quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O inesperado aconteceu!

Pois é, reza a lei da "minha vida" que ... quando eu estou a orientar-me, quando não tenho nada a desorganizar-me a mente e os objectivos, algo surge para "tentar" balançar isso e fragilizar-me... ou pelo menos era o que eu pensava que acontecesse.
Para quem segue ou lê estes despejos de pensamento que eu aqui meto, há uma pessoa constantemente presente nas minhas palavras desde o verão de 2009, aquela pessoa que me marcou, aquela pessoa que me quebrou e eu nunca mais fui a mesma pessoa depois disso. Na verdade eu considero aquela perfeição de momentos e de pessoa, como aquele que fugiu de mim, aquele que eu não consegui ter, "the one that got away" daí mesmo que a minha vida tenha seguido quebrada e eu muito lentamente tenha ido recuperando, por mais que eu ambicione felicidade, amor ou seja o que for que implique pensar intimamente em outra pessoa, é impossível o pensamento não ir buscar aquela.
Recordando o fim daquela relação, muito ao de leve pois não quero entrar muito nos detalhes de novo, para não ocupar imenso do meu pensamento nos dias de hoje, foi um dos melhores verões, senão o melhor, eu estava apaixonado, não era um amor saudável, eu digo isto porque não era uma dedicação 50%-50%, que aprendi agora ser assim uma verdadeira relação entre duas pessoas, coisa que ainda não alcancei. Mas ele era aquela pessoa que eu adorava, que eu sentia cada toque, que eu queria agradar todos os dias com tudo o que ele gostava, ele era aquela pessoa que adorava mostrar aos meus amigos, porque ele era lindo; o seu beijo e tudo mais.. anyway, no fim de tudo aconteceu umas das coisas mais revoltantes de sempre e ele interessou-se por outra pessoa acabando comigo o que tinhamos. Eu fiquei quebrado e isso não se repercurtindo nos meus estudos (para espanto meu) foi se repercurtir no meu coração, no abrir-me para relações de novo, e desde então nunca mais consegui ter uma a esse nivel de intensidade e os meus dias têm-se resumido a fugir do amor, a não corresponder ninguém e a seguir com a minha vida para a frente abdicando dessa parte.
Aparte isso ele não foi o mais simpático em palavras depois disso, todas as minhas formas de falar com ele, ser simpático o revoltaram e as palavras dele magoaram, embora eu me tenha cruzado com ele para o tal assunto do assalto (também aqui mencionado) ser resolvido, e me tenha cruzado com ele 2 vezes na rua (momento de choque) tudo a partir daí foi afastamento durante 3 anos e pouco, e foi o melhor.
Eu não me recuperei logo, nem sei se me recuperei agora, mas aos poucos eu fui conseguindo valorizar o meu coração um pouco mais e ser forte o suficiente para seguir para a frente sozinho; eu continuei mas com a ideia de que eu não estava à altura de alguém assim, eu não tinha a melhor imagem, o melhor físico para alguém deste patamar, e auto-estima foi algo que deixou de existir durante muito tempo. Hoje posso dizer que ela ainda não existe mas em relação ao que eu acho que os outros pensam de mim, porque não relação eu-comigo mesmo, eu gosto de mim e como sou, e como estou e era aí que eu queria chegar primeiro, por isso posso dizer que 3 anos e pouco depois eu cresci, eu recuperei o meu coração, avancei com a minha vida e estou pronto para Amar e a lutar não a 100%  mas a 50%, porque acho que se a outra pessoa lutar a 50% essa metade é como se nos fizesse chegar aos 100%.
Eu hoje vejo as coisas como, ya, ele queria ainda aproveitar a vida, ya ele não me achava bom para ele, eu provavelmente era aborrecido e feio, e estava em outro momento da minha vida que não aquele onde ele estava, ya ele queria ainda ter mais pessoas para ver se outra o preenchia, tudo isto serviu para me fazer esquecê-lo. Quando eu saí de Portimão, tempos depois eu parti a minha memória do computador o que me fez perder tudo, ou seja todas as memórias de tudo o que estava para trás, e fiquei com a minha própria memória durante todo este tempo.
Confesso que pensei que ele não acentaria tão cedo, que ainda ia quebrar muitos corações; aliás nunca pensei que a palavra "quebra-corações" fosse real no seu sentido pleno, estava errado. Confesso que nunca pensei que ele olhasse para trás, recordasse. Por fim, devo dizer que nunca pensei que ele voltasse para trás e parasse para pensar se devia pedir desculpas a alguém... mas parou.. parou, 3 anos e pouco depois ele fê-lo, e fê-lo a mim, e aí reside o meu desabafo, pois agora todos incluindo eu se perguntam qual a minha reacção.
Eu confesso que primeiro quando vi uma mensagem dele no Facebook, levantei-me nervoso, fui fazer as tarefas de casa à pressa (não sei porquê), o meu coração disparado (coisa que não sentia há muito tempo) ... precisei de entender primeiro esta reacção e ver se algo desenterrava de dentro de mim... parei reagi e tentei comentar com uma amiga minha, a única que viu este historia começar, continuar e uma das que a viu acabar e como eu fiquei depois; sem esperar pela sua resposta eu fui ler a mensagem ... ele escrevia que não esperando que tivessemos algo, ou fossemos amigos, tinha de pedir desculpas por o que tinha acontecido, pelo que tinha feito, dizendo que talvez tivesse sido da idade (a esta parte não argumentei) e tudo mais, mas que tal não lhe dava o direito de usar pessoas, e ele pedia desculpas porque sentia que o tinha de fazer. Eu confesso que no meio das mil e uma conversas que durante muito tempo imaginei, esta foi a mais saudável, sincera e curta possível e ainda bem que aconteceu. Eu não pude deixar de ficar surpreso, e fiz questão de incluir isso na minha resposta, esse responder à sua consciência e na verdade, fazê-lo, fez-me ver que ele cresceu e mudou nesse aspecto; além disso, eu não inclui tudo o que passei, nem me lamentei como eu tinha imaginado possível acontecer, apenas disse que .. aconteceu o que tinha de acontecer e que talvez cada um tinha um caminho a percorrer para se encontrar a si próprio, tudo acontece por uma razão não é verdade? E é mesmo assim que eu encaro isso agora. Eu apenas lhe disse isto por espanto meu, apesar de mil e uma coisas me estarem a passar em mente, mas o curioso foi que eu não senti vontade de as meter para fora, ou de as partilhar com ele.
Aparte isso, eu não sei como avançou a vida dele em termos de coração, não sei se ele ainda continua o mesmo, não sei se ele já é uma pessoa que se dedica a outra para um melhor equilíbrio da relação; e ainda bem que ele não escreveu essa parte na sua resposta. Eu não digo que talvez eu não caisse de novo nos seus braços, mas eu durante muito tempo me prometi que isso só aconteceria depois de muitas provas da parte dele, de uma verdadeira mudança, e não apenas com uma mensagem.
Esta mensagem serviu para eu fechar a antiga página, e encerrar o assunto, e para eu limpar tudo, agora estou tranquilo, e não me parece que vá haver mais mensagens, isto foi uma passagem de barreira para ambos acho.
Mas para clarificar ideias, eu não me derreti todo, eu agradou-me ler e saber dele como forma de eu superar o paragrafo final da história. Ele será sempre irresistivel, e eu resta-me seguir com a minha vida em outro patamar. O que é certo é que quando pensei que queria era alguém que me valorizasse e tratasse de mim, e me amasse acima de tudo, ele não me veio mais em mente, e aí eu vi que estava pronto para uma nova aventura, finalmente.
Portanto, se recentemente eu encerrei o meu coração com o Algarve, agora eu encerro o meu coração para com esta pessoa, no sentido que só guardo uma história para recordar sem mais nada à mistura.

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