terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Quente e virado para a parede

Ontem estava deitado agarrado a ele, corpos juntos, o meu braço em volta dele, ele dormia profundamente, e eu ainda esperava pelo sono.
Naquele momento fechei os olhos e tive um déjà-vu... um que já não tinha há muito tempo. Estava deitado, agarrado à minha almofada, virado para a parede no meu sofá cama, na Suìça, sem rumo, sem saber o que seria de mim futuramente, o que seria dos meus objetivos, ou até, se valeria a pena ter objetivos, pois qualquer reviravolta parecia um futuro longínquo.
Isto foi uma fração de segundos enquanto fechei os olhos. E pensei.
E se tudo isto até hoje não fosse real? E se este regresso para Portugal com o meu irmão, este recomeço em algo que me prendeu dois anos, esta relação amorosa, e este final merecido, se tudo isto não tivesse passado de uma ilusão, de um sonho que eu tivesse tido enquanto estava deitado na Suíça, tapado e virado para a parede na esperança que algo me acontecesse de positivo, que mudasse tudo.
Sei que sou lutador, mas sei também que levo muito tempo para que aconteça algo que mude todo o rumo da história e por isso comigo as coisas não acontecem de um dia para o outro, os objetivos demoram a ser cumpridos, as coisas más tendem a durar demasiado tempo até danificarem, ou até mesmo serem irreparáveis a certo ponto.
Mas abri os olhos. É real. Estou em casa, na minha casa. Não sei como... como consegui tal objetivo, eu... que nem me imaginaria num trabalho que me rendesse dinheiro o suficiente para me deixar folgado, quanto mais comprar uma casa.
Mas abri os olhos ... e estou em casa, e sobrevivi ao regresso ao meu país, a uma rotina que eu sabia que queria, e de como não a queria, uma rotina num trabalho noturno no qual eu pensei que me tinha afundado, e do qual não sairia, que sabia que me tinha salvo da Suíça mas que agora me estava a acabar com o pouco que restava da minha sanidade mental e física. Uma rotina que prejudicava a minha tentativa de ter uma relação amorosa estável.
Mas abri os olhos, e estava na minha cama, na minha casa, agarrado a ele, e a relação está a fortalecer de dia para dia, e ele dorme tranquilo ao meu lado e diz que me ama, e eu amo-o, e esteve ao meu lado enquanto eu passei por tudo.
Acho que vale a pena, acho que posso acreditar que é real e verdadeiro. Afinal, ele conheceu-me quando eu tava na Suíça, quando eu estava perdido, e se ganhou interesse quando eu era um trapo perdido, agora as coisas só podem ser verdadeiras, agora que eu me sinto bem.
E eu abri os olhos e reconfortei-o, senti o seu quente mais uma vez e inspirei fundo, a noite é uma criança e eu já não tenho de estar a trabalhar nelas sentado numa secretária e a pedir à lua todas as noites para me deixar dormir. A suplicar dizendo que já não aguentava mais trabalhar de noite e que me desse forças para conseguir algo novo e motivante que me aguentasse a rotina. E a lua concedeu-me o pedido, levou dois anos, mas fez-me esse favor. E agora eu posso acordar todos os dias sabendo quais são os pilares com que posso contar.
Sei para onde caminhar, qual a minha luta. Continuo a ter objetivos, claro, mas sei que não estou perdido. E quando me sentir perdido, continuo a tê-lo a ele para agarrar e inspirar fundo para ganhar novas forças.
E se de um lado o quente dele não for suficiente, de certeza que algures perdida na cama imensa estará outro calorzinho a ronronar que me faz lembrar que já não vivemos na Suíça perdidos entre quatro paredes sem saber o que nos espera, mas que estamos quentinhos na nossa casinha e podemos adormecer de novo.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Coragem

É hoje ... só espero que corra tudo bem ... o bem vai-me ajudar a vencer ... coragem Ricardo ...

terça-feira, 9 de outubro de 2018

One more night...

Mais uma noite com a esperança que a vida me coloque algo novo no caminho ... bem pago ... durante o dia... e motivador...

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

O caminho

Já andei por este caminho antes... sei onde ele vai dar... e sei o que me vai acontecer no final dele... mas o que fazer quando não queres voltar atrás na esperança de que no fim deste caminho encontres algo novo, algo diferente, e te surpreendas... vou ser parvo para sempre... será ?

domingo, 30 de setembro de 2018

Há dias assim

Há dias em que me apetece deixar de ser parvo e deixar-te ir... estou cansado de me sentir só ...

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Temperaturas

Já consigo dormir com uma perna destapada e uma debaixo do lençol ... nada como temperar o corpo à moda antiga!

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Ideias

Todo eu sou um turbilhão de ideias de barriga cheia ... eu ... não as ideias ...

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Pensamentos *

Pensamentos *
Por vezes gosto de dormir de janela aberta ... ouvir os barulhos da noite e da rua... os carros na estrada.
Lembra-me quando dormía em casa dos meus avós que ficava perto da estrada e o som dos carros embalava-me... contava-os... faz-me sentir protegido na cama... embala-me... sinto-me protegido e em paz.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Até quando?

Até quando vou aguentar esta rotina...
Eu tento procurar algo que goste, que mude este desinteresse por tudo, que me tire desta prisão de trabalho em que estou.
Chamo-lhe prisão pois tenho de estar no turno da noite para ganhar o suficiente para me sustentar e mesmo assim, tenho de apertar os gastos... e eu procuro... e por vezes até encontro algo que me chame à atenção... e vou a entrevistas... e fico motivado, começo a ver a luz ao fundo do túnel e depois acabo por nunca ser o escolhido.
Quero conseguir algo que me dê uma boa vida sozinho, e não é que não esteja a conseguir isso... mas mal consigo ter ou fazer "extras" na minha rotina e isso deixa-me completamente desmotivado.
E estes horários noturnos não ajudam. Não ajudam na rotina, não ajudam na socialização, não ajudam na relação amorosa, não ajudam no regime alimentar ou nas tentativas de mudanças deste... não ajudam em nada. Só me ajudam no sentido de que não lido muitas vezes diretamente com o cliente.
Começo a achar que não sou merecedor... não sei porquê...
Já tenho idade para estar num cargo de trabalho interessante, ter dinheiro de sobra ao fim do mês, mimar-me e mimar a relação e não é o que está a acontecer... talvez seja culpa minha pela escolha de passos que fiz e dei.
E tenho dias bons, se ninguém me chatear, mas tenho dias em que isto tudo se transforma em impotência...

domingo, 3 de junho de 2018

Abrir de olhos

Já há algum tempo que aqui quero vir fazer um "update" na rotina ... mas a minha rotina anda tão monótona quanto este blog ...
Eu costumava achar que a minha fonte de inspiração eram os meus infortúnios no amor ... e por conseguinte isso motivava-me a escrever sobre tudo o resto. Depois, achava que planear o meu futuro e o que fazer depois da universidade ia dar pano para mangas; e em seguida planear o futuro e despejar o dia a dia infeliz que levava na Suíça  também me fazia vir muito aqui para escrever....
Hoje estou desprovido desses sentimentos todos... é inquietante não saber o que escrever, como escrever, ter uma ordem de raciocínio.. e não é por não ter tema de assunto, apenas estou num emaranhado de coisas que gostava de desabafar mas acontece que se as separar individualmente, não teria assunto para desenvolver... e por isso é que na minha cabeça elas se enleiam todas pois não me desenrolo e assim está a minha vida.
Continuo à espera de uma luz e motivação ... mas acho que essa motivação que procuro terá de vir de mim pois não estou a ver outra hipótese de a encontrar... esse abrir de olhos estou a tê-lo lentamente, sinto-o ... mas ainda não é o grande "abrir de olhos" ... quero entrar no bom caminho, quero o fogo e chama de novo, para fazer novas coisas e para levar a rotina para a frente. Quero força psicológica de novo.
Vou conseguir e vou cuidar de mim... há muito que penso no meu caminho e em seguir em frente com os meus objetivos mas nunca pensando em mim "imagem" .. é como se apenas comandasse o robot a avançar e ir em frente com os objetivos .... mas não pode ser mais assim... há muita coisa que depende do meu bem-estar ... e se eu não estiver bem comigo muita coisa ira desmoronar em simultâneo..e embora essas coisas tenham sido fortes e persistido e só tenho de ser grato por isso, sei que não durará para sempre se esse abrir de olhos não acontecer... brevemente.
Quero acreditar que consigo.
Fora isso, já pensei imensas vezes meter um fim a este blog, criar uma espécie de livro ou pasta com as entradas que mais me marcaram a escrever e cessar a existência dele. Mas cada vez que meto nova entrada é como despejasse mais um capítulo e já são tantos que aqui estão ..que só relendo consigo reviver certos momentos e estados de pensamento que se não ler a memória já apaga. E tanto mudou ... 
Quando se está fraco mentalmente, e fisicamente, como eu estou não é fácil caminhar-se neste percurso que eu delineei .. este percurso de poucas pessoas a nosso lado, sem saberem o que se passa na nossa vida, mas eu quis assim ... agora tenho de ser forte para não desistir. 
Por vezes acho que já não sei quem são os meus amigos ... outras vezes sei ... umas vezes queria desabafar com alguns, mas as fases de vida são tão diferentes que simplesmente acabo por guardar e não massar ninguém. 

terça-feira, 17 de abril de 2018

Solitude


“Solitude is dangerous. It’s very addictive. It becomes a habit after you realize how peaceful and calm it is. It’s like you don’t want to deal with people anymore because they drain your energy”. Jim Carrey

sexta-feira, 30 de março de 2018

O que lá vai ...

"De queixo aberto eu vi tudo
Vi toda a virtude
Entre o passado e o presente a viver isolado
Eu era só um eco do meu ego
Se eu não sou então quem é?
E tudo em mim era sonho e as palavras poemas
Desculpas de sonso e apanhado em esquemas
Nunca se sabe bem de onde é que veio
Vou contar-te um segredo se não contares a ninguém
É o não sei se faço, não sei se posso!
Sempre fui bicho raro que só faz se pode
Só queria atenção e mostrar uns dotes
Vivi tudo sozinho a precisar de todos
O que lá vai lá vai e eu caí em mim
Como é que lá vai se ainda está aqui?
Eu não mudei, só não quis ser assim
*
O que lá vai lá vai
E se só vai e não volta mais diz-me o que é que tem
O que lá vai lá vai
E se só vai e não volta mais diz-me o que é que tem
O que lá vai lá vai
*
Olha para ti e vê como cresceste
Está tudo tão diferente e tudo parece o mesmo
Ver-te duma nova forma
É conhecer-te outra vez
Ver-te duma nova forma
Tocar-te pela primeira vez
Vais sair de casa
Vai na calma tem juízo
Vai ligando à tua mãe
Brigas afasta-te disso
Outro desatinos
Outros desafios
*
Dá sinais de ti
Não te esqueças nunca donde vens!
Eu não te vejo tanto
Mas eu nunca te vi tanto
Sei que às vezes tenho um muro
Em que me escondo de vez em quando
Pequenas teimosias, agradar em demasia
E não sabia que já tinha tudo aqui, só que não vía
Ei
Olha para ti tão crescida
Os olhos tão iguais para mim és sempre a mesma
Cames e peixinhos
Escondidas e pé-coxinho
Solta a vela, está de sul
*
O que lá vai lá vai"

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Passeio a 2009

Hoje estou incrivelmente aborrecido ... olho para as paredes e penso em desabafar, daqueles desabafos que temos de escrever. Sinto-me num estado mental 2009 ... sinto-me na "Vila Rosa". 
"Vila Rosa" foi uma Urbanização em que morei em 2009, uma fase de fim universitário, onde a minha mente vagueava em objetivos futuros, estava perdido sem saber que caminho seguir, desmotivado com o fim de tudo e com o trabalho que tinha.
Achava que não iria conseguir chegar a lado nenhum, que nenhum trabalho era o indicado para mim... em 2009 apenas desejava encontrar um trabalho onde estivesse motivado ... e motivação era o que eu desejava vezes e vezes sem conta.
Cada ano me tornou mais forte e menos inocente ... mas olhando para trás, naquele ano ainda sentia algo que não sinto há imenso tempo, ou que a Suíça me roubou. A minha chama.
Essa chama não era mais que toda a minha motivação e curiosidade para tudo na vida... e hoje o piloto automático toma conta da minha rotina muitas vezes.
Aquela chama fazia-me sair e divertir, mesmo com os medos e incertezas da altura, e por aquelas noites tudo deixava de existir... bebia, independentemente do que iria acontecer no dia seguinte. 
Estava rodeado de pessoas, de amigos, de conhecidos, era social ou anti-social, era protegido. Agora estou sozinho. 
Considero-me sozinho, eu gosto de estar sozinho, não consigo mais que isto, nem peço mais à pessoa que sou hoje.
Este que sou hoje, não conseguiria viver um dia de 2009, acho que choraria a cada segundo do dia. 
Mas o meu estado mental hoje está naquele dia.... a Spears está na mesa de plástico da marquise a olhar para a rua através da janela; eu tenho sopa, doradinhos e sumo de laranja, uma combinação de cores laranja que dominavam o meu quotidiano. Talvez daqui a pouco vá esticar o meu cabelo, provavelmente estarei num dos meus 4 ou 5 dias sem lavá-lo para ele esticar perfeitamente e eu me sentir irresistivel. Sim, olhando para trás, não o voltaria a ter assim, mas em 2009 fez sentido... o meu cabelo estava como o meu estado de espírito, corajoso e indomável. Até isso a Suíça me tirou ...
Já saquei o único filme que o meu tráfico diário de internet da minha pen kanguru permite, e talvez o veja pela manhã quando sair do trabalho ... se não dormir o dia todo ... não sei o que o amanhã me reserva, até porque foi um ano mental sem planear, e deixar acontecer antes do derradeiro final onde consegui reagir e tomar decisões.
A alcofa vermelha da Spears ainda se encontra no corredor da entrada, a soso encontra-se na janela da marquise a fumar o seu cigarro e a minha camisa do Pingo Doce já está lavada e seca da noite anterior.
Mas agora na minha mente, o dia é de verão, é quente, estou com vontade de amar, mas ainda não esqueci aquela relação dolorosa que me quebrou por vários anos, meses, perdi a noção ...
Por momentos as lágrimas caem-me ... sou eu de novo, aquele de 2009, não tenho grandes responsabilidades, não tenho o dia delineado, consigo chorar, consigo escrever ... estou seguro em casa e sinto-me protegido, e que sensação boa que é.
Esta sensação de calor no peito que nunca mais senti .. a saudade dói ... doeu muito tempo, especialmente neste 2009 ... onde doía antecipadamente do que iria acontecer a seguir....
E agora a minha mente levou-me para aqueles últimos 2 dias ... as minhas coisas estão arrumadas a um canto do quarto ... vejo a colcha da minha cama com carros de várias cores, vejo a minha manta, o meu cesto de verga para a roupa e o meu tacho grande com um flash de várias sangrias que lá passaram; e ao lado está a minha capa do traje. 
Esta noite reunirá todos num dos vários Adeus que tive... mal sabia eu que não seria um Adeus a eles, mas sim um Adeus a mim ... àquele peito quente e àquela sensação ... e assim foi, despedi-me eu e despediram-se eles, não sabendo do que se estavam a despedir... 
E no dia a seguir despedimo-nos nós com um abraço e muitas lágrimas. 
E eu despedi-me de mim.
Antes de acabar este estado mental remetido a 2009, não consigo encerrá-lo sem ser assombrado por um flash onde estou no chão da entrada a rir deitado no banco de pedra, perdido de bêbado a rir com um qualquer dente dela que se partiu na Semana Académica ... e de súbito o flash leva-me e estou com tudo dentro do meu carro num dia de sol a despedir-me desta rua... relembrando os vários percursos que ali fiz ... a pé e de carro...
Foi um bom estado de espírito o desta noite... e foi bom recordar... 
E agora deixo um segredo/desabafo ... às vezes quando estou em baixo, quando me sinto sozinho, quando preciso de força ou inspiração, ou saiu a pé e caminho ou vou de carro e passo por alguns pontos que têm memórias mais marcantes .. não para revivê-las .. mas para conseguir inspirar fundo e seguir em frente... 
Talvez algures num desses passeios eu reencontre aquele de quem me despedi sem saber.. e ele me perdoe e me dê de novo as boas-vindas .. me motive e me devolva aquela chama e inocência para este mundo... 
Este que hoje sou andou perdido sem a chama durante muito tempo ... ainda anda.. enquanto andou perdido só sabia de uma coisa bem lá no fundo, que um dia teria de voltar, mesmo que voltasse sozinho, acabado, quebrado ... e assim aconteceu ... 
Quero acreditar que nem tudo está perdido ... quero mesmo ...
... pelo menos consegui um pouco de chama para escrever apaixonadamente de novo... será um sinal de algo ..

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Carcaça

Onde é que jaz aquele que outrora eu fui ... perdi-o algures, e não o encontro...
Será que ele quer ser encontrado de novo?
Será que ele quer enfrentar este mundo, estes desafios? ...
Por quanto tempo conseguirá esta carcaça e esta carne aguentar esta pressão da atualidade?
Esta carcaça está à beira do colapso... ! Uma explosão iminente... um grito de auxílio...
Hoje nada mais sou que um mero descontentamento incansável... um descontentamento mortífero... um descontentamento tóxico...
Esta carcaça está cansada da luta... cansada dos desafios... E esta cansaço, casa... desgasta... danifica... tortura... fere e não sara... e pior... cansa os outros...
Eu perdido e a carcaça vazia! Quanto tempo mais os pilares se manterão de pé... Quanto tempo levará ao olho alheio para ver que este aglomerado nada mais é do que um fantasma ambulante... um dos dificéis de se lidar com...

sábado, 13 de janeiro de 2018

À procura da chama

Adoraria saber o que escrever e ter a inspiração que outrora fluia, ainda que não fosse por motivos felizes...
Hoje, nem a tristeza, solidão ou saudade de algo me ajudam a escrever ... oh ansiedade a quanto obrigas, o que já me tiraste e o quanto me torturas.
Continuo numa busca sem fim para encontrar aquela chama na minha rotina que me motive a fazer coisas e a puxar por mim ... que me ajude a emagrecer... e não encontro ... pensei que ter um trabalho que não desgosto, onde não lido muito com clientes, e ter alguém que goste de mim comigo, bastasse ... e sinto-me triste por dizer que não tem sido o suficiente ...
Viajo com ele de vez em quando ainda que dentro do país, tenho lentamente conquistado os meus objetivos em casa, mantenho-me na Tuna ocasionalmente para me distrair um pouco e forçar-me a socializar com a malta e aceito sempre os convites de todos, ainda que praticamente nunca me apeteça socializar ... a verdade é que é um martírio ter iniciativa para ir, mas quando já lá estou, gosto e depois de iniciar algo desconfortável que a ansiedade me ataca, depois consigo relaxar....
Eu sei que isto possa ser, em parte, devido ao meu trabalho noturno, é algo que me afeta involuntariamente, mas tenho de aguentar ... pelo menos durante mais 4 anos ... ou mudar para algo igualmente bem pago ... não me posso dar ao luxo de não conseguir pagar as minhas contas... e eu sei que isso não é o mais importante, pelo menos, não mais importante que a nossa saúde ... mas não posso descarrilar financeiramente.
Tenho a corda super apertada, mas tenho de me livrar do carro.
Mas nenhuma das minhas atividades me reacende a chama de novo, continuo aborrecido e desmotivado com tudo, continuo a engordar e isso prejudica a minha auto-estima e dedicação à minha relação ... e eu sinto que ele está a ser bastante paciente comigo ... eu vejo isso e muitas vezes não tenho ação para nada...
O que faço ... como tomo ação .. como emagreço ... eu praticamente não tenho atividade física nenhuma com a minha rotina ... mesmo que não coma praticamente nada.. muitas vezes também abuso em porcaria ... mesmo que coma coisas saudáveis, o pouco que me mexo diariamente é pouco para o corpo reagir ... onde ir buscar forças... precisava de um ginásio de novo .. mas ainda não me posso dar a esse luxo ... e nem sei se resultaria ...

Ele diz-me para ir caminhar ... eu não acredito em caminhadas... nem me apetece fazer isso ... sinto que é uma injustiça eu ter que caminhar ou me esforçar para poder ser magro ... será que alguma vez serei magro ... ou estarei descontraído de novo ... começo a perder a esperança.. mas se não reagir brevemente, temo que perca muito mais ... temo que ele desista de mim ... e isso vai-me quebrar de uma forma que eu não me posso permitir ... não mesmo.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Zen


Ontem não quis festa, barulho ou bebida. Durante todo o ano vi o sol nascer e pôr-se praticamente todos os dias, como tal, só poderia despedir-me dele assim, lá ao fundo ... calmo, em paz, com a brisa do mar, um suspiro de reflexão e inspirar bem fundo para recarregar a motivação.

Sem lamechices, nem agradecimentos, este ano passado o esforço foi meu, as escolhas foram minhas, a luta foi minha. Sorriu porque tenho o que me faz falta, fui onde tive que ir, tenho por perto quem importa e o melhor disso tudo é que continuo a querer mais ... temos de ser assim ... insatisfeitos ... não teria piada de outra forma.