quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Estranho

Estagnado aqui... eu estou tão longe
A falar, mas ninguém me ouve
*
Não consigo juntar as peças
Que mundo confuso
Estranho caminho que escolhi
Dura a pele que vesti
*
Até que algo mude
Falemos numa língua diferente
E se falarmos demasiado
Usemos palavras com a mente
*
Eu nunca tive
Um lugar onde ir
Nada com que contar
Além do que está para vir
*
Ninguém para me mostrar
Alguém para me ouvir
Por isso continuo...
*
Até que algo mude
Falemos numa língua diferente
E se falarmos demasiado
Usemos palavras com a mente
*
Até que algo mude
Falemos numa língua diferente
E se falarmos demasiado
Usemos palavras com a mente
*
Eu não tenho de entender o que dizes
Eu não tenho de ter mais medo
Antes de falares o que sentes
Digo-te que é a ti que eu quero...
*
Até que algo mude
Falemos numa língua diferente
E se falarmos demasiado
Usemos palavras com a mente
*
Até que algo mude...
Até que algo mude...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Estranho

É tão estranho este mundo em que vivemos... pessoas más, inveja, pessoas sem valores que fazem de tudo para conseguir aquilo que querem, que passam por cima de quem tiver de ser para alcançar os seus objectivos.
É desmotivante estarmos a esforçar-nos para algo e chegar alguém e arrasar com tudo o que nos esforçámos para alcançar. Neste mundo tu podes subir em muitos níveis pelo teu esforço, e depois há uma grande percentagem de pessoas que sobem graças a ajudas, as chamadas "cunhas" e fazem com que todo o teu trabalho seja inútil, fazem com que te sintas desvalorizado, e tiram-te toda a motivação para seguir em frente.
No fundo somos todos iguais ... se aparecesse alguém neste momento que me oferecesse algo melhor lá em cima, eu não sei até que ponto eu ficaria dividido entre subir com o meu esforço ou aceitar a ajuda, no fundo somos todos iguais. Mas é frustrante que a ajuda na subida chegue sempre para os mesmos, é frustrante não ser aquele que nasceu no berço de ouro e ter sempre de escalar montanhas para chegar onde tem de chegar, que tem de poupar, que tem de emigrar, que tem de mudar ... chega a um ponto que nos questionamos, porque não nós, quando é que chega o meu momento de brilhar...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

2011

2011... que ano ... se 2010 tinha sido um ano com imensas aventuras e que me fizeram crescer imenso... este ano foram poucas mas com um nível de intensidade tão grande que me mudou completamente.
O meu ano de adaptação a um novo país, a uma nova cultura, a uma nova língua, sei que desabafei aqui imenso sobre isso, pois houve alturas em que apenas a escrita libertava o que estava contido dentro de mim.
Um ano em que me mantive à distância dos meus amigos, o que me ajudou a "mais uma vez" comprovar a grande amizade de muitos deles.
Um ano em que redefini objectivos, alarguei a minha visão e horizontes. Cumpri objectivos.
Tive o prazer de realizar um dos meus maiores sonhos, ir a um "aliás dois" concertos da Britney, sendo que o segundo me fez reencontrar com o pessoal que tinha deixado em Portugal.
Reaproximei-me muito da minha família, no entando ainda não lhes contei sobre a minha sexualidade, por isso não sei até que ponto tal proximidade foi boa.
Neste ano comecei a morar sozinho e tive o enorme prazer de decorar o estudiozinho que aluguei à minha vontade e gosto, posteriormente, tive a enorme alegria de a minha gatinha ter vindo de Portugal para a minha casa, sendo que a tinha deixado seis meses em Portugal com os meus avós por impossibilidade de a fazer viajar comigo. E mais no fim do ano tambem a minha companheira de sempre de casa se juntou a mim nesta aventura.
Foi um ano de luta, muitos momentos baixos e tristes, de descoberta; houve muita euforia, muita loucura também, foram tempos muito pesados... mas que o tempo ajudou a passar como sempre o fez.
Tive o prazer de alcançar novas metas corporais, emagrecer e vestir números que há imensos anos não vestia, isso alegrou-me uns tempos e ainda o faz, mas como sempre acontece, nós nunca estamos satisfeitos com o que temos e queremos sempre mais...
E "amor" perguntam vocès... pois .. foi um ano nulo, mas deu para juntar os caquinhos todos do coração e contruí-lo de novo, o coração que eu tencionava deixar partido por tempo indeterminado para que ninguém lhe tocasse... Tive as minhas aventuras claro... nada de especial...
E agora para o fim posso dizer que alguém o fez bater de novo... mas como a minha lição está bem aprendida ... vou aguardar para tudo estar bem claro na minha mente ... :)
Adeus 2011.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Tempo.. que seca

Estou triste... há coisas que levam tanto tempo a alcançar... porque será?!

Às vezes penso que há algo que me impede de alcançar certas metas, como que se eu não lhes fosse dar valor uma vez que as alcançasse...

Sinto que é injusto, eu sempre dei valor ao pouco que tenho, e agradeci por tudo... nunca me importei de começar do zero vezes e vezes sem conta para chegar a algum lugar... nunca me importei de esconder segredos para não ferir susceptibilidades. Sei bem quais são as minhas raízes, e a educação que tive, apesar de não seguir o exemplo de grande parte da minha família, pois acho que muitos não são exemplo a seguir; e apesar de me abstrair do "mundinho" de onde vim, tenho-o bem presente dentro de mim.

Estou na fase de pedir equivalências dos meus documentos da Licenciatura, para ver se de uma vez por todas começo a trabalhar na área... mas não é fácil... não falo alemão e o francês ainda não está a 100%... por isso não posso contornar mais o óbvio. O próximo passo da "Bucket List" a realizar será finalizar a Graduação em Francês e começar a de Alemão e dar o melhor de mim. Esta monotonia neste trabalho já está a dar as últimas cartadas, e só gostava de continuar aqui até Março no máximo... ser extra por vezes faço muito poucas horas e tenho de garantir que pago tudo o que tenho a pagar..

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Sinto-me mal com o meu corpo... sinto-me chateado comigo mesmo... com a facilidade com que cedo a coisas que não devia comer... está na hora de outra quebra radical... preciso ultrapassar os meus limites... continuar a chegar a metas de peso onde nunca cheguei... só queria uma motivação, mas o quê ...

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Quero-te ... quem me dera que se tornasse tudo tão mais fácil de repente e estivesses comigo... e sim... desta vez escrevo para um destinatário "novo" que reencontrei e despertou algo adormecido e quebrado em mim... e gostei disso... let's hope...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Gelo

Sempre fui muito parvo em relação ao interessar-me pela pessoa certa... normalmente apaixono-me / interesso-me pela pessoa errada... e quase sempre ao mesmo tempo tenho alguém interessado em mim por quem não tenho interesse a não ser interiormente...
Na maioria dos casos, tempos mais tare estas pessoas por quem estava caído já saíram da minha vida porque algo correu mal, e aqueles que antes eu não correspondía agora até me saltam bem à vista.
Ironia do destino: Já não estão interessados em mim ou já têm alguém... e fico a pensar neles...
Enfim... isto foi parte os últimos acontecimentos.. Além deste gelo em que se encontra a minha vida amorosa, também matei outra das minhas curiosidades da vida, patinar no gelo.. Adorei! Fui com os meus irmãos e a Sósó e digamos que não é muito diferente da patinagem normal, apenas requer mais equilíbrio e tentar cair menos pois cair no gelo não é propriamente bonito... ficamos todos brancos e por fim - molhados! Eu caí uma vez apenas!
A minha rotina mantem-se praticamente a mesma, excepto que agora o trio está reunido como antigamente, eu a Spears e a minha melhor amiga que veio viver comigo para a Suiça - Seriously! - por isso os meus dias solitários desapareceram por agora e ganharam outro alento ! Novas aventuras! See you soon! ...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Invasão de pensamento

Posso olhar em frente sem pensar no passado
Foi algo que aprendi com a vida
Aprendi a arriscar e a lutar pelo que quero
A ser o meu próprio exemplo.
*
Já sofri, já chorei, não é algo que me orgulhe
Mas para mim nem tudo foi fácil
No meu corpo tenho o peso de um Karma
No meu coração as feridas não cicatrizadas.
*
Hoje luto por ser alguém
E há dias em que pareço estar perto
Tento realizar-me com metas profissionais
Esquecendo os meus infortúnios no amor.
*
No entanto a tua imagem não me sai da mente
Lembro-me de cada traço do teu rosto, de cada curva o teu corpo
Não esqueci o teu cheiro ou o sabor dos teus beijos
E é como se estes quase três anos fosse quase três segundos.
*
Lembro-me de cada gosto teu, do teu sorriso
Adorava quando te provocava uma gargalhada
Amava o teu romantismo e desejo de conhecer o Amor
Sabia que adoravas quando eu te surpreendia ou me lembrava do que gostavas
A prova disso é que nunca esqueci...
*
Digo que sou orgulhoso e não permito à minha mente imaginar
Mas sei que faria tudo de novo
E quando eu tento avançar como se tudo já tivesse ultrapassado
O Destino apronta das suas e mete-te no meu caminho de novo.
*
É tão bom ver-te a seguir a tua vida e objectivos
Mas dói tanto não fazer parte das tuas conquistas
É bom ver que alguém te faz muito mais feliz do que eu fiz
Mas dó tanto saber que ninguém me fará tão feliz quanto tu o fizes-te.
*
Nestes dias dei comigo a voltar aos locais onde tivemos história
Nostalgia, saudade, tristeza, tudo me invadiu
Fui remexer nos objectos que trouxe do Algarve e encontrei ...
Encontrei aquela carta, a carta com a história...
No fim, apesar de tudo ter terminado, dizias que gostavas (muito) de mim
.. gostavas, apesar de não haver amor.
Porque é que já nem falamos... não entendo... Será melhor assim?...
*
PS: Naquele concerto realizas-te um sonho teu e eu estive presente a repetir a realização do meu
Isso não me saiu da mente, nem quando ela cantou "Womanizer", música que tanto dançámos
Só desejava que ela te tivesse dedicao um pouco da "Unusual You", a nossa música
Eu dediquei-te em mente... e prova disso é que nos cruzámos de novo no fim do concerto...
..... P'ra Sempre Teu *

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Férias Portugal

Aqui estou eu na minha cama onde há precisamente um ano atrás me encontrava sozinho e nostálgico por não ter nada na minha via pelo que lutar, prestes a viajar para a Suiça, para aquela que sería uma das aventuras mais difíceis da minha vida.
Uma vez de regresso a Portugal decidi passear-me um pouco por todo o lado, matar saudades de tudo e todos.
Começei por Lisboa, o antro da perdição, decidi ficar com um amigo meu que conhecí pela net e que achei super interessante, mas nunca tinha estado com ele ao vivo, e arrisquei. Ele mostrou-me grande parte da cidade, cultura e gastronomia, Sintra e foi super receptivo em sua casa. Não mudou a minha "má" visão de Lisboa mas causou uma boa impressão.
Tentei, juro que tentei mais uma vez não me interessar muito pela imagem e ligar mais ao interior, e uma vez mais tinha alí um rapaz humano, disposto a lutar por mim e que me queria custasse o que custasse... e eu ... não reagindo, afastei-me não querendo magoar.
Nesses dias também revi a minha Mimi de quem tinha muitas saudades, embora não me tivesse agradado que o seu temperamento delicado se mantivesse inalterável. Revi a minha Madrinha da Universidade, na qual vi uma pessoa muito mais madura e alegre, com muitos defeitos como antes que já podia ter mudao, convidei-a inclusivé para ir comigo ao concerto da Britney Spears (mais um) no Pavilhão Atlântico; no qual revi o meu melhor amigo Filipe, o qual está muito mais lindo (focus !) que antes e me deixou com muita pena de não poder ter estado mais tempo com ele para conversarmos devidamente. Aqui estaría um bom rapaz para mim (não leves a mal).
E eis que as coisas pioram quando revi algumas pessoas (explicarei na próxima entrada).
Independentemente desta paixão que tende em reaparecer na minha vida e me deixar completamente sem força... a vida continua.
Estava prestes a rever a minha Sósó que ao contrário do que ela pensa também ela alterou um pouco, mas ainda bem que entre nós se mantém tudo igual. Com este reencontro seguiu-se mais uns quantos um pouco agressivos... Portimão e Tunabebes.
Foi uma nova experiência... Portimão já não é aquela cidade que antes conhecía... os meus amigos não estão todos lá e os locais que antes eu frequentava, a maioria já nem continuava aberto... deu-me tristeza, mas ao mesmo tempo acalmou a minha saudade... saber que já não há ali nada para mim, nada para o que voltar.
Revi a minha Tuna que me recebeu muito bem, como sempre, é bom ver que muitos continuam a ter um carinho especial por mim, ao contrário de outros que se vão afastando... isso já tinha antes acontecido com o fim da Universidade eu apenas ainda não tinha confirmado na Tuna epois de ter saído.
Muita ideia se clarificou na minha mente, ideias que estavam em "stand by", a Tuna passou para o passado, pois eu via-me a regressar um dia a Portugal e se perto do Algarve, à Tuna também.. e descartei já essa ideia completamente. Tirando da minha "bucket list" a ideia de ser um Tuno Honorário da Tunabebes.
Amei rever outras pessoas e elas sabem quem são, se eventualmente lerem esta entrada: M.F. , N.P., D.P., I.E., S.B., C.A., P.G. e A.A. .
Resolvi dar-me um mimo e alugar um carro para ir sair à noite em Lisboa com dois amigos para uma noite alternativa... mais tarde em parte viría a arrepender-me.
Arrependo-me pois foi muito dinheiro gasto e pouca gratidão reconhecida, o nível de alcoól não estava elevado (relembrar que certas pessoas já não bebem como antigamente); tinha imensas expectativas de encontrar pessoas e fazer loucuras e tal e não se revelou possível... desiludi-me... e se calhar também abandonei em mim esse desejo nunca realizado de me cruzar uma vez mais com esse "tal rapaz" que antes era o fruto proibído. Aliás acabei esta noite completamente desmoralizado... a não me sentir giro... elegante... bem vestifo... ou desejado... isso fez-me odiar-me e odiar este tipo de vida nocturna e promíscua...
Algo me diz que a minha clausura de relações amorosas se vai manter por um bom tempo... infelizmente!...

sábado, 19 de novembro de 2011

A algumas horas ...

A algumas horas de ir de férias a Portugal, as malas estão prontas, os planos estão feitos, as pessoas estão avisadas. Está tudo preparado para serem os melhores dias de sempre como há muito não tenho...
Acho que o factor chave para me divertir é não ter mesmo responsabilidades... talvez seja por isso que os tempos de universidade eram tão marcantes. Let's try it again for a few days!
E mais ainda... se leram uma anterior entrada onde eu dizia que se me cruzasse com "tal pessoa" de novo que iria matar a minha curiosidade, pois bem... está lançada a isca! Eu agora não namoro como antes; antes esse factor, ou seja, cada um ser o "fruto proibído" deixava-nos as hormonas à flôr da pele... desta vez não sei como as coisas vão correr... mas na verdade... "fuck it"I'll do it!
Não me venham cá dizer que se Adão voltasse atrás que não comería ele o fruto proibído, pois de certeza que não perdería outra oportunidade.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Unusual You

(My loneliness is killing me) (I need time, love ... space) É incrível o quão fácil ele entra na minha mente sem pedir permissão (let me break the ice)...
Como é que me rendi tanto (intoxicate me now) a ele (they say we're so complete) outrora, que me leva a nunca mais o ter esquecid (chaotic)... Será ele "o tal" (womanizer - on my radar - ringleader) que eu conhecí e não pude ter (you drive me crazy)!?
É que já passaram três anos (if there's nothing missing in my life...) e parece ter sido o mais importante (this type of love isn't rational), e cruze com quem me cruzar (till the world ends), ninguém me parece despertar (monalisa) a atenção como ele fazia (I was born to make U happy). Dou comigo a vê-lo presente (your pretty eyes) nos meus sonhos, não como antes (where we can be alone); agora ele é apenas uma personagem secundária (why don't you do somethin') no meu sonho (iF U seeK aMY), mas no entanto ainda aparece neles (they say you want to lose control - and then we kiss).
Sei que não escolhemos de quem gostamos (love is free), e hoje aceito plenamente a realidade (it's my prerogative) do "não ter dado certo". Só sei que ele teve uma parte de mim (piece of me) que nunca mais dei (gimme gimme) a ninguém (i cannot hold it i cannot control it). Espero que nos dias que correm ele esteja feliz (never look back we said - life doesn't always goes in my way)
(Lately i've been stuck imagining) Unusual You, Britney Spears (this is our song they're playing): Esta "era" a nossa música (if I said I want your body...)... e eu nunca mais a consegui enfrentar... (someday I will understand).
"At night I pray that soon your face will fade away"

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Bullying

Bullying ... palavra forte ... Hello ... não é fácil meter isto cá para fora pois implica que retroceda bastante no tempo e que vá apanhando vários pedaços de história em gavetas há muito fechadas... mas, visto que tenho assistido a imensa gente a desabafar sobre como foi afectaa pelo "bullying" ao longo da vida; a coragem com que o enfrentaram, e a força que os seus testemunhos transmite para quem está neste momento a passar por isso; faz com que eu ache justo meter isto cá para fora, seno que isto é a causa de muita da minha fraqueza de hoje em dia, mas também a essência da minha coragem.
Retrocedamos aos meus tempos e Escola Primária. Acho que desde sempre a presença feminina me influenciou muito, as minhas avós, tias, mãe, sempre foram mais presentes no meu dia-a-dia, na escola também sempre andei com raparigas que com rapazes... talvez por eles repararem no meu lado mais feminino, que nesta altura nem eu reparava aina... tinha amigos rapazes também, super amigos até, e confesso que "bullying", ou "gozo" como chamava nesta altura, era meio nulo. Cheguei a ser alvo de bocas uma tarde quando brincava no parque, por uma rapariga com a qual me recusei namorar, e ela chamou-me e "mariquinhas", tão friamente que ainda hoje me lembro. Nesta altura consideravam-me um "quebra-corações", era tipo aquele com que as raparigas queriam namorar, tive sempre a mesma paixão nesta altura, também foi esta a primeira e única rapariga que me fez chorar de amor.
Os meus pais separaram-se o que fez com que eu mudasse de escola, de localidade, de amigos, fiquei um pouco retraído, tímido, entretanto tive um problema nos intestinos (que já referi anteriormente em outro post) e que me fez engordar imenso; mais um pretexto para alguém gozar.
Começando o Ciclo (5º - 9º ano), o meu Inferno começou, reencontrei uma ou duas amigas do Infantário e colava-me a elas sempre, embora elas nunca o tivessem mencionado, elas sabem o quanto esta fase me custou. Todos os dias era o Calvário, primeiro começou com um ou dois rapazes de outras aldeias, a chamar-me de "maricas", "gordo", "paneleiro" palavras que me matavam aos poucos, e algumas que eu próprio não conhecía bem o que significavam, ou o porquê de as direccionarem a mim. Eles descontrolavam-se por vezes, e não ficavam pela agressão verbal... de vez em quando se eu não reagisse verbalmente ou se ignorasse eles agrediam-me, palmadas, pontapés... era horrível.
Nunca chorei em frente a eles, nunca me queixei, nem nunca desabafei com a minha família ou "amigos". Era o meu martírio, eu não saía de casa para não me cruzar com eles e quando saía, rezava para não os encontrar. Se os visse eu virava por outras ruas. Era obrigado a chegar atrasado a aulas, ou a entrar antes só para não me verem na entrada, a almoçar mais tarde na cantina, pois eles sempre estavam lá. Por vezes fugía e ía almoçar a casa, a minha mãe era cruel e discutia comigo por eu não comer na escola, não entendendo aquilo que eu estava a passar, e muito menos me deixando à vontade para lhe contar.
Eu permanecía na Biblioteca da escola, estudava, lía, fechava-me na casa de banho, era uma correría todos os dias. Isto manteve-se nestes 5 anos e mesmo que uns parassem um pouco de me infernizar, havía sempre outros que começavam... e eu limitava-me a levar e calar... foi horrível. Era fraco, sem auto-estima, gordo, feio, frágil... aquele "arrasa-corações" de outrora não existía mais.
Nos primeiros verões ainda os passava na aldeia com os velhos amigos, mas depois até estes se afastaram, não era que não quisessem estar comigo, mas porque não queriam ser vistos comigo e depois serem alvos de piadinhas. Isso magoou-me muito mais que qualquer acto de "bullying"... e nunca os perdoei por isso.
Na verdade, hoje fecho essa história e essas pessoas num canto bem escuro, não lhes desejo mal nem aos que me fizeram sofrer, nem aos que se afastaram de mim, simplesmente risquei-os e tal maneira que é como se nunca tivessem existido. Se me cruzo com alguém nos dias de hoje - sou tão seco e dou tal olhar que eles se relembram de tudo e baixam a cabeça.
Confesso que esse foi o meu maior calvário. E chegou o meu secundário... decidi que ía para a Escola mais difícil, um Liceu na Cidade, sabía que aqueles preconceituosos - burros também, nunca se iríam aventurar ali, então era um novo recomeçar, um de muitos na minha vida.
Começei um pouco apagado... não me arrependo... mas as companhias eram diferentes, tive de me reencontrar ... começei a olhar os rapazes com outros olhos...e a perceber aquilo que sempre me tinham chamado... Aqui tirando um ou outro olhar, ou mesmo um gajo que me atiçava, nunca fui alvo de nenhum preconceito grave. Reprovei de ano, mas reencontrei-me, apliquei-me no seguinte, tirei a carta de condução, entrei para a nutricionista e para o ginásio e emagreci,q.b. , mas já se notava a diferença. Mudei de novo de companhias, não eram as melhores, nem sei se boas, mas permitiam-me ganhar força, confiança, e manter-me longe de preconceitos, e estava bem com isso. No entanto, o meu "foco de luz" continuava apagado para mim... até ir para a Universidade... onde recomecei de novo, reinventei-me, fiz as minhas verdadeiras amizades.
Olho para trás e... é triste ver o que passei, de muita coisa ter sido tão fácil para muitos e eu ter de passar por tudo isto sozinho, sem sequer ter partilhado isto com a minha família... mas hoje ... sou forte, q.b. , e não voltaria atrás... não mesmo.
A minha vida começou aos 19 anos quando entrei para a Universidade (ao escrever isto acabei de entender o porquê de ter amado a Universidade tanto); foi aos 17 anos que deixei de ser alvo de bullying e aos 19 que me livrei das amizades falsas...
Só peço para quem passar por isto.. não desistir... mesmo sem esperança, sem apoio e amigos ou família... continue focado na Escola, pois é ela que vos permite ir longe e passar acima de todos, ganhar prestígio, valor, ir muito mais além que todos aqueles que vos fizeram sofrer um ia, e podê-los olhar de cima. Os verdadeiros amigos aparecerão na altura certa, e quando aparecem ficam para sempre; e a família... bem.. para os que têm sorte de a ter ao vosso lado a apoiar e a enfrentar tudo... espero que reconheçam a sorte imensa que estão a ter nesse sentido... a minha... bem ainda estou a tentar compô-la...a ver com que poderei contar ... Continuem lutando***

sábado, 15 de outubro de 2011

Felicidade Momentânea

Os dias passam, está perto a altura de regressar por um breve momento a Portugal. Posso ter estado aqui este tempo todo sem vontade de lá estar, mas agora que se aproxima a data estou ansioso por matar saudades de todos, e ter algumas aventuras!
Por aqui o ol está prestes a hibernar, já se avista neve na montanha e aqui em baixo já faz uma brisa de 8ºC; nem quero pensar quando a neve descer, aí é que vai ser frio a sério.
Como nunca fui muito adepto de grandes roupas que me protegessem do frio, casacos e blusas grossas e afins, decidi abrir a minha mente e dar-me uma hipótese a experimentar isso tudo na lojas. A verdade é que sempre fui cheinho, e agora que "sou menos cheinho" experimentei imensas roupas, que antes eu passava ao lado ignorando e pensando "ficarás muito bem num gajo bom e sem barriga mas não em mim!".
Além de ir na esperança de encontrar algo "quente", ia também com a ideia de querer mudar um pouco o estilo e a cor.
Resultado: Quando experimentei a roupa mais grossa, fiquei imenso tempo a contemplar-me ao espelho, mais um daqueles momentos em que estou a olhar para uma pessoa que antes não conhecía. Adorei. Emocionei-me. Experimentei "N" roupas assim e comprei imensas.
Decidi também optar pelo estilo "Rebelde", blasers, óculos, ganga, t-shirt, meio motard... Dei oportunidade a que re-entrassem duas cores novas na minha rotina, Verde, pois amei umas calças verdes escuras estilo Emo (Soraia, vais amar); e Azul, este através de t-shirts, pois encontrei algumas com o design ideal para mostrar a minha tatoo.
Por fim, decidi inovar no estilo e escolher algo mais requintado, e que há muito queria experimentar, o estilo "Marlboro", trazendo para o meu vestuário uma cor que nunca aderi - Castanho. Aproveitei a onda e comprei também alguns acessórios, fios, gorros, luvas e cachecóis para completar estes estilos. Optei por estes estilos mas nunca fugi do meu próprio estilo pessoal. E acabei redobrando o meu guarda roupa. Oh Suiça o quanto adoro não estares em crise!!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Medos

Parece que alguém está prestes a interferir na minha onda de harmonia com os meus objectivos... Acontece que conheci este rapaz ... Que me faz sentir bem, seguro, desejado... Ele não é aquele tipo de rapaz por quem ando a suspirar pelos cantos de tão giro que seja... mas faz-me sentir querer estar com ele de tão bem que me faz sentir...
Mas a minha frieza... distância... apatia... estão sempre presentes... não sei como me livrar delas... sei que elas me afectam e muitas vezes me provocam ataques de angústia... especialmente quando ele está prestes a ultrapassar uma barreira que eu há muito mantenho intocável...
Ele não é do tipo "one night stand"... muito pelo contrário, ele está a fazer tudo certinho, encontros, presentes e depois regressa a casa dele... é tão sério que até me assusta. Serão sempre assim os encontros a partir dos 25 anos !?!?!?
Não quero ir rápido pois não me quero magoar, nem magoar ninguém (além do mais quero estar "livre" quando for a Portugal)...
Quanto à minha sexualidade assumida já defeni um prazo... até ao fim do ano vou contar tudo, depois seja o que "destino" quiser...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Femme Fatale Tour * Britney Spears

Um dia passou e eu tenho de contar como foi esta experiência.
Foi neste passado dia 3 que me desloquei a Zurique com os meus irmãos para irmos assistir ao concerto da Britney Spears da sua Femme Fatale Tour; um desejo de ambos por realizar, sendo eu aquele que há mais tempo tinha esse desejo.
Ver ao vivo a Britney era algo que já fazia parte da minha Bucket List há imenso tempo, e hoje já realizei mais esse ponto.
Os nervos apoderavam-se dos três antes de começarmos a assistir, o coração estava acelerado, estavamos a breves minutos de ver aquela que tinha sido o nosso ídolo desde "sempre", pois nunca "venerámos" tanto alguém como gostamos dela. E eis que ela entra, uma coisa fora do normal, o extâse e adrenalina apoderaram-se do Pavilhão "Hallenstadion" de Zurique. Ela estava ali, nada como os media a descrevem, ela é linda, aparência super saudável, corpo espectacular, magra, o cabelo lindo como eu adoro, esticadinho, a dançar e a performar como sempre.
Mais do que uma realização que senti ao estar ali em frente a ela, pois eu só tinha umas 4/5 pessoas entre mim e ela, coisa que nunca pensei acontecer; ainda senti a enorme realização de ver tamanha felicidade na cara dos meus irmãos, isso sim, comoveu-me; principalmente pela felicidade do meu irmão mais novo. Só isso valeu todos os gastos e esforços que foram feitos para ali chegarmos.
Não vou entrar muito em detalhes sobre o concerto em sí, apenas referir que alí sim está uma artista que respeito, pelo que passou, pelo seu trabalho, pelo que canta, escreve, pelo que as suas músicas me fazem sentir, sejam elas escritas por ela ou não, cantadas ao vivo ou em playback, não interessa. A emoção transmitiu-se e eu, senti-me feliz como há muito não sentia. .. Acho que é assim que se sentimos quando um dos nossos sonhos se tornam realidade..
Isto dá vontade para dar uma nova relembradela na minha Bucket List e escolher o próximo a realizar ..!!!!! Oh Yeah **

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Some news *

Hello World*
Ultimamente tenho sentido pouca vontade de escrever, mas com o passar do tempo tal vontade vai acumulando e lá reúno alguma inspiração para deitar algo cá para fora. Por outro lado como já referi, por vezes não escrevo porque até ando contente, lol, e eu só me dá para escrever quando estou em baixo.
Bem.. a nível profissional não me posso queixar, ando praticamente sem tempo livre, com tantas horas de trabalho que aceito fazer, manter-me ocupado é a chave para muitos outros aspectos. O que faz com que a nível pessoal / individual eu ande bastante sereno; o cansaço é como uma droga que se instala no corpo e mente e isso faz com que as minhas angústias e agonias não sejam muito duradouras. O facto de trabalhar muito tem-me ajudado também a comprar a uma velocidade super rápida tanto o que quero, principalmente no que respeita a decoração do meu estúdio.
Por outro lado tenho adiado o começo das minhas aulas por falta de estímulo que me levem a fazê-lo, ando tão cansado que o pouco tempo livre que tenho é para dormir, sair ou estar com a família. Por falar nesta última, tenho que referir que a qualquer momento a "corda se pode partir" pois ando disposto a contar, de uma vez por todas, a minha sexualidade a eles todos.
Preciso de um pouco de atitude, tanto nesta decisão como na outra de começar as aulas... talvez o que esteja para surgir em breve (...) me dê alguma motivação (e mais não adianto...).
A nível amoroso ... bem ...tenho-me escondido e fechado a sete chaves, mas alguém já descobriu uma ou duas... vamos ver se "ele" descobre as restantes, por isso... por enquanto também não adianto mais, pois neste campo já se sabe que a vida gosta de me tramar muitas vezes.
Mal posso esperar por Novembro para ir de férias a Portugal e rever todo o pessoal e descansar um pouco... também já falta muito pouco para ver ao vivo a minha Princess of Pop.. é já dia 3, no próprio dia aproveitarei para conhecer Zurique. **
Bye Rik*

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Fingindo*

Frente a frente, tu e eu,
Estás distante, o que aconteceu,
Fecho os olhos, penso em ti,
Sonho que tu estás aqui.
*
Vou olhar a Norte, ficar forte...
Pois sei que aqui é aceitar a sorte...
*
Eu e tu, seja onde for...
O desejo ou a dor...
Alguém vai quebrar!
E no fim, tem de ser assim...
Já não és pra mim, o meu luar sem mar!
*
Vamos voa-a-ar!
Vamos voa-a-ar!
Vamos voa-a-ar...
P'ra bem longe... fingindo ...
*
Quanto tempo eu fantasiei?
Que estava vivo, eu acreditei...
Imaginei que eu era alguém...
E agora estou só e sem ninguém!
*
Vou olhar a Norte, ficar forte...
Pois sei que aqui é aceitar a sorte...
*
Eu eu tu, seja onde for...
O desejo ou a dor...
Alguém vai quebrar!
E no fim, tem de ser assim...
Já não és pra mim, o meu luar sem mar!
*
Vamos voa-a-ar!
Vamos voa-a-ar!
Vamos voa-a-ar...
P'ra bem longe...
*
A fingir eu estou, cada passo eu dou
A tentar fugir da dor.
E no fim não sei, se me queres também
Eu só quero o teu amor.... ohhh
*
Eu e tu, seja onde for...
O desejo ou a dor...
Alguém vai quebrar!
E no fim, tem de ser assim...
Já não és pra mim, o meu luar sem mar!
*
Vamos voa-a-ar!
Vamos voa-a-ar!
Vamos voa-a-ar...
P'ra bem longe...
*
Vamos voa-a-ar!
Vamos voa-a-ar!
Vamos voa-a-ar...
P'ra bem longe...
*
Vamos voa-a-ar!
Vamos voa-a-ar!
Vamos voa-a-ar...
P'ra bem longe... Fingindo!
RR

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Identidade

Estou a passar por uma sensação estranha, uma sensação de crise de identidade, nunca tinha sentido algo assim...
Por um lado acho que bastante se deve a ter voltado a morar com a minha mãe, de me ter retraído na minha personalidade para não lhe mostrar quem sou na realidade. Isso tem-me dado crises de angústia enormes, ataques de choro, momentos de desespero, entre outros... Por vezes dou comigo apático, a falarem comigo e eu na verdade não estou presente em mente, entra por um ouvido e sai por outro.
Nos últimos dias tenho levado uma dose abusiva de histórias de diferentes personalidades, de pessoas diferentes à sua maneira à procura de deixarem a sua marca no mundo, de fazerem diferença. Isso inspirou-me, fez-me chorar imenso, tudo o que tinha aqui entalado para chorar, mas fez-me bem, deu-me força para relembrar quem eu sou na realidade, quem eu gosto e tenho orgulho em ser.
Por alguns momentos esqueci-me disso... e isso entristece-me, hoje andei o dia todo nostálgico, mas senti-me eu mesmo.
Está a chegar o momento de acabar com o que falta deste segredo... já não suporto mais farsa e nã quero correr de novo o risco de quase esquecer a minha essência...

sábado, 20 de agosto de 2011

Defeitos


Bem...
para contrariar algumas pessoas que dizem que eu sou orgulhoso demais para
falar dos meus próprios defeitos decidi então expô-los todos nua e cruamente.
Sabem, nem sempre é fácil para quem tem um carácter forte assumir os seus
defeitos, pior ainda ouvir alguém dizer-te na cara os teus defeitos.
Ao
longo do meu percuso, durante o processo de escolher quem queria no meu ciclo
de amigos, involuntariamente os que foram ficando sabem que não gosto que me
acusem seja de que defeito for, à partida, eles estão lá porque gostam de mim
como eu sou, com os meus defeitos e virtudes. Mas aqui estão eles, pois eu sou
como toda a gente, tenho os meus defeitos e virtudes, que vão e vêm á tona
sempre que tem de ser pois também eu tenho momentos bons e maus, que gosto e
não gosto e não tenh problemas de os admitir.

Podemos começar pelos piores, os 7 pecados mortais: Gula, gosto de comer, tenho prazer insaciável no comer, é um pecado que sempre me tem afectado e danificado a auto-estima ao longo da minha vida, um pecado que com o meu crescimento o tenho conseguido domar, domesticar. Luxúria, também eu tenho em mim o desejo e fixação pelos prazeres carnais, o prazer pela sensualidade e sexualidade; acho que todos têm este, apenas não o admitem. Soberba, conhecido por outras palavras como o orgulho, sou bastante humilde e não sou muito arrogante, este último depende se me pisam a paciência, mas sou sim bastante orgulhoso, odeio ser magoado, odeio errar, odeio estar em desvantagem e estar por baixo; sou um orgulhoso saudavel pois uso os melhores meios para sair por cima. Preguiça, sou bastante preguiçoso em muitos momentos, em contrapartida sou bastante esforçado e dedicado em outros momentos. Por outras palavras, só me esforço pelo que me interessa, se faço algo que não gosto é como essa coisa tivesse com algum prazo de validade para acabar. Vaidade, sou bastante vaidoso sim, mas é só para mim, não me acho bonito aos olhos dos outros, tento apenas achar-me bonito para mim mesmo e sentir-me bem com isso, tenho um pouco de vaidade para mim mesmo para que não deixe a minha auto-estima ir abaixo.

Estes são os meus piores defeitos. Por vezes sou muito frio, por vezes sou directo e por vezes até desprezo. Para mim o desprezo é uma das maiores armas que tenho, talvez porque não sou pessoa que goste de confrontos físicos. Nunca estive em algum confronto físico com alguém em que eu ripostasse o ataque. Sou bastante distante das pessoas quando não posso ser 100% sincero com elas, mantenho-me afastado. Sou bastante temperamental, mas ja experienciei que ha muitas pessoas que não despertam este meu defeito. Sou autoritário, sou dono do meu espaço e de mim, mas também sei partilhar quando assim o entendo e não quando de mim o exigem. Não me rebaixo, seja a quem for, amigos, inimigos, colegas, chefes de trabalho, professores, ninguém abusa de mim ou me faz fazer o que não quero. Sou bastante solitário, gosto do meu espaço, de estar sozinho; mas em contrapartida sofro muito com isso, e muitas vezes me sinto só. Sou ciúmento, característica que ganhei com uma das minhas relações amorosas, nunca fui ciumento pois até então não tinha tido motivos para tal; depois dessas aventuras que me danificaram tem demorado para recuperar o Ricardo confiante.... Bem acho que por agora já admiti bastante. Estes são os meus defeitos.

Acho que as pessoas "não mudam" como muitos acham. Acho sim que as pessoas se educam, educam os seus defeitos e sabem lidar com eles, habituam-se a eles e sabem quando lhes meter uma barreira. Acredito também que possamos adequar os nossos defeitos aos defeitos de outra pessoa para podermos viver bem com essa pessoa. Mas nunca deixamos de ser desta forma ou de outra. Por mais que estejamos muito tempo sem ser ciúmentos, zangados.. em um momento ou outro esses defeitos virão à tona e temos saber mete-los no lugar certo de novo.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Puro Amor

Hoje estive a ler algumas notas que costumo fazer habitualmente, algumas remeteram-me para o conceito de "amor puro", aquela imaturidade, aquela falta de experiência, nervosismo, inquietude que todos temos nas nossas primeiras paixonetas, namoros, na primeira vez que fazemos amor com alguém. Tal estado parece ir-se perdendo quando começamos a sofrer por amor ou, por outras palavras, a "crescer".
Deu-me hoje a saudade desse estao, de sentir aquele frio no estômago quando estava com alguém, de ir à luta quando me interessava por alguém...
Tenho 25 anos e parece que isso tudo se foi completamente... Tive grandes quedas, não me lamento por isso pois elas também me tornaram forte e aprendi com elas, mas por outro lado já não me sinto da mesma forma, pois se conheço alguém, as primeiras sensações que aparecem não são as de nervosismo ou ansiedade; são sim as de cautela, não dar total confiança e de ter pensamentos de prós e contras de todas as acções - isso deixa-me louco.
Muita gente me diz que irei conhecer alguém que me irá trazer tudo isso que perdi de volta e irá fazer-me sorrir de amor de novo. Continuo à espera...
Sinceramente sinto falta de alguém nos momentos que estou sozinho, mas quando tenho alguém só olho o tempo para se ir embora e eu voltar a estar sozinho, chegando até a ser agoniante... por outras palavras "não sei o que quero" e no fundo "sei o que quero". ..

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Quero-te *

Já não é a primeira vez que dou comigo a pensar na mesma pessoa. Não sei se é pela ausência de intimidade a que me tenho sugeitado, mas às vezes dou comigo a reflectir sobre situações passadas e pelo desenrolar alternativo que elas podiam ter tido.
Há uns tempos atrás conheci um rapaz, ele era o rapaz que qualquer pessoa sonha ter como namorado, dedicado, romântico, carinhoso, amoroso, que me dava atenção, presentes, dedicatórias, quem não se sente bem com isto tudo?
Infelizmente aqui o parvo do Ricardo não aproveitou, sempre foi o tipo de rapaz que quis e sonhei para mim, e hoje penso que fui imensamente estúpido. Na altura estava destroçado com o fim da minha relação amorosa, foi até hoje a relação que mais me destroçou, uma relação que até hoje deixa cicatrizes, nunca mais fui a mesma pessoa, nunca mais voltei a confiar com tanta intensidade e a dar-me como o fiz. Estava magoado, frio e nessa altura conheci este rapaz, sabia que ele não me ia magoar e deixei-me levar, conheci-o e curti com ele, mas o meu coração estava frio, magoado e não conseguia ver atracção em mais ninguém.
Provavelmente não o devia ter feito, não devia ter deixado outra pessoa envolver-se comigo, apaixonar-se ou interessar-se de mais. Fí-lo. Hoje não me arrependo, se não o tivesse feito, hoje não estava aqui a querer que essa pessoa se cruzasse de novo no meu caminho para poder dar-lhe um beijo e dizer-lhe o quanto lamento de o ter magoado e de não ter tido forças suficientes para abrir os meus olhos e reconhecer que ele era a pessoa indicada para mim. Hoje vejo isso nitidamente, que seria uma pessoa que me faria feliz, que me completa interior e exteriormente.
Infelizmente a vida prega-nos estas partidas, e eu não tenho problemas em reconhecê-lo. Estou longe de mais para correr atrás disto, e as nossas vidas estão com caminhos bastante diferentes, mas se um dia me cruzar de novo com ele e ainda mantiver o meu coração livre, com certeza que lhe vou dizer umas quantas.
Sei que conseguia fazê-lo feliz, e dar-lhe o que ele mereçe, o que ele sempre sonhou ter a nivel amoroso, sei que poderíamos sonhar juntos. Sei que o tempo vai acabar por passar, e ele vai entrar em breve numa grande fase da vida dele, e provavelmente vai conhecer alguém. Só espero que encontre alguém que lhe dê por fim o que eu gostaria agora de lhe dar.*** GLUCK*

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Não Sei Que Pensar

Não sei se me sinto triste, se me sinto desiludido com tudo isto.
No passado sábado dia 6 foi o meu dia de aniversário. Já estava mentalizado que este dia seria imensamente solitário, sem os meus amigos por perto, sem a minha família por perto pois também foram todos de férias a Portugal nesta altura. Também já há muito que me tinha mentalizado que nunca iria ficar chateado por alguém não se lembrar do meu aniversário, pois nem eu mesmo me lembro do dia de aniversário de muitos dos meus melhores amigos. Mas lá no fundo eu senti essa falta, estou chateado com os meus pais, ainda que me tenham ligado eu não consegui ser outra coisa a não ser distante e um pouco frio na conversa com eles. Quando aos meus amigos, bem... os que não considero "amigos a 100%" deram-me todos os Parabéns, graças aos lembretes do Facebook e afins, mas os meus melhores amigos, aqueles que tenho em mais alta consideração - não houve um a dar-me os Parabéns, isso magoou-me lá no fundo. Não os culpabilizo pela memória, não têm de saber o meu dia de aniversário, mas lá no fundo eu fiquei sentido por se terem esquecido.
O meu dia foi passado a trabalhar, sem comentar com ninguém do trabalho que era o meu dia de anos, a não ser quando fui quase Obrigado a dizê-lo, sempre com um aperto no coração por estar aqui distante, e por ninguém se ter lembrado, à noite lá fui sair com uns quantos, duas amigas minhas que vieram de Espanha e um amigo meu daqui, mas não foi a mesma coisa sem a palavra de conforto de quem eu amo verdadeiramente. Foi para esquecer ** No dia seguinte lá um ou outro se lembrou, claro que fiquei contente, mas mesmo assim ainda há alguns que não se lembraram...
Enfim...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

What goes around comes around **

"What goes around comes aroun" - True!*
Hoje não sei o que escrever, não tenho indicadores que me impulsionem a escrever sobre nada, mas simplesmente apetece-me escrever...
Estou um pouco nostálgico, o cansaço e o trabalho em excesso que ando a ter este mês anda-me a dar cabo dos neurónios, nem um copo bebi, nem uma saidinha, foi só comer, dormir e trabalhar, e claro emagrecer!! ehe.
... Tenho saudades de cantar para aliviar, é verdade... com o cantar vinham as noities de alcoól, com o alcoól vinha a dança... liberdade... que sensação ...!
"Um dia voltarei... Se prometo cumprirei!"

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Inspiração

Se hoje podería ter sido mais um dia normal como todos os outros? Podia, mas assim os meus dias não continuavam a pregar-me as partidas que tão bem fazem para seguirmos com a vida.
Além do facto de ter perdido todas as manhãs e tardes livres e dias de folga até ao final do mês, porque o meu colega de trabalho torceu o pé e eu tenho de substituí-lo, hoje uma das minhas colegas veio-me dizer que se vai embora, desistir deste trabalho pura e simplesmente porque não está feliz a fazer isto.
Ao mesmo tempo que me contava isto estava apreensiva, pois todos os outros a quem contou a repreenderam por ela ter desistido do trabalho, por sair assim sem mais nem menos. Eu, limitei-me a sorrir e a dizer-lhe "fizes-te muito bem" (em francês claro!), disse-lhe também que deve fazer sempre o que a fará feliz, independentemente que isso a faça mudar de objectivos, de cidade, de locais de trabalho, afastar-se de alguns amigos. Disse-lhe que eu mesmo tinha feito a mesma coisa há relativamente pouco tempo. Isso inspirou-me, inspirou-me o facto de haver mais gente a ter força e coragem suficiente para mudar de vida, ter outras actividaes, coragem simplesmente para sair da rotina a que se prendemos muitas vezes e das quais muitos não conseguem sair muitas vezes.
E pessoas assim são raras de encontrar, são pessoas com as quais nos cruzamos e é óptimo travarmos conhecimento com elas pois elas podem ensinar-nos muito, principalmente a vermos a vida com outros olhos.
Eu adoro conhecê-las e valorizá-las, pois acho que praticamente todas as pessoas que conheço estão de alguma forma presas à rotina, não têm força e coragem para o fazer ou para o fazer durante muito tempo.
Inspirei-me ...
Inspirei-me a continuar a querer sair de todas as rotinas em que entre. Eu apesar de estar habituado à minha (graças ao dinheiro que ganho me permitir ir avançando com tudo o que quero fazer que envolva ajuda monetária) mas sei que mudando de rotina vou ganhar muito mais.
Espero em breve começar a Pós-Graduação para finalmente ganhar o merecido trabalhando em Turismo **

Love - Answer

"The Love Is The Answer" - Verso incansável de uma música imensamente grande e monótona hoje no trabalho... Será mesmo?! Who Knows!!
Ricardo Ruaz

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Sensação Inexplicável

Já lá vão uns diazinhos desde o meu último "post". Acontece que este mês tenho um horário de trabalho imensamente carregado dias após dias praticamente sem folgas. Há dias que nem pensar consigo de tão exausto que dou, os pés doem-me, o corpo a mesma coisa, há noites que durmo 2/3 horas e mais 2/3 horas de tarde. Mas tem de ser. E porquê?
Acontece que no fim deste mês mudo-me para o Estúdio que aluguei para viver daqui para a frente, nos próximos tempos. Sim, é verdade, finalmente vou viver sozinho. Finalmente vou gerir a minha vida e não ter influência de ninguém nas minhas decisões. Não estava a planear ir viver sozinho pelo menos antes do início do próximo ano, mas dadas as regras que existem aqui na Suiça, não é possivel três pessoas com um ordenado bom ficarem na mesma casa, uma delas teria de sair, ou sairíamos todos, foi essa a decisão, então eu optei por sair, não valeria a pena sairmos todos se mais cedo ou mais tarde eu quereria seguir sozinho. Isso implicou uma "regerência" nos fundos monetários que tinha ou iria ainda ter, pois alugar aqui uma casa, implica mobilá-la, pagar um Seguro para a mesma e dar um mês de entrada. Já para não falar que encontrar casa aqui é extremamente difícil, pois aqui as casas para alugar são todas entregues a agências que tratam do seu aluguer. Dito isto, cabe-nos a nós procurar a casa, ir visitá-la, depois ir candidatar-nos à agência e aguardar para sermos seleccionados. Eu procurei incansavelmente durante dois dias, pois estava chateado comigo mesmo e com todas as regras e problemas que por vezes aparecem todos ao mesmo tempo até tive sorte, encontrei logo uma casa ao fim de 4 dias e na mesma rua onde a minha mãe vive. Foi mesmo uma Sorte ter-me acontecido isto, mas já percebi que foram vários factores: a gestora do prédio é portuguesa e eu falei com ela, além disso eles viram que eu só estava a receber este salário enquanto estava em aulas, e que posteriormente iria receber mais, que era eu sozinho, sem animais (isto porque lhes omiti a futura vinda da minha gata). Então consegui.
Agora sei que vou andar apertado os primeiros tempos, sou inexperiente no processo de mobilar uma casa ao meu gosto, mas também é só um Estúdio nada mais que um compartimento grande e dois pequenos, não há-de ser muito difícil, e até estou um pouco empolgado com a ideia de fazer a decoração à minha vontade. Só tenho de me conseguir controlar e comprar uma coisa de cada vez e com cabeça, para não exagerar nos gastos.
O que interessa é que está tudo a correr como planeado, e isso é óptimo. Acho que vou adiar o começo da minha Pós-Graduação assim poderei mobilar a casa primeiro e depois ter condições para lá viver bem, estudar e trabalhar, não há pressas, estou a gostar desta rotina, ainda que muito cansativa.
É óptimo ver que o meu esforço a todos os níveis tem resultados a curto prazo, isso dá-me uma sensação inexplicável, sensação essa que era impossível de ter em Portugal. Em Portugal a sensação de algo alcançado vem a longo prazo o que faz com que nos acostumemos a uma Rotina, e eu odeio rotinas, pelo menos odeio agora. Se bem que a bem ou mal vivemos sempre numa, mas neste caso é gratificante de ver que as coisas avançam, eu posso comprar, eu posso usar esses resultados para realizar sonhos e objectivos. Isso é inexplicável de transmitir em palavras.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Corda ao pescoço

Oh meu Deus, estou com o pescoço preso por uma corda... perante algo que nunca pensei de acontecer.
Como todo o "homossexual" é perfeitamente normal que um "heterossexual" lhe chame sempre a atenção... por vezes só o facto de ser "hetero" já chama a atenção.
Até hoje tenho-me mantido à distância, pois em Portugal um gay não é suposto ter amigos heteros ou vice versa, e os poucos heteros que eu conhecía e que considerava amigos foram alguns colegas de Universidade ou até namorados de amigas minhas.
Aqui (Suiça) até isso é diferente, é que além de haver uma liberdade e um "à vontade" para se ser como é, os heteros são na verdade bastante simpáticos e amigos de gays.
Para os gays suiços isso é irrelevante, acho que são eles que se afastam dos heteros mas para nós, isso é uma espécie de Paraíso.
Isto para dizer que estou a lidar diariamente com um colega de trabalho, lindo e extremamente simpático. Foi um dos que mais socializou e socializa, ao início ajudando na minha integração, rí comigo e ajuda-me no meu trabalho, que não lhe compete a ele, pois estamos em secções diferentes; ontem mesmo fui dar com ele a fazer-me uma cena que eu tinha deixado para fazer quando tivesse tempo, a minha vontade era apenas de lhe dar um beijo ou algo para demonstrar a minha gratidão e demonstrar o quanto ele me fazia derreter (rídiculo, lol), mas limitei-me a um simples "merci bien".
Enfim, espero que isto não agrave. Afinal, sofrer de amor não correspondido e por um hetero é algo na minha lista do "ainda não me aconteceu", e tenciono que se mantenha nela. We'll see ...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Bucket List - Descriminada!

Aqui vai "um pouco" da minha "Bucket List", pontos já realizados e por realizar - sintam-se à vontade para os concretizarem comigo ehe:
(A vermelho encontram-se os já realizados) - Refiro que os pontos estão por ordem aleatória e não por ordem de preferência.
* Encontrar a pessoa da minha vida (sim, quero, não quero casar tão cedo, mas depois de muitos objectivos quero ter essa pessoa)
* Casar (Sim, quero casar um dia... distante)
* Passar uma semana num "Silent Retreat"
* Doar Sangue
* Procurar o Monstro do Lockness
* Dar tudo aos meus irmãos o que eles precisarem
* Mudar a minha vida de forma a poder ganhar o suficiente para realizar os meus objectivos
* Visitar o Brasil
* Visitar a Grécia - Ilhas Gregas - Monte Olimpo
* Conhecer /Ir a um concerto da Britney Spears
* Fazer algo relacionado com a Dança
* Tirar uma Pós-Graduação em Francês
* Tirar uma Pós-Graduação em Alemão
* Tirar uma Pós-Graduação em Espanhol
* Sair do Alentejo
* Ter um corpo com o qual me sinta bem
* Deixar crescer o cabelo
* Ter o meu próprio estilo
* Chegar a Magister da Tunabebes
* Chegar a Tuno Honorário da Tunabebes
* Ter uma Licenciatura em Turismo
* Restringir o meu círculo de amigos
* Assumir a minha sexualidade para amigos e família.
* Ter a minha sexualidade aceite pelos meus pais e irmãos.
* Fazer a Peregrinação Itália - Santiago de Compostela
* Visitar a Pennsylvania - Transilvânia
* Adoptar uma criança
* Visitar o Egipto
* Visitar Paris e as Catacumbas - o Louvre - Monalisa, Torre Eiffel
* Fazer um Cruzeiro
* Fazer um Cruzeiro Gay
* Comprar uma casa no Algarve
* Comprar um carro vermelho e descapotável
* Ir uma semana acampar para um Bungalow na Mata - Turismo de Terror
* Tirar uma Pós-Graduação em Italiano
* Visitar as Caraíbas
* Visitar a Suécia e ir para o "Ice Hotel"
* Visitar a Índia e o Taj Mahal
* Visitar o México - Chichen Itza - "The day of the dead - November"
* Visitar a China - Muralha da China
* Visitar o Perú - Machu Picchu
* Visitar a Itália e o Vaticano
* Visitar o Grand Canyon, Arizona.
* Fazer um Safari no Kilimanjaro
* Andar de Helicóptero
* Saltar de Pára-Quedas "acompanhado"
* Andar de balão de ar quente.
* Andar de submarino e visitar os restos do Titanic
* Visitar os Estados Unidos - Estátua da Liberdade - White House
* Ir a Hollywood
* Visitar a Disney World
* Ir ao Oktoberfest - Alemanha
* Ir a Valencia ao Evento - La Tomatina (August)
* Permitir-me a mim mesmo de errar - Orgulho de lado
* Aprender a dizer "Não" sem sentir-me culpado
* Aprender a lidar com críticas
* Ficar livre de qualquer dívida
* Criar um fundo seguro de dinheiro
- Isto são só alguns pontos que vou tentando realizar, comecei com os que levaram mais tempo, mas agora é que a vida vai começar... me aguardem!!!
Ultimamente tenho andado a assistir a imensos casos de relações amorosas, homossexuais inclusivé, entre duas pessoas, uma delas, daquelas que consideramos "padrão normal", e a outra daquelas que todos sonhamos ter.
Por vezes pergunto-me como é que isto é possível, por vezes sou um pouco invejoso e isso entristece-me. Eu não me considero bonito, considero-me bastante normal e muitas vezes nem tento enfrentar alguém extremamente bonito/a, essas pessoas exercem uma tamanha energia que me mantem à distância e não me dá confiança para tentar algo.
Mas aqui é tão diferente. Aqui essas relações parecem até ser possíveis - excepto para mim e não sei o que se passa comigo... já recuperei muito da pessoa que tinha perdido em mim... já recuperei até de um "eu" que nem conhecía... preciso tanto de criar raízes para um tipo de confiança e auto-estima e nem sei como fazê-lo. E entro em dilema, sei que só alguém me poderá dar essa força, e depois eu não quero qualquer um/uma ... há muito que deixei de procurar e já nem sei como fazê-lo ou pelo menos acho que já não sei...
Quero aquele Príncipe... Princesa... que me tire o fôlego, que me faça não pestanejar e me faça sorrir de novo... onde estás...

terça-feira, 21 de junho de 2011

Bucket List

Hello World!
Sim, estou vivo, meio vivo, mas em pé. Ando a fazer o máximo de horas de trabalho possíveis, até à exaustão, não é tanto pelo dinheiro - sim, em grande parte é, mas é também para aprender mais rápido o francês corrente e para não passar tanto tempo em casa.
Já planeei os meus 12 dias em Portugal em Novembro, assim por alto... e ainda tenho alguns dias abertos a sugestões, mas de certeza que não me vou desviar do meu principal motivo de visita - Britney Spears - pois é, tantos anos fã e finalmente vou poder vê-la ao vivo! E não é so isso, vou vê-la duplamente, pois no mês anterior irei vê-la também em Zurique! Agora que posso vou aproveitar bem para concretizar alguns pontos principais da minha "bucket list".
Agosto - Intra-Rail - Granada - Barcelona - Madrid
Setembro - Grécia - Ilhas Gregas
Outubro - Zurique (Britney Spears)
Novembro - Portugal (Britney Spears) (Alentejo - Évora, Beja... ; Portimão, Faro; Lisboa... ;.. )
Na minha "bucket list" estão pontos como conhecer a Britney Spears e na maioria, conhecer locais e culturas que me fascinam, daí ter tirado a licenciatura em Turismo, nomeadamente este Intra-Rail em Espanha e visitar a Grécia.
O primeiro já alcancei, ter uma Licenciatura para me sustentar; o segundo também, mudar a minha vida de forma a poder ganhar o suficiente para os meus objectivos, e aqui estou eu na Suiça.
Mas ainda me faltam muitos outros, como nomeadamente visitar o Brasil, ir à Pensylvânia - Trasylvânia e fazer um dos Roteiros de Terros, visitar o lendário Castelo do Dráculoa e tudo mais. Ir a Itália que deverá ser lá para Janeiro ou Fevereiro. Tenho na minha lista uma Peregrinação Internacional e tenciono fazer uma que me atrai muito - de Itália a Santiago de Compostela, não a faço com motivos religiosos, faço-a apenas como reconhecimento, adquirir cultura, aumentar o meu nível turístico.
Entre tantos outros pontos que tenho em mente, pois quando mais realizamos, mais pontos surgem no nosso caminho ...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Liberdade - Mudança

Tenho de finalmente partilhar aqui esta mudança... e novidade.
De há umas semanas para cá decidi-me a mudar radicalmente a minha alimentação, não, não é nenhuma dieta maluca, é simplesmente comer pouco e saudavelmente seguindo as regras a que me propus.
Decidi não me pronunciar sobre nada pois sempre que faço isto não obtenho resultados, desisto a dada altura, ou quando obtenho algum resultado nunca "ultrapasso" aquela barreira que planeava passar. Mas desta vez é diferente. A comida dá-me imenso prazer, sou uma pessoa caseira, que gosta de dormir e ver filmes, portanto basicamente estou sempre em contacto com a comida, mas ultimamente nesta demanda de "me" reencontrar tenho descoberto muito sobre mim e sobre a vida que antes desconhecía. Há tantos outros prazeres na vida que não a comida!
Bem, decidi lançar-me a esse desafio e já perdi alguns kilos, não tantos como os que queria (pois nós queremos sempre mais), mas sei que agora não vou cair na rotida dos maus hábitos, e sim apenas tê-los ocasionalmente, e com o tempo o meu corpo revelar-se-à como sempre sonhei, saudável.
Mas este "post" terá algo mais a revelar, algo que me cortou aquela raiz infectada que me estava a escurecer a alma, que me estava a fechar os olhos e o espírito. Faz mais ou menos 4 anos que me decidi a deixar o meu cabelo crescer, foi doloroso, trabalhoso, mas ao mesmo tempo era um prazer há muito desejado. Ao mesmo tempo que o cabelo crescía, eu sentía-me a transformar-me em outra pessoa. Um pouco "aprisionada" por dentro. Nunca deixei de me divertir mas acho que muita coisa se perdeu quando decidi mudar.
Entre caracóis, desfrizagens, alisamentos, fitas, elásticos, tudo eu fazia para sentir o vento no meu cabelo, e juntamente com o meu estilo eu gostava dele.
Hoje acordei e decidi acabar com tudo, não sabía se ao cortá-lo não me fosse reconhecer depois, pois a última vez que o tive curto, era curto rapado e eu era muito gordo, mas pronto, nesta fase da minha vida não tinha nada a perder.
Cortei-o, peguei num corte que encontrei e pedi para fazê-lo, veio a primeira tesourada, foi quase toda a franja, doeu-me a alma, era como se me tivessem a dar um medicamento acabado de ser descoberto para uma doença sem cura. O cabelo foi-se praticamente todo, não me reconhecí, estava confuso, e um ataque de insanidade varreu-me a mente "faça-me madeixas vermelhas" - "por todo o cabelo", era como uma doença quando sabemos ou que ficamos curados ou que já não há mais solução, como se eu pensasse "se for para perder a minha imagem que tanto idealizei ao menos vou realizar este velho objectivo que já tinha comentado com a minha Sósó", pintar o cabelo de vermelho. Anteriormente também tinha apostado que se passasse a Estatística na Universidade pintaría o cabelo de prateao e dançaria sem t-shirt numa coluna... bom, não é prateao mas serve e quando tiver 100% bem com a minha imagem dançarei na coluna sem t-shirt, talvez em Novembro quando regressar a Portugal de férias (sim, em Novembro vou a Portugal, mas em Novembro com toda a certeza terão um "post" a falar sobre essa viagem).
Acabada esta aventura olhei-me ao espelo e deu-me um ataque de angústia, perdí-me, quem era este que me olhava do espelho, a cara magra, nitidamente rejuvenescida mas não enganando a idade que tem, um cabelo nunca antes visto. Fui para casa, lavei tudo, fiz os meus tratamentos habituais ao cabelo, tratei eu mesmo de o pentear; quando me vi ao espelho... Olhei um bocado sério para "mim" ... pensei... foi como um "Olá, prazer em conhecer-te!" e sorri, sorri de orelha a orelha, dei uma gargalhada... Oh... há quanto tempo eu não me ría de "nada", esta leveza de corpo e espírito que tenho... Quero mais... Quero viver a Vida .. Estou Feliz!!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Desconcertante

É incrível... é enervante o facto como aquela "atracção" não me sai da cabeça. Não entendo o que aquele rapaz tinha de especial, mas só sei que apesar de três anos sem o ver pessoalmente, apesar de todas as vivências que tivemos serem apenas provocativas e não haver intimidade, mesmo assim ainda hoje dou comigo a pensar nele. Esta noite inclusivé, tive dois sonhos com ele, é desconcertante isto tudo. Mesmo a imensos quilómetros dele, ainda me aparece na cabeça e me desperta aquele desejo carnal por ele.
Ele é um ex-colega meu da Universidade, morei com ele cerca de um mês e tal, ele era o melhor amigo do meu ex-namorado, daí tamanho desejo. Apesar de já ter feito algumas referências a ele em um ou outro "post", vou recuar um pouco atrás no tempo.
Isto tudo foi uma questão de desencontros. Eu entrei para a Universidade - caloiro, ele estava no primeiro ano de praxante, ou seja, ainda tinha mais um ano de curso pela frente. Eu acabadínho de sair do secundário, ainda tinha o meu ar rechonchudo apesar de já estar bastante mais magro que antes, e nunca lhe chamei a atenção, apesar de ele adorar praxar-me, pois acontece que eu tinha algumas t-shirts iguais às dele e isso era pretexto para ele me praxar e fazer-me despir essa t-shirt e vestí-la do avesso. Algum tempo depois este amigo dele, o meu ex-namorado, começou a sair comigo, juntando-lhe mais tempo e algumas vivências académicas, eu emagreci ainda mais, para ele eu devo ter ficado com alguma coisa que lhe começou a despertar a atenção.
Problemas se surgiram com o meu ex e eu afastei-me de todos, inclusivé do meu ex, que na altura ainda não tinhamos tido nada além de curtes. Afastei-me quase um ano inteiro, havendo neste tempo mais mudanças. Fiquei sempre a contactar com ele, sorrisos, indirectas, praxes, tudo era desculpa para lhe dirigir a palavra. Tempos depois começei a namorar com o tal rapaz, sendo que em seguida fui morar com ele, eles moravam juntos mais uma rapariga, sendo que era gente de mais para morar numa casa, ele decidiu sair de lá. Infelizmente para mim. Nos primeiros dias que mudei para a casa deles o meu namorado estava uns dias no Norte, e foi este rapaz que me ajudou nas mudanças e dormía no mesmo quarto que eu os primeiros tempos, meu Deus, era desconcertamento ao rubro. Era mútuo, as saídas, as provocações, mas nunca havia o dito "toque" e era isso que deixava o desejo, pois como sempre se disse "o fruto proibído é o mais apetecido". Surgiu a oportunidade de irmos os dois dar uma formação a pessoal iniciante a trabalhar em restauração, isto na minha terra natal, eu apresentaria a parte turística e ele a parte da hotelaria, quando me disseram que precisavam de alguém da hotelaria eu não hesitei em escolhê-lo a ele. Isso significaria dois dias na minha terra com ele, e trazê-lo para minha casa.
Foi o primeiro rapaz que dormiu na minha casa e também que apresentei à minha família como meu amigo, foi estranho, pois eramos supostos amigos heteros.
Isto sempre provocou ciúmes ao meu ex e à rapariga que vivia connosco, pois eram nítidos os efeitos dele em mim, na verdade, este meu ex também ele sentia algumas coisas não realizadas por este melhor amigo dele e sempre o frustrou não ser correspondido e as atenções recaírem sobre mim.
O tempo passou-se, tempos depois fui sair na terra dele, fui a casa dele, sendo que a minha mãe enviou umas lembranças aos pais dele, pela amizade que eu tinha com o filho, sendo que os pais dele retribuíram a atenção depois, era muito estranho para os dois. Eu nunca abdiquei de nada por ele, sabia que uma vez satisfeita a minha curiosidade por ele, não passaría disso pois ele é daqueles que não consegue ser fiél ao namorado que tem, e a lista de engates é mais vasta do que qualquer suposição.
Ele acabou o curso, eu acabei o curso, ainda trocámos fitas para escrever mas depois fomos perdendo o contacto, ainda que seja inevitável quando os pensamentos se cruzam com essa pessoa e o desejo reacenda de novo. Mas agora o jogo é outro, eu estou a mudar, estou mais confiante daquilo que sou capaz, e já defini a mim mesmo a passagem pelo antro da perdição - Lisboa. Ele vai ver que a provocação vai chegar a um nível superior e eu vou encostá-lo á parede, já não tenho idade para ter curiosidades mas sim para as matar. Um dia quando passar por Portugal, será meta alcançada com certeza. Ele que me aguarde*

domingo, 29 de maio de 2011

Adieu

Comment dire adieu
Quand on a seulement 24 ans?
Comment dire adieu,
Sans perdre goût à la vie?
Comment dire adieu
Alors que notre vie n'est pas finie?
Comment dire adieu
A toi que j'ai tant aimé?

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Silence

Le silence est maître
Le bruit son seul ennemi
J'observe, ne dis rien.
*
Entends le silence
Écoute le bruit du néant;
Vois tout mon amour.

Penser

Tu penses soigneusement
À ce que tu pourrais apporter
Pour donner le meilleur de toi-même
Par ce courage qui donne tant de force,
À vouloir davantage
Éclore la raison de vivre.
*
Regarde en face,
Prends le chemin futuriste
Et tu pourras, qui sait,
Lire, sur les murs de la vie,
Le message de l'avenir.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Olá TGV

Pausa no trabalho*
Hoje é tudo motivo para escrever, aliás, a escrever é o único refúgio que encontro para estar em ligação com o "português". Aliás o meu maior amigo e com quem desabafo é o meu Blog ahah por isso entendo perfeitamente que quem o lê esteja verdadeiramente entediado ou que até já tenha desistido.
Uma rajada de vento acabou de ir contra as janelas e contra a minha cara, desta vez foi uma maior que o habitual e isto só pode significar uma coisa - TGV. Pois é, quem passa pela Gare de Lausanne tem o privilégio de dar uma olhadela ao TGV, eu vejo-o frequentemente, na verdade ele é bem mais agradável quando está parado, pois em andamento é tipo uma mancha a passar sem definires formas, cores ou o que seja..
Fim da pausa*

Madrugada

Madrugada, 5 da manhã e eu a sair de casa para ir trabalhar! Não, não é todos os dias este horário - Seria a morte!
Não faz frio nem calor, há apenas aquela brisa de ar renovado, fresco, faz-me lembrar aquele ar de fim de noite quando já estamos a ressacar, faz-me lembrar Portimão (sem a parte do cheiro característico). Neste momento poderia estar a voltar para casa com a Soraia, a Spears à espera na sua alcofa, mas em vez disso, encontro-me nesta rotina que nada tem a ver com a antiga.
Também estou a experienciar o facto de estar a escrever às 5 e tal da manhã. Mais uma vez em frente à janela que me dá uma vista para as linhas ferroviárias. Pessoas com sono a começar o dia de trabalho, pessoas a começar a ressacar, pessoas que vão iniciar uma qualquer viagem para um qualquer destino.
É tão bom de observar , mas vou ter de ir trabalhar que a minha vida não é só isto... voltarei em breve*

Agonia

O calor dos teus braços parece amedrontar o frio que se insinua a mim.
Aperta-me bem contra ti, olha-me nos olhos.
Eu olho para o teu oceano azul e lá descubro o fogo.
O que nasce depois? Mais uma montanha gelada.
Tudo consequências das minhas escolhas inocentes.
E por me enganar sempre o meu suspiro já é tremido.
No entanto continuo a sorrir.
Prefiro as lágrimas silenciosas que se misturam com a água da chuva.
Num murmúrio eu suplico que pouco a pouco tu me esqueças
E num último sorriso eu solto um último suspiro.
Tu voltas, fechas as minhas pálpebras e repousas-me na terra.
Fizes-te-me sofrer. Mas tu sábe-lo. Não há volta a dar.
Tu sabes que comigo vai-se também o teu coração.
E com um último beijo nos meus lábios gelados tu vais-te sem uma palavra.
Tu soluças e a neve começa a cair, cruzando-se com o lugar onde eu permaneço.
E isto foi o fim da hipótese de felicidade que tives-te na tua mão e deixas-te escapar.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Há dias assim ...

Dias como os de hoje fazem-me reflectir sobre a vida ... e muito.
Há um ano atrás estava a finalizar o meu Curso de Turismo, estava prestes a decidir que queria continuar a viver em Portimão, trabalhar lá e achava que iria conseguir levar uma vida estável, ter o que queria e rodeado dos que mais gostava, os meus amigos, pois era perfeito eles aceitarem-me como eu sou e eu poder viver os meus dias sem esconder nada. Mas tudo mudou... Tudo se mostrou o contrário, as coisas perderam o significado, as pessoas afastaram-se, eu mudei!
Passado um ano, aqui estou eu, mudei de país, se o fiz de livre e espontânea vontade sim, não era uma coisa que me tivesse anteriormente passado pela cabeça, pois eu tenho muitas ideias, mas falta-me muitas vezes coragem para as tentar realizar - na maior parte das vezes é o destino que me empurra para os caminhos que eu percorro. Todos os meus piores desafios foi esse o caso.
Saí do país, não pela crise que lá há, ou por qualquer outro problema, acontece que vim de visita e acabei por gostar de tudo, tudo aquilo que no momento o meu país não me estava a dar, ou não me estava a deixar fazer - recomeçar.
Hoje aqui estou eu, e sabem, há coisas na vida que nos acontecem que nos fazem ver outras. Por exemplo, eu estou aqui - afastado dos meus amigos, o meu ciclo de amigos já era muito restrito, pois eu assim o quis, são poucos mas bons como se diz. Mas hoje afastado de todos é muito bom saber que há muitos que têm saudades minhas e mo fazem questão de dizer, há outros que um pouco à pressa também o dizem pois andam numa rotina um pouco mais agitada, mas ainda assim conciliam tudo para me dar uma palavrinha de vez em quando. Há aqueles um ou dois que não o dizem, mas não precisam de o fazer, eu sei o quanto significamos uns para os outros, e basta um iniciar conversa para ver logo a amizade que há entre nós. Claro que isto tudo também me serviu para ver que há imensa gente que ... simplesmente saiu da minha rotina e eu da deles, pessoas que agora são simples conhecidos. É triste de ver, mas essas pessoas decerto que terão os seus motivos, ou decerto que terão encontrados pessoas tão ou mais importantes para amizades que a minha amizade. Por isso limito-me a ficar feliz por eles e a seguir a minha rotina.
É verdade que por vezes estou em baixo, sim estou muitas vezes. Não por estar a imensos quilómetros de Portugal, mas principalmente por estar longe destas pessoas que são importantes para mim. Como já referi, eu adoro isolar-me e ter o meu espaço, mas quando espaço e isolamento são as únicas coisas que tens isso sufoca-te e é angustiante. Tenho muitos desses dias, mas são aqueles dias que me fazem suspirar de conformismo. Pois ao mesmo tempo eu tenho de estar contente por aquilo que estou a alcançar e por os meus planos estarem a correr como previsto.
Se isto tudo que estou a passar é um preço por eu conseguir melhorar a minha vida agora e futuramente, eu pagá-lo-ei de boa vontade. Sei que quem importa estará lá para mim - Sempre!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Ar puro/poluído

Hoje mais um dia se passa, neste momento encontro-me no meu 3º trabalho, sim 3º trabalho, acontece que como tenho aquele part-time na Gare, o chefe vai-me oferecendo mais horas de trabalho em outros pontos da Gare, fazendo férias dos funcionários ou quando alguém falta ou está doente, isso implica que eu aprenda mais coisas, fale mais francês, mas também me ajuda a cair nas graças dos chefes e que eles fiquem contentes com o meu trabalho, que é também o que me interessa - não deixando que me pisem os calos claro.
Mas hoje encontro-me numa função calma, tenho uma janela que dá para as linhas ferroviárias e posso observar os comboios a passar, os turistas e passageiros a entrarem e sairem de comboios, o desconhecido, a imensidão de partidas, chegadas e as histórias de pessoas que nada me dizem e são indiferentes umas às outras, tem um certo interesse em se observar. E eu estou aqui, da minha janela eu olho, fazendo o meu trabalho ao mesmo tempo e respirando este ar citadino, meio puro e fresco graças às montanhas e ao lago ali perto, meio poluído graças aos transportes e actividades humanas - ar que em algumas vezes se torna mais agressivo e forte quando os comboios passam à frente da minha janela. E eu gosto... adoro isto...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Tudo ao mesmo tempo

Há dias em que tudo corre bem, há dias em que tudo corre mal, há dias em que estou conformado com tudo o que tenho e o tempo que vou levar para alcançar algumas coisas. Há dias em que estou triste, sem nenhum motivo em especial, simplesmente sou dominado por aquele estado de nostalgia - Hoje é um desses dias.
É um facto que a minha mãe contribuiu um pouco para isso hoje, as saudades da minha Gata apertam muito, especialmente por recentemente ter recebido uma foto dela, as lágrimas tendem em cair. Quero-a já, o mais rápido possível, estou prestes a pegar em mim e ir buscá-la, se a minha mãe não me encontrar outra solução rapidamente. Não quero saber das consequências.
Isto cansa-me, preciso de alguma força.
Passados quatro meses que aqui estou também começo a ver atenção de alguns amigos que deixei em Portugal, começo a ver que outros até não se importavam assim tanto comigo, e ainda há aqueles que me estão a surpreender e para os quais eu nem sabia a importância que tinha. E isto traz-me um misto de sensações.
São muitos factores bons e maus ao mesmo tempo e não estou a conseguir gerir tudo em mim. Talvez estivesse na altura de conhecer alguém em quem manter as minhas atenções para que depois tudo o resto fluísse, já precisava disso. Não me quero prender, mas não posso negar que realmente até vinha a calhar.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Dilemas

Porque é que a vida insiste em me colocar experiências amorosas nas quais ainda não tenho experiência ... quantas mais me faltarão vivenciar...
... The question is my "Bissexuality" ...
Conhecí um rapaz, é giro e eu curto de estar com ele ... ele não é o que eu procuro para uma relação amorosa neste momento, pois agora, focado nos meus objectivos de vida, a única relação que procuro é uma que me faça suspirar e sentir tão realizado como tudo o resto.
Temo que magoe este rapaz, gosto de estar com ele pois é um bom amigo, e eu preciso de alguém assim agora, mas por vezes misturamos a amizade e a companhia.. e as coisas aquecem.
Enfim, e esse não é o meu único dilema.
Nesta fase que estou prestes a receber o meu primeiro "óptimo" salário, e digo "óptimo" do ponto de vista "português" porque na Suiça ainda é um salário baixo.
Mas digo isto, porque o queria aproveitar ao máximo e comprar alguma roupa, pagar o começo das aulas, e gozar um pouco... mas tenho de continuar paciente...ainda tenho uma despesa em Portugal para me livrar... quando queremos virar costas às coisas parece que há algo que dificulta sempre isso. Além disso já tenho as principais despesas para pagar aqui... renda, seguros, passe e telemóvel. Mas pronto ----- Recebi o meu Permi!
Já tenho permissão para ficar no país eheh! Primeira etapa alcançada.
Como me prometi a mim mesmo, depois do Permi seria a mudança radical no meu corpo e depois imagem, drástica mesmo. E ela começa "Amanhã" ... E desta vez não vou pensar em consequências ..."wish me luck".

PS: O rapaz é chileno, ou seja, ou falamos francês ou espanhol, é engraçado eheh.

domingo, 1 de maio de 2011

De volta!

Já faz algum tempo que eu não escrevo, mas tenho andado um pouco ocupado por estes lados, trabalhei 12 dias sem folgas e como eu costumava dizer ... "estou todo 'roto'"!
Finalmente já não me acanho muito a falar, ainda não sei imensas coisas, e faço erros, mas não tenho problemas alguns em errar e ser corrigido.
Isto é todo um adaptar a vários factores, pessoas, hábitos, gostos, costumes, mas ver-me a adaptar a isto tudo é ainda mais interessante.
As mudanças são imensas, a começar por alguns defeitos meus que estão mais controlados a cena que já referi de antes não gostar de ser criticado ou corrigido, o meu orgulho, isso está tudo domado "por agora". Por vezes gostava de saber falar mais para dar certas respostas a algumas pessoas que precisavam de ser metidas no seu lugar, e isso frustra-me muitas vezes. Mas enfim...
Outra das coisas que me adaptei foi o facto de aqui os homossexuais andarem em completa liberdade expressiva, é tão normal que por vezes fico à espera de algum comentário negativo de alguém, mas em vão, são "normais", ninguém descrimina. É impressionante e por vezes parece que vivo em outro mundo à parte. Claro que há pessoas que não gostam mas sabem respeitar ou têm de respeitar pois aqui a discriminação é extremamente controlada e penalizada.
Casais gays são casais como os outros, e aqui não há aquilo que em Portugal chamamos de "bixas", existem, mas aqui os gays (que no fundo todos o são) não se exibem na rua, não "desfilam", apenas se soltam na noite. E que noite - é a maior noite gay que já vi na minha vida, maior até que a de Lisboa.
Aqui, da mesma forma que em Portugal existe a "ladies night" e outras noites temáticas, aqui os gays têm também o seu próprio dia, as suas festas e há imensos locais "gay friendly". Mas nem tudo é gay. Lol.
Comecei a usar mais o Skype e o Badoo, dois dos meios sociais mais utilizados na Suíça, afastando-me um pouco do Msn e do Twitter.
Ainda estou a tentar encontrar uma estabilidade alimentar, aqui a comida diverge muito dada a proximidade com a Itália e a mistura de culturas, apesar de na minha casa a minha mãe se manter fiel às "comidas de tacho". Aqui as pessoas são adeptas de sandes, baguetes, dessas comidas que é só chegar, pagar e comer, e o melhor de tudo ... não engordam. A taxa de obesidade aqui é mínima ou nula e os poucos gordinhos que se encontram por aqui são emigrantes, assim como os poucos preconceituosos.
Estou completamente livre de hábitos como o uso de almofada à noite, lol, quem diria; o uso do telemóvel, mas tal se deve ao facto de ainda conhecer pouca gente. Já uso menos a Internet, praticamente 2/3 horas por dia. E também não sinto qualquer necessidade de conduzir, autocarro e andar a pé fazem parte da minha rotina diária.
Ainda me custa só haver um dia por semana para lavar a roupa, é um castigo, custa-me igualmente beber água da torneira, pois aqui é saudável e nem há garrafões de água.
Os meus calores corporais (para quem já os conhece) estão mais controlados que nunca, bem dito clima frio. E ainda estranho estar de manga curta com uma montanha de neve à minha frente. Lol.
Os meus amigos fazem-me imensa falta, a minha gata igualmente. Estou com a mente completamente livre de saudades e vivências académicas, é algo que já não me invade a mente.
E proximamente vou experienciar a mudança mais radical de visual da minha vida ( e mais não digo sobre isto). Até Breve!

I miss ...

I miss the days when I could be free
I miss the thoughts where I could fly
I miss the nights full of dreams, when I thought that I could live those dreams
I miss the time when a kiss wasn't just kiss
I miss the feelings of happiness, love and hope
I miss the strenght that I get when you touched me
I miss the age when I didn't know what "nostalgia", "jealousy", "tears" were

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Portimão


E eis que a
cidade

fica ao abandono


Partimos
tristes,

tão tristes


Como quando chegámos


Partem as ruas que subimos


Partem as esquinas, partem as luzes


Passos perdidos que demos


Partimos com os nossos olhos


Na procura de quem somos


E como nós partem aos molhos


Sonhos que já esquecemos


Partem as esperanças maduras


Que as verdes já perdemos.


Parte o rio para o mar


Cheio de lágrimas duras,


Pedras negras, que a chorar


Fazem faíscas nas ruas.


Lá, ficam os gritos calaos


Congelados pelo tempo


E como nós, homens pasmados


Forçados ao momento


Que também nos já passámos


Ficam das aves as asas


Marcadas no azul


As nossas vozes perdem-se


Pelas casas que marcámos no Sul


Ficam as mãos cansadas


Como as de quem perdeu


Como as horas dançadas


Que a brisa já esqueceu.


E estes dois corpos vencidos


Deixados ao desespero


De apenas terem nascido


Ser de facto verdadeiro


Que o tempo come tudo


Sem nada deixar para trás


Ficam os nossos restos, parte do nosso
mundo,


Agarra-se quem é capaz,


Até se irem os dedos


Para onde tudo jaz


Partem as esperanças ficam os medos


E a memória do que foi


Parece roer-nos os ossos


Em dor lenta que só dói.

Ficam os sonhos estragados

Como peso na mochila,

Sebentas que de tão gastas

São uma papa de argila…


terça-feira, 19 de abril de 2011

Magoas-te-me!



Hoje magoas-te-me!


Hoje era suposto ser mais um
dia normal como tantos outros em que eu metia a minha máscara de filho que não
dá problemas e tu a da mãe que não quer ver que tem um filho homossexual.


Mas não foi, não dirigis-te
actos agressivos para mim, mas usas-te palavras duras, naquela conversa que era
suposto ser uma brincadeira, tu respondes-te-me de uma forma tão dura, tão
seca, as tuas palavras foram como lâminas no meu coração, eu nem te consegui
dirigir um falso sorriso, como normalmente faço, eu fiquei estagnado, abismado,
magoado, eu limitei-me a ficar apático perante a tua resposta e parado no mesmo
lugar.


E então quando caí na
realidade e reflecti sobre o que tinhas dito só me apeteceu chorar, chorar e
dizer-te tudo o que tinha para te dizer, quer te magoasse, quer não te
magoasse, eu queria dizer-te, pois queria ripostar com iguais palavras
cortantes e te magoar como me tinhas acabado de fazer. Não tens noção do que
dizes muitas vezes, não dás valor ao filho que tens, à irmã que tens e te
acolheu em sua casa, não dás valor aos amigos homossexuais que tens e já te
ajudaram. Para ti é apenas recorrer a eles quando precisas, e por trás
criticares e magoares a sua essência com as tuas palavras e o teu preconceito.


Se eu poderia evitar isto?
Poderia… só tinha de sair da tua casa e ir viver a minha vida à minha maneira,
quer tu gostasses, quer não gostasses. Sabes… é claro que gostava que me
aceitasses como sou, mas na verdade, eu não quero saber, pois eu sigo com a
minha vida na mesma quer me aceitem ou não aceitem. Eu não tenho culpa de ter
nascido assim, na verdade se quisesses meter culpas em alguém, terias de meter
em ti e no pai que me transmitiram os genes, mas isto … nem é uma questão de genes.
Cada um tem a sua essência, e temos de aceitar o que somos. Não tens o direito
de me magoar assim, eu não abdiquei da liberdade que consegui na Universidade e
após esta, para vir para aqui e tu me magoares. Mas quando chegar a devida
altura, quando eu finalmente me puder defender, eu vou-me defender com todas as
palavras que eu retive aqui dentro para ti nos últimos anos todos, e nem
imaginas quantas são, e por fim quando eu me defender, não me irei só defender
a mim, irei defender todas as causas semelhantes às minhas. E se para isso
tiver de ir contra a minha própria família, eu vou!


A homossexualidade deixou de
ser um problema para mim há imenso tempo, eu estou bem comigo e com o mundo e
tu não tens o direito de me fazer sentir mal a este ponto. A minha vida não é
diferente das outras, eu não faço as coisas diferentes dos outros. Devias
sentir-te privilegiada por ter um filho que não é igual a todos os outros
filhos, devias ser uma mãe que me olhasse nos olhos e conseguisse ver quando eu
não estou bem, mas não vês. Os meus problemas são superficiais para ti. Nunca
me viste chorar, numa me ouviste desabafar sobre um desgosto de amor, nunca me
viste a delirar de amor, para ti sempre foi ter sucesso na escola, e nem era
pelo sucesso era para a escola acabar rápido para não teres mais despesas
comigo. E infelizmente não foste só tu a fazer-me sofrer por tudo isto, toda a
minha família à excepção da minha tia, tua irmã, e dos meus irmãos, todos sabem
que dedo apontar-me, onde criticar, onde na verdade nem uma única pessoa da
minha família à excepção dos que referi me conhece na realidade, e isso é
triste, isso faz-me não ter saudades dessas pessoas, faz-me não sentir a sua
falta, pois na verdade quando me vêm só perguntam as cenas superficiais da
vida, nunca se preocuparam como eu estava por dentro. Isso é duro.


Mas ainda assim eu gosto de
ti, ainda assim eu tenho sempre um sorriso, aí podes ver o quão forte eu sou
para a vida. Achas que já passas-te por muito? Achas que sofreste? Talvez, mas
aquilo que eu passei não tens o mínimo de noção da cicatriz que me deixou cá
dentro.