma cidade que me desperte curiosidade todos os dias para explorar, sair, divertir-me ... é esse equilíbrio que necessito, ter família e amigos mas estar "longe" deles, por minha conta e risco... não que não os queira perto, mas porque agora preciso de um "restart" sozinho ... e longe de todos!
"People can take everything away from you, but they can never take away your truth ... but the question is ... can you handle mine!? ... Can you handle my truth? hum?!"

Immune *

"If you see me and I look away
Please don't ask me
There's nothing to say about the way that I feel
It's hard to conceal when it's in my eyes
If I tell you that I'm doin' fine
Please believe me
It may be a lie but I've got to move on
I've got to be strong
Now what else can I do?
Cause I've been
Wanting waiting hoping praying
Oh I feel like I'm suffocating
There's nothing left to lose
If all that I have is the sweetest denial
If all I can give is the rest of my life
Then I'm over pretending
That I can survive without you
Thought I was stronger than love
But I guess that nobody's immune
There's a poison
That runs through my veins when I'm sleeping
And just like a secret
That I try to keep
I buried to deep
Like the memories of you
But I'm still here
Wanting waiting hoping praying
Oh I feel like I'm suffocating
There's nothing left to lose
If all that I have is the sweetest denial..."
- Melanie C

domingo, 27 de janeiro de 2013

A vida testa-nos

Por vezes a vida testa-nos ao máximo, por vezes a angústia toma conta de nós, o medo apodera-se de todo o nosso corpo... as dúvidas existenciais aparecem... já há muito tempo que eu não fraquejava assim, ou que o medo de algo me derrubava tão facilmente e ao mesmo tempo eu fosse arrebatado pelas memórias do passado.
Na verdade, estou a passar por algo que eu sabía que podería vir a passar, mas tinha esperança de que não acontecesse... o meu irmão... a coisa mais preciosa que tenho, esta numa fase má. Eu tinha uma ideia que ele ia passar por isto, igual ao que eu passei, bullying e tudo mais, tentava não pensar, é um campo onde ninguém consegue interferir a não ser dar força e ao dar-lhe amor e alegria, não lhe deixando faltar nada. Eu, e mais recentemente os familiares mais chegados aqui com ele, pensavamos que era metade do caminho andado mas não. Tendo outros mundos para se refugiar além da sua mente, ele não estuda e a situação agravou-se ainda mais recentemente e ainda que não sendo nada de grave eu desabei.
Estava eu muito bem em minha casa, sendo que neste momento só estou cá eu, o pai dele e a nossa tia, pois os restantes estão de férias em Portugal, e hoje em particular, a minha tia estava a trabalhar, o pai dele ligou-me que não encontrava em lado nenhum, ligava e ouvía vozes de homens, e temeu-se o pior; na terceira tentativa de chamada, uma das vozes masulinas respondeu ao telefone do meu irmão. Era um dos seguranças de uma das lojas FNAC aqui da cidade, a dizer que o meu irmão se encontrava com ele pois tinha sido apanhado a roubar na loja e tinha sido retido até os pais chegarem pois era menor de idade.
Um misto de pensamentos invadiu a minha mente, primeiro o alívio por ele "estar bem" e não ter sido raptado e depois veio-me o espanto por ele ter feito algo assim, eu julgava-o incapaz de algo assim, não só pela falta de coragem, mas também porque não lhe falta nada, nem nunca lhe é recusado nada que ele peça. E por fim só me vinha à mente o medo que ele devia tar a sentir neste momento ali retido, ele que é tão frágil e sensível e medroso; e só me apeteceu correr para ele para o tirar de lá.
Tanto eu como o pai estavamos bastante envergonhados com a situação, mas aparte isso estavamos, estamos é preocupados com ele, não pelo acto do roubo, não pelas notas más, mas por tudo o que está dentro daquela mente e ele não nos conta e que pode estar a fazê-lo sofrer.
Vi naquele pai a preocupação com essa situação e o estar de mãos atadas a tentar entender, a tentar compreender onde é que falhou, a pensar em mil e uma coisas que ele possa não querer contar, e no fim como que a aceitá-las todas só para o ver bem, isso foi bom de se ver.
Mais que nunca vejo que ele tem agora toda a família pronta para o apoiar em qualquer que seja o problema que ele tiver, e dispostos a que ele frequente um psicoterapeuta para o tornar mais aberto para connosco e mais forte para com o que o futuro lhe reserva.
Fui com o pai dele buscá-lo a pedido do pai, e desabafo do mesmo para o acompanhar nisto; e cheguei lá, vi um menino amedrontado, revoltado, sem reacção, apático, tremia as mãos e esfregava o olho sem saber como nos encarar, como se desculpar. Na verdade, nós nem nos passava pela cabeça repreendê-lo, só queríamos entender, só queriamos resgatá-lo dali. Começar a falar naquele momento era escusado, e tivemos de desculpar-nos com o segurança primeiro e depois pagar a multa e sair. No caminho para cima ninguém disse uma palavra, eu tinha as lágrimas nos olhos, tal como o seu pai, e ele nem imagino como se sentia... só queria abraçá-lo e deixá-lo chorar o quanto quisesse encostado a mim.
Chegando a casa, quis entender, mas ele pouco falou. Eu e o seu pai dissemos-lhe tudo e mais alguma coisa para o reconfortar e deixá-lo mais relaxado... ele chorou, soluçou, sempre deitado agarrado ao gato que se aquecia nesta situação e dormia. Eu passei-lhe a mão para ele saber que eu o apoio em tudo e que o que tinha feito não era correcto, ele prometeu nunca mais fazer, pelo menos essas palavras eu arranquei-lhe... mas mais não consegui... e sinto-me perdido... sinto-me de mãos atadas para o ajudar ainda que eu saiba tudo o que ali vai dentro e não sei como avançar... e isso agonia-me e faz-me chorar. Eu sei que por mais que ele nos tenha a todos aqui perto dele a apoiá-lo, na escola é um mundo totalmente diferente e não está ao nosso alcance...
Neste momento ele está revoltado com a Suíça, que não gosta disto... no fundo ele generaliza e em todo o lado vai ser o mesmo... ele escolheu o refúgio da mãe quando foi para Madrid, e depois vieram para a Suíça e foi o refúgio do pai, juntamo-nos aqui; mas eu acho que está tudo ligado, eu tenho de continuar com os meus planos de sair daqui, fortalecer agora esta relação e ir, ir construir algo em outro lugar e dar-lhe esse refúgio que ele não é obrigado a ir, mas que saberá que pode sempre seguir caso queira, seja estudos, trabalhos, o que for, só para uma nova aventura. Eu quero tanto o melhor para ele, tenho de seguir o que acredito ser o certo, mais nada importa, só ele e eu.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Harmonia Efémera

Diz-se que a harmonia é algo momentâneo e não contrario essa ideia, é verdade que quando estamos bem, aparece sempre algo ou alguém para nos estragar o equilíbrio, para nos atrasar os planos ou mesmo para reanimar velhos medos e fantasmas que teimam em não dormir para a eternidade.
Pois é, um dos meus maiores medos é agora uma realidade, o meu irmão sofre de bullyig na escola e isso está a afectá-lo, está a retraí-lo e a minha mãe com o seu pai foram chamados à escola. Acontece que ele teve notas baixas, e certos comportamentos foram notados pelos professores,ele não se dá com rapazes e fica sempre com as raparigas, não se interessa pela escola ou qualquer actividade extra-curricular e vive num mundo virtual e com os presentes que nos pede. Eu pessoalmente, aparte o desinteresse pela escola, não vejo mal nisto, não soubesse eu o motivo pior por detrás de tudo... e isso mata-me.
O que acontecia no meu tempo quando eu me isolava era afogar-me nos livros, tv e comida, pois não havia estas facilidades de ter computador, internet, consolas, entre outros, então ... não sendo um bom aluno mantinha-me na positiva. Mas ele não... refugia-se no mundo virtual.
A professora nesta reunião recomendou que ele começasse a frequentar uma psicoterapeuta para o preparar tanto para a próxima mudança de escola, onde irá ser obrigado a ter um maior contacto com rapazes e a fazer actividades extra-curriculares; como para ele se abrir um pouco mais e começar a entender-se melhor a ele mesmo e a tornar-se forte para com as surpresas que vêm de futuros colegas que o possam querer magoar.
Eu quero muito que tudo se resolva, quero que ele se torne mais forte, mas não só, eu quero que o espírito saia intacto no fim disto tudo, e não todo quebrado como eu saí, ele tem estas ajudas a seu favor, e tem agora o total apoio e compreensão ds pais que querem vê-lo bem e estão preparados para o que quer que ele queira, seja ou necessite. Quanto a mim nem se discute, tudo o que estiver ao meu alcance.
Eu tento sempre ser o refúgio dele, o exemplo para ele e podem estar a pensar que eu vou retroceder na minha decisão de ir embora da Suíça mas não, eu vou, pois isso é que é dar um bom exemplo. Mostar que temos de lutar pelo que queremos e ir para onde desejarmos com o nosso esforço, é isso que lhe quero transmitir e dar-lhe mais um refúgio para o caso de ele um dia decidir ir viver comigo, estudar para fora perto de mim ou algo do género. Longe ou perto eu serei a força dele, embora ele esteja a passar onde eu tenho ferida, mas por ele eu sou / serei forte!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

.. Onde estás ..

.. onde é que estás tu oh imaginário que me vens acordar todos os dias com um beijo na bochecha e me roubar um sorriso... oh imaginário que ficas deitado na cama a meu lado a ver-me dormir ... a venerar-me e fazer-me sentir especial... oh imaginário que me preparas o pequeno-almoço para eu ganhar forças e enfrentar o dia ... (pensamento inacabado ... )

Plano de fuga! (O meu) Part II

Algumas sugestões extremistas para quem quiser:
 
5. Juntem dinheiro para um curso à vossa escolha, um curso de línguas, um mestrado, uma pós-graduação, ou outro qualquer, é óptimo pelas razões que mencionei no anterior post.
* Faço aqui uma pausa para referir que isto pode não aplicar-se a pessoas que têm familiares que lhes bancam tudo, ou a quem tem familiares no local para onde quer ir viver. No meu caso, eu quero fazer isto com o meu esforço sem depender de ninguém,sei que terei ajuda se algo correr mal, mas quero fazê-lo por mim.
6. Levem à volta de 5 de cada produto de higiene que usam, como sabem, a higiene é das despesas mais caras e como podem estar apertados nos primeiros tempos, isso pode ajudar bastante.
7. Aproveitem esta fase dos planos para cancelarem a quase totalidade da correspondência de correio que estão a receber na vossa residência actual e cancelarem com as entidades das quais são sócios, etc.
8. Chega a fase de reunirem a maioria dos contactos de todas as entidades no local para onde querem ir, onde estariam dispostos a trabalhar, moradas para o envio da carta de apresentação e curriculum, emails para candidaturas e os sites oficiais pois  muitas entidades têm a opção de candidatura no site oficial. Aqui, recomendo que tenham o vosso próprio computador portátil e impressora que faça scan, cópias e impressóes, e que imprimam uma elevada quantia de currículos antes de viajar. As cartas de apresentação devem ser escritas à mão para demonstrar o vosso interesse, esforço e dedicação para o trabalho em causa e sugiro que façam à mão um igual elevado número de cópias. Ainda no mesmo ponto, e tendo em conta que vão viajar com o portátil e impressora, comprem logo antes volta de 3 tinteiros de cada e 3 maços de folhas brancas (prevenir).
9. É uma boa altura para conferirem se têm o vosso equipamento pessoal em forma, e por equipamento quero dizer ipod (ou outro); telemóvel (aproveitando aqui para verem se têm o vosso telemóvel desbloqueado e pronto a usar com qualquer cartão); o vosso estendal da roupa (não se sabe o que os espera), o vosso ferro e mesa de passar a ferro; o vosso secador e placa de esticar o cabelo (se for o caso de usarem); colunas de música (que será das melhores companhias - vão por mim); tv's (se virem). É de valorizar que é melhor evitar imprevistos de avarias, etc, ao começar noutro lugar e evitar despesas extras.
10. Comecem a pensar no que vão levar da vossa casa actual, desmontar, dar, vender, jogar fora e a livrar-se do indispensável. E se têm algo a concertar, pintar na vossa actual casa, agora é o momento para tal despesa. Pessoas como eu que estão em casas alugadas, têm na maioria dos casos de fazê-lo. Inscrevam-se em sites de alojamento do local que escolherem não para se irem comprometendo, mas para irem tendo uma noção do nível da procura, das dificuldades, da oferta, dos preços, etc.
11. No caso de terem animais de estimação, agora é o momento de lhes tratarem da documentação e vacinação, de se certificarem que têm no meu caso, pílulas suficiente para algumas crises de cio, pois ainda não me decidi a fazer-lhe uma estirilização (ou se calhar já). De que têm tudo o resto em ordem, transportadora, comedouros, etc; e alguma comida em reserva.
12. Se quiserem ser muito extremistas metam alguns objectos de lado para começar uma nova vida noutro lado: vassoura, pá, esfregona, balde, lençóis, toalhas, etc; alguns produtos de higiene em casa. Em alguns países, o sistema de electricidade é diferente e requer adaptadores para ligar as coisas, certifiquem-se se os têm de usar ou não.
13. Se têm mais de um telemóvel é hora de se restringirem a um apenas. Se estão a pagar algo a prestações é hora de liquidarem tudo. Se têm um carro e não o querem levar, é hora de resolver o que fazer com ele; e se o querem levaré hora de se informarem o que fazer e quanto gastar para o legalizarem nesse local, e colocar esse dinheiro de lado. Se têm estudos, formações ou licenciaturas é melhor saberem se têm equivalências onde querem ir, e se é preciso pedirem uma tradução oficial de todo os vossos documentos para outra língua e fazer isso imediatamente.
14. É o momento de conferirem a vestimenta e calçado, há algo que falta - é o moment, pois tem de chegar para os primeiros tempos e para a possibilidade de imprevistos, rasgões, etc.
15. Nesta fase está na altura de cancelarem com tudo o que não vos fará mais falta, cancelem correspondências e seguros. E estão a 3 meses de ir embora, têm de ter casas em vista, hostels, quartos, há imenso tipo de alojamento para quem começa; famílias de acolhimento, mesmo que se tenham de comprometer com uma casa um mês antes de irem e não correr o risco de não encontrar, então façam-no.
16. A 2 meses do fim é altura de avisar seguradoras que dentro de dois meses irão deixar o país; é altura de dar carta de despedimento no trabalho e dar os ditos 2 meses à casa (atenção, cada um sabe quanto tempo tem de dar à sua entidade empregadora e deve dar essa carta e esse tempo já no fim dos plano. Avisar na gerência da casa que vai sair em breve.
17. No último mês cumpram o resto do tempo de trabalho. Cancelem internet e telemóveis, seguradoras e casa, assim como todos os documentos que vos prendam ao país. Fechem a cnta no banco logo depois do último salário cair na conta, ou fechem-na antes e deixem nas entidades que vos vão pagar algo, outros dados de outra conta bancária.
Boa sorte! ..eu espero ter!

domingo, 13 de janeiro de 2013

Plano De Fuga ! (O meu) Part I

Plano de fuga de um país para outro, para uma nova aventura: (Part I)
1. Cada mês que estás, seja onde for, mete sempre uma quantia de dinheiro de lado. Esta quantia não tem destino, é apenas para ser usada no caso de os planos correrem mal. No meu caso que não ganho muito mal na Suíça, eu meto todos os meses 200 francos de lado.
2. É importante para mim que o destino eleito para uma nova aventura seja um lugar que desperte um certo interesse, misticismo dentro de mim. Que desperte a minha vontade de aventura, de conhecer e aprender. Nunca, mas nunca viagem por razões financeiras, elas não vos vão fazer acertar num lugar por muito tempo.
3. Na internet comecem a explorar tudo sobre esse destino escolhido, tipos de habitações - preços; ofertas de trabalho, testemunhos de quem se mudou para esses lugares. Explorem cursos e formações como línguas ou outros nas vossas áreas, é muito bom para se manterem ocupados nos primeiros tempos em algum lugar e também uma boa forma de conhecer pessoas novas. Inscrevam-se em sites, chats para conhecerem pessoas, não só é óptimo para fazerem amigos mas também para tirarem dúvidas sobre seja o que for.
4. Depois de pesquisarem preços sobre tudo é tempo de juntar algum para um bom plano de segurança. No meu caso eu decidi colocar de lado dinheiro para 4 meses de renda (1 estimativa), dinheiro para comer e despesas (água, luz e gás), para 4 meses (1 estimativa); dinheiro para 4 meses de internet wii-fi com tráfego ilimitado em casa (ilimitado pois pode vir a ser uma procura de trabalho muito intensiva; pode ser a vossa ligação ao mundo no caso de um imprevisto); dinheiro para abertura de uma nova conta bancária (pesquisar preços antes); dinheiro para envelopes e envio dos mesmos para a incansável procura de emprego; dinheiro para os novos documents que terão de fazer (b.i. , carta de condução, entre outros); dinheiro para 4 meses num passe que permita usar transportes públicos da cidade escolhida (permite conhecer e explorar melhor a cidade e a procura de emprego); dinheiro para a viagem de mudança final, não vá o dinheiro acabar antes do previsto.  E por fim para uma boa organização sugiro comprarem malas de viagem para transportarem tudo o que têm.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Eu não sou fácil!

Eu não sou uma  pessoa fácil .. é um facto! Em parte isso assusta-me pois uma das coisas que eu sempre tentei combater foi uma personalidade semelhante à do meu pai e à da minha família paterna. Muitas vezes não é fácil, apesar de eu já me saber controlar, abstrair e ignorar muitas vezes. Mas o que noto muitas vezes é que esta pessoa em que a Suíça me transformou junto com essa personalidade que temo... meu Deus!
Eu não sou fácil, há essas vezes que tento mudar-me mas também há inúmeras outras que eu acho que não tenho de mudar.
Eu já mudei muito na minha vida, não há dúvidas disso, umas vezes tive de mudar para deixar de ser a vítima que era antes, tive de mudar para me encontrar, mudei para me adequar a relacionamentos, mudei para ser várias personagens para a minha família e "amigos", mudei para viver numa casa com "diferentes pessoas", mudei para viver noutro país, em outra cultura.
Talvez seja por isso tudo que me perca e não encontre o meu lugar, talvez seja por isso que muitas vezes sou apático ou contente, choro ou sorriu, etc... talvez seja por isso que seja preciso uma eternidade para alguém conhecer as minhas várias facetas e aceitá-las uma a uma e até hoje não haja ninguém que me compreenda. .. Houve alguém que um dia me disse que Fernando Pessoa ao pé de mim era uma brincadeira... se calhar até não estava assim tão errada...

sábado, 5 de janeiro de 2013

Novos fócus !

Estou insatisfeito, é uma insatisfação que não consigo resolver como enfrentar pois até há bem pouco tempo toda a minha insatisfação se resumia a não ter mais a velha rotina e agora isto ... oh God!
Cada vez mais esta agonia, esta vontade da partida, eu já não penso em outra coisa, eu já não reajo, eu simplesmente ligo o automático e sigo com o dia para a frene. A única coisa que me está a manter aqui é eu me estar a manter fiél ao "plano de fuga" para não haver imprevistos, mas até isso por vezes me dá vontade de deixar para trás.
Também me tenho matado a trabalhar, estou cansado e parte da agonia também se deva talvez a isso, sinto que um tempo livre me organizará melhor as ideias, mas agora não sei onde nem quando o terei. Por vezes penso que quanto mais dinheiro eu meter de lado, mais rápida é a fuga daqui, mas há muito em jogo e tenho de ter calma.
Precisava tanto de uma aventura daquelas de cortar a respiração, com alguém que também me tirasse o ar e que não me despertasse medos ou inseguranças.
No entretanto decidi abdicar de mais uns quantos factores que afectam a melhoria da minha imagem. Como sabem há uns tempos atrás eu abdiquei da Coca-cola, um dos meus maiores vícios, e por conseguinte tudo o que era bebida com gazeificada. Pois agora decidi juntar a essa proeza, na qual tenho sucesso há quatro meses, tudo o que engloba pizzas, hot dogs e hamburguers (Mac Donald's) que muitas vezes é ao que resumo a minha alimentação; assim como guloseimas excepto chocolate e pastilhas.. vamos ver se consigo também.
Tenho de conseguir pois dentro de muito pouco tempo acabo as minhas cápsulas de regulamentação alimentar e não posso cometer qualquer deslize, estou um bocado apreensivo em relação a isso ...