Hoje não quero nada
Nem amores que me agitem
Enquanto no fulgor baço do sangue me matam
Nem rebeldias vagas
Nem poemas, hoje não quero poemas
E por favor não me dêem explicações
Nem sobre mim nem sobre o mundo
Deixem-me só
Vazio, estático, como uma jarra onde havia flores
E morreram.
Como o céu, sim, vazio como o céu
Hoje não há nada que queira,
Não há nada que possa ouvir sem nojo
Apetecem-me apenas quatro paredes brancas
Para partir a testa e queimar os olhos
Não quero quadros nem molduras…
Não quero conversas nem politicas
Não quero nada, nem ninguém
Deixem-me ser só
Ou então deixem-me só ser
E não quero palavras hoje
Não cá dentro, onde doem
E cuspo-as com tinta na folha
Como se cuspisse a vida…
Deixem-me só!
domingo, 21 de novembro de 2010
Hoje...só...hoje
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