domingo, 20 de fevereiro de 2011

Corpo Cansado

Dentro deste corpo cansado em que habito

Já não exitem certezas a habitar comigo

Esperanças poucas restam

Foram aniquiladas pelo cinzento dos dias

Suprimidas

Dentro deste corpo em que habito

Pouco mais existe do que loucura

Uma vontade residual de existir

Um devaneio de me manter lúcido

Para lá do corpo e da janela

Está a aldeia já adormecida

Gatos negros guardam as esquinas

Um gato negro habita no meu próprio quarto

A realidade fere-me os sentidos

Enjoa-me porque a sinto falsa

Hábitos forçados na ausência da razão

Anseio em segredo o nascimento do último sol

Quando o último sol nascer

Os homens continuarão de braços cruzados

Olhando o céu com a cegueira

De quem olha o vazio

E as crianças continuarão sorrindo

Embaladas com a certeza de nunca terem de pensar no mundo

Eu, vou saborear o último céu azul

Que por ser o último talvez seja o mais puro

5 comentários:

  1. Então faz com que tudo na tua vida se torne último e único :)

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  2. :P I will.

    Anda para a minha vida então :P

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  3. It's still early. You have many dreams ahead :)

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  4. "Deixo-te uma simples sugestão, olha para mim através de ti. Verás que sou uma pessoa completamente diferente, coberta de cal, em remodelação." Decifra-te através do meu parafraseamento de ti! XD

    Mesmo que estivessemos em sintonia...

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  5. Yes I had ... I guess I just forgot that for a while... but .. I'm back now..

    Essas palavras deram-me que pensar... anos depois :P thanks

    Rik.

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