terça-feira, 11 de março de 2014

Tentei ... next!

I'm back...
... os dias continuam, eu tento agir e reagir com o que a rotina me dá... no fundo, não tenho outra opção, por mais que escolha fugir de um ou outro contratempo que não me apetece enfrentar. Tenho-me focado nos meus objectivos se é que posso dizê-lo, tenho re-planeado tudo de novo, o que quero, o que penso, tudo implicando sair daqui mas ao mesmo tempo ainda aqui ficando um bom tempo.
Tenho tido a cabeça a mil, nestas minhas últimas folgas decidi encontrar-me com alguém, um rapaz francês que habita aqui perto da fronteira e que quis encontrar-se comigo, não pensei muito, não pude pensar... se metesse os meus medos na mesa nunca aceitaria trazer alguém aqui para casa, da mesma forma que foi a primeira vez que o fiz em 3 anos e pouco. Ele veio, tinha medo que eu não fosse o que ele esperava, e eu tinha os mesmos medos. 
O primeiro momento que o vi, fiquei logo retraído, ele é bem apresentado, simpático, extrovertido (de mais), não tem o físico que eu idealizo, mas para dizer a verdade a parte do físico não me incomodou nada. Acontece que eu tenho uma barreira nos meus critérios da qual não consigo abstrair-me - a feminidade dos gays. Está mais que mencionado que eu não tenho qualquer atracção por bixas (ele não era), ou por qualquer tiques extras mais afemeninados que os gays tenham, e era o caso, ele agia normalmente mas tinha saídas com as quais eu não me sentía bem com ele. 
Eu não tenho muita prática em estar em público (locais não gays, ruas etc) com um gay; é verdade que não quero saber, não me importo, mas não tenho o hábito e como é óbvio é algo que quero alcançar, mas sempre me imaginei a fazê-lo com alguém que me dê essa vontade, de o mostrar ao mundo, de me fazer esquecer de tudo e todos, de me sentir protegido. Com ele não senti isso.
No entanto, nos momentos que estavamos os dois juntos em casa eu sentia-me bem... senti que era este companheirismo que me fazia falta, alguém que me faça sentir bem comigo e com o meu corpo - ele fez, alguém que me diga coisas românticas, ver filmes, comer - ele fez, alguém que me elogie - ele fez. Mas como sempre eu sou parvo e isso não me chegou, há pormenores cruciais para mim e eu não os consigo ignorar. Eu venho de uma rotina muito diferente da dele. Tudo o que eu tenho de alcançar numa relação requer tempo, trabalho e paciência, e esse alguém tem de ser paciente para alcançar isso tudo. 
Outros dos factores que pesou foi a idade dele que se reflectia por vezes nas suas acções, amuos, coisas momentâneas que requeriam muita paciência da minha parte, eu ainda tolerei, mas isso vai mexer-me nos meus fantasmas de ex-relações com rapazes que não tinham a maturidade suficiente para mim, e eu acabaria lutando sozinho, perdendo a paciência sozinho e no fim provavelmente enlouquecendo, não ... não quero isso.
Tenho muito em que me focar, e ainda não é desta que vou desviar a minha atenção para o meu coração não me posso dar ao luxo de fazê-lo ainda. Uma coisa ele tinha extraordinária, quer um dia ir viver para Paris e lá trabalhar, isso fez-me remoer no meu cérebro um bom momento.
Enfim, as folgas passaram, ele foi embora, com as palavras que nos iamos encontrar de novo mas agora na cidade dele em França, eu disse que sim, mas sinceramente acho melhor deixar tudo claro com ele, e depois decidir o que fazer, tenho de encontrar as palavras certas.  Estou ainda a curar-me de uma intoxicação alimentar que apanhei nos últimos dias, que horror, nunca me tinha acontecido algo assim, mas pelo menos consigo emagrecer um pouco... há mesmo males que vêm por bem...

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