terça-feira, 18 de março de 2014

Dias estúpidos ... dias de reflexão !

Dias estúpidos é o que tenho vivido ultimamente, dias atribulados, dias confusos, sem noção da realidade. Sinto-me confuso e não sei como reagir, e isto está-me a esgotar psicologicamente. O dia de hoje por exemplo foi calmo, mas como tenho trabalhado todos os dias estou esgotado, ainda que mantenha um ritmo razoável a trabalhar, nunca brincadeira aumentei o volume da música no trabalho; pois a música, as letras delas, são o único refúgio que a minha mente encontra para se motivar, e para enfrentar as oito horas laborais que tenho de cumprir todos os dias. Aumentei um volume pois há um cliente habitual já de idade que insiste em ir beber o seu copo ao bar onde trabalho, daqueles suíços que decidem lá ir beber o seu copo não sei bem porquê, mas depois não aceitam que o estabelecimento é um Bar e não um Café ou uma Taberna ou outra coisa qualquer, e num Bar é obrigatório haver música, num bar há um empregado em cada sector e têm de esperar que ele esteja disponível para vir e não chamar outro para os servir e há simplesmente alguns que não aceitam isso e tentam refilar. Hoje aumentei o volume da música quando um desses senhores de idade resolveu aproveitar uma música mais calma para tocar a sua Gaita, sinceramente, eu não quero ser inconveniente mas ali não é local para isso e aumentei o som, não sei se por malícia, mas acho que sem ser mal educado o quis meter no lugar, e eis que isso lhe pareceu mal, e me insultou, de alguns nomes não agradáveis, eu respondi-lhe e meti-o no lugar. Fiquei um pouco desconfortável com esta situação mas pronto, nada a fazer, segui em frente. Já para o fim, mais um idoso que insiste em beber até à hora de o Bar fechar e no fim se recusa a levantar-se e sair, e faz-nos atrasar a todos. Continuando o meu trabalho vi que o segurança se começava a exaltar e eu em parte compreendo-o... todos os dias estes mesmo tira-paciência, a mesma história "over and over again", as mesmas situações não compreendendo ou respeitando as situações, empregados ou seja quem for, cansa, cansa mesmo e tira do sério. Dias a avisar, a tentar fazer entender, palavras gastas, hoje ele pegou no velho em braços e meteu-o na rua, o velho caiu no chão e magoou-se ... eu observei tudo ... sem reagir. Ainda pra mais fui induzido a esquecer tudo o que tinha visto, como se o senhor tivesse caído por ele mesmo depois de o terem metido na rua. E eu ..aceitei cooperar... porque mais uma vez quero que a pessoa saiba o seu lugar e não volte a repetir estes inconvenientes. 
Tudo terminado eu paro e dou comigo a pensar... fogo ... de onde eu venho ... tudo o que passei... onde comecei e dou comigo nestas situações, neste local, a fazer isto... e regressar a casa para tudo repetir no dia seguinte ou sem saber que situação caricata me depararei no dia seguinte.
Um misto de boas e más acções, ou acções que podem ter diferentes interpretações dependendo do ponto de vista das pessoas.
Estando eu ainda quase a ir embora encontrei uma senhora anã brasileira dormindo no hall de entrada do Bar, onde tem alcatifa e não faz frio, convidei-a a entrar na meia hora que faltava antes de fechar e ofereci-lhe um sumo e sandes para que se alimentasse e mais algumas num saco para levar... senti que o devia fazer ... e fiquei contente por mim ... por sentir que não guardo apenas rancor no meu coração por esta gente que não sabe o seu lugar nem respeita ninguém. Ainda há quem imigre, quem mude de país e até mesmo de continente sem saber para o que vai, deixando tudo para trás, e tem a infelicidade de se encontrar sem ter nem mesmo onde dormir ou o que comer... se eu tenho esta agonia dentro de mim, nem imagino o que esta pessoa sentirá ...
Hoje foi acima de tudo um dia de reflexão ... amanhã nem sei como será..

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