quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Caminhos


Há dias em que prefiro desistir …

Dias em que não consigo lutar sem ter algo que me motive essa luta

Quero lutar… mas não consigo lutar!

Sinto angústia… mas tenho de sorrir!

Fraquezas e desabafos aqui não existem!

Não posso fugir aos estereótipos aos quais se moldam estes indivíduos.

Quero gritar … quero bater a eles e a mim

Há dias de revolta, há dias de fúria!

Dias em que não temos onde descarregar

Dias em que descarregamos onde não devemos!

Sinto-me confuso … Mas tenho de me concentrar!

Falta de objectivos e ocupação aqui não existem!

Não posso fugir aos estereótipos aos quais se moldam estes indivíduos.

Quero chorar … quero encostar a minha cabeça a alguém e chorar! Chorar tanto!

Há dias de melancolia … há dias de nostalgia!

Dias em que tudo nos emociona

Dias em que tudo nos influencia e fragiliza

Sinto-me frágil … Mas tenho de ser inquebrável!

Falta de postura forte é caminha para a forca aqui.

Não posso fugir aos estereótipos aos quais se moldam estes indivíduos.

Há dias em que tenho de estar em branco … dias em que os meus olhos não mostrem sentimentos e o meu coração não revele a sua vontade! Dia em que caminho pela rua em direcção ao campo, cruzando-me com os troncos húmidos onde passa uma carreira de insectos, molhando os sapatos na erva ainda molhada da noite longa e gélida, respirando o ar cortantemente frio misturado com o fumo vindo das primeiras fornadas de lenha na aldeia. E eu caminho, caminho rua e campo sempre em frente como eu bem o sei fazer, pois há 14 anos atrás eu fazia este mesmo caminho, e fazia-o com a mesma mente vazia, coração forte e olhos que tudo queria absorver! E chegado ao fim da rua, a mesma visão me preenchia a alma e me dava um sorriso nos lábios, a minha avó à minha espera, quer estivesse a tratar das suas plantas, quer estivesse com o meu pequeno-almoço à espera, mas estava sempre lá. Senti falta destes dias, senti falta de ser esta pessoa. É como se o meu interior se estivesse a reconstruir de uma grande batalha da qual saiu bastante danificado.

Ricardo Ruaz

sábado, 25 de dezembro de 2010

Renascer

Já passou algum tempo desde o meu último “post” aqui no meu cantinho dos desabafos, mas estou a passar por uma fase de mudanças na minha vida, e há muita coisa que necessita de ir ao lugar.

Confesso que pensei que aqui no Alentejo, a rotina e dia-a-dia me inspirariam para mais desabafos, desabafos sobre tristezas e cenas que eu poderia não estar a aceitar no momento, mas “felizmente” não é o que se está a suceder.

Em primeiro lugar, gostava de referir que, não tenho qualquer saudade de Portimão ou do Algarve, sim também estou surpreendido com isso, mas é que, acho que tomei mesmo a decisão certa em sair delá, o facto de estar saturado daquilo tudo, do constante assombramento de recordações e o facto de não ter realização profissional, faz com que não sinta essa saudade daquilo. Claro que há aquelas pessoas que penso nelas, e gostava de as ter perto de mim, mas sei que de alguma forma estas estão a encontrar também o seu caminho neste mundo, e dentro de cada um sabemos que estamos aqui uns para os outros sempre que seja necessário.

Bem, queria também delinear, e antes que se pense que eu estou a odiar o Alentejo, que de facto, eu não “o” estou a odiar! Eu confesso que no primeiro dia eu vinha com as ideias convictas de que ia tudo correr mal, tinha de mudar maneiras de ser, hábitos, etc. e tive alguns stresses com o meu pai e falta de paciência para pessoas, mas depois percebi, eu e os outros, que se houver tolerância de ambas as partes as coisas correm bem. É verídico que as pessoas mudaram, eu mudei, já não sou aquele que cala e diz que sim a tudo, e eles também já não são os que impõe as regras e deve tudo ser cumprido como manda a tradição. É verdade que a mentalidade retrógrada nunca há-de mudar, mas cada um já se vai metendo no seu lugar, o que facilita em muita coisa por aqui.

Lá no fundo tenho os meus medos, tenho medo que daqui a uns dias me volte a sentir incompleto, não realizado, inferior, agoniado e preso a este sítio. Mas eu mentalizei-me logo de duas coisas antes de vir, primeiro queria descansar, por isso me é indiferente que uma ou outra pessoa refira que eu tou desempregado, que isto não é vida para mim…etc. E depois, também não vim para aqui de mente fechada, como que nunca seria possível que também pudesse encontrar algo aqui que me cativasse, embora continue com as minhas ambições e expectativas mais altas. Mas aprendi que devo ficar de boca calada e não dizer que “nunca faria” para não aprender mais lições já aprendidas.

Nos últimos momentos tenho perdido o meu tempo em volta de curriculos, mails, internet à procura de escapatórias, possibilidades, enviar currículos… e assim se têm processado os meus dias. Não muito exaustivamente, pois na maior parte do tempo estou a esquecer-me do mundo a ver TV ou filmes, ou nas redes sociais – isto como forma de escapatória aos modos alimentares daqui, que tanto estou a batalhar para mudar, mas está a mostrar-se uma batalha demorada!

Recolho-me no quarto que tanto arrumei ao meu gosto, coisa que não tinha possibilidade por estas bandas desde o nascimento dos meus irmãos, e aqui me mantenho abrigado do frio que faz la fora. Custa-me enfrentar a água gélida que demora a aquecer para o banho ou fazer seja o que for de arrumação em casa. Custa-me enfrentar o frio lá fora, mas de vez em quando até me proponho a ir passear para pensar, olhar o campo, que nesta altura está acinzentado, o cheiro a terra molhada misturado com o frio que entra nos pulmões, dá um misto de sensações que aproveito até ao último instante antes de começar a deixar de sentir as pontas de todos os meus 20 dedos. Em outras alturas dirijo-me a casa da minha avó e fico horas em frente à lareira que insiste em aquecer-me a roupa ao ponto de não conseguir que esta me toque na pele – mas eu não me importo… nestes momentos eu posso esvaziar a minha mente, ainda que hajam pessoas a falarem pela casa.

Há um parágrafo que gostava de dedicar à minha mais fiél amiga, a minha gata Spears, que me acompanha nestas aventuras e mudanças, ela que era uma companheira caseira e nunca tinha passado por um frio como este ou saído de casa, apesar de ter aqui as suas raízes, também ela voltou às suas origens para me acompanhar. Ela que de vez em quando aparentava um ar incompleto quando andava pelas divisões da casa onde estávamos, agora parece uma gata completamente renovada, o pêlo – se antes já brilhada, agora quase que reluz, e se torna “prateante”, dorme comigo no quarto, coisa que antes nem eu conseguia, mas parece que afinal eu consigo levantar-me do meu sono uma ou outra vez para ela sair e fazer as suas “cenas”, pois até ela lhe custa sair do quarto seja para o que for. Ela adora passear-se pelas novas divisões desta casa por explorar, até porque estamos numa divisão da casa distantes das restantes onde está o resto da família, portanto ela não incomoda ninguém, e no quintal ainda não se aventura, apesar de ter liberdade para tal, mas mantem-se a olhar da porta, respirar o ar puro, e voltar para mais umas tantas horas a dormir na minha cama. Nos primeiros dias tinha medo das pessoas, até a mim se virava, mas depois voltou a confiar, acho que foi em sintonia comigo quando nós começamos a ver aqui em casa que tinhamos de ser tolerantes uns com os outros, até ela ficou tolerante com as novas caras que via.

E assim se resumem os nossos dias e os nossos estados de espírito ultimamente.

Em breve desabafarei algo que estou prestes a enfrentar… o meu medo em aventurar-me em alguns trabalhos, assim como aventuras amorosas que nos batem à porta quando menos esperamos – isto remetendo para a mudança que se deu no Alentejo a nível de homossexualidade desde que saí daqui até ter regressado...

domingo, 19 de dezembro de 2010

Inesperado

Hoje é um daqueles dias que me apetece fazer algo contra a rotina, algo que não seja normal de se fazer. Preciso de respirar, levar com o vento e a chuva na cara. Costumava ter dias destes há muito tempo atrás, era dos poucos momentos em que me sentia livre. Hoje apeteceu-me fazer isso. Sair de casa, não me preocupar como ia sair, e definir uma meta, ir até lá e voltar, soube bem respirar este “ar molhado” soube bem refrescar as ideias. Só não soube bem a tosse que trouxe comigo :D

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Cai o pano ...


É chegado uma altura em que temos de fechar uma porta para outras se abrirem. Como pessoas não podemos ficar presos em recordações de outros tempos, e temos voluntariamente de seguir em frente.

Vou dar por encerrada esta grande fase que foi a Universidade e tudo o que ela comporta, encerrar tudo o que diz respeito à vida académica, encerrar praxes, encerrar a Tuna, encerrar linhagens académicas, hierarquias, trajamentos, noites loucas, arrependimentos e alegrias em Portimão, Portimão em sim, o Algarve.

Aqui, aprendi que nunca devo dizer nunca a algo que a vida me coloca à frente, por isso não vou dizer que nunca mais aparecerei por estes lados. Aprendi a aproveitar a vida ao máximo e a fazer o que gosto, e mesmo que isso não seja possível a vida dá sempre um geito de delinear os seus caminhos.

Esta foi uma fase repleta de bons momentos, e também de momentos bem amargos, mas eu tenho de levar tudo comigo, pois sem isso não seria a pessoa que sou hoje.

Comigo, levo a minha capa de finalista que tantas palavras traz gravadas, palavras de pessoas que já nem se lembram da minha existência, palavras de outras que ainda fazem questão de manter contacto. Levo comigo a minha Capa do Traje repleta de emblemas, cada um com uma história boa ou má para contar, cada um com uma lembrança que ali foi cozida com um sorriso nos lábios.

Comigo, levo o espírito tunante que todos temos dentro de nós, aquele espírito que nos faz deitar cá para fora aquilo que gostamos de viver, aquilo que sofremos, aquilo que experienciamos.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

De volta para mim

Quem diria que ainda conseguia dar a volta por cima em relação a alguns dos meus medos e sentimentos interiores.

Já tentei aproximar-me anteriormente de pessoas mas sem efeito nenhum, sem sentir nada, sem acreditar nas palavras que ouvia ou que dizia, ou a desistir dessas pessoas sem deixar que elas sequer provassem que eu poderia estar errado.

O beijo, aquele pormenor tão importante e no qual eu colocava quase 100% de mim, nem aí eu já sabia como agir.

Mas parece que não desistir, ignorar os medos, sair de casa contra todos os factores que indicam o contrário, nem que para isso até tenha de andar um bocadinho à chuva, até deram para apaziguar tudo o que ia no meu interior.

Confesso que uma lareira ao estilo alentejano, com a luz apagada, fizeram com que o meu interior apaziguasse e eu esvaziasse a minha mente e me entregasse ao momento.

Se fiquei pensativo em alguns momentos, era por já não estar habituado a estar a viver um momento e estar mesmo ali de corpo e mente. E estive, havia alguma coisa naqueles beijos que me prenderam ali e eu até que gostei disso, e de tudo o que consegui recuperar para o meu bem-estar.

Por isso sim, confesso, voltei para casa com um sorriso de orelha a orelha, sorriso esse que se estendeu por todo o dia seguinte. Sorri por ter estado contigo, sorri por me ter sentido bem por isso, sorri porque afinal ainda não estar tudo perdido, mas principalmente, sorri por me ajudares a recuperar o balanço entre o meu corpo e mente, que estavam bem distantes um do outro. Isso fez tudo valer a pena. Obrigado.

E se em algum momento de menor sanidade eu me dirigi a ti, espero que não tenhas levado a mal, como sabes, o alcool traz aqueles sentimentos de medo, que por mais fortes que sejamos, eles existem sempre. E o medo que ele me trouxe naquela noite foi o de não saber se um dia irei realmente conhecer alguém assim, como tu, e poder dar alguma coisa de interessante que valha a pena lutar.

Alguém que me chame à terra quando a minha mente vaguear para longe, ou alguém que me arrepie com um simples toque, alguem que me passe a mão quando me beije, ou até que me faça ver que as minhas origens até não são assim tão más.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Anjo caído

Mostrei-lhe o que de melhor eu tenho

Mas receio que o meu melhor não seja suficiente

E não, ele nunca me quis

Pelo menos não da forma que eu queria que ele me quisesse

E eu sinto-me como se eu tivesse sido um erro

Ele não merece todas estas lágrimas que insistem em não ir embora

Queria que tu visses isso

Ainda o tento impressionar

Mas ele nunca sequer me irá ouvir

*

Será que irei ficar triste quando ele partir todos os meus sonhos?

Por dentro estou a morrer porque não consigo acreditar.

*

Agora que já cresces-te

Tens a noção de que também és uma das pessoas a quem culpar

E parecemos tão fortes por vezes

Mas eu sei que lá no fundo ainda pensas da mesma forma

E aquele rapaz que lá dentro brilhava forte como um anjo

Mesmo depois de tu lhe teres dado a conhecer o Inferno

Gostava que o visses agora

Mas parece que nem sequer me vais ouvir.

*

Por dentro estou a morrer porque tu nunca acreditas-te

Que eu desistisse de ti

Que te deixasse tão frio

*

Eu prometo… Ser feliz!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

"Desistir de alguém especial"

Nunca é fácil desistir de alguém que se gosta, e quando digo gostar, posso referir-me a “amar”, “alguém por quem sentimos uma grande amizade”, “afecto”, entre tantos outros sentimentos, que tornam imensamente difícil uma separação, um afastamento, um conformismo acima de tudo.

Nesta fase da minha vida que está prestes a passar para o capítulo seguinte conheci imensas pessoas que ajudaram no meu crescimento, que entraram no meu coração, que “roubaram” o meu coração. Nem sempre é fácil um “Adeus” mas por vezes a vida dá-nos motivos para odiar as pessoas, dá-nos razões para não nos custar o afastamento dessas pessoas. Talvez devessemos não nos apegar às pessoas para ser mais fácil afastarmo-nos delas, talvez não nos devessemos apaixonar. Sim, tenho pessoas que não sei como me vou afastar delas… sim tive paixões que ainda palpitam cá dentro, sim conheço pessoas que mesmo antes de as conhecer e ver que são boas pessoas já vou ter de desistir delas.

Eu não acredito que a vida nos dá segundas hipóteses para os mesmos casos passados, prefiro ser surpreendido pela mesma se tiver de o ser.

Se me perguntarem se sou capaz de desistir de alguém especial, Sou, já o fiz e torná-lo-ei a fazer, eu aprendi que tenho de colocar-me à frente e não deixar que levem os meus sonhos e auto-estima. Posso sofrer, posso chorar, mas irei desistir sempre de alguém que não respeite os meus sonhos, aquilo que eu gosto de fazer, de quem não me apoie, de quem não se esforçar por mim como eu também me esforço por esse alguém.

Eu sei que afastar-me das pessoas não implica desistir delas, e falo em relação a amizades, pois há amizades que vão ficar intemporais apesar do afastamento. Mas no que respeita ao coração, ao amor, sim aí a “desistência” é em pleno sentido da palavra.

Posso ser das pessoas mais românticas que conheço, mas também sou das pessoas mais frias que conheço… se é possível ser estas duas coisas? É. Sofro para mim e em silêncio, aí têm a realidade.

Cá dentro, no meu baú de corações partidos, eu guardo rancor de várias pessoas que me magoaram, pessoas que me abandonaram, pessoas que me amaram mas não ao ponto de lutar por mim, e apesar de já não haver ligação com essas pessoas, e apenas quando oiço falar nelas, vê-las, ou algo que se pareça, aquela memória bater de vez em quando, e algumas ainda me deixarem o respirar ofegante, eu vou ter de “desistir” delas. Livrar-me de todos os “cacos” que tiver dentro de mim, apagar todas as memórias e ficar com a experiência que me tornou naquilo que sou hoje.

Quanto àquelas pessoas que acabo de conhecer e que não consigo proporcionar mais momentos para nos conhecermos, tenho realmente muita pena, mas é óptimo saber que a amizade também está presente.

Quando o capítulo acabar, as personagens secundárias irão ser substituídas por outras personagens e o livro continuará a sua aventura.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Watch the sunrise

The night is over,

The darkness gone,

And hope is so much closer

To being turned on.

*

There's more light,

With every passing second,

Soon, day will be built from night,

Much sooner than we reckoned.

*

The first rays of the sun,

We can already see.

Finishing everything we had ever begun,

Back to what it should be.

*

Almost over the top.

It's almost a new day.

And we don't want it to stop,

Chasing the darkness away.

*

We laugh, we cry,

Our feelings - we don't disguise

As the darkness leaves the sky

And makes way for a glorious sunrise.

A solidão ecoa

A solidão ecoa nas curvas desta caligrafia

E condesa-se no toque desta caneta

Aumentando sempre

Sempre que há vozes,

Sempre que há contacto ou proximidade,

Porque estar próximo significa apenas

Não se ter chegado ainda…

E as memórias são veneno,

As memórias que guardo de tantas noites vãs

Onde no largo passar do tempo

Não fiz mais do que somar horas

Coleccionando postais de ruas desertas

Onde a brisa do verão ou o frio de janeiro

Passam por mim sem me verem.

Memórias das noites em que bebi a vida

Como se de um chá frio se tratasse

Deixando-me apenas o travo ácido da solidão,

Dos sonhos partidos que não soube colar

E dos desejos tórridos

Que me queimaram outrora a alma

Hoje não sou nada,

Não pertenço a nada,

Não há irmandade a que pertença,

Não há mestre ou doutrina a que me curve,

Não há amor a que me agite,

Nem fogo, nem vida, nem ser.

Só este enorme mar parado em mim,

Este embaraço na alma que perdi,

Este peso de tudo nos ombros

Por estar tudo tão longe,

Por tudo parecer puro sonho

E por saber que ao acordar

Esta angústia estará ainda aqui

Consumindo-me, por dentro,

Mordendo-me as artérias

E queimando num lume brando

Todas as esperanças

Que deixei de saber ter…

domingo, 28 de novembro de 2010

Apenas um pensamento...

Não vale a pena pensarmos em algumas possibilidades.. há coisas que simplesmente não estão destinadas a acontecer.
No entanto, outras devemos correr atrás, lutar por elas, por mais medo que tenhamos do que poderá surgir.

Este foi só um pensamento que concluí... e me tentei convencer dele. Anyway...

domingo, 21 de novembro de 2010

Crashing down

We don’t know what we’re doing

We’re just digging ourselves a hole
To fall into, and that’s our only goal

Even though we think everything is improving,

*

Burying ourselves with our own creations

The sky gets smaller and smaller

As the piles get taller and taller

And buried underneath whole nations.

*

As we just keep on creating

More and more stuff

Not knowing it’s already enough,

Enough of everything but it’s no use debating.

*

We just don’t know when to stop,

When to quit the wasting

And it seems that we are hasting

Towards the inevitable drop.

*

We don’t know it yet but we’re tumbling out of the sky

Into the darkness below – we can already say good-bye

Because every person, every country, every town

Is already crashing down…

*

Watching Clouds

Watching as the clouds effortlessly float through the sky

Watching as they effortlessly fly,

How easy it seems

But ‘you’ could only do it in your dreams.

*

Covering the sun, the moon,

Bringing the rain, not a moment too soon,

Bringing new changes,

So many new things it arranges.

*

Making you wish you could fly,

Soar into the sky,

Making you try,

Though you have no idea why.

*

Making you wish you could sit on a cloud

So kingly, so proud.

But all you can do is watch, fantasize

And deceive yourself with imaginary lies.

Back to zero

Back down this road,

Back to this time

And nothing ever showed

Neither a nickel, nor a dime.

*

Back to the life I never knew,

Back to the beginning, to the start,

Back to the place I’ve never been too.

I might be going back but not my heart.

*

Back to zero, back to the starting line,

Back to what was once home,

With nobody to give me a sign

Just going back – all alone.

*

Back to an unknown past,

I didn’t get rich, didn’t become a hero,

But time went by so fast

And now it’s back down to zero.

Don't stop the rain

Don’t stop the rain,

Let it wash everything away,

Let it wash away the pain,

Let it be a rainy day.

*

It will be better

Even with this rainy weather

Let it rain down from the sky,

It’ll get better, don’t ask why.

*

The sun will shine another day

But for now – forget the pain.

Let it take you away

And don’t stop the rain.

Run

I stumble,

I fall,

My hopes start to crumble

Because I can’t run at all.

*

Willing myself on,

Even when all hope is gone

I urge myself – run, run, run,

Finish it – and be done.

*

And I seem to leave the rest,

I think to myself – I’m the best.

The finish line is in sight

Everything seems as if it’s going to be alright.

*

I’m almost to the finish line

And just when I thought, everything was fine,

Just when I thought I could finish it – so I could be done,

Just when I thought, I could run,

But again I just fall

Not finishing anything – nothing at all…

Hoje...só...hoje

Hoje não quero nada
Nem amores que me agitem
Enquanto no fulgor baço do sangue me matam
Nem rebeldias vagas
Nem poemas, hoje não quero poemas
E por favor não me dêem explicações
Nem sobre mim nem sobre o mundo
Deixem-me só
Vazio, estático, como uma jarra onde havia flores
E morreram.
Como o céu, sim, vazio como o céu
Hoje não há nada que queira,
Não há nada que possa ouvir sem nojo
Apetecem-me apenas quatro paredes brancas
Para partir a testa e queimar os olhos
Não quero quadros nem molduras…
Não quero conversas nem politicas
Não quero nada, nem ninguém
Deixem-me ser só
Ou então deixem-me só ser
E não quero palavras hoje
Não cá dentro, onde doem
E cuspo-as com tinta na folha
Como se cuspisse a vida…
Deixem-me só!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Saturação

Saturado de me levantar e ter o meu dia delineado

Saturado de ter de colocar novamente o despertador

Saturado de ter de comer uma refeição para não ter fome em momentos que não posso comer

Saturado de ter de organizar a roupa para vestir no trabalho

Saturado de ter uma ligação resposável com a Tuna

Saturado de velhos dramas académicos que insistem em não desaparecer

Saturado de ter de aguentar 8 horas a trabalhar

Saturado de ter de passar 10 horas no trabalho

Saturado de ter que dormir quando a exaustão me domina

Saturado de ti

Saturado de mim

Saturado de nós

Saturado das memórias passadas

Saturado das perspectivas futuras

Saturado da ausência de sentimentos

Saturado da carência de sentimentos

Saturado da frieza do meu coração

Saturado da irreparabilidade do mesmo

Saturado do exterior

Saturado do interior

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Mais escuro ainda ...

Vou acabar sozinho… sem ninguém a apoiar-me. Todos saturados de não me verem feliz, cansados de mim e das minhas cenas e dramas. Vou acabar sem família pois ninguém vai aceitar a minha sexualidade e eu não aceito escondê-la. Sem amigos pois não há planos na minha vida que me aproximem deles. A saturação da vida e de tudo está-me a afastar deles, assim como a ausência de planos nela me vai fazer acabar sem qualquer perpectiva futura.

Adoraria poder reiniciar o botão, mas começar algo novo e totalmente diferente, nada de reviver velhos momentos, mas sim viver momentos novos.

domingo, 14 de novembro de 2010

Escuro

Cheguei a um estado indiferente… já só conto as horas, os dias e visualizo o fim disto tudo, quero sair daqui, quero ir-me embora, já não sou a mesma pessoa, e todos os dias ligo o “modo automático” para que o dia passe rápido. Forçado a sair de casa, conto as horas para voltar a casa, dormir e acordar de novo, e assim os dias passarem rápidos. Como é que me deixei chegar a este ponto. Sempre defini objectivos e metas para mim e me joguei aos desafios, e agora vejo-me num estado completamente sem saber o que quero para mim, perdido. Não me conheço mais. Infiltrei-me tanto nesta personagem que criei, para poder suportar estes tempos, que já não sei o que fiz ao meu verdadeiro eu. Sou frio, indiferente, seco, não entendo…

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Floating

Floating away,

Day after day,

Waves wash over,

The land never gets closer.

*

Cannot sink,

Cannot swim,

Can only think

Of the ocean's next whim.

*

Carried by the tide

Carried by every wave,

Already nothing left inside,

Nothing left to save.

*

The tide surges back and forth,

First south, then north,

It gets closer - the shore,

Can almost reach

The inviting beach

Trying to swim some more.

But the tide turns

And all the water returns.

*

Floating away again,

Away from land,

Back to the pain...

Nothing left to understand.

*

Repeated - over and over, nobody could stay sane.

Floating on an expanse of blue and grey.

The wind whips up the waves - it's raining again.

Just floating... floating away.

Sozinho

Lonely, so lonely

Just me and me only,

Just like sitting on a barren rock

In a barren sea

Time goes by, watching it tick - this clock,

And still there are no ships to see.

*

If is hard to hold on,

The wind howls, the waves try to sweep me away.

And when almost all life is gone

The sun rises - a new day,

Another day of burning sun, of drenching rain.

Another day, to bring back the pain.

*

Sitting here all alone,

Stranded a long way from home,

Just me and me only

Makes me so lonely.

Rotina aprisionada

Já referi que a minha rotina em Portimão me tem saturado até limites que eu antes desconhecia, e tal saturação tem-se mantido de dia para dia. Se quero fugir daqui? Sim quero, não sei se será a resposta para os meus sentimentos, ou falta deles, mas quero virar costas a tudo e todos. Quero começar de novo em outro lugar nunca antes explorado por mim e a fazer algo que me impulsione a sair da cama todos os dias.

Tenho-me mantido na sombra da rotina a cada dia que passa, e praticamente conformado-me com isso, esgotado ao fim do dia e sempre com a ideia presente de que isto é temporário, de que só tenho de me aguentar até certo ponto, certo momento no tempo.

Mas recentemente cheguei à conclusão que a nivel sentimental, e falo de relações, também não vou encontrar o que quero aqui, não posso esperar que apareça alguém que me agrade, pois se em 5 anos não apareceu, não é agora que isso vai acontecer, e descobri que não vale a pena ir “experimentando”, e refiro-me a curtes como lhes chamam, pois isso só serve para magoar outros, e não quero isso de maneira alguma.

Por mais que passe bons momentos, ria, desabafe, no fim de contas não consigo dar aquilo que querem de mim, e acabo por desiludir, virar costas e partir para outra. Isso não é o que quero, quero dar e receber em igual quantia, não me vou fechar de novo para o mundo, simplesmente tenho de accionar os meus olhos e radar de novo, para tentar encontrar alguém que me satisfaça, me agrade e cative.

… Isto foi apenas mais uma forma de actualizar a minha vida sem actualizações interessantes..

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Sem sentido...

Clouds cover the sun

You can smell the water, the rain.

It doesn't stop for anyone.

And now it's raining again.

*

Can't see through the approaching murk,

Water keeps falling from the sky.

Washing away all of your work,

Never telling you why.

*

Cloud after cloud,

Lightening and thunder,

Always so loud,

How could you get caught under?

*

Just when you thought you had finished your project,

That you could be finally free.

When you thought everything was perfect

But that could never be.

*

And now everything has vanished, gone,

That feeling brings back the pain.

And just when I thought I was going so strong

It started raining again.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O alívio - O Fim ...

Nunca pensei que um dia chegasse a esta sensação – quero sair de Portimão.

Para quê adiar o inevitável, não pensar nisto, ou meter-me a inventar novas rotinas e sujeitar-me a trabalhos cansativos só para permanecer em Portimão.

Nada aqui mais me cativa, nada me prende, ninguém me interessa. O meu quotidiano aqui está repleto de dor que se deve às constantes memórias de momentos que aqui foram passados.

Não há lugar onde vá, acções que tome, pessoas que veja, que eu não tenha uma memória instantânea, uma recordação… e custa, dá saudade.

Já pensei que precisava de criar raízes, já deduzi que não sou pessoa para isso… sou leão… e preciso do meu espaço, se calhar isso implica não ter raízes, cortar com todos e com as histórias, recriar-me e recriar o meu espaço e rotina, começar de novo, vezes e vezes sem conta, até que um motivo mais forte me prenda a algum local. Mas esse momento ainda não é agora, nem aqui.

O prazo está marcado e a contagem é decrescente. Agora já me passa pela cabeça as mil e uma formas de me despedir deste local, jantares, noites, juntar todo o pessoal, é como que o tempo tivesse parado no momento em que o curso acabou e todos nos separámos, e agora fosse a verdadeira despedida, pois quando todos se despediram, foi como se eu não o quisesse fazer nunca dada a forma intensa como estava preso a este lugar e vivências académicas.

Eu cresci, eu amadureci, sou outra pessoa, errei, vitoriei, magoei e ajudei pessoas. Se faria tudo o mesmo, não digo que sim, nem que não. Quem me dera escolher a dedo pessoas que levaria comigo para recomeçar uma nova aventura num outro local, e falo a sério quando digo isto. Não quero uma vida agarrada, quero vivê-la, quero sonhar mais alto que isto. E vou fazê-lo. Pela primeira vez na minha vida, tenho de delinear cada passo, para que não seja dado em falso e jogar-me à vida, agora por minha conta e risco. Já o fiz ao sair do Alentejo, mas só tinha 50% da aventura e risco, agora o risco é total. Vou preparar o meu psicológico para isso. O prazo decresce para o Adeus…

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Down to the water

Down to the shore,

Down to the sea,

Where I don't feel anymore,

Where I will be free.

*

Just sit on the sand,

Feel the sea breeze,

Of course, nobody will understand

How can I feel so at ease?

*

Gaze at the fog - rolling in

Displacing all sound.

All the noise is suddenly muted and thin,

So quiet - all around.

*

Listen to the wave’s crash into the shore,

Slamming into solid rock,

Trying to break down a door,

Not even bothering to knock.

*

Listen to the water, to the sea,

Listen - what does it say to me?

Down to the water, to the coast,

Where I can feel better than most.

Where I can feel free,

Down to the water, down near the sea.

Been looking


I've been looking ahead,

I've been looking back,

Looking at things said,

At a winding, broken track.

*

I look for tomorrow

And hit a solid wall.

I look at yesterday - nothing but sorrow

Disappearing into a never - ending hall.

*

I've been looking at today

But there's nothing to see.

And what can I say?

When there's nothing around me.

*

And what can I do?

When there's nothing left around

How can I break through?

When there's no light, no sound.

*

And how can I try?

To keep looking for

Something in a sky

That isn't there anymore.

domingo, 26 de setembro de 2010

Conflitos Interiores


Somebody’s watching over me, and that is all I’m praying, is that someday I will understand the God’s plans…

Não sei se posso dizer que estou bem ou mal, há sempre algo que me descontenta. Acho que preciso de algo que me alegre, que tenha um poder sobre tudo o resto. As aulasde ginástica são óptimas sobre o meu estado de espírito, o pior é o “antes” pois por vezes o cansaço leva a melhor sobre mim. E com o cansaço vem todo um leque de Estados de Espírito e sentimentos que me aborrecem e deitam abaixo…

Cada pessoa devia poder levar a sua vida da forma que mais gosta e não passar o dia-a-dia a encontrar actividades que rpeencham esses vazios e frustrações.

Tenho estado um pouco mais liberal no que respeita a socializações e proximidade a pessoas, pois não sei se é isso que estou a precisar no momento, mas parece-me qe daqui a uns tempos descobrirei – Espero que corra bem desta vez, pois este lado da minha vida não tem muitos “Finais Felizes”.

“You can be a Sweet Dream or a Beautiful Nightmare”.

Conflitos e mais conflitos interiores: Sair deste trabalho cansativo = Em certa parte gosto do trabalho e dá-me sustento e leva-me para outros fins = Trabalhar no meu curso = Tal pode fazer-me ir para um local que não me apeteça viver e levar-me a um salário inferior = Acabar com qualquer ligação académica que ainda me resta = Criar para mim outro tipo de rotina = Ir abusivamente ao ginásio = O cansaço leva a melhor muitas vezes = Conheço pessoas que curto a sua maneira de ser e tudo mais = Os meus medos e estagnação vêm ao de cima… por aí fora…

Há um longo caminho à minha frente…

Mau Dia


Hoje tenho uma imensa v ontade de escrever, de colocar cá para fora tudo o que me vai na alma, mas ao mesmo tempo tenho preguiça de o fazer!...

Estou imensamente revoltado com o mundo, não quero ver pessoas, não é por nenhuma razão em especial, apenas inesperadamente acordei às 7 e tal da manhã e sentime extremamente claustrofóbico e mal-humorado.

Acho que a minha solução é dizer “Adeus” a isto tudo… sair desta terra, afastar-me destas pessoas, deste ambiente que tantas recordações boas e más me tras do passado.

Não consigo mais… não consigo ter esta semelhança de rotina “meio académica”, ver os meus amigos a ter essa rotina… muitas vezes já nem é saudade que eu sinto, é simplesmente por não me enquadrar mais, por não me querer enquadrar sequer.

Eu só penso que tenho de acenar, e estava/estou a conseguí-lo… mas o meu ser está a sufocar lentamente, e eu não consigo evitar.

*

Turn the lights out

This shit is way too fucking bright

Wanna put my eyes out

If you wanna mess with my eyesight

Just let me get my head right

Where the hell am I?

*

Who are you?

What’d we do last night?

*

Can’t remember what I did last night

Maybe I shouldn’t have given in but I just couldn’t fight

Hope I didn’t but I think I might’ve

Everything is still a blur

*

What’s your name, man?

Can you come here, hand me all my things?

I think I need an aspirin

Better yet I need to get up out of here

I gotta get my head right

Where the hell am I?

*

What happened last night?

‘Cause I don’t remember it

Oh, what happened?

*

Everything is still a blur…