segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Watch the sunrise

The night is over,

The darkness gone,

And hope is so much closer

To being turned on.

*

There's more light,

With every passing second,

Soon, day will be built from night,

Much sooner than we reckoned.

*

The first rays of the sun,

We can already see.

Finishing everything we had ever begun,

Back to what it should be.

*

Almost over the top.

It's almost a new day.

And we don't want it to stop,

Chasing the darkness away.

*

We laugh, we cry,

Our feelings - we don't disguise

As the darkness leaves the sky

And makes way for a glorious sunrise.

A solidão ecoa

A solidão ecoa nas curvas desta caligrafia

E condesa-se no toque desta caneta

Aumentando sempre

Sempre que há vozes,

Sempre que há contacto ou proximidade,

Porque estar próximo significa apenas

Não se ter chegado ainda…

E as memórias são veneno,

As memórias que guardo de tantas noites vãs

Onde no largo passar do tempo

Não fiz mais do que somar horas

Coleccionando postais de ruas desertas

Onde a brisa do verão ou o frio de janeiro

Passam por mim sem me verem.

Memórias das noites em que bebi a vida

Como se de um chá frio se tratasse

Deixando-me apenas o travo ácido da solidão,

Dos sonhos partidos que não soube colar

E dos desejos tórridos

Que me queimaram outrora a alma

Hoje não sou nada,

Não pertenço a nada,

Não há irmandade a que pertença,

Não há mestre ou doutrina a que me curve,

Não há amor a que me agite,

Nem fogo, nem vida, nem ser.

Só este enorme mar parado em mim,

Este embaraço na alma que perdi,

Este peso de tudo nos ombros

Por estar tudo tão longe,

Por tudo parecer puro sonho

E por saber que ao acordar

Esta angústia estará ainda aqui

Consumindo-me, por dentro,

Mordendo-me as artérias

E queimando num lume brando

Todas as esperanças

Que deixei de saber ter…

domingo, 28 de novembro de 2010

Apenas um pensamento...

Não vale a pena pensarmos em algumas possibilidades.. há coisas que simplesmente não estão destinadas a acontecer.
No entanto, outras devemos correr atrás, lutar por elas, por mais medo que tenhamos do que poderá surgir.

Este foi só um pensamento que concluí... e me tentei convencer dele. Anyway...

domingo, 21 de novembro de 2010

Crashing down

We don’t know what we’re doing

We’re just digging ourselves a hole
To fall into, and that’s our only goal

Even though we think everything is improving,

*

Burying ourselves with our own creations

The sky gets smaller and smaller

As the piles get taller and taller

And buried underneath whole nations.

*

As we just keep on creating

More and more stuff

Not knowing it’s already enough,

Enough of everything but it’s no use debating.

*

We just don’t know when to stop,

When to quit the wasting

And it seems that we are hasting

Towards the inevitable drop.

*

We don’t know it yet but we’re tumbling out of the sky

Into the darkness below – we can already say good-bye

Because every person, every country, every town

Is already crashing down…

*

Watching Clouds

Watching as the clouds effortlessly float through the sky

Watching as they effortlessly fly,

How easy it seems

But ‘you’ could only do it in your dreams.

*

Covering the sun, the moon,

Bringing the rain, not a moment too soon,

Bringing new changes,

So many new things it arranges.

*

Making you wish you could fly,

Soar into the sky,

Making you try,

Though you have no idea why.

*

Making you wish you could sit on a cloud

So kingly, so proud.

But all you can do is watch, fantasize

And deceive yourself with imaginary lies.

Back to zero

Back down this road,

Back to this time

And nothing ever showed

Neither a nickel, nor a dime.

*

Back to the life I never knew,

Back to the beginning, to the start,

Back to the place I’ve never been too.

I might be going back but not my heart.

*

Back to zero, back to the starting line,

Back to what was once home,

With nobody to give me a sign

Just going back – all alone.

*

Back to an unknown past,

I didn’t get rich, didn’t become a hero,

But time went by so fast

And now it’s back down to zero.

Don't stop the rain

Don’t stop the rain,

Let it wash everything away,

Let it wash away the pain,

Let it be a rainy day.

*

It will be better

Even with this rainy weather

Let it rain down from the sky,

It’ll get better, don’t ask why.

*

The sun will shine another day

But for now – forget the pain.

Let it take you away

And don’t stop the rain.

Run

I stumble,

I fall,

My hopes start to crumble

Because I can’t run at all.

*

Willing myself on,

Even when all hope is gone

I urge myself – run, run, run,

Finish it – and be done.

*

And I seem to leave the rest,

I think to myself – I’m the best.

The finish line is in sight

Everything seems as if it’s going to be alright.

*

I’m almost to the finish line

And just when I thought, everything was fine,

Just when I thought I could finish it – so I could be done,

Just when I thought, I could run,

But again I just fall

Not finishing anything – nothing at all…

Hoje...só...hoje

Hoje não quero nada
Nem amores que me agitem
Enquanto no fulgor baço do sangue me matam
Nem rebeldias vagas
Nem poemas, hoje não quero poemas
E por favor não me dêem explicações
Nem sobre mim nem sobre o mundo
Deixem-me só
Vazio, estático, como uma jarra onde havia flores
E morreram.
Como o céu, sim, vazio como o céu
Hoje não há nada que queira,
Não há nada que possa ouvir sem nojo
Apetecem-me apenas quatro paredes brancas
Para partir a testa e queimar os olhos
Não quero quadros nem molduras…
Não quero conversas nem politicas
Não quero nada, nem ninguém
Deixem-me ser só
Ou então deixem-me só ser
E não quero palavras hoje
Não cá dentro, onde doem
E cuspo-as com tinta na folha
Como se cuspisse a vida…
Deixem-me só!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Saturação

Saturado de me levantar e ter o meu dia delineado

Saturado de ter de colocar novamente o despertador

Saturado de ter de comer uma refeição para não ter fome em momentos que não posso comer

Saturado de ter de organizar a roupa para vestir no trabalho

Saturado de ter uma ligação resposável com a Tuna

Saturado de velhos dramas académicos que insistem em não desaparecer

Saturado de ter de aguentar 8 horas a trabalhar

Saturado de ter de passar 10 horas no trabalho

Saturado de ter que dormir quando a exaustão me domina

Saturado de ti

Saturado de mim

Saturado de nós

Saturado das memórias passadas

Saturado das perspectivas futuras

Saturado da ausência de sentimentos

Saturado da carência de sentimentos

Saturado da frieza do meu coração

Saturado da irreparabilidade do mesmo

Saturado do exterior

Saturado do interior

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Mais escuro ainda ...

Vou acabar sozinho… sem ninguém a apoiar-me. Todos saturados de não me verem feliz, cansados de mim e das minhas cenas e dramas. Vou acabar sem família pois ninguém vai aceitar a minha sexualidade e eu não aceito escondê-la. Sem amigos pois não há planos na minha vida que me aproximem deles. A saturação da vida e de tudo está-me a afastar deles, assim como a ausência de planos nela me vai fazer acabar sem qualquer perpectiva futura.

Adoraria poder reiniciar o botão, mas começar algo novo e totalmente diferente, nada de reviver velhos momentos, mas sim viver momentos novos.

domingo, 14 de novembro de 2010

Escuro

Cheguei a um estado indiferente… já só conto as horas, os dias e visualizo o fim disto tudo, quero sair daqui, quero ir-me embora, já não sou a mesma pessoa, e todos os dias ligo o “modo automático” para que o dia passe rápido. Forçado a sair de casa, conto as horas para voltar a casa, dormir e acordar de novo, e assim os dias passarem rápidos. Como é que me deixei chegar a este ponto. Sempre defini objectivos e metas para mim e me joguei aos desafios, e agora vejo-me num estado completamente sem saber o que quero para mim, perdido. Não me conheço mais. Infiltrei-me tanto nesta personagem que criei, para poder suportar estes tempos, que já não sei o que fiz ao meu verdadeiro eu. Sou frio, indiferente, seco, não entendo…

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Floating

Floating away,

Day after day,

Waves wash over,

The land never gets closer.

*

Cannot sink,

Cannot swim,

Can only think

Of the ocean's next whim.

*

Carried by the tide

Carried by every wave,

Already nothing left inside,

Nothing left to save.

*

The tide surges back and forth,

First south, then north,

It gets closer - the shore,

Can almost reach

The inviting beach

Trying to swim some more.

But the tide turns

And all the water returns.

*

Floating away again,

Away from land,

Back to the pain...

Nothing left to understand.

*

Repeated - over and over, nobody could stay sane.

Floating on an expanse of blue and grey.

The wind whips up the waves - it's raining again.

Just floating... floating away.

Sozinho

Lonely, so lonely

Just me and me only,

Just like sitting on a barren rock

In a barren sea

Time goes by, watching it tick - this clock,

And still there are no ships to see.

*

If is hard to hold on,

The wind howls, the waves try to sweep me away.

And when almost all life is gone

The sun rises - a new day,

Another day of burning sun, of drenching rain.

Another day, to bring back the pain.

*

Sitting here all alone,

Stranded a long way from home,

Just me and me only

Makes me so lonely.

Rotina aprisionada

Já referi que a minha rotina em Portimão me tem saturado até limites que eu antes desconhecia, e tal saturação tem-se mantido de dia para dia. Se quero fugir daqui? Sim quero, não sei se será a resposta para os meus sentimentos, ou falta deles, mas quero virar costas a tudo e todos. Quero começar de novo em outro lugar nunca antes explorado por mim e a fazer algo que me impulsione a sair da cama todos os dias.

Tenho-me mantido na sombra da rotina a cada dia que passa, e praticamente conformado-me com isso, esgotado ao fim do dia e sempre com a ideia presente de que isto é temporário, de que só tenho de me aguentar até certo ponto, certo momento no tempo.

Mas recentemente cheguei à conclusão que a nivel sentimental, e falo de relações, também não vou encontrar o que quero aqui, não posso esperar que apareça alguém que me agrade, pois se em 5 anos não apareceu, não é agora que isso vai acontecer, e descobri que não vale a pena ir “experimentando”, e refiro-me a curtes como lhes chamam, pois isso só serve para magoar outros, e não quero isso de maneira alguma.

Por mais que passe bons momentos, ria, desabafe, no fim de contas não consigo dar aquilo que querem de mim, e acabo por desiludir, virar costas e partir para outra. Isso não é o que quero, quero dar e receber em igual quantia, não me vou fechar de novo para o mundo, simplesmente tenho de accionar os meus olhos e radar de novo, para tentar encontrar alguém que me satisfaça, me agrade e cative.

… Isto foi apenas mais uma forma de actualizar a minha vida sem actualizações interessantes..