O meu corpo ergue-se a meio da noite
Procuro as pantufas, os meus pés estão nús
A suplicar para que lhes dê um andar lento, um destino
Que não os deixe andar à deriva
Dispo-me do sonho que outrora foi meu
Visto-me de tempo e de noite
Vejo o escuro, oiço a lua,
Concentro-me no cheiro de alguém, talvez seja no meu
Talvez um outro eu.
No escuro questiono-me se quando amanhecer
Este corpo continuará igual, estas mãos continuarão enrugadas
Se este cabelo continuará emaranhado
Pergunto-se se pela manhã não serei mais um
Mais um que acordou e ficou com os sonhos perdidos
Está a amanhecer, liberto-me das pantufas
Desapareço no pensamento, entro no sonho novamente
A verdade – não gosto do amanhecer – prefiro acordar a meio do dia!
Sem comentários:
Enviar um comentário