A vida corre normal, nós vamos para o trabalho, focamo-nos nos objectivos, nos planos futuros, nos novos amigos, na família. Mas eis que o coração aperta com o passado.
Uns dizem que devemos focar-nos no que temos à nossa frente, esquecendo o que ficou para trás, não falando, não mencionando nada, sem referências.... outros afirmam que devemos pensar e aprender com o que ficou para trás, as experiências que tivemos, que devemos voltar aos sitios, recordar, conviver com quem lá ficou.
Eu sinceramente não sei com que teoria concordar, e por vezes deparo-me com este dilema, este aperto no coração a que também podemos chamar de saudade.... e surgem questões, apelos...
Aquelas pessoas e aquelas memórias necessitam que voltes lá para mais momentos, para um "Adeus final" .. precisam de ti para marcar o momento.
Mas o meu passado tem tantos momentos que eu prefiro esquecer, tem momentos que prefiro apagar, momentos tão dolorosos, mesmo aqueles que foram tão bons tornam-se tolorosos porque não voltam mais, e por mais que eu os queira recordar, reviver, aceitando isso sofro pois é algo impossível e aí sou forçado a seguir a primeira teoria de que não posso pensar.
Muitos me acusam e apontam o dedo, como é que podes virar costas a um apelo, como é que não queres passar mais momentos; eu não posso explicar tudo a cada pessoa, pois não somos todos iguais, e vivemos as coisas com diferente intensidade, mas há que compreender que é doloroso voltar a dado clima e ambiente, aglomerar um certo número de pessoas que me puxam para a recordação. Não o posso fazer. Todas as minhas memórias estão guardadas, o pouco que tenho "material" que me recorde também está guardado. Eu não vou voltar, eu acho que não posso voltar, pelo menos não sozinho ou com mais uma ou duas pessoas; se eu voltar todas as cartas do jogo terão de voltar de novo. Eu não comando mais o navio, eu não sou mais aquele que organiza momentos, jantares, saídas e arrasta todos, eu perdi o fogo e preciso que puxem por mim, estou ancorado algures. Então não vou voltar sem ver que todos olham para a mesma causa. E mais uma vez isso não acontecerá... não somos todos iguais e não vivemos os momentos com a mesma intensidade mais uma vez.
Eu.. tenho de me focar no meu futuro, como o farei com as feridas do passado que não sei como fechar? Não sei ... não sei se é fazendo as pazes com o passado que posso avançar... não sei se é esquecendo de vez ... não sei ... mas tenho de sair deste Limbo rapidamente... antes que dê em louco.
hey!
ResponderEliminarSei que já te disse isto imensas vezes...mas volto a dizê-lo: apesar e todas as nossas diferenças... tu e eu somos imensamente parecidos...e eu compreendo-te...quero que saibas que há alguém no mundo que te compreende...e sou eu acredita...desde que voltei para portugal tenho lido os teus textos e tenho-me revisto em imensas palavras...e essas palavras, ainda que me deixem triste por saber que essa é a tua realidade...essas palavras têm me feito companhia...apesar de longe e separados há algo no nosso caminhar que se assemelha...sempre...
Tal como tu eu estou perdida...à deriva...presa à necessidade de ajudar a minha família...não sabendo como ajudar a mim mesma...tal como tu, eu estou presa a um passado distante...não conseguindo assim viver o presente por não aceitar que já não sou mesma a pessoa que era há 6 ou 7 anos...e não voltarei a ser...tal como tu , eu sinto que ficar longe de tudo o que fazia parte desse passado é o caminho mais fácil.. não porque que queiramos esquecer esse passado...mas porque precisamos de nos desprender de todas as âncoras que nos possam ligar a essas memórias...para apaziguar a tortura que é saber que tudo está diferente... tal como tu, eu sinto que estou presa numa vida que não é a minha...e apesar de ter sempre a esperança que melhores dias virão...sinto-me cada vez a afundar nela...
queria que soubesses que não estás só...
bjnhs
SG
É tão difícil quando nos sentimos perdidos, ao mesmo tempo tempo com planos futuros e ao mesmo tempo com sequelas passadas mal/não resolvidas. É tão chato e tão bom estar-se apegado à família, é algo que sempre faltou na minha vida e agora que consegui não sei como me despegar, e o pior é que não sei se me quero despegar, só me lembro do quão era leve e livre quando eles não podiam contar comigo a muitos níveis e agora não sou mais um ponto no jogo, tornei-me uma regra essencial.
ResponderEliminarFico contente por esta "proximidade longínqua" entre nós, destes caminhos onde nos encontramos. Eu sei que não pensamos de forma muito diferente e de certa forma gosto disso, deste nosso "entendimento desentendido", se calhar é por isso que para a maioria somos uma incógnita e muitos não se dão sequer ao trabalho de nos entender.
Ainda que eu tenha saudade de tudo eu sempre me foquei em seguir, ainda que lentamente o que quero ...ainda que tenha sequelas eu sempre optei por não pensar, virar costas, esquecer.. coisas até que são impossíveis esquecer... mas ultimamente têm havido situações, momentos, factores que me têm obrigado a ver as coisas de outra forma, nomeadamente que se calhar a solução não está em evitar, virar costas, esquecer... não que eu tenha de voltar e reviver tudo, mas se calhar voltar, perdoar, enfrentar, conciliar-me com tudo o que deixei para trás... para conseguir seguir em frente.... não sei como o fazer.. mas de certo vou meditar sobre isso ... e ver como agir...
Beijinhos, com muita saudade e espero que cada dia seja mais um passo para resolver estes nossos caminhos, tanto para ti como para mim. Eternos romeiros.
PS: Acho que dizer "Adeus" ou fazer uma despedida, no fim de uma fase, quando a mudança já foi decidida, é como se fosse inevitável, e somos obrigados a essa mudança ou a essa despedida. Sinto tambem que tivesse de fazer outra despedida de tudo, a um outro nível, com outro entendimento das coisas, sereno de tudo o que sei e vivi, um perdoar à vida por me ter obrigado a avançar e a amadurecer quando se calhar eu ainda não o queria fazer, daí ter ficado um sentimento de vazio enorme. Um perdoar à vida por me ter feito amar alguém e me ter feito entregar todo o meu coração quando ainda não era altura de o fazer, pois a pessoa não era a acertada e não soube aproveitar o que eu tinha para dar... Acho que há sobretudo isso a fazer. Um voltar não para despedir festejando, mas reflectindo e aceitando.... sem mais dor acima de tudo, pois estou cansado, quebrado e no limite, e preciso de avançar finalmente ...
ResponderEliminaro que tenho para vos dizer não é assim tão profundo e cheio de entendimento, pois as nossas realidades se encontram distanciadas (por enquanto)
ResponderEliminarquero sim dizer vos que estou aqui para e se precisarem de mim
posso estar aqui "escondida" no meu cantinho, mas vocês estão sempre no meu pensamento
gostava que num futuro próximo voltássemos a ser o trio que fomos, com as nossas próprias histórias e caminhos traçados...gostava tanto..
miss you two...
Esse pensamento reconforta-me por vezes, consigo-me imaginar perfeitamente em caminhos cruzados com o trio convivendo de novo.. mas o que me assusta nesse pensamento é eu não me imaginar numa rotina com essa possibilidade.. não me visualizo fazendo seja o que for .. como se houvesse um vazio onde antes havia a actividade escolar ... Bora tirar outro curso ?? kidding XD
ResponderEliminarhey...
ResponderEliminarsim, eu também me fascina essa ideia de que pode haver ainda uma "segunda oportunidade" para as nossas aventuras....mas ao mesmo tempo temo que aquilo que nos fazia ser o que éramos se perdeu... há coisas na vida que, quer queiramos ou não, são inevitavelmente irreversíveis...
mas sim, a ideia de tirar outro curso parece-me boa!
Agora para apimentar um pouco as coisas vamos para o curso de gestão ou assim..lol
ResponderEliminarsim, até porque estes três eram os melhores em cadeiras de contas lol ^^ nooot
ResponderEliminarlolol passo a informar que depois comecei a dar explicações de elementos :P
ResponderEliminarihih
miss you!!!
uiii isso promete lol
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