segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2012. Retrospectiva.

Eu gostava de chamar 2012 um ano de transição, de consolidação de planos, preparação, um ano de aventura, de renovação de amizades, fortificação de laços familiares, descobertas, entre outros, mas esquematizemos.
O mais importante para mim este ano foi sem dúvida descobrir o quanto a minha família é importante para mim e descobrir um novo nível na relação com os meus irmãos mais novos, como sabem foi este ano em que assumi a minha sexualidade para os meus pais e para contrariar os meus medos até não veio a ser o pesadelo que estava a imaginar; eles têm vindo a evoluir a mentalidade a uma velocidade incrível, principalmente a minha mãe.
Já para o fim vim a concluir que tenho os melhores irmãos do mundo, não pelo que eu já gostava neles, mas pr descobrir que partilhamos muito mais que a amizade e o sangue, vai-se a ver a nossa sexualidade veio toda para direcções semelhantes, a minha irmã mais velha já me tinha dito há algum tempo, e o meu irmão eu já o sei sem que ele me diga, mas a minha irmã mais nova foi mesmo a prenda de fim de ano, surpreendeu-me imenso pois é a que estou mais desligado e vai-se a ver sou o único familiar a quem ela contou o segredo.
Posso dizer que neste ano me meti em contagem decrescente para sair da Suíca, concluíndo que já tive que chegue desta rotina e cultura, e infelizmente ainda não é aqui o "lugar" a acentar, sendo que delineei um "plano de fuga" e tenho estado a metê-lo em prática para sair daqui com bases e sobreviver procurando trabalho onde quer que eu vá. Por outro lado, as ideias de para onde ir vão e vêm e não me decido.
Foi um ano de aventura, pois tive o prazer de visitar duas vezes a bela cidade de Paris pela qual me apaixonei "ao segundo olhar", aventurei-me por Barcelona e na Alemanha pelo "Europa Park", consegui ainda ir algumas vezes de visita a Portugal.
Seguindo o tema "Portugal" passo para outra conquista deste ano, o libertar da minha mente e espírito em relação a Portimão e à Tunabebes. Foi um longo e demorado processo de desintoxicação de algo que estava bem entranhado em mim, mas estou livre. Por outro lado, já na Suíça, entrei para uma Tuna portuguesa que aqui conheci e tenho-me aventurado com eles, nuna me inserindo demais, pois estou em prazo de saída também.
Por fim, posso concluir que foi um ano onde mais amizades se foram e é algo que compreendi ser inevitável, pois escolhi viver fora e viajar é escolher a perda de laços afectivos, ao qual já me conformei e habituei.

Dias de pressionar o botão!

Há dias em que eu gostava que a vida tivesse um botão que nós pudessemos pressionar  e tudo se transformasse para que pudéssemos experimentar outra realidade da vida, outro nível social, outro grupo de amigos, outro país.
Há momentos em que eu estaría disposto a abdicar de quase tudo o que tenho e ser transportado para um lugar como uma ilha, sem mordomias, sem modernidades, só simplicidade, humildade, onde tudo seria natural.
Se calhar para a mudança que eu tanto ambiciono, no lugar de apostar em algo para a minha evolução, se calhar eu devia apostar num lado completamente oposto da vida.
Ás vezes imagino-me assim ... afastado do mundo, olhando o horizonte, o mar, sentado na areia, sem preocupações, sem dores, sem desgostos, só eu e a vida ...

sábado, 15 de dezembro de 2012

Diabetes

E eis que a minha vida sofreu uma alteração... foi-me diagnosticado "Pré-Diabetes".
Para quem não sabe, os alimentos que comemos transformam-se em açúcar (glucose ou glicose) no organismo. A glicose é a forma mais simples de energia que o organismo utiliza. Para ele fazer este "uso" necessita de insulina, que transporta a glicose do sangue para os músculos, para o fígado e para o tecido adiposo (a gordura).
Quando o organismo resiste à actuação da insulina, os níveis de glicose aumentam no sangue e, por consequência, os vasos sanguíneos degradam na integridade.
Os diabéticos são estas pessoas que necessitam de recorrer à insulina para este processo, no meu caso, fala-se de "pré-diabetes"; a diabetes que ocorre não a quem isto acontece por destino, mas a quem, no meu caso de infortúnio, tem familiares em 1o ou 2o grau com diabetes tipo 2, a quem não faz exercício de forma regular, a quem tem excesso de peso, ou a quem tem tensão arterial elevada, entre outros, mas apenas estes me dizem respeito em particular.
Eu não me sinto diferente, não me sinto "doente", mas sei que vou ter de reger-me por regras e limitações e controlar anualmente o meu nível de diabetes; vou ter de fazer uma alimentação rica em vegetais e frutas e pobre em GAS (gordura, açúcar e sal); fazer exercício físico regular (andar a pé) e atingir o peso correcto.
Não sei até que ponto vou ter força para limitações na minha alimentação, ou atingir o meu peso correcto, coisa que tento há anos conseguir... ou agora que parei o ginásio vou ter de caminhar porque o exercício físico passou a ser uma necessidade. Enfim...
No meu caso de diabetes com tensão alta e a evitar colesterol, aqui fica a sugestão de alimentação que me foi sugerida:
Reduzir o colesterol: Laranjas, maçãs, fibra, verduras, chá verde, alho, soja, vitamina C/E.
*
Alimentos com Vitamina C: Laranja, limão, abacaxi, banana, morango, melão, melancia, uva, tomate, caju, maçã, agrião, alface, pimentão, folhagens verdes, batata, brócolos, couve-flôr, espinafre, ervilha.
*
Alimentos com Vitamina E: Fibra, amendoíns, castanha, milho, amêndoa, cereal.
*
Causadores de colesterol: leite não desnatado, ovos, óleos, carne vermelha, manteiga, camarão, carne gorda (peles), frutos do mar, lacticínios, creme de leite, nata, bacon, presunto, salame, fritos, queijos amarelos, peixes gordurosos, chocolate, bolachas, salgados, alcoól.
*
Alimentos livres à diabetes: Abóbora, aipo, coentro, cebola, salsa, espinafre, hortelá, couve, couve-flor, pimentão, tomate, limão, alho, chás, camomila, feijáo branco, água.
*
Alimentos proibídos à diabetes: Mel, doces, bolos, refrigerantes, carne de porco.

As árvores sagradas

Num dia de sol, eu e o meu amigo Marco quando saímos da escola, fomos ao jardim.
Depois não encontrámos nenhuma sombra para descansar, quando olhávamos para trás vimos duas árvores muito bonitas. Numa dessas árvores dizia: "Quem passar pelo meio destas árvores irá parar a outra dimensão".
Então os meninos quiseram passar. Fecharam os olhos e foram. Quando abriram os olhos parecia que estavam no paraíso.
Eles tinham muita comida e muita coisa, então comeram que se fartaram. Então ouviram duas vozes que diziam: "comam, comam, comam à vontade!"
Então os dois meninos olharam para trás e viram duas árvores. O Marco perguntou:
- Quem é que falou? A árvore disse: - Fomos nós.
Então as árvores disseram: eu chamo-me Filémon e esta é a Báucis.
Queremos que fiquem connosco para sempre e eles concordaram com uma condição; tinham de lhe dar água e comida, e então as árvores concordaram e ficaram muito contentes.
 
S. Matias, Junho de 1998.

Palavra Pai

"Palavra que é uma constante em dicionários
Em enciclopédias
E livros universais
Na natureza,
Onde quer que ele esteja sera sempre o meu pai.
Pai é aquele que criou os seus filhos.
Ele é a primeira pessoa para mim.
Ele é também benfeitor, ou seja, aquele que quer o bem, protector.
Ele é o maior dos amigos.
Ele é o defensor do meu mundo.
Seria uma tristeza se não tivessemos pai."
 
S. Matias, Junho de 1998.

Um dia cansado

Na sexta-feira tive de me levantar às 08:10, a seguir vesti-me e calcei-me e lavei a cara, depois a minha mãe levou-me até ao portão da escola e eu fui para a escola.
Quando cheguei à escola fui ter Educação Física, nesta aula tivemos de fazer o pino e o salto em altura, saí quase morto.
Depois fui ter Ciências da Natureza, nesta aula quase que me deixei dormir.
A seguir tive Inglês, tamos a dar os sinais de pontuação, uma seca.
A seguir música, o professor é maluco e nós só brincamos na aula.
Depois fui almoçar, aí já tive alguma sorte, o almoço foi empadão de atum, é o meu comer preferido.
Depois fui ter Português e Religião e Moral.
Depois acabaram as aulas e eu fui ter Natação com a professora de ginástica.
Quando acabou a Natação fui para casa, lanchei e tive de fazer os trabalhos de casa: tive de Matemática, História, Português e Inglês. Depois tive de aturar a minha irmã Filipa até que a minha mãe chegasse.
Quando ela chegou jantamos e fomos dormir.

S. Matias, Junho de 1998.
 
(Este é um dos meus tipicos textos secantes, mas que é dos melhores para reflectir uma fase da minha vida em que era só comer e pouco fazer, onde tudo me cansava e o meu maior prazer era a comida. Excusado será dizer que era bem forte nesta altura).

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Fantasma: Portimão - O Fim!

Chegada a Portimão de mala e bagagem sem ter para onde ir ... foi um "déjà-vu" super agradável. Embora eu não seja aquela pessoa frágil e inexperiente que era em 2006.
Então passeei, fui passear em alguns locais que tinha na memória, mas sentia um nervoso miudinho em mim, sentia-me um desconhecido para esta cidade como era há anos atrás. E ao mesmo tempo sentia-me uma pessoa mais séria sem aquela capacidade para se divertir, e eu tentei-me mentalizar que estas férias eram para me divertir; vou fazer um esforço maior para me meter mais à vontade e voltar a ser um pouco irresponsável por uns dias.
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Está na hora de terminar com isto. Portimão foi mágico. Portimão fez-me crescer, deu-me as melhores aventuras por isso eu nunca vou conseguir aqui voltar temporariamente e sem responsabilidades na esperança de que vou reviver alguns destes momentos com as mesmas pessoas porque isso nunca vai acontecer, não da forma que eu gostaria.
Vir aqui começa bem, tou pronto para a farra, venho alegre, bem disposto, mas com o decorrer dos dias e os locais por onde passo, as memórias atacam, os "déjà-vu's", as pessoas e embora os primeiros sejam agradáveis de sentir, depois de dias de constante bombardeamento é impossível não se ficar de rastos com isto tudo e sem vontade para mais nada.
Eu tento reviver momentos académicos vendo que já nada se mantém igual... e fujo, tendo depois reviver um pouco dos momentos tunantes onde já várias vezes prometi não me infiltrar mais e desiludo-me mais e por fim, recordo aquela pessoa que mais me marcou e tento passar por alguns locais chave de memórias e magoa-me ainda mais, e tudo se torna uma montanha russa de bom e mau.
Por outro lado, de todas as vezes que vim aqui, foi a primeira que consegui estar em Tuna, aceitando-me a 100% como ex-tuno e agindo como tal, daí que já tenha decidido que estou preparado para vir ao próximo evento deles onde os ex-tunos vão a palco na última música e actuam. Estou pronto a fazê-lo não para recordar mas para dizer o último "Adeus" a este grupo de amigos.
Por conseguinte e enquanto me passeava sozinho à beira mar na imensa Praia da Rocha, triste, eu abri os olhos e encarei a realidade. Isto mudou tudo, eu mudei por completo, todos os outros mudaram, e eu, não pertenço mais aqui e com eles. Há os que aqui ficaram, conformaram-se com uma nova realidade e seguiram com as suas vidas, e há o outro grupo que se dispersou seguindo a sua vida noutro lugar, e eu não compreendía o porquê de não virem cá recordar os velhos tempos, agora eu compreendo. Compreendo e também eu vou seguir o meu caminho, talvez já o tenha seguido há algum tempo, mas desta vez é um caminho onde não voltará a haver paragem temporária em Portimão... desta vez é um "Adeus Definitivo" e sem regresso, tenho de encerrar o livro onde essa história foi escrita e seguir sozinho sem nada nem ninguém que me remeta para esta fase da minha vida.
Adeus e levo cada um no meu coração, num lugar onde não me magoa recordar-vos mas sim onde sei o carinho enorme que vos tenho, e estarei disponível sempre que me quiserem visitar!

O dia de aula

Na quinta feira levantei-me às 08:00, vesti-me, calcei-me, lavei as mãos e a cara. Depois arrumei a mala e o Paulo veio buscar-me a mim, à minha mãe, à minha irmã e ao meu amigo Marco. Depois quando cheguei à escola ía ter música com o professor C.R. (Frankenstein). E a seguir fui ter matemática com a professora S. e o professor C. . A seguir fui ter História com a professora Z.R.. A seguir fui ter Educação Visual e Tecnológica com o professor J. P. . Depois fui almoçar frango frito com puré, e fui brincar. Quando tocou às 13:45 fui ter Inglês com a professora T.L., e a seguir Ciências da Natureza com o professor C. e às 15:30 fui para casa.
 
S. Matias, Novembro de 1997.
 
(Claro que na original estão os nomes dos professores, o que é ridículo eu lembrar-me disso lol, anyway mais uma entrada no meu book de antigamente lol)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O S. Martinho na minha escola

No dia de S. Martinho, come-se castanhas.
Na minha escola o nosso director de turma pediu que os alunos trouxessem um saco com castanhas, e os alunos concordaram. No dia de S. Martinho na escola, os professores assam as castanhas para os alunos comerem.
Depois metem as castanhas assadas nos tabuleiros, e as nozes e as amêndoas num alguidar.
Logo a seguir levam tudo para a sala de convívio onde se come. Depois come-se e bebe-se e depois vais para casa.
 
S. Matias, Novembro de 1997.

A água

A água é muio importante  para nós, se não houvesse água não havia vida.
A água serve para tomar banho, lavar a loiça, fazer a comida, para beber.
A água existe nos rios, mares e oceanos. Os sumos como a coca-cola, o sumol, o frisumo levam água. Quando fazemos ginástica suamos e ficamos desidratados e temos de beber água. Todas as semanas os funcionários das piscinas têm de mudar a água para as pessoas não apanharem doenças.
 
S. Matias, Novembro de 1997.
 
(ahahahah )

Era uma vez um Rei

Era uma vez um rei que era muito rico. Todos os dias mandava os seus guardas distribuir sacos cheios de moedas de ouro às portas das casas da aldeia. As pessoas gostavam muito do rei.
Um dia o rei quis passear no seu coche com a sua filha Helena e com a sua mulher Joaquina.
Foram até ao Rio Azul (como se diz) ver os peixes e os pássaros. A princesa ainda era jovem e foi brincar com os coelhos, os esquilos, os pássaros e os veados. O rei e a rainha chamaram a filha para se vir embora. Quando chegaram ao castelo já era noite e a rainha foi deitar a Helena. A Helena foi buscar o seu peluche e deitou-se com ele. Quando amanheceu a Helena foi tomar café da manhã.
Era uma mesa cheia de bolos, café, leite, sumo, etc.
Depois a Helena foi brincar com os seus amigos: a Sheila, a Sónia, a Otília, o Marco, a Patrícia e o Ricardo Ruaz, mas a melhor amiga era a Sheila.
O Marco e a Otília foram logo para casa. Logo a seguir a Sónia também foi e só ficou o Ricardo Ruaz, a Sheila e a Helena. No entanto, a mãe da Sheila e do Ricardo Ruaz vieram chamá-los, por isso a Helena foi para casa.
No outro dia a Sheila veio falar com a princesa Helena, e disse-lhe que namorava com o Marco e a Helena também disse que namorava com o Ricardo Ruaz. Depois foram dar um passeio de coche, a Sheila, a Helena, o Marco e o Ricardo Ruaz. Viveram felizes para sempre.
 
S. Matias, Novembro de 1997.
 
(mais sinais do estúpido romantismo que havia em mim :P lol )

sábado, 8 de dezembro de 2012

Os namorados

Num dia de trovoada, uma rapariga chamada Susana andava pelas ruas de S. Matias a brincar, de repente começa a chover e a ouvir-se trovoada. A menina desesperada, pois estava muito longe de casa e começou a correr, de repente a Susana tropeça numa pedra e começa a chorar. Um moço que estava em casa ouviu alguém a chorar na rua, e foi ver quem era, era uma moça.
Depois o moço levou-a para casa dele e secou-a, depois o moço perguntou-lhe o seu nome. E a menina disse que se chamava Susana, e depois a menina também perguntou o seu nome e ele disse que de chamava Pedro. E ele perguntou-lhe se ela queria namorar com ele. E a Susana aceitou o namoro com ele, depois o pai do Pedro levou a Susana a sua casa e os pais só estavam preocupados com ela.
No dia seguinte a moça veio à loja comprar açúcar, ovos, leite, Tide, champô Linic, etc...
Quando ia saíndo da loja deu de caras com o Pedro e ele quis acompanhá-la até à casa.
Depois o Pedro perguntou à Susana se queria dar uma volta, e a Susana disse só se os pais deixassem. Os pais da Susana concordaram, e eles foram-se embora, depois o Pedro perguntou se queria ir ver o Toy Story ao cinema, ela concordou. Depois compraram pipocas, coca-cola, batatas fritas de chouriço. Quando acabou o cinema o pedro levou a Susana para o jardim e quando chegaram lá, o Pedro disse para a Susana esperar no banco. O Pedro foi do outro lado do jardim para apanhar flores, ele apanhou rosas, cravos, malmequeres, tulipas, jarros e depois foi dá-los à Susana, a Susana gostou muito depois deram um beijo na boca, e continuaram o namoro.
21 anos depois.
A Suana e o Pedro já são crescidos. O Pedro pediu a Susana em casamento e a Susana aceitou. Depois o Pedro foi tratar da papelada toda. No outro dia, o Pedro foi a uma loja com a Susana comprar a roupa para o casamento três dias depois.
Chegou o casamento, o noivo já estava à espera na igreja, a noiva vem aí, chegando no carro. Depois o homem da música começou a tocar no piano a música do casamento, depois a noiva entrou na igreja com o pai.
Quando saíram da igreja foram dar voltas ao jardim, a apitar as businas dos carros. Depois foram para o copo d'água, lá havia bolos, sumos e carne.
 
S. Matias Julho de 1997.
 
(Já nesta altura me mostrava o romântico parvo que viria a ser)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Alentejo - Uma certeza

Cada vez tenho mais esta certeza ... o Alentejo é uma paragem a apagar da minha vida... só aqui tenho os meus avós e só por eles aqui venho, mais ninguém... familia ou amigo me puxa para aqui, e nada aqui me atrai, seja o local, seja pessoas, seja mentalidades.
Tenho vindo, tenho passeado, tenho pensado... mas depois de ter crescido, de ter evoluído, de me ter tornado mais forte, mais aberto, mais "moderno", vir aqui é uma dor para mim, um sufoco, agonia.
É como se eu ainda fosse aquele aluno de secundário amedrontado a fugir de tudo e todos, medo de falar e se impôr, que não tinha opinião e ouvía e calava seguindo as vontades de todos. Aquele que antes era forte por viver num mundo mental, pensando de mais e não falando, agora é forte por fora e não pensa muito no mundo exterior; mas como alguém que teve experiências traumatizantes e as ultrapassou, os medos estão bem guardados lá no fundo - adormecidos.
Eu não gosto desse Ricardo que sentia de mais e tinha medo do mundo, eu não gosto da pessoa que sou quando estou no Alentejo. E está provado que eu sobrevivo sem esta parte da minha vida, pois a minha vida começou quando saí do Alentejo, mas tenho de aqui vir e passar por esta experiência cada vez que quero ver os meus avós e tenho de aguentar isto por eles... só por eles...

A noite de Natal

Num dia de chuva eu e o meu pai fomos ao Mendro buscar um pinheiro para fazer a árvore de Natal. No outro dia eu e a minha mãe fomos buscar material para meter na árvore depois a minha mãe deu-me uma prenda e as outras pessoas também. A minha mãe deu-me dois Power Rangers; a minha tia deu-me uma K7 de video e um boneco dos Power Rangers; o meu pai deu-me um jogo dos Power Rangers; a a miga da minha mãe deu-me um mealheiro; o namorado da minha mãe deu-me um boneco do robocop; a minha avó deu-me um jogo; a minha prima Carmo deu-me um livro dos Cinco, a minha tia Hortense e a minha tia Natércia deram-me roupa. Comemos bolos e bebemos Coca-Cola, Sumol, 7Up e Trinaranjus.
 
S. Matias, Abril de 1997.

A história que se passou comigo

No dia 30 de Janeiro na minha Escola da Vidigueira, na hora do almoço, fui comer com a Otília, a Maria José e a Alexandra. Depois fomos ver as moças jogar ao mata, depois começei a dar apalpões à Maria José e ela queria bater-me mas depois entendemo-nos.
 
S. Matias, Março de 1997.
 
(loool que riso)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Texto sobre a cegonha

As cegonhas transportam cartas de um lado para o outro, algumas pessoas têm cegonhas e podem mandar cartas de terra para terra, há várias espécies de cegonhas, a cegonha branca é uma das mais conhecidas em todo o país, há mais cegonhas mas eu não posso falar das outras porque não as conheço.
 
S. Matias, Dezembro de 1996.
 
(Opah que riso .. estas minhas saídas lool )

Se eu fosse um pato

Se eu pudesse ser um pato eu podia nadar na água das barragens com os peixes, patos e patas e também galinhas de água. Os meus amigos todos são bons, principalmente a senhora Joana que era a  garça branca, tenho mais amigos, a rã pequena, o camarão rápido e outros mais.
Eu matava os peixes espada, tambem gostava de fazer qua qua qua qua, e nada à volta das flores marinhas. É esta a minha história se eu pudesse ser um pato.
 
S. Matias, Novembro de 1996.
 
(O que eu ri com esta em especial haha)

O Passeio da Escola

Eu e os meus amigos no sábado fomos no autocarro ao Zoomarine quando entrámos perguntámos se podiamos ir andar de carroceis e o professor disse que tinhamos que ir ver os espectáculos primeiro, os dos leões marinhos que foi com dois cawboys e um ladrão. Depois os golfinhos a fazerem coisas muito giras saltavam, dançavam, brincavam, comiam, e nós divertiamo-nos mas antes dos leões marinhos e dos golfinhos foi as araras, araras são papagaios muito brincalhões, dançavam, andavam de carro e de mota, andavam de Skeite e bicicleta. Depois fomos andar de carroceis. Primeiro foi na girafa, um carrocel que pulava muito. Depois fomos ver outro carrocel, eram os aviões e também eram os animais que era outro carrocel. A seguir fomos ver exposições, baleias, tubarões e golfinhos.
 
S. Matias, 5 de Março de 1996

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Se eu fosse um menino

Se eu fosse um menino eu ía à escola às 9 horas e aprendia muito e só saía às 3 horas da escola.
Depois chegava a casa e ía ver os bonecos e depois lanchava e ía passear e ao longe vi uma moça e eu chamei-a e perguntei-lhe se queria ir ao parque brincar e brincámos no escorrega, nas cadeirinhas, no vai-e-vem, na espinha, na escada, nas cadeiras.
Ela chamava-se Catarina e fomos chamar outro moço e outra moça, e fomos brincar todos, depois era dia da catequese e fomos lá só que tivemos de esperar muito porque a catequista não vinha, depois começou a chover muito e tivemos de ir para casa, depois é que veio a catequista e a gente já lá não estava porque tinhamos ido para casa só que a catequista tinha o meu número de telefone e telefonou-me para casa.
Eu atendi e ela disse para eu ir chamar os outros e eu fui, vesti o meu casaco e meti o gorro porque estava chuvendo.
E eu fui chamar os outros só que um não estava e a catequista teve que marcar falta depois aprendemos muitas coisas sobre Jesus, e depois saímos da catequese e fomos para casa porque estava chuvendo se não íamos brincar, já era quase de noite e eu estava em casa e a minha avó disse para ir chamar o meu avô e eu fui chamá-lo e ele estava no café bêbedo porque bebeu muita cerveja e eu fui chamá-lo mas não queria vir para casa tive que ir chamar o meu pai para o trazer e ele trouxe, mas o meu pai comprou-me um ovo de chocolate depois fomos para casa ver a novela e fomos dormir.
 
S. Matias, 4 de Março de 1996
 
(Esta história deve ter sido a descrição de um dos meus dias na rotina lol ).

Fábula - A Cigarra e a Formiga

No verão a Dona Cigarra não parava de cantar, mas a esperta da formiga estava a trabalhar porque quando chegasse o Inverno já tinha onde se agasalhar e a cigarra lá estava a cantar ao pé das flores do campo, ao sol e não parava.
A formiga já tinha a casa pronta e foi apanhar comida para que quando chegasse o Inverno não passasse fome e lá foi arranjando comida. Mas a cigarra não fazia nada, mas que tão preguiçosa que era, que nem fazia a sua casa. Porque quando chegasse o Inverno não tinha agasalho. Já tinha arranjado comida e a formiga quis ir apanhar flores para meter nas suas jarras. TInha os móveis tão limpinhos, a cigarra não tinha nem um.
Chegou o Inverno e caiu uma chuvada e a cigarra foi a casa da formiga, bateu e ela atendeu, e perguntou-lhe. - Posso ficar aqui? - Podes mas a vida não é só trabalhar, cantar é também trabalhar.
 
S. Matias, Fevereiro de 1996.
 
(Viu-se que tentei descrever uma história que ouvi em algum lugar, e no fim perdi-lhe o sentido lol)

História de uma cegonha

Num dia muito bonito de sol, um rapaz chamado Ricardo viu uma cegonha ao pé de uma árvore, muito triste porque não levava nenhuma mensagem.
O Ricardo ficou com pena e escreveu uma carta para uma menina chamada Catarina.
E pregou uma mensagem à patinha da cegonha e perguntas que estavam lá. Depois voltou a meter a mensagem e lá foi a cegonha e a Catarina segiu-a até ao Ricardo e quando se viram ela achou-o bonito, ele achou-a bonita. E casaram-se felizes para sempre.
 
S.Matias, Fevereiro de 1996.
 
(Eu era bem romântico é de admitir ahah )

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

"Se eu fosse um boneco de neve"

"Se eu fosse um boneco de neve, tinham que me fazer bem redondinho com dois botões fazendo de olhos, e uma cenoura fazendo de nariz e um cachecol à roda do pescoço, e queria que me protegessem por causa do calor para não derreter. E que brincassem comigo às escondidas, mas que não me desmanchassem."
 
S. Matias, 19 de Dezembro de 1995
 
(Mais um texto escrito por mim quando era pequeno, sem correção ortográfica. Já dava para ver que tudo rondava no "Se eu fosse..." ).

"Se eu fosse uma árvore"

Se eu fosse uma árvore, primeiro eu era uma semente e estava numa loja para ser vendido.
"Num dia, uma senhora chamada Ana quis comprar-me e o dono da loja, deu-me por 200.00 à senhora.
Ela levou-me para casa. E quando chegou a casa ela levou-me para o jardim, para me semear no seu jardim. Depois meteu-me na terra e regou-me. E no outro dia eu fui sentindo que estava crescendo, quando me, vi estava mais crescido. E depois vinha de lá um enxame mas não me fizeram mal só iam buscar nectar da minha amiga malmequer, depois eles guardaram o mel em mmim. No dia de sol veio um urso e empuleirou-se em mim e comeu o mel todo. As abelhas picaram-lhe que é para ele não comer as coisas dos outros. E foram-se embora. Só que num dia apareceu uma piriquita que me arrancou metade do tronco para fazer o seu ninho. E lá fez o seu ninho, depois começou a fazê-lo até que começou a pôr ovos.. E veio um piriquito que veio ver se estava tudo bem e perguntou! Ó piriquita já puseste ovos? Já disse ela, eu já venho vou ver se arranjo insectos para quando as piriquitas nascerem. Passou dois dias, os filhos nasceram eram cinco piriquitas, e veio o pai, era quase meio dia e ele trouxe muitos insectos. Moscas, mosquitos, aranhas, gafanhotos, minhocas, etc... tinha era que chegar para todos mas enfim, chegou o pai e partiu logo de viagem. E no outro dia a mãe piriquita quis ensinar os filhos a voar e um filho foi exprimentar e conseguiu o segundo também conseguiu o terceiro também conseguiu o quarto também conseguiu mas o quinto foi experimentar mas caiu mas eu joguei-lhe uma folha e ele foi voando nela e até que chegou ao chão a mãe foi buscá-lo e meteu-o no seu ninho e a mãe mostrou-lhe como é que se voava, e ele experimentou outra vez até que conseguiu e a mãe disse-lhe eu tenho que partir à procura do vosso pai. Vocês terão que se alimentar sozinhos fiquem com a vossa amiga árvore, ela vai-vos agasalhar com as suas folhas. Passou-se um dia e estava muito frio e eu tive que os agasalhar com as minhas folhas chegou o Natal e eles não abriam nenhumas prendas até que eu fiquei com pena deles e com os meus ramos meti o ninho em outra árvore e trouxe-lhe uma prenda. E eles abriram e saiu de lá voando o pai e a mãe e foi uma grande alegria e passaram um natal bom todos."
 
S. Matias, 16 de Março de 1996.
 
(Tive de partilhar este pequeno texto, escrito por mim em 1996 ahah , anos luz, apenas está corrigido ortográficamente e não na pontuação ou forma de escrita).

sábado, 17 de novembro de 2012

Para quando o resgate

Eu nunca me considerei um rapaz giro, aquele rapaz por quem um ou dois suspiram e fazem loucuras por amor. Eu desejei muitas vezes ser esse rapaz, sonhei alto muitas vezes, e nunca mudei os meus critérios de selecção e sempre e mantive fiél ao tipo de rapaz que gostava e arrisquei algumas vezes.
Hoje não sei como tive alguns que tive, não sei o que eles achavam de mim, relações loucas onde eu me perdi de paixões e dei tudo de mim e nem sequer parei um minuto para ver se também lutavam por mim. Talvez por achar isso mesmo, que não era nada de especial eu não dei margem para descanso e as coisas sempre acabaram sem retorno.
Muitas vezes me magoei, mas nestas aventuras o tempo cura tudo, mesmo as mais difíceis e por mais que ainda hoje eu pense na última vez, no último rapaz, eu sei que parte desse sentimento é por não ter tido mais ninguém desde então.
Hoje eu cresci, tive os meus flirts, mas há três anos que me desliguei de relações sérias, tornei-me frio ainda que carente, tornei-me instável, sem confiança, o meu corpo é um estranho para mim quando tem a ver com jogo de sedução ou deixar que olhem para ele. Sinceramente já não sei do que sou capaz e prefiro não flirtar com ninguém e ficar no meu canto, deixei até de sair à noite, de beber... focando-me noutras coisas. Sinto-me uma pessoa "sem piada".
Estou sensível, qualquer acto romântico, manifestação de carinho na rua, um filme mais meloso, tudo me deixa frágil, nostálgico e muitas vezes as lágrimas forçam a sua saída.
Se ainda existe quem me valorize, na maior parte das vezes, mesmo que quisesse dar valor ao interior fechando os olhos ao exterior, eu nem acredito nas coisas que me dizem... que sou isto ou aquilo, e acabo por rir ou desconversar... e as pessoas partem para outra, ou desistem.
Sei que aqui onde estou, muitas vezes evito contactos para eu não ter mais nada a balançar a minha decisão de ir embora, mas não sei até quando isto durará ... esta pausa já dura há muito e temo que me tenha metido num caminho interminável e onde ninguém pode entrar para me encontrar... quando será que eu vou começar a "deixar cair as ditas migalhas de pão" para me encontrarem e me resgatarem deste limbo onde há muito me encontro?

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Caralluma * Algo a tentar

Primeiro podem-se rir e depois podem-se perguntar o que é isto : Caralluma. Pois é, há uns tempos atrás eu publiquei algo a dizer que estava numa dieta louca, mudança de regime, um acto de loucura.
A Caralluma é um produto proveniente de uma planta originária na Amazónia e esbarrou comigo via "Facebook" pois é, como qualquer coisa que eu leio sobre emagrecimento via - chás, produtos ou whatever, não acreditei. Como qualquer produto que se refira a emagrecimento mostrando fotos de modelos, ou apenas as opiniões positivas que mesmo estas deixam muitas dúvidas e muito a desejar, não acreditei.
Ainda assim, a forma como a página era apresentada, os testemunhos e a forma como explicaram as coisas deixou-me a pulga atrás da orelha. Pesquisei um pouco na net sobre o produto e descobri que é um produto há muito usado, principalmente por culturas brasileiras hoje em dia, para saciar a fome, para o estômago ficar tipo dormente, ou seja, para naqueles momentos entre-refeições não sentirmos aquela vontade de comer ou "petiscar". Indo mais a fundo na pesquisa, descobri que era o que davam aos mais desfavorecidos naqueles países pobres de terceiro mundo, onde quase não há para comer, ou para atravessar as estações mais secas, e era-lhes dado a comer os chás desta planta para não precisarem de comer com tanta frequência.
Pois é, aqui o "Je" que não se dá a muitos esforços para conseguir algo, gostou do que leu, ou ficou curioso, e para adquirir isto apenas tinha de pagar uma simples quantia de 30 euros e gastos de envio por correio, para a minha morada em Portugal. Fechei os olhos, e a consciência e decidi encomendar. Não acreditando, pois tudo o que fiz na minha vida apenas me levou a um caminho longo e árduo para ter o corpo que quero, dietas, ginásios, nutricionistas, nunca estando contente com aquilo que tinha atingido pois havia sempre barreiras - limites que não conseguia ultrapassar. Mesmo não acreditando nestas "cápsulas" eu comecei a tomá-las, seguindo com a minha rotina normalmente, comendo normalmente, uma cápsula por dia ao acordar que mal tem ...
E eu apenas sinto que tenho de escrever, não só para mostrar que isto realmente resulta, mas também para dar a conhecer os efeitos negativos, que as páginas não mostram e também os há.
Pois bem, eu comecei, os primeiros dias, tudo normal, sentia um pouco de gaz no estômago, nada de grave; comecei a sentir alguns dias que realmente não tinha fome, a meio da manhã durante o trabalho não tinha fome e quando chegava para o almoço realmente comia pouco e ficava saciado muito rápido; ainda assim não ligando ao que comia ou bebia. Por mais que me sentisse cheio, o meu cérebro - o nosso principal desafiante em qualquer regime, ele dizia-me que tinha de petiscar ou comer e quando tinha de o fazer, embora muitas vezes o meu estômago não mo exigisse.. E dias depois comecei a entrar em dilema, dava comigo com a comida na mão e não tendo fome, comecei a questionar-me ..porque é que vou comer... então eu posso dizer que a primeira fase da Caralluma é o confronto do cérebro com o estômago, fase em que se deparam com vocês a não ter fome numa altura em que todos os dias era suposto estarem a comer algo. Eu já passei essa fase, com sucesso.
Antes de continuar tenho a dizer que, como em qualquer regime que tenha feito, excepto um ou outro, não me sigo por balanças, prefiro sentir-me bem com o meu espelho, com o que visto e principalmente comigo mesmo - nao que já tenha alcançado isso, mas é por esses passos que conduzo a minha auto-estima.
Dias seguindo, o corpo logo não se sente fraco por não comerem, primeiro porque ainda tem muita reserva de gordura em sí e depois porque a Caralluma é uma planta que tem imensos extratos do chá verde semelhantes ao da cafeína portanto energia ao início não lhes vai faltar.
Continuei. Se já me sentia diferente, sentia, senti-me menos inchado, senti-me de estômago vazio pouco tempo depois de comer, mas aquele peso na consciência por me sentir cheio depois de comer, agora não o tinha tão frequentemente. Portanto posso dizer que isto é um percurso muito mais que físico, também ele psicológico. A primeira coisa que notei a emagrecer foi a cara, sempre onde perco volume primeiro, braços, peito e rabo. Aquilo que há durante semanas consegui com o ginásio tinha ido agora tudo por água abaixo e nem dei conta, excepto talvez um pouco de peito que ainda me restava. Não posso dizer que emagreci ainda porque sentia-me "grande" graças à massa muscular ganha no ginásio.
Olhando-me ao espelho comecei a sentir o osso das minhas pernas na parte de baixo, comecei a sentir o osso em baixo do pescoço e na barriga o meu maior desafio de sempre, debaixo do peito comecei a sentir menos carne, mantendo ainda a barriga que nunca consegui perder. Tudo o que eu sentia de novo era uma vitória e motivava-me a viver o dia normalmente apenas com aquela cápsula matinal.
Um mês. Encomendei para mais dois meses, e aqui começou um pouco mais de desafio. Como o extrato da planta era semelhante à cafeína eu vi-me a debater contra um dos meus maiores vícios a coca-cola/pepsi, algo que sei que tem impedido que perca a barriga que tenho mas que eu adoro e me tem acompanhado sempre e ultimamente eu estava num consumo descontrolado dessa bebida; e é uma bebida que têm a sua cafeína e as suas propriedades que danificam os ossos e tudo mais. Ora eu sou uma pessoa que não consome café, que adora dormir e isto afectou-me, tinha crises de tensão descontroladas, cara dormente, tonturas comecei a ficar preocupado, sabia que poderia ser devido às capsulas, mas ao invés tomei uma super decisão - parei de beber a minha bebida preferida, hoje posso dizer que tou há semanas sem coca-cola/pepsi, por isso se não emagrecer até onde quero, pelo menos parei de beber algo que me faz mal, ainda que eu adorasse. As crises de tonturas pararam.
Seguindo os dias, notei que o meu sistema imunitário estava muito mais fraco, estou mais receptivo a constipações, já apanhei duas desde então - nada que eu não controle depois. Notei-me cansado, muito cansado por vezes, com menos resistência no corpo, sem conseguir fazer grandes esforços como força para carregar grandes coisas ou correr, muito se deve a comer muito pouco. Estou constantemente na casa de banho. Sonolência. Há dias em que durmo profundamente horas a fio, há dias em que estou cheio de insónias, talvez se deva ao facto de que retirei parte da minha cafeína diária e agora durmo mais profundamente, e talvez por ter retirado esse vício agora tenha algumas insónias, uma espécie de desintoxicação. E retirar esse vício também me tem dado alguma ansiedade e nervosismo.
Semanas depois vou no meu terceiro mês, e já encomendei para mais um mês, não tenho a mínima noção de quantos quilos perdi, se perdi, sei que me sinto leve, sei que reduzi um número de calças e o M que vestia justinho na parte de cima graças ao ginásio, agora visto sem estar justinho. Sinto ao espelho que perdi um pouco da barriga, e calculando eu mesmo, ainda tenho pelo menos uns dois ou três meses para estar como quero, mas o melhor estado de alma que encontro é saber que estou num percurso e seja em que parte do corpo for, seja em que sensação diferente que tiver, eu sinto que aqui ou ali eu tou a mudar devagar, com cabeça. E estou contente por isso. E não sinto que tenha de escrever isto apenas para dizer que vale a pena e que nem todo o percurso é um mar de rosas, mas para dizer também que é algo que para pessoas para quem o peso foi uma sombra durante anos isto é realmente uma porta para um caminho a seguir, com tempo e paciência.
Que tenham noção que nem todos os corpos reagem da mesma forma, portanto o que acontece comigo pode não acontecer aos outros. Eu espero voltar a escrever sobre isto daqui a tempos e com mais novidades positivas, pois no fim de tudo este é o meu mais antigo objectivo.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Voltar ao ponto de partida ?!

Hoje tenho pensado muito em algo que muitos me têm vindo a sugerir, como forma de conseguir entender o que realmente quero para o passo seguinte. E atenção, eu já não vejo a minha situação como uma desistência da minha situação actual, eu vejo como "querer uma aventura diferente", novos desafios. Mas como fim de entender o que quero e para onde quero ir, foi-me colocada a hipótese de passar uma temporada no local onde a anterior fase acabou, para realmente reviver os momentos por um curto espaço de tempo, reviver os locais e assim o meu pensamento reiniciar, a minha bateria recarregar... por outras palavras... regressar a Portimão e ao Alentejo!
O locam que me deixa imensa Saudade, mas também o local que me deixou à beira de um esgotamento psicológico, de tal forma que me fez regressar ao único local onde jurei nunca mais regressar... o Alentejo.
Resumindo... não sei realmente o que decidir e ainda tenho meses para pensar... só quero fazer o melhor para mim e para o meu futuro profissional.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Momento ... belisca-me!

Neste momento há toda uma ausência de conversa entre nós, nem parecemos viver no mesmo mundo ...
Neste momento já nada me magoa, nada mais há que eu possa partir portanto ... neste momento apenas existe um relógio que foi congelado no tempo, num sítio onde a erva já começou a crescer em volta dos pés.
Eu olho para ti ... e tu olhas para mim... se tu me desses um minuto, eu provavelmente ... não saberia o que te dizer, provavelmente o minuto passaría em vão e eu apenas estagnaría a olhar para ti, apenas feliz pelo momento e tu .. beliscavas-me...
Talvez se me deixasses ser a tua luz ... em vez daquele que luta por ti, talvez apenas um minuto chegasse ... se tu me beliscasses.
Aqueles pássaros negros estão de novo a fazer barulho ... e é uma imagem que eu vejo constantemente e me tira o fôlego.. daquela mesma forma que tu me tiras-te quando me disses-te "acabou ... Adeus"!
Às vezes ainda sinto a rigidez, a frieza daquelas palavras apenas quando me sinto sozinho e por minha conta.
Então esse minuto talvez fosse suficiente, se chegasses, me beliscasses e me dissesses que não estou sozinho...
Na minha cabeça eu vejo o teu rosto, eu oiço a tua voz e eu fraquejo e vejo que agora sou só eu ... sem ti.
Então agora quando eu preciso de ti eu acendo uma vela... e apago a luz, olho para o céu estrelado e escolho uma das estrelas que o habitam... Por vezes esqueço-me das estrelas e olho o mar repleto de memórias que guardou e insiste em não me deixar recordar...
Se  neste momento em que quero recordar, tu ao menos me pudesses beliscar ...

Férias aproximam-se ...

Portugal aproxima-se, quero aproveitar mas não quero fazer asneira desta vez. Das outras vezes ou ganhei ressacas enormes nos primeiros dias; outras vezes eu ganho escaldões de morte, e não aproveito o resto das férias.
Há as vezes ainda que perco tempo com pessoas que não interessem e demonstra ser uma perda de tempo.
Quero aproveitar o máximo possível, ignorar o máximo o que e quem não interessa, pois tenho o meu psicológico para restaurar, a minha força interior e motivação a recuperar, e tenho muito para pensar e só quando atinjo o máximo estado "zen" é que consigo chegar às mais exigentes conclusões...
Portugal espera-me e não podia ser outro destino desta vez. Até já !!

sábado, 13 de outubro de 2012

Objectivos demorados * Paris

Hoje estou num daqueles dias em que tenho o meu caminho delineado, em que sei os passos que tenho de dar e como me tenho de preparar para os tomar e apenas queria que o tempo voasse até ao momento do "acto"... o tempo está a passar e eu sinto-me a perder grandes momentos enquanto estou nesta fase da minha vida. Não lhe chamaría um limbo pois não me sinto à deriva, vim para a Suíça com uma mente aberta sem saber o que me esperava por aqui, e tempos depois ficou clara a ideia de que eu tinha de aqui vir principalmente para resolver o assunto da minha sexualidade com a minha família, e assim foi. Aparte isso, já nada me atrai aqui, agora que estou bem com eles e que já conheci o que é viver e trabalhar aqui.
Ultimamente coloquei-me num prazo limite para sair daqui e todos os dias penso numa forma rápida de o fazer, fecho os olhos ao que vou gastar para o fazer e apenas o quero apressar. Outros dias há imprevistos que atrasam um pouco esse "dia final" e isso me entristece. Há dias que sei claramente para onde ir numa fase seguinte e há outros em que simplesmente já nada sei. E isso amedronta-me, deixa-me nostálgico, pois eu quero ter certezas, eu quero saber ou pelo menos estar curioso em como será viver ou estar em determinado sítio, não quero chegar lá e passado algum tempo sentir-me de novo incompleto e à deriva e a querer mudar de novo.
Tenho dias em que penso que não devo seguir para mais lugar nenhum diferente e apenas regressar a onde tudo começou, Portugal, e recomeçar de onde deixei quando saí, mas tenho a consciência que ainda não é o momento, não posso fraquejar e tomar essa decisão pois não é a mais acertada.
Por agora só sei que tenho completa certeza que num determinado prazo irei sair da Suiça, e até lá vou preparar muito bem o meu terreno pois já não sou uma criança e seja qual for a decisão a tomar será por minha responsabilidade e em nada irei contar com a minha família, porque eu assim o decidi fazer.
Há uns tempos atrás visitei Paris pela segunda vez, pois fui lá com o intuito de visitar a Disneyland Paris com o meu irmão e a minha mãe, e não pude perder a oportunidade de lhes mostrar a cidade, seria um desperdício. Nesta segunda visita, tive a oportunidade de "revisitar" alguns sitios e prestar mais atenção a outros que me tinham passado ao lado, e não podia ter ficado mais maravilhado com o que senti e vivi nestes dias, não poderia ficar mais "in love" com a cidade. E não bastasse este novo amor e o desejo de mudar de rotina, vem o desejo de ser um desconhecido para o mundo, um desconhecido no mundo, nesta cidade - isso fascina-me.
Se há tempos me tinha apaixonado pela cidade portuguesa de Sintra, desta vez era um amor platónico além-fronteiras que não sei explicar. Sinto-me atraído por ela, sinto que é ali que tenho de estar, e ali tenho de me encontrar... ou perder.
Há um misticismo que me chama e me suga que não consigo explicar... Quero explorar cada história e cada recanto desta Deusa e cada lenda que ela tem envolta em si. Despertou paixões em mim há muito adormecidas como a leitura, o desejo de cultura, o romantismo do qual eu me achava desprovido há muito...
Na minha cabeça tenho os prazos para mudar definidos e tenho de me preparar muito bem. Se é Paris ou não, não o sei, só sei que daqui eu tenho de sair, e tenho até quase ao fim para me decidir.

domingo, 7 de outubro de 2012

Medo

Dizem que uma ferida interior nunca se cura, é verdade, seja ela qual for ou de que origem tiver... pode cicatrizar, pode endurecer mas basta a mesma fonte que a fez reaparecer para ela se fragilizar. Pode não a reabrir, porque está fortalecida mas com muita insistência pode mesmo deixá-la dolorida e a querer reabrir de novo.
Assim foi um dos meus recentes dias, estava eu a trabalhar umas horas num café quando tive de fazer frente a um homem alcoolizado, um daqueles que aparenta ameaça, que sabe ferir tanto com actos como com palavras, dos mesmos que eu tive de enfrentar durante os meus iniciais tempos de estudante. Eu tremi, mas tive de recusar vender-lhe alcoól, eles não me disseram muito, e eu estava mais fortalecido que antes, pois apesar de continuar com medo consigo enfrentar, mas por dentro estava completamente a tremelicar...
É chato quando as cicatrizes nos danificam para a vida e nós não podemos fazer nada em contrário.
Isto deu-me também que pensar, pensar nas outras cicatrizes que tenho. Se um dia eu também me cruzar com os mesmos causadores dessas cicatrizes como irei eu reagir... let's see.

domingo, 30 de setembro de 2012

E começam a casar !

Hoje preciso de meter cá para fora uma espécie de frustração/ felicidade que senti ontem e ainda não me ambientei à ideia.
Ontem estava muito bem em minha casa e uma das minhas melhores amigas (uma que tem estado ausente da minha vida ultimamente porque encontrou um namorado um bocado ciúmento e já não se divertimos como antes) fez-me uma video-chamada no facebook para nos vermos e falarmos um pouco. Com a saudade e tudo mais falámos, mas eu sou de guardar um pouco de rancor e guardar as coisas que sinto para mim, nestes casos, eu sentia-me tocado com a actualidade em que a nossa amizade se encontrava e como ela pretende que a nossa amizade seja daqui para a frente, e ao mesmo tempo que falávamos isso vinha-me à cabeça.
Eu entendo que uma pessoa mude um pouco a sua personalidade por alguém, entendo que dedique a maior parte do seu tempo à pessoa que ama, entendo que lhe faça a maioria das vontades. OK. Mas não entendo quase esquecer os amigos, não entendo afastar-se de uma pessoa porque o namorado tem ciúmes, não entendo parar de se divertir como gostava de fazer só porque o namorado não se diverte da mesma forma, ainda que entende que os gostos se alteram e as pessoas fiquem mais sérias, conheco-a bem demais para saber que não é o caso.
Fiquei magoado com isto tudo em relação a ela. E ontem ali estava ela, pois eu ausentei-me e deixei de dizer coisas e ela veio falar comigo, não para me questionar da minha ausência, NÃO, mas sim para termos uma conversa banal como se falássemos todos os dias, e no meio dessa conversa banal ela convidou-me para o seu Casamento.
É uma daquelas palmadas que levamos quando tamos na idade dos vinte's e algum amigo nos diz que vai casar ou engravidou, e nós temos imensos cenários na nossa cabeça.
Nesse momento tive reacção para me sentir lisongeado e agradecer o convite, mas no meu interior eu não consegui ficar feliz com a situação. Fiquei feliz por ela e por este passo, porque acredito que é um passo mágico e super importante para alguém quando se faz com a pessoa certa, espero um dia fazê-lo também, mas senti perder ainda mais aquela miúda "livre" que eu tanto adorava há uns tempos atrás e ainda adoro igualmente.
Ela é uma irmã para mim, ainda que só a tenha conhecido na Universidade, e como já referi foi lá que conheci os meus verdadeiros amigos, ela é sem dúvida uma deles, tornou-se alguém a quem considero irmã mesmo. Passei imenso com ela, temos histórias para um livro ou mais, pensamos da mesma forma e vimos das mesmas origens, vivemos aventuras, vivemos viagens, vivemos sofrimentos, praxes, tuna, actuações e muitos segredos partilhámos. Mas o mais importante desta relação é que não tivemos lá um para o outro apenas nos momentos bons, ela soube-me abrir os olhos quando eu não era correcto e eu a ela antes de fazer qualquer coisa que ela se fosse arrepender. Por isso a amo.
É sem dúvida das minhas melhores amigas. Mas se eu por um lado já consegui passar à fase seguinte da minha excelente vida académica e me habituei a isso, ainda tinha presente a ideia que sempre que no meu coração eu quisesse reviver essa vida eu tinha sempre estes melhores amigos, este grupinho que bastava tarmos juntos e reviviamos esses momentos, bebíamos, ríamos e esquecíamos. E quando vemos que com algumas dessas pessoas, as mais importantes isso se torna cada vez mais uma ideia distante, uma ideia efémera entristece-me. E se ela já se tinha afastado de mim graças ao namorado, com "marido" então eu vi esse Casamento como uma espécie de despedida da pessoa que eu amava viver a vida ao máximo. Claro que ela continuará com a mesma importância e peso na minha vida e nada muda em termos de consideração, apenas é mais uma coisa que tenho de me conformar.
Lá estarei naquele dia que é importante para ela, porque ela é importante para mim e eu sei que sou para ela apesar de não dizermos um ao outro com a mesma frequência. E vou ficar feliz por este dia como ela o está.
Amo-te N.P.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Sonho

Hoje tive um sonho, um daqueles que me acordou e me deixou a pensar, deixou-me melancólico e agoniado, mas fez-me reflectir bastante, pois foi algo bom.
Acontece que eu posso ter saudades dos velhos tempos de Universidade, amigos, jantares e noitadas, mas a chama, o desejo que me movía, apagou-se e foi substituído pelo peso da responsabilidade que o passar desses tempos originou. De certa forma fez-me esquecer o quão facilmente eu era movido por esta magia.
E neste sonho lá estava eu, num dos fins-de-semana no Alentejo, daqueles super pequenos pois a minha cabeça estava em Portimão e só queria lá estar também e aproveitar tudo ao máximo e estava em cada em corpo e não em mente.
E no sonho estava eu, no fim do fim-de-semana e prestes a perder o meio de transporte para o Algarve por um atraso qualquer e eu fazia de tudo para ir para o Algarve, apanhava o transporte que fosse preciso, ou levava o tempo que levasse, o que importava era ir. E neste sonho fez-me ter nitidamente em mente não só o reacender dessa chama mas também de me lembrar de tudo o que estava à minha espera lá em baixo, de tudo o que eu amava e fui perdendo e esquecendo ao longo dos anos.
Foram vários os factores que me fizeram esquecer tudo isso, e eu sempre dizia que nunca íria de lá sair, e cheguei até ao ponto de querer fugir por não mais tolerar aquilo. Acho que a certo ponto devia ter aprendido a conciliar a rotina que tinha tido até então com a nova rotina e não consegui. Mas amei o sonho e sei que tão cedo não me vai sair da cabeça.
 
 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Continuação no caminho certo ... espero que sim...

E aqui vou no quarto dia, como e é inútil, as cápsulas tiram-me a fome, excitam-me, adrenalina, fazem-me digerir tudo o que como e não me dá fome alguma, já não sei quando devo comer, como para não desmaiar do nada a qualquer momento, mas forço porque não há apetite algum.
Mais que nunca vejo que 80% do processo digestivo é psicológico, pois agora que o apetite se foi, vejo que só o meu cérebro me pede comida, só ele me diz "está na hora de petiscar alguma coisa" e é esta a minha maior luta, como sempre foi. Espero que seja mais fácil, ter o estômago a roncar e o cérebro a pedir comida acho ser mais difícil que apenas o cérebro a pedir e eu não ter fome alguma...
Em contrapartida desincheii e já começo a ver descida em algumas partes específicas... vamos v er... tenho cápsulas para um mês... e quando estou ocupado o tempo passa e não como... tenho de ocupar a mente agora mais que nunca... será desta?!?! Vou pedir a tudo para que resulte ....

Caminho certo ... Será ?

Bom, já faz algum tempo desde o meu último "post" em relação ao meu corpo e o martírio que é este percurso para emagrecer e sentir-me bem com a minha imagem...
Pois é ... não consegui cortar radicalmente com muita coisa, mas cortei imenso, como menos ... já é um ponto, sinto-me menos inchado, e sinto-me cansado e fraco também, agora mais ainda.
Há dois dias atrás e até fazer um mês vou tomar estas "cápsulas" ... sim é uma loucura de extremos mas estou disposto a tudo. Supostamente estas cápsulas aceleram-me o metabolismo, dão-me fome, deixam-me fraco, pois com a fome não como muito para o organismo ir buscar todas as reservas e assim perder peso, e o que como é rapidamente digerido, é algo que nunca senti antes e vou passar por isto sem contar a ninguém pois isto tem mais efeitos.
Além de cansado e fraco, fico sem sono,  a tensão irregural e os batimentos cardíacos acelerdos, sinto-me irrequieto e as minhas hormonas ficam em alta. lol. Horrível.
O segundo dia foi muito pior que o primeiro, mais fraco e com um disparo cardíaco enorme, espero ver resultados em breve ... vou actualizá-los em breve.
Rik.
 
 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

I'm sick and tired!

You taught me how to love, you taught me how to live, you taught me how to laugh, you taught me how to cry, but when you left, you forgot to teach me how to forget you.
Real tears are not those that fall from my eyes and cover my face, but those that fall from my heart and cover my soul.
I may regret the way we ended, but I will never regret what we had together. I didn't stop loving you, I just stopped showing it... beacuse no matter how much I tried, you just wouldn't get it... !!!
People tend to say I'm mature for my age, appearance and mentally, it's true, I suppose, but I wish it wasn't, I want to be young and fun again. I'm not the boy for you, I'm not the boy for anyone. I don't deserve that happiness...
I wonder sometimes, why we have a heart only for it to get crushed and broken every time we open it. Why we still open up after having our hearts crushed. Why we allow ourselves to fall in love when we know nothing ever lasts. The thing is no one actually knows why.
Ne rejette jamais ceux qui t'aiment et qui s'inquiètent pour toi, parce qu'un jour tu te rendras compte que tu as perdu la lune pendant que tu comptais les étoiles!
Tu m'a appris a t'aimer, apprend moi a te detester...
Your appearance shouldn't make you feel lesser in any way, shape or form because what truly matters is what no one can see. What truly matters is how you think, how your heart feels and what you can offer the world.
A flat stomach is nice, no doubt about that, but a good heart and working brain is absolutely priceless these days and shouldn't be overlooked for something as trivial as how someone looks.
I am sick and tired, sick and tired of obsessing over my body, waking up everyday, looking in the mirror and being unhappy with the way I look. If only I could have a body like him ..., I'd drink to myself. I'm sick and tired of what happened to our world; of these images of whats acceptable and beautiful, when really its unobtainable, and then everyone who doesn't look like that feels inferior. I will never have a perfect body, not ever, unless I got plastic surgery; I'm sick and tired of feeling so depressed and low and self concious and insecure. Maybe I'd be more confident if I didn't have to see images of what I don't look like every time I turn on the tv or read a magazine, sometimes I don't even want to face the world cuz I don't feel pretty enough, I feel constantly judged on my looks. I'm sick and tired of people saying "but you're so beautiful*, what you see is not always what you get, and we all know this.
The truth is I look disgusting naked according to society, and even if someone thinks I'm beautiful there's someone who they think is even more beautiful, I'm sick and tired of not feeling good enough. I'm sick of wanting to have this unrealistic body, I'm sick of feeling bad when I see someone with a nice body, that they were born with an thinking "why can't I have that", I can't take this anymore, it is tearing me apart. I want to be loved and accepted for who I am, no not just accepted, I want people to honestly think I'm a beautiful person and not to compare me to anyone. I'm tired of apologizing for not being perfect, or for not having such a nice body.
I feel I'm a good person, I'm compassionate and caring, but none of that matters, all that matters to people is how you look, people get praised more for their outter beauty then inner.
I'm so confused and I stress myself out over trying to find answers that are just impossible to find, I feel that one day, I'm just going to lose my mind, but I may have lost it already ...
 
 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Eu sou!

Sou o rapaz que quer que olhes para ele!
Sou o rapaz capaz de te amar!
Sou o rapaz que quer ser amado!
Sou o rapaz que deixou de acreditar no amor!
Sou o rapaz que já sofreu por amor!
Sou o rapaz cujo coração já foi quebrado em mil pedaços!
Sou o rapaz frágil de personalidade forte!
Sou o rapaz que não tem um corpo de sonho!
Sou o rapaz tímido com desejo de se soltar!
Sou o rapaz que quer ser um sonho para alguém!
Sou o rapaz teimoso, tempestivo!
Sou o rapaz com uma história de vida!
Sou o rapaz sonhador!
Sou o rapaz que quer mais da vida!
Sou o rapaz que é capaz de não pedir mais nada além de amor!
Sou o rapaz romântico!
Sou o rapaz capaz de te dar o mundo!

sábado, 25 de agosto de 2012

My Body

Slicing and dicing
My skins cut to shreds
Allowing the fat to drain out
*
Blood circles pool at my feet
The life seeps out
An in death i go to sleep
*
Hating the shell
That houses my soul
Wanting to get out
To break free
But i've lost all control
... to the fat
*
Unloved and hated
The odd one out in this crowd
Awkward sized
Awkward all around
Clothes don't fit the body
The body doesn't fit the person
The person doesn't fith with those around
*
How did i get this point?
Where i'd rather slice open my stomach
Then take another bite
I'd rather die
Then squeeze into clothes
*
Who am i now
Where did i go?
What has this ugly beast
Done with the body i know?

 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

26 anos !!

Sinto que tenho de escrever, aliás, ultimamente sinto muito essa vontade. Acho que o facto de ter tornado o meu blog privado de novo, mas ao mesmo tempo abrí-lo a nível de pesquisa na internet, deixou-me fechar de novo no meu mundo exprimindo-me livremente, e ao mesmo tempo dando-me a conhecer mais.
Na verdade sinto-me triste, não sei... hoje faço 26 anos, devia estar a planear uma aventura, um jantar, devia estar a divertir-me, ao contrário disso estou deitado na minha cama a descansar de um dia de trabalho e a preparar-me para outro. Mas na verdade isso não me deixa triste, já é uma rotina a que me habituei e não é o facto de que faço anos que vai mudar isso. A minha tristeza é interior, sinto-me "seco", sem adrenalina, sem excitação, emoção pela vida, preciso de sentir de novo aquele brilhozinho no olho e não sei como conseguir isso de novo.
Se eu neste dia tenho de fazer uma retrospectiva de tudo o que ficou para trás e dos grandes passos que dei, só posso estar contente, tanto com essas metas como com as quedas que dei que me tornaram na pessoa forte que sou hoje. Pensar que finalizei a minha licenciatura, assumi a minha sexualidade para os meus pais, emigrei para a Suiça, tenho conhecido ponto a ponto os locais que sempre quis conhecer e ter o que tudo o que quero, só posso estar contente.
Não gosto de ter 26 anos, sinto-me feliz por tudo, mas ao mesmo tempo infeliz por sentir dentro de mim que me falta algo. Volto a dizer que fiquei parado nos 21 anos, pois até agora foi a altura em que mais vivi a vida ao máximo apesar de não ter nem metade do que tenho agora, e agora só me resta esperar por uma viragem na página que me dê semelhante adrenalida.
Sinto que com 26 anos ainda tenho muito mais para dar mas não sei para que lado me virar, tenho todo o meu lado profissional por explorar e o meu coração gelado está a querer palpitar para qualquer lado e eu não sei como libertá-lo ... E o tempo não para para me dar momentos de fazer as coisas, eu simplesmente tenho de apanhar o passo e ir-me adaptando... isso não vale nada.
Bom .. que seja então ... 26 anos ...

 

sábado, 4 de agosto de 2012

Já senti

Hoje senti algo estranho enquanto estava deitado sobre a cama a receber o fresco que vinha da rua ... algures neste martírio entre vai e vem corporal, eu senti o meu corpo de novo... há muito que não sentia, esta suavidade de pele ... cada recanto do meu corpo, cada linha, cada curva, eu senti, há muito que não sentia.
E antes eu era bem forte e conseguia sentí-lo ... então o que é que aconteceu para eu ter parado de o sentir, ou melhor o que é que aconteceu agora para eu voltar a sentí-lo. É curioso pois foi quando perdi peso e supostamente estar a caminhar na direcção que queria que eu parei de sentir... É muito estranho e eu não tenho resposta para essa pergunta. Há tantas sensações que gostaria de recordar e voltar a sentir, no entanto nem por um segundo voltaria àqueles tempos passados.
E eu senti-me, eu toquei-me e deslizei as mãos pelo meu corpo, as minhas pernas deslizaram pela roupa de cama que estava fria dado o vento fresco que vinha da janela, era meio frio mas ao mesmo tempo muito agradável de sentir no corpo.
E a minha gata subiu para a cama, e entao acariciei-a ela consentiu com a cabeça, eramos apenas nós dois, neste emaranhado de sensações e impulsos, eu gostei .. ela certamente adorou este meu descair mais doce. Foi bom voltar a sentir ... o que já há muito não sentia.

 

sábado, 28 de julho de 2012

Derradeiro Desafio!

É agora, o derradeiro desafio! Espero não me arrepender pois é algo que pode trazer graves problemas de saúde. Espero sair vitorioso e espero contornar todos os obstáculos.
Estou consciente das possíveis consequências mas vou tentar manter-me saudável ao mesmo tempo.
O choque tem de vir neste momentó - 26 anos, é a altura para mim ter o que sempre sonhei - paz interior e esta derradeira prova eu não posso falhar.
Vou ter em mente tudo aquilo mau pelo que já passei, tudo aquilo de que já fui vítima, todos aqueles que um dia olhei e sonhei ser parecido em muitos aspectos, principalmente esta última razão. Mas acima de tudo porque estou a chegar a uma idade em que o espírito se "acomóda" e simplesmente já não está para desafios muito grandes....

 

Revolta interior e quase exterior

Não sei como lidar com esta revolta que sinto dentro de mim, nem como a exprimir sem ser mal interpretado pois é uma situação especial e delicada.
Estou revoltado e estou cansado, não durmo bem e o meu espaço está cada vez mais comprimido com o nível de tolerância a reduzir mais e mais.
Acontece que de há uns tempos para cá tenho vivido com a minha melhor amiga aqui na Suiça, pois ela veio para cá procurar trabanho, sendo que já tem; e eu dado que sempre morei com ela nos anos anteriores pintei o paraíso de volta, de novo com a vinda dela morar comigo, sabendo eu que a viver num estúdio seria uma experiência a um nível nunca antes alcançado.
Ela veio, mas antes expliquei as condições em que ela se ía encontrar quando aqui chegasse e dos desafios que viriam. Personalizei o meu estúdio um pouco mais, de muito boa vontade e ela veio.
Meses e meses depois, a tolerância já foi toda ao ar, estamos saturados! É um facto! Não damos o braço a torcer, e tornamo-nos territoriais, eu principalmente que quando não vejo as coisas como gosto, fico alterado e as coisas começam a descambar.
Não havendo possibilidade de eu abdicar ou me sujeitar, ou seja o que for, mais do que já fiz até agora, não vejo muita solução a não ser ir cada um para o seu lado, é que já nem pondero um espaço maior para os dois.
Acho que se queremos que a amizade excelente que tivemos até hoje se mantenha temos de nos aliviar um do outro, pois a situação já está desconfortável o suficiente.
É um facto que quero esta amizade para o resto da minha vida. É um facto que quero amigos ao meu redor. Mas também é um facto que quero o meu espaço, quero tê-lo como eu quero e não quero interferências nos meus momentos "zen", isto até ter uma relação mais séria, ou filhos. Acho que até esses momentos não tenho de tolerar nada desta intensidade.
Love you no matter what !

 

Questiono-me ...

Nunca vou encontrar alguém que queira estar comigo para algo sério... é tão estúpido pois eu nem sequer acredito mais em relações... mas de vez em quando sinto que preciso de algo a um nível superior.
E de vez em quando deixo-me levar, uso algumas frases de engate mas depois vejo-me novamente naquele clima de "flirt" e tudo vem em "flash", que me vou magoar, que me vão usar, e retraiu-me, fujo, não deixo quebrarem o meu gelo.
Na verdade, depois de me retrair nunca ninguém insistiu e lutou, nunca ninguém me quis mudar o pensamento. Também ninguém veio ter comigo a dar o primeiro passo e ter tentado conquisar-me. Acho que não sou esse principe encantado que alguém queira lutar por e batalhar.
Preciso de suspirar de novo, e isto é algo que ecoa de dentro da minha armadura quase impenetrável. Será que algum dia vai acontecer? Já segui o conselho de não procurar, pois quando menos se espera aparece, é o que dizem, e tenho-me focado na minha vida e objectivos, mas de vez em quando não consigo evitar de me questionar, principalmente quando vejo um casal romântico e pergunto-me o que estarei a fazer de errado ...

terça-feira, 24 de julho de 2012

Existiu!

Existiu aquela pessoa, revoulucionou-me e revolucionou o meu mundo.
Por vezes há pessoas que não sabem lidar com o que têm, com a sua beleza, com quem decide entregar-se a elas e dar-lhes tudo de si. Tudo acabou. O meu coração ficou quebrado em pedaços que ainda hoje não encontrei quando o tento reconstruir.
Seguiram-se tempos negros, distracções e uma tentativa incasável de preencher esse vazio - em vão.
O coração adormeceu, com ele corpo e mente se meteram em modo automático, a personalidade alterou-se involuntariamente. Estava numa estrada irreversível.
Hoje sabemos que tal pessoa foi fulcral para explodir o teu coração, é inegável pois ninguém até ao momento tever tamanho impulso para o teu espírito.
E chegamos à fase de tentar encontrar alguém com os mesmos traços, queremos tornar essa pessoa à imagem de outra - e percebemos que isso é errado e abandonamos mais uma relação - ficamos frios, insensíveis - "descontinuados".
Começamos a entender que afinal aquela pessoa não nos partiu o coração mas sim uma suas camadas, a superior, pois por baixo encontrava-se todo um novo coração - virgem. E afinal não ficámos frios, apenas estamos inexperientes e intrigados aos estímulos do coração que desconhecemos.
E decidimos continuar o percurso, abrir de novo os olhos, respirar fundo de novo, sentir cada momento, isso pode ter levado dias, meses ou... anos até... mas valeu a pena a espera pois agora entendemos.
E talvez agora aquela pessoa hoje já não tenha a tal beleza incomparável que me chamou; talvez agora aquela pessoa já tenha levado um maior número de pessoas ao vácuo em que também a mim me levou outrora, talvez agora fosse ser uma pessoa na qual eu não fosse reparar... ou talvez ainda continue na velha rotina.
A moral desta conclusão é que .. já não quero saber :)
Vem vida ! :)

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Encruzilhada

Vejo-me perdido nesta encruzilhada e penso ... penso, não no porquê de aqui estar, pois essa resposta eu já sei, mas em como sair daqui. Mas desta vez não apenas um objectivo diferente, mas sim uma outra mudança de vida, de país, de língua, sinto que preciso disso da mesma forma que sei que tenho de continuar aqui, pois aqui consigo concretizar mais alguns dos meus objectivos de vida.
Acho que finalmente chegou o momento de procurar uma aventura profissional na minha área, algo que me desafie, algo que faça aumentar o meu conhecimento ... talvez agora em Agosto comece a procurar.
Preciso de avançar, avançar sozinho, por mim, pelo meu esforço e suor, não estou desiludido de onde cheguei, do patamar onde estou, mas aprendi a querer mais, aprendi a aceitar os caminhos que foram definidos para mim e com isso delinear os seguintes a percorrer. Por outras palavras conformei-me. Precisava disto para não andar a lamuriar-me ou insatisfeito com tudo. Se bem que ainda preciso  de "limar algumas arestas no meu quotidiano", preciso de atingir esse momento "zen" na minha mente.
Aparte este percurso mental, avanço que visitei mais um país - a Alemanha, o qual achei imenso e muito verdejante, e visitei o Europa Park, onde no meio de tanta montanha-russa, levei umas boas sacudidelas que bem estava a precisar, e fí-lo com as minhas irmãs e pai. O bom disto é ver que o meu pai já está "razoavelmente" "OK" com a minha sexualidade.
Acabei por adiar a minha aventura de Agosto a Valencia à "La Tomatina" pois preciso de recuperar economias e preparar-me para ir à "Disneyland Paris" com o meu irmão e mãe, assim como ver a minha Diva-latina Jennifer Lopez em Zurich em Outubro na "Dance Again World Tour". E assim tento continuar pouco a pouco, venham desafios.
Pelo menos sinto-me distraído da grande ausência de planos para a minha vida amorosa que tem sido nula. Não que lamente isso, mas de vez em quando já faz falta ter aquele romantismo com alguém. Romantismo esse que nunca mais encontrei desde há muito tempo, mas isso já é outra história.

PS: Comprei uma espécie de castelo para a minha gata - Spears, agora parece uma princesa... em contrapartida sinto falta dela na capa comigo, agora já não quer saber de mim.. lol.

domingo, 1 de julho de 2012

Tempo para mim

É verdade que usufruí muito bem da liberdade que outrora tive, talvez bem demais... Portimão simbolizou isso mesmo - liberdade. Um nível tamanho de adrenalina constante, de auge emotivo que deixou em mim algo irreparável quando tudo acabou. Já o fiz referência inúmeras vezes, mas eu tive a infelicidade de ficar preso neste limbo da vida em que me encontro até aos dias de hoje. E eu enganei-me, eu tenho-me iludido pensando que estou em outra fase superior, mais maduro, mas não!
Continúo irreparável, quebrado e apenas ago em modo automático aos estímulos da vida.
Portimão fez-me conhecer as melhores aventuras de vida, de espírito, conhecer pessoas sensacionais quer em aspectos positivos como negativos. Eu cresci, e acabei por encurtar esse número de pessoas em meu redor, deixando os que achava verdadeiros. Hoje, venho aqui de visita a esta cidade, ver estas pessoas, e de há uns tempos para cá haviam pessoas que merciam a minha amizade, o meu esforço, e elas provavam-me isso, faziam o mesmo por mim.
Desta vez foi um choque, não sei se foi por lá ter passado mais tempo sozinho e de ter tido esse tempo para pensar em tudo, mas cheguei aqui e aquele grupinho que eu tinha em alta-estima não me deu aquilo que eu esperava deles, cada um pelas suas razões distintas. Foi como uma facada que tive em cada vez que um deles não se esforçou minimamente para estar comigo, e deu as mais variadas razões, a mim que atravessei três países e abdiquei de duas semanas com familiares, para estar com estes amigos a quem considerava família.
Desiludi-me, não o vou negar, adoro-os na mesma, mas magoei-me. No fundo eu sentia que havia um pacto entre estas amizades, e nada que estudos, trabalho, relacionamentos ou qualquer outra ocupação pudesse alterar. Aquele grupo que antes saía, sorría, desabafava aventuras, bebía, dançava, e chegava às mais altas nuvens; agora era um grupo preso pelas atrocidades da vida quotidiana, factores que os aprisionam e os levam até a mentir por vezes. Enfim...
Apesar de tudo, foram umas óptimas férias em Portugal a nível interior, precisava de pensar em tudo na minha vida, de recarregar baterias, de me lembrar o porquê de estar na Suiça, o porquê de continuar a desejar mais aventuras. E se em algum momento eu ponderei voltar para aquela cidade onde outrora era livre, estando ali a pensar e repensar tudo, fez-me entender que ali não é mais o meu lugar, posso lá passar e recordar, e isso deu-me um prazer e nostalgia enormes, mas ali já não há a estabilidade e realização pessoal que aprendi a desejar para mim mesmo.
Lembrem-me de não desejar tanto ir para a praia e ganhar um bronze, pois já não sou aquela pessoa que morava perto da praia e bastava ir um dia para se bronzear, fiz isso nestas férias após estar dois verões sem ir à praia e não foi bonito de se ver, ganhei queimaduras que me fizeram perder grandes momentos do meu tempo livre.
Por fim só tenho de fazer referência para o grande momento em que assisti ao concerto da grande rainha da Pop, Madonna, na sua MDNA Tour que passou por Coimbra e eu fiz questão de marcar presença. Foi excelente ver este nível de performance que se atinge com experiência. Para repetir com certeza.
Até breve.

domingo, 10 de junho de 2012

Limbo ..

Até quando vou viver neste limbo de estar magro/ estar gordo?
Estou psicológicamente cansado de lutar por este objectivo, não tenho mais forças. Por mais que me dedique a dietas, ginásios, actividades, nunca pareço chegar perto de uma meta.
Preciso dessa felicidade... de sentir-me bonito quando me olho no espelho, de ter prazer, de me vestir bem, de receber elogios...
Por vezes sinto-me bem, estou alegre e então aparece alguém a perguntar se eu engordei, ou dizer que estou mais gordo aqui ou ali... e o meu mundo desmorona, a minha auto-estima é completamente aniquilada e eu recolho-me novamente no meu escudo.
Está quase aí a praia e eu não me sinto minimamente pronto para me despir... emagreci mas não o que queria. Tenho uma semana para cometer uma loucura... mas eu não sou louco... sou bastante racional... se calhar até demais... se calhar devia soltar um pouco do "eu-louco" que aprisionei há muito e deixá-lo, já agora, à solta até ao dim destas férias.
Precisave de alguém 24 sob 24 a motivar-me, a dizer-me o que comer, o que não comer, a dar-me força... um namorado seria o indicado, mas até disso eu me privei... se calhar devia também soltar o "eu-romântico e apaixonado" que meti na mesma prisão.
Há tantos pedaços da minha personalidade que prendi e deixei cair no esquecimento para poder caminhar em frente imúne e forte.
Fechei-me tanto para relações que hoje não consigo olhar para alguém com segundas intenções, aprecio mas fico logo tão cómodo que não me consigo dedicar ao processo de engate, ao processo de conhecer melhor alguém e acabo por estar sempre sozinho, acabo por até deixar de lado aqueles que me apreciam e me elogiam.
Vou continuar paciente, visto que paciência é a única virtude que me resta... só estou há dois meses no ginásio e tenho de ser realista ao ponto de saber que alguém que sempre foi gordo, nunca teve um corpo definido... que não é do dia para a noite que se torna o "homem de sonho"... Espero que o tempo seja tão generoso comigo como eu sou com ele e me dê o que eu preciso, a todos os níveis.

sábado, 9 de junho de 2012

Sempre a somar ..

Junho - Portugal
Julho - Andar de balão de ar quente
Agosto - Valencia - La Tomatina
E isto continuará certamente, estou a começar a ganhar o gostinho de viajar, de conhecer, de "vaguear", acho que é esta a palavra chave!
Adoro vaguear, não estar preso, sei que é um óptimo estilo de vida mas não há raízes, não há estabilidade, não há segurança quanto ao futuro, mas sabe bem. Não me sinto realizado profissionalmente mas vou realizando todos os pontos que sempre sonhei fazer.
Esta ida a Portugal não vai ser só para rever pessoas e ganhar bronze. Tenciono também fazer algo que temo muito mas que quero fazer na minha vida - Doar sangue.
Para muitos é algo normal mas eu temo agulhas como tudo e vai ser algo penoso, pois doar sangue nunca é apenas um pouquinho de sangue.
No mês que vem vou tentar andar de balão de ar quente com a minha irmã mais nova, acredito que seja uma sensação fenomenal, tenho de começar a preparar-me.. até breve !

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Memories

Aquelas tardes em que me sentava no quarto, a janela aberta, o som do mar, das ondas a rebentarem na areia. E eu saía, descía a rua e alí estava o mar. Normalmente tenho medo dele, mas só de olhar para ele ficava tranquilo, a paz que ele me transmitía.
E alí ficava, pensava, nestes momentos pensar não era doloroso, fosse o que fosse que tivesse em mente, sorría para mim, chorava se tivesse de ser e ele entendía-me, ele fazia-o em sintonia comigo para me fazer sentir melhor.
Os pensamentos alinhavam, tudo se clarificava de uma forma harmoniosa e o pensamento dava lugar à imaginação e eu começava a sonhar. Que bom que é sonhar!

Sentimento descontrolado

Cada vez mais este sentimento fica descontrolado... começo a entender porque é que escolhi o Turismo para lema de vida. Meti na cabeça que estou a desmotivar e vou assim afundando de dia para dia deixando que esta núvem psicológica me envolva até me levar à exaustão.
Continuo com a perfeita noção das minhas responsabilidades, sei também que só posso, só "devo" contar comigo se desta país decidir sair mais cedo ou mais tarde. Não estou mal em relação a objectivos mas extremamente agoniado por não me sentir em casa, por não estar num meio acolhedor, não quero dizer com isto aue penso em Portugal, não, mas preciso de outro lugar.
Preciso respirar ar puro, preciso de mar, preciso de brisa, vento; sinto-me desligado de tudo, as pessoas estão a saturar-me, não estou receptivo a nenhum comentário, não quero ideias ne, conselhos, quero pensar por mim, quero estar sozinho, quero as coisas à minha maneira, sinto-me despegado de todos e não sinto necessidade de estar perto de ninguém pois no fundo também sei com quem posso contar.
Eu mudei, é um facto, não tenho as mesmas vontades, as mesmas necessidades e ao que parece os desafios rigorosos estão longe de desaparecer do meu horizonte.
Enfim, resta-me difinir e redefinir objectivos vezes e vezes sem conta, neste momento continuarei focado no exercício físico e no sentir-me bem com o meu corpo que ainda tenho um vasto caminho pela frente e não queria sair daqui sem pelo menos ir mudado em todos os sentidos.
Vejo os meus amigos super bem, focados nos seus trabalhos, com os respectivos companheiros, felizes e eu simplesmente já me passa tudo ao lado, pois entendo que cada um tem os seus objectivos de vida, cada um sabe, sente quando é altura de acentar.
Esta aventura no estrangeiro fez-me já crescer a um nível que nunca imaginei ser possível... depois de tanta merda... ainda amadurecer mais. Acho que ainda assim, já me senti tão relaxado outrora que já não encontro direcção para estar de ombros leves de novo.
Não consigo chorar, sinto as lágrimas bem a cair dentro de mim, mas não as consigo exteriorizar, o que só me aumenta a agonia mais e mais. É inevitável.
Só espero que o tempo clarifique o que devo fazer, o que decidir, que caminho seguir e que decisões tomar.

Eu Sei !

Como eu sinto a tua falta... Pouco me lembro de ti já, as memórias vão-se desvanecendo nos confins do tempo.
Sei o quanto foste especial, sei o quão bem me fizes-te sentir, mas tudo o resto já foi quase perdido, quase explorado.
E eu aqui continuo a tentar acreditar que não foi por defeito meu, que apenas foi porque assim tinha de ser e forço-me a olhar para outras pessoas na esperança de que alguma delas me desperte de novo.
E elas existem e chamam-me a atenção, mas não me dão certezas de nada... aquela chama que quase me fazia mudar o mundo em prol de alguém... eu perdi-a... e não sei como reavê-la!