sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A pessoa certa... pouco provável!


Estou triste por dentro…

Hoje vim um rapaz gay, ele é assumido e os que o rodeiam sabem dele, por vezes gozam-no, mas ele defende sempre com garras o que gosta e não tem problemas com o que os outros dizem ou como agem.

Ele é apaixonado por um rapaz heterossexual com namorada, um dos rapazes mais conhecidos da escola onde andam e conhecido no local onde vivem e estudam.

Na escola eles foram obrigados a representar uma peça de Shakespeare, dado o imenso preconceito existente na escola a Professora de Teatro decide então que na peça só entram rapazes, e estes vão ter de representar todos os tipos de papéis incluindo os que envolvem romances.

Depois das provas, este rapaz gay consegue um dos papéis do principal casal, sendo que o outro papel do casal ficou com o heterossexual por quem ele é apaixonado. Depois de ensaios e ensaios ele está a viver um verdadeiro sonho, mas sabe que quando aquilo acabar tudo voltará ao normal e eles serão apenas duas pessoas opostas.

A peça dá-se, é um grande sucesso, ver como uns quantos versos bem dramatizados, palavras entoadas que batem na mente e coração conseguem mudar algumas mentalidades no público, e os alunos estão a encarnar bem as personagens.

Pois a peça acaba e cada um recebe o devido mérito, o gay foge e refugia-se no seu mundo novamente numa sala dos fundos, triste pois nunca vai atingir a pessoa que ama, nunca vai conseguir mudar as preferências do heterossexual.

Para sua surpresa ainda lhe faltava receber o devido mérito de uma pessoa, e quando estava a pensar que tudo se iria resumir à velha rotina inútil de infelicidade, o heterossexual entra pela mesma sala dos fundos e inclina-se para ele dando-lhe um beijo, um beijo que não foi ensaiado nem dramatizado. Ele ficou bem surpreso, estavam ambos surpresos, um por ver como o poder dos gestos de amor conseguiram mudar a mentalidade do outro, e o outro parecia não acreditar que se poderia apaixonar por alguém do mesmo sexo.

A história deles os dois deixou-me contente… e despertou o meu lado romântico que eu tinha adormecido há algum tempo… que normalmente eu não deixo vir ao de cima para não me magoar, para não me deixar frágil e vulnerável... por isso por detrás da felicidade que me provocou, deixou-me uma imensa tristeza...

Sinto-me triste sim, mas por não ter o que ele tem, não que eu esteja apaixonado por algum heterossexual, não estou, mas sim por não ter alguém que eu ame, que me ame em simultâneo.

Sim, eu sei, o problema é quase geral… mas eu escolhi estar assim, eu reconheço que não me é muito difícil arranjar uma pessoa… pronto… mas eu não quero usufruir de alguém por quem não há sentimento e só existe apenas desejo carnal, isso não me alimenta o espírito… prefiro ficar à espera que apareça alguém que me dê uma reviravolta… Não digo que não vá tendo os meus flirts de vez em quando… mas a vida não se resume a isso.

6 comentários:

  1. quando menos esperares vais ter a tua reviravolta
    por isso de nada te serve ficares a espera
    se acreditares nos efeitos do karma, quanto mais esperares, mais vais desesperar
    deixa-te ir

    bjs

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  2. Cara Marieine:

    O que fazer alem de esperar? OU espero sentado ou entrego-me aos prazeres mundanos da vida, que não soa tao mal como parece, mas é deverás mau o efeito final que daí resulta...
    Vou me manter sentado e esperar, mantendo-me atento, claro, ao que me rodeia, pois não sou parvo, mas criar algumas raízes, lol.

    Beijinhos RR

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  3. lolada...
    tu lá sabes... eu só te estou a dizer o que penso pela minha propria experiencia
    nada espero encontrar.. e só me caem "bombas" no colo
    (no bom e no mau sentido)

    kiss kiss

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  4. A partir do momento em que te caem bombas me cima já podes prevenir-te com um escudo para isso, "ou não", depende do que queres traçar para a tua jornada...
    Eu acho que me vou manter com o escudo.. posso tornar-me solitário, mas o meu coração estando intacto eu sou uma pessoa mais forte.
    Kiss

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  5. não sei se é sinal de fraqueza ou de força, mas pelo facto de ter finalmente saído de casa e ter conseguido encarar "pessoas" com calma, já é muito bom
    o conviver já é relativo..mas tou contente pelo meu sarcasmo estar de volta..e conseguir sorrir assim ao de leve
    já é bom..
    acho eu..

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  6. Cara comentadora: Isso é bom, forçar-nos a sair de casa, lidar com pessoas e abstrair-nos do pensamento mau. Beijinhos

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