quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Fases


Hoje apetece-me escrever, mas sinceramente não sei que dizer… há tanto a atravessar-me a mente neste momento, tanto assunto em vias de ser concluído, e eu, ajo sempre da mesma forma – encosto-me … encosto-me e deixo os outros andarem nos seus afazeres, preocupados, fazendo planos, os meus eu próprio resolvo, mas não me chateiem com mais nada, eu posso arrastar os meus um dado período de tempo pois não os consigo resolver a todos de uma vez, mas um a um eu lá os vou resolvendo.

Mas hoje – hoje só me apetece ver letras, riscar, rascunhar qualquer coisa, sempre gostei de escrever, e desta vez refiro-me a escrever – escrever, fosse ele nos cadernos da escola, apontamentos, ou outra coisa qualquer, sempre fui muito perfeccionista com a apresentação de tudo onde eu escrevesse e com a forma que a minha letra se apresentava, acho que isso sempre foi meio caminho para eu dar mais importância ao que lá estava escrito.

E aqui me encontro eu… sinto-me como alguém que ficou perdido algures numa travessia espaço-tempo e está à espera do momento certo para aparecer de novo. Quero e preciso de um recomeço, por isso vou dar o passo que vou, de olhos e pensamento fechados, pois se abrir algum deles vou-me acobardar e recuar como jáfiz em diferentes ocasiões, e desta vez só vou pensar em mim e no meu futuro.

Mas há tanto que quero dizer… tanto que quero recordar, tanto que quero deixar arrumado no baú de memórias, tantas palavras para dizer a dadas pessoas que quase me dá uma sensação de não querer ir, mas sabendo que é uma mera sensação.

Por incrível que pareça às vezes dou por mim a lembrar-me da minha Best Friend – Sósó, lembro-me porque sei que ela precisa de fechar os olhos e o pensamento (principalmente o pensamento) para dar os passos que eu gostava que ela desse, e que sei que lá no fundo ela quer dar. É pena não podermos oferecer força ou fontes onde recarregar baterias, pois caso pudessemos eu de certo lhe daria bastante, pois quero que ela passe à fase seguinte agora que está a um passo dessa linha.

Ela não é muito diferente de mim, e o que tem de diferente é aquilo que nos faz ter uma forte amizade, e daí ela me estar em pensamento de vez em quando. Este é um passo que não há conselho de família ou amigo que possa ajudar, não ombro amigo para chorar, é um passo onde apenas se encontramos nós e apenas o nosso “eu”, ele tem de atravessar essa linha sozinho, pois para trás fica uma fase vencida e a seguir está outra por explorar.

Amigos e família, eles ajudam-nos e apoiam-nos durante as nossas fases, mas para dar os passos de uma fase a outra, tem de ser o nosso corpo e mente a fazê-lo sozinhos e em sintonia.

Pensa nisso Sósó.!

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