segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2012. Retrospectiva.

Eu gostava de chamar 2012 um ano de transição, de consolidação de planos, preparação, um ano de aventura, de renovação de amizades, fortificação de laços familiares, descobertas, entre outros, mas esquematizemos.
O mais importante para mim este ano foi sem dúvida descobrir o quanto a minha família é importante para mim e descobrir um novo nível na relação com os meus irmãos mais novos, como sabem foi este ano em que assumi a minha sexualidade para os meus pais e para contrariar os meus medos até não veio a ser o pesadelo que estava a imaginar; eles têm vindo a evoluir a mentalidade a uma velocidade incrível, principalmente a minha mãe.
Já para o fim vim a concluir que tenho os melhores irmãos do mundo, não pelo que eu já gostava neles, mas pr descobrir que partilhamos muito mais que a amizade e o sangue, vai-se a ver a nossa sexualidade veio toda para direcções semelhantes, a minha irmã mais velha já me tinha dito há algum tempo, e o meu irmão eu já o sei sem que ele me diga, mas a minha irmã mais nova foi mesmo a prenda de fim de ano, surpreendeu-me imenso pois é a que estou mais desligado e vai-se a ver sou o único familiar a quem ela contou o segredo.
Posso dizer que neste ano me meti em contagem decrescente para sair da Suíca, concluíndo que já tive que chegue desta rotina e cultura, e infelizmente ainda não é aqui o "lugar" a acentar, sendo que delineei um "plano de fuga" e tenho estado a metê-lo em prática para sair daqui com bases e sobreviver procurando trabalho onde quer que eu vá. Por outro lado, as ideias de para onde ir vão e vêm e não me decido.
Foi um ano de aventura, pois tive o prazer de visitar duas vezes a bela cidade de Paris pela qual me apaixonei "ao segundo olhar", aventurei-me por Barcelona e na Alemanha pelo "Europa Park", consegui ainda ir algumas vezes de visita a Portugal.
Seguindo o tema "Portugal" passo para outra conquista deste ano, o libertar da minha mente e espírito em relação a Portimão e à Tunabebes. Foi um longo e demorado processo de desintoxicação de algo que estava bem entranhado em mim, mas estou livre. Por outro lado, já na Suíça, entrei para uma Tuna portuguesa que aqui conheci e tenho-me aventurado com eles, nuna me inserindo demais, pois estou em prazo de saída também.
Por fim, posso concluir que foi um ano onde mais amizades se foram e é algo que compreendi ser inevitável, pois escolhi viver fora e viajar é escolher a perda de laços afectivos, ao qual já me conformei e habituei.

Dias de pressionar o botão!

Há dias em que eu gostava que a vida tivesse um botão que nós pudessemos pressionar  e tudo se transformasse para que pudéssemos experimentar outra realidade da vida, outro nível social, outro grupo de amigos, outro país.
Há momentos em que eu estaría disposto a abdicar de quase tudo o que tenho e ser transportado para um lugar como uma ilha, sem mordomias, sem modernidades, só simplicidade, humildade, onde tudo seria natural.
Se calhar para a mudança que eu tanto ambiciono, no lugar de apostar em algo para a minha evolução, se calhar eu devia apostar num lado completamente oposto da vida.
Ás vezes imagino-me assim ... afastado do mundo, olhando o horizonte, o mar, sentado na areia, sem preocupações, sem dores, sem desgostos, só eu e a vida ...

sábado, 15 de dezembro de 2012

Diabetes

E eis que a minha vida sofreu uma alteração... foi-me diagnosticado "Pré-Diabetes".
Para quem não sabe, os alimentos que comemos transformam-se em açúcar (glucose ou glicose) no organismo. A glicose é a forma mais simples de energia que o organismo utiliza. Para ele fazer este "uso" necessita de insulina, que transporta a glicose do sangue para os músculos, para o fígado e para o tecido adiposo (a gordura).
Quando o organismo resiste à actuação da insulina, os níveis de glicose aumentam no sangue e, por consequência, os vasos sanguíneos degradam na integridade.
Os diabéticos são estas pessoas que necessitam de recorrer à insulina para este processo, no meu caso, fala-se de "pré-diabetes"; a diabetes que ocorre não a quem isto acontece por destino, mas a quem, no meu caso de infortúnio, tem familiares em 1o ou 2o grau com diabetes tipo 2, a quem não faz exercício de forma regular, a quem tem excesso de peso, ou a quem tem tensão arterial elevada, entre outros, mas apenas estes me dizem respeito em particular.
Eu não me sinto diferente, não me sinto "doente", mas sei que vou ter de reger-me por regras e limitações e controlar anualmente o meu nível de diabetes; vou ter de fazer uma alimentação rica em vegetais e frutas e pobre em GAS (gordura, açúcar e sal); fazer exercício físico regular (andar a pé) e atingir o peso correcto.
Não sei até que ponto vou ter força para limitações na minha alimentação, ou atingir o meu peso correcto, coisa que tento há anos conseguir... ou agora que parei o ginásio vou ter de caminhar porque o exercício físico passou a ser uma necessidade. Enfim...
No meu caso de diabetes com tensão alta e a evitar colesterol, aqui fica a sugestão de alimentação que me foi sugerida:
Reduzir o colesterol: Laranjas, maçãs, fibra, verduras, chá verde, alho, soja, vitamina C/E.
*
Alimentos com Vitamina C: Laranja, limão, abacaxi, banana, morango, melão, melancia, uva, tomate, caju, maçã, agrião, alface, pimentão, folhagens verdes, batata, brócolos, couve-flôr, espinafre, ervilha.
*
Alimentos com Vitamina E: Fibra, amendoíns, castanha, milho, amêndoa, cereal.
*
Causadores de colesterol: leite não desnatado, ovos, óleos, carne vermelha, manteiga, camarão, carne gorda (peles), frutos do mar, lacticínios, creme de leite, nata, bacon, presunto, salame, fritos, queijos amarelos, peixes gordurosos, chocolate, bolachas, salgados, alcoól.
*
Alimentos livres à diabetes: Abóbora, aipo, coentro, cebola, salsa, espinafre, hortelá, couve, couve-flor, pimentão, tomate, limão, alho, chás, camomila, feijáo branco, água.
*
Alimentos proibídos à diabetes: Mel, doces, bolos, refrigerantes, carne de porco.

As árvores sagradas

Num dia de sol, eu e o meu amigo Marco quando saímos da escola, fomos ao jardim.
Depois não encontrámos nenhuma sombra para descansar, quando olhávamos para trás vimos duas árvores muito bonitas. Numa dessas árvores dizia: "Quem passar pelo meio destas árvores irá parar a outra dimensão".
Então os meninos quiseram passar. Fecharam os olhos e foram. Quando abriram os olhos parecia que estavam no paraíso.
Eles tinham muita comida e muita coisa, então comeram que se fartaram. Então ouviram duas vozes que diziam: "comam, comam, comam à vontade!"
Então os dois meninos olharam para trás e viram duas árvores. O Marco perguntou:
- Quem é que falou? A árvore disse: - Fomos nós.
Então as árvores disseram: eu chamo-me Filémon e esta é a Báucis.
Queremos que fiquem connosco para sempre e eles concordaram com uma condição; tinham de lhe dar água e comida, e então as árvores concordaram e ficaram muito contentes.
 
S. Matias, Junho de 1998.

Palavra Pai

"Palavra que é uma constante em dicionários
Em enciclopédias
E livros universais
Na natureza,
Onde quer que ele esteja sera sempre o meu pai.
Pai é aquele que criou os seus filhos.
Ele é a primeira pessoa para mim.
Ele é também benfeitor, ou seja, aquele que quer o bem, protector.
Ele é o maior dos amigos.
Ele é o defensor do meu mundo.
Seria uma tristeza se não tivessemos pai."
 
S. Matias, Junho de 1998.

Um dia cansado

Na sexta-feira tive de me levantar às 08:10, a seguir vesti-me e calcei-me e lavei a cara, depois a minha mãe levou-me até ao portão da escola e eu fui para a escola.
Quando cheguei à escola fui ter Educação Física, nesta aula tivemos de fazer o pino e o salto em altura, saí quase morto.
Depois fui ter Ciências da Natureza, nesta aula quase que me deixei dormir.
A seguir tive Inglês, tamos a dar os sinais de pontuação, uma seca.
A seguir música, o professor é maluco e nós só brincamos na aula.
Depois fui almoçar, aí já tive alguma sorte, o almoço foi empadão de atum, é o meu comer preferido.
Depois fui ter Português e Religião e Moral.
Depois acabaram as aulas e eu fui ter Natação com a professora de ginástica.
Quando acabou a Natação fui para casa, lanchei e tive de fazer os trabalhos de casa: tive de Matemática, História, Português e Inglês. Depois tive de aturar a minha irmã Filipa até que a minha mãe chegasse.
Quando ela chegou jantamos e fomos dormir.

S. Matias, Junho de 1998.
 
(Este é um dos meus tipicos textos secantes, mas que é dos melhores para reflectir uma fase da minha vida em que era só comer e pouco fazer, onde tudo me cansava e o meu maior prazer era a comida. Excusado será dizer que era bem forte nesta altura).

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Fantasma: Portimão - O Fim!

Chegada a Portimão de mala e bagagem sem ter para onde ir ... foi um "déjà-vu" super agradável. Embora eu não seja aquela pessoa frágil e inexperiente que era em 2006.
Então passeei, fui passear em alguns locais que tinha na memória, mas sentia um nervoso miudinho em mim, sentia-me um desconhecido para esta cidade como era há anos atrás. E ao mesmo tempo sentia-me uma pessoa mais séria sem aquela capacidade para se divertir, e eu tentei-me mentalizar que estas férias eram para me divertir; vou fazer um esforço maior para me meter mais à vontade e voltar a ser um pouco irresponsável por uns dias.
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Está na hora de terminar com isto. Portimão foi mágico. Portimão fez-me crescer, deu-me as melhores aventuras por isso eu nunca vou conseguir aqui voltar temporariamente e sem responsabilidades na esperança de que vou reviver alguns destes momentos com as mesmas pessoas porque isso nunca vai acontecer, não da forma que eu gostaria.
Vir aqui começa bem, tou pronto para a farra, venho alegre, bem disposto, mas com o decorrer dos dias e os locais por onde passo, as memórias atacam, os "déjà-vu's", as pessoas e embora os primeiros sejam agradáveis de sentir, depois de dias de constante bombardeamento é impossível não se ficar de rastos com isto tudo e sem vontade para mais nada.
Eu tento reviver momentos académicos vendo que já nada se mantém igual... e fujo, tendo depois reviver um pouco dos momentos tunantes onde já várias vezes prometi não me infiltrar mais e desiludo-me mais e por fim, recordo aquela pessoa que mais me marcou e tento passar por alguns locais chave de memórias e magoa-me ainda mais, e tudo se torna uma montanha russa de bom e mau.
Por outro lado, de todas as vezes que vim aqui, foi a primeira que consegui estar em Tuna, aceitando-me a 100% como ex-tuno e agindo como tal, daí que já tenha decidido que estou preparado para vir ao próximo evento deles onde os ex-tunos vão a palco na última música e actuam. Estou pronto a fazê-lo não para recordar mas para dizer o último "Adeus" a este grupo de amigos.
Por conseguinte e enquanto me passeava sozinho à beira mar na imensa Praia da Rocha, triste, eu abri os olhos e encarei a realidade. Isto mudou tudo, eu mudei por completo, todos os outros mudaram, e eu, não pertenço mais aqui e com eles. Há os que aqui ficaram, conformaram-se com uma nova realidade e seguiram com as suas vidas, e há o outro grupo que se dispersou seguindo a sua vida noutro lugar, e eu não compreendía o porquê de não virem cá recordar os velhos tempos, agora eu compreendo. Compreendo e também eu vou seguir o meu caminho, talvez já o tenha seguido há algum tempo, mas desta vez é um caminho onde não voltará a haver paragem temporária em Portimão... desta vez é um "Adeus Definitivo" e sem regresso, tenho de encerrar o livro onde essa história foi escrita e seguir sozinho sem nada nem ninguém que me remeta para esta fase da minha vida.
Adeus e levo cada um no meu coração, num lugar onde não me magoa recordar-vos mas sim onde sei o carinho enorme que vos tenho, e estarei disponível sempre que me quiserem visitar!

O dia de aula

Na quinta feira levantei-me às 08:00, vesti-me, calcei-me, lavei as mãos e a cara. Depois arrumei a mala e o Paulo veio buscar-me a mim, à minha mãe, à minha irmã e ao meu amigo Marco. Depois quando cheguei à escola ía ter música com o professor C.R. (Frankenstein). E a seguir fui ter matemática com a professora S. e o professor C. . A seguir fui ter História com a professora Z.R.. A seguir fui ter Educação Visual e Tecnológica com o professor J. P. . Depois fui almoçar frango frito com puré, e fui brincar. Quando tocou às 13:45 fui ter Inglês com a professora T.L., e a seguir Ciências da Natureza com o professor C. e às 15:30 fui para casa.
 
S. Matias, Novembro de 1997.
 
(Claro que na original estão os nomes dos professores, o que é ridículo eu lembrar-me disso lol, anyway mais uma entrada no meu book de antigamente lol)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O S. Martinho na minha escola

No dia de S. Martinho, come-se castanhas.
Na minha escola o nosso director de turma pediu que os alunos trouxessem um saco com castanhas, e os alunos concordaram. No dia de S. Martinho na escola, os professores assam as castanhas para os alunos comerem.
Depois metem as castanhas assadas nos tabuleiros, e as nozes e as amêndoas num alguidar.
Logo a seguir levam tudo para a sala de convívio onde se come. Depois come-se e bebe-se e depois vais para casa.
 
S. Matias, Novembro de 1997.

A água

A água é muio importante  para nós, se não houvesse água não havia vida.
A água serve para tomar banho, lavar a loiça, fazer a comida, para beber.
A água existe nos rios, mares e oceanos. Os sumos como a coca-cola, o sumol, o frisumo levam água. Quando fazemos ginástica suamos e ficamos desidratados e temos de beber água. Todas as semanas os funcionários das piscinas têm de mudar a água para as pessoas não apanharem doenças.
 
S. Matias, Novembro de 1997.
 
(ahahahah )

Era uma vez um Rei

Era uma vez um rei que era muito rico. Todos os dias mandava os seus guardas distribuir sacos cheios de moedas de ouro às portas das casas da aldeia. As pessoas gostavam muito do rei.
Um dia o rei quis passear no seu coche com a sua filha Helena e com a sua mulher Joaquina.
Foram até ao Rio Azul (como se diz) ver os peixes e os pássaros. A princesa ainda era jovem e foi brincar com os coelhos, os esquilos, os pássaros e os veados. O rei e a rainha chamaram a filha para se vir embora. Quando chegaram ao castelo já era noite e a rainha foi deitar a Helena. A Helena foi buscar o seu peluche e deitou-se com ele. Quando amanheceu a Helena foi tomar café da manhã.
Era uma mesa cheia de bolos, café, leite, sumo, etc.
Depois a Helena foi brincar com os seus amigos: a Sheila, a Sónia, a Otília, o Marco, a Patrícia e o Ricardo Ruaz, mas a melhor amiga era a Sheila.
O Marco e a Otília foram logo para casa. Logo a seguir a Sónia também foi e só ficou o Ricardo Ruaz, a Sheila e a Helena. No entanto, a mãe da Sheila e do Ricardo Ruaz vieram chamá-los, por isso a Helena foi para casa.
No outro dia a Sheila veio falar com a princesa Helena, e disse-lhe que namorava com o Marco e a Helena também disse que namorava com o Ricardo Ruaz. Depois foram dar um passeio de coche, a Sheila, a Helena, o Marco e o Ricardo Ruaz. Viveram felizes para sempre.
 
S. Matias, Novembro de 1997.
 
(mais sinais do estúpido romantismo que havia em mim :P lol )

sábado, 8 de dezembro de 2012

Os namorados

Num dia de trovoada, uma rapariga chamada Susana andava pelas ruas de S. Matias a brincar, de repente começa a chover e a ouvir-se trovoada. A menina desesperada, pois estava muito longe de casa e começou a correr, de repente a Susana tropeça numa pedra e começa a chorar. Um moço que estava em casa ouviu alguém a chorar na rua, e foi ver quem era, era uma moça.
Depois o moço levou-a para casa dele e secou-a, depois o moço perguntou-lhe o seu nome. E a menina disse que se chamava Susana, e depois a menina também perguntou o seu nome e ele disse que de chamava Pedro. E ele perguntou-lhe se ela queria namorar com ele. E a Susana aceitou o namoro com ele, depois o pai do Pedro levou a Susana a sua casa e os pais só estavam preocupados com ela.
No dia seguinte a moça veio à loja comprar açúcar, ovos, leite, Tide, champô Linic, etc...
Quando ia saíndo da loja deu de caras com o Pedro e ele quis acompanhá-la até à casa.
Depois o Pedro perguntou à Susana se queria dar uma volta, e a Susana disse só se os pais deixassem. Os pais da Susana concordaram, e eles foram-se embora, depois o Pedro perguntou se queria ir ver o Toy Story ao cinema, ela concordou. Depois compraram pipocas, coca-cola, batatas fritas de chouriço. Quando acabou o cinema o pedro levou a Susana para o jardim e quando chegaram lá, o Pedro disse para a Susana esperar no banco. O Pedro foi do outro lado do jardim para apanhar flores, ele apanhou rosas, cravos, malmequeres, tulipas, jarros e depois foi dá-los à Susana, a Susana gostou muito depois deram um beijo na boca, e continuaram o namoro.
21 anos depois.
A Suana e o Pedro já são crescidos. O Pedro pediu a Susana em casamento e a Susana aceitou. Depois o Pedro foi tratar da papelada toda. No outro dia, o Pedro foi a uma loja com a Susana comprar a roupa para o casamento três dias depois.
Chegou o casamento, o noivo já estava à espera na igreja, a noiva vem aí, chegando no carro. Depois o homem da música começou a tocar no piano a música do casamento, depois a noiva entrou na igreja com o pai.
Quando saíram da igreja foram dar voltas ao jardim, a apitar as businas dos carros. Depois foram para o copo d'água, lá havia bolos, sumos e carne.
 
S. Matias Julho de 1997.
 
(Já nesta altura me mostrava o romântico parvo que viria a ser)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Alentejo - Uma certeza

Cada vez tenho mais esta certeza ... o Alentejo é uma paragem a apagar da minha vida... só aqui tenho os meus avós e só por eles aqui venho, mais ninguém... familia ou amigo me puxa para aqui, e nada aqui me atrai, seja o local, seja pessoas, seja mentalidades.
Tenho vindo, tenho passeado, tenho pensado... mas depois de ter crescido, de ter evoluído, de me ter tornado mais forte, mais aberto, mais "moderno", vir aqui é uma dor para mim, um sufoco, agonia.
É como se eu ainda fosse aquele aluno de secundário amedrontado a fugir de tudo e todos, medo de falar e se impôr, que não tinha opinião e ouvía e calava seguindo as vontades de todos. Aquele que antes era forte por viver num mundo mental, pensando de mais e não falando, agora é forte por fora e não pensa muito no mundo exterior; mas como alguém que teve experiências traumatizantes e as ultrapassou, os medos estão bem guardados lá no fundo - adormecidos.
Eu não gosto desse Ricardo que sentia de mais e tinha medo do mundo, eu não gosto da pessoa que sou quando estou no Alentejo. E está provado que eu sobrevivo sem esta parte da minha vida, pois a minha vida começou quando saí do Alentejo, mas tenho de aqui vir e passar por esta experiência cada vez que quero ver os meus avós e tenho de aguentar isto por eles... só por eles...

A noite de Natal

Num dia de chuva eu e o meu pai fomos ao Mendro buscar um pinheiro para fazer a árvore de Natal. No outro dia eu e a minha mãe fomos buscar material para meter na árvore depois a minha mãe deu-me uma prenda e as outras pessoas também. A minha mãe deu-me dois Power Rangers; a minha tia deu-me uma K7 de video e um boneco dos Power Rangers; o meu pai deu-me um jogo dos Power Rangers; a a miga da minha mãe deu-me um mealheiro; o namorado da minha mãe deu-me um boneco do robocop; a minha avó deu-me um jogo; a minha prima Carmo deu-me um livro dos Cinco, a minha tia Hortense e a minha tia Natércia deram-me roupa. Comemos bolos e bebemos Coca-Cola, Sumol, 7Up e Trinaranjus.
 
S. Matias, Abril de 1997.

A história que se passou comigo

No dia 30 de Janeiro na minha Escola da Vidigueira, na hora do almoço, fui comer com a Otília, a Maria José e a Alexandra. Depois fomos ver as moças jogar ao mata, depois começei a dar apalpões à Maria José e ela queria bater-me mas depois entendemo-nos.
 
S. Matias, Março de 1997.
 
(loool que riso)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Texto sobre a cegonha

As cegonhas transportam cartas de um lado para o outro, algumas pessoas têm cegonhas e podem mandar cartas de terra para terra, há várias espécies de cegonhas, a cegonha branca é uma das mais conhecidas em todo o país, há mais cegonhas mas eu não posso falar das outras porque não as conheço.
 
S. Matias, Dezembro de 1996.
 
(Opah que riso .. estas minhas saídas lool )

Se eu fosse um pato

Se eu pudesse ser um pato eu podia nadar na água das barragens com os peixes, patos e patas e também galinhas de água. Os meus amigos todos são bons, principalmente a senhora Joana que era a  garça branca, tenho mais amigos, a rã pequena, o camarão rápido e outros mais.
Eu matava os peixes espada, tambem gostava de fazer qua qua qua qua, e nada à volta das flores marinhas. É esta a minha história se eu pudesse ser um pato.
 
S. Matias, Novembro de 1996.
 
(O que eu ri com esta em especial haha)

O Passeio da Escola

Eu e os meus amigos no sábado fomos no autocarro ao Zoomarine quando entrámos perguntámos se podiamos ir andar de carroceis e o professor disse que tinhamos que ir ver os espectáculos primeiro, os dos leões marinhos que foi com dois cawboys e um ladrão. Depois os golfinhos a fazerem coisas muito giras saltavam, dançavam, brincavam, comiam, e nós divertiamo-nos mas antes dos leões marinhos e dos golfinhos foi as araras, araras são papagaios muito brincalhões, dançavam, andavam de carro e de mota, andavam de Skeite e bicicleta. Depois fomos andar de carroceis. Primeiro foi na girafa, um carrocel que pulava muito. Depois fomos ver outro carrocel, eram os aviões e também eram os animais que era outro carrocel. A seguir fomos ver exposições, baleias, tubarões e golfinhos.
 
S. Matias, 5 de Março de 1996

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Se eu fosse um menino

Se eu fosse um menino eu ía à escola às 9 horas e aprendia muito e só saía às 3 horas da escola.
Depois chegava a casa e ía ver os bonecos e depois lanchava e ía passear e ao longe vi uma moça e eu chamei-a e perguntei-lhe se queria ir ao parque brincar e brincámos no escorrega, nas cadeirinhas, no vai-e-vem, na espinha, na escada, nas cadeiras.
Ela chamava-se Catarina e fomos chamar outro moço e outra moça, e fomos brincar todos, depois era dia da catequese e fomos lá só que tivemos de esperar muito porque a catequista não vinha, depois começou a chover muito e tivemos de ir para casa, depois é que veio a catequista e a gente já lá não estava porque tinhamos ido para casa só que a catequista tinha o meu número de telefone e telefonou-me para casa.
Eu atendi e ela disse para eu ir chamar os outros e eu fui, vesti o meu casaco e meti o gorro porque estava chuvendo.
E eu fui chamar os outros só que um não estava e a catequista teve que marcar falta depois aprendemos muitas coisas sobre Jesus, e depois saímos da catequese e fomos para casa porque estava chuvendo se não íamos brincar, já era quase de noite e eu estava em casa e a minha avó disse para ir chamar o meu avô e eu fui chamá-lo e ele estava no café bêbedo porque bebeu muita cerveja e eu fui chamá-lo mas não queria vir para casa tive que ir chamar o meu pai para o trazer e ele trouxe, mas o meu pai comprou-me um ovo de chocolate depois fomos para casa ver a novela e fomos dormir.
 
S. Matias, 4 de Março de 1996
 
(Esta história deve ter sido a descrição de um dos meus dias na rotina lol ).

Fábula - A Cigarra e a Formiga

No verão a Dona Cigarra não parava de cantar, mas a esperta da formiga estava a trabalhar porque quando chegasse o Inverno já tinha onde se agasalhar e a cigarra lá estava a cantar ao pé das flores do campo, ao sol e não parava.
A formiga já tinha a casa pronta e foi apanhar comida para que quando chegasse o Inverno não passasse fome e lá foi arranjando comida. Mas a cigarra não fazia nada, mas que tão preguiçosa que era, que nem fazia a sua casa. Porque quando chegasse o Inverno não tinha agasalho. Já tinha arranjado comida e a formiga quis ir apanhar flores para meter nas suas jarras. TInha os móveis tão limpinhos, a cigarra não tinha nem um.
Chegou o Inverno e caiu uma chuvada e a cigarra foi a casa da formiga, bateu e ela atendeu, e perguntou-lhe. - Posso ficar aqui? - Podes mas a vida não é só trabalhar, cantar é também trabalhar.
 
S. Matias, Fevereiro de 1996.
 
(Viu-se que tentei descrever uma história que ouvi em algum lugar, e no fim perdi-lhe o sentido lol)

História de uma cegonha

Num dia muito bonito de sol, um rapaz chamado Ricardo viu uma cegonha ao pé de uma árvore, muito triste porque não levava nenhuma mensagem.
O Ricardo ficou com pena e escreveu uma carta para uma menina chamada Catarina.
E pregou uma mensagem à patinha da cegonha e perguntas que estavam lá. Depois voltou a meter a mensagem e lá foi a cegonha e a Catarina segiu-a até ao Ricardo e quando se viram ela achou-o bonito, ele achou-a bonita. E casaram-se felizes para sempre.
 
S.Matias, Fevereiro de 1996.
 
(Eu era bem romântico é de admitir ahah )

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

"Se eu fosse um boneco de neve"

"Se eu fosse um boneco de neve, tinham que me fazer bem redondinho com dois botões fazendo de olhos, e uma cenoura fazendo de nariz e um cachecol à roda do pescoço, e queria que me protegessem por causa do calor para não derreter. E que brincassem comigo às escondidas, mas que não me desmanchassem."
 
S. Matias, 19 de Dezembro de 1995
 
(Mais um texto escrito por mim quando era pequeno, sem correção ortográfica. Já dava para ver que tudo rondava no "Se eu fosse..." ).

"Se eu fosse uma árvore"

Se eu fosse uma árvore, primeiro eu era uma semente e estava numa loja para ser vendido.
"Num dia, uma senhora chamada Ana quis comprar-me e o dono da loja, deu-me por 200.00 à senhora.
Ela levou-me para casa. E quando chegou a casa ela levou-me para o jardim, para me semear no seu jardim. Depois meteu-me na terra e regou-me. E no outro dia eu fui sentindo que estava crescendo, quando me, vi estava mais crescido. E depois vinha de lá um enxame mas não me fizeram mal só iam buscar nectar da minha amiga malmequer, depois eles guardaram o mel em mmim. No dia de sol veio um urso e empuleirou-se em mim e comeu o mel todo. As abelhas picaram-lhe que é para ele não comer as coisas dos outros. E foram-se embora. Só que num dia apareceu uma piriquita que me arrancou metade do tronco para fazer o seu ninho. E lá fez o seu ninho, depois começou a fazê-lo até que começou a pôr ovos.. E veio um piriquito que veio ver se estava tudo bem e perguntou! Ó piriquita já puseste ovos? Já disse ela, eu já venho vou ver se arranjo insectos para quando as piriquitas nascerem. Passou dois dias, os filhos nasceram eram cinco piriquitas, e veio o pai, era quase meio dia e ele trouxe muitos insectos. Moscas, mosquitos, aranhas, gafanhotos, minhocas, etc... tinha era que chegar para todos mas enfim, chegou o pai e partiu logo de viagem. E no outro dia a mãe piriquita quis ensinar os filhos a voar e um filho foi exprimentar e conseguiu o segundo também conseguiu o terceiro também conseguiu o quarto também conseguiu mas o quinto foi experimentar mas caiu mas eu joguei-lhe uma folha e ele foi voando nela e até que chegou ao chão a mãe foi buscá-lo e meteu-o no seu ninho e a mãe mostrou-lhe como é que se voava, e ele experimentou outra vez até que conseguiu e a mãe disse-lhe eu tenho que partir à procura do vosso pai. Vocês terão que se alimentar sozinhos fiquem com a vossa amiga árvore, ela vai-vos agasalhar com as suas folhas. Passou-se um dia e estava muito frio e eu tive que os agasalhar com as minhas folhas chegou o Natal e eles não abriam nenhumas prendas até que eu fiquei com pena deles e com os meus ramos meti o ninho em outra árvore e trouxe-lhe uma prenda. E eles abriram e saiu de lá voando o pai e a mãe e foi uma grande alegria e passaram um natal bom todos."
 
S. Matias, 16 de Março de 1996.
 
(Tive de partilhar este pequeno texto, escrito por mim em 1996 ahah , anos luz, apenas está corrigido ortográficamente e não na pontuação ou forma de escrita).